Mulambada,
Saudades deste pequeno espaço.
Não, não foi porque o Flamengo
descia a ladeira, longe disso, escrever é uma das coisas que me agradam bastante
ainda mais sobre o Mais Querido, mas as tarefas de criação de uma
nova empresa estão tomando todo meu tempo e fico sem poder dar as caras por
aqui.
É verdade que o Maior de Todos
andou rateando feio e como vem fazendo entra ano sai ano, para deleite da
arco-íris fétida e mal vestida, inicia o maior e mais equilibrado certame
mundial passeando pela zona dos impuros. Chega a ser irritante essa postura de
time pequeno que nos assola com frequência. Deve ser o efeito osmose devido as
más companhias que nos cercam regionalmente.
Entretanto, quebrando o paradigma
de “diga-me com quem andas que te direi quem és” para desespero da mesma arco-íris
fétida e mal vestida, os impuros, time grande não cai e ponto, final.
Com a chegada do polêmico Luxa, iniciamos
uma sequência de vitórias com goleadas de 1 x 0. Sequencia providencialmente quebrada
com duas derrotas seguidas contra o Grêmio e o Goiás.
Providencialmente por que os
come-dorme la da Gávea já estavam se achando e a Nação que não economiza em otimismo
já estava começando a pensar na Liberta de 2015. O Luxa deve ter dado um
tremendo puxão de orelha nos perna de pau que, cientes de sua inconteste falta
de técnica, caíram na real e reencontraram o caminho dos bons (?) resultados.
Nesse meio tempo tivemos
agradáveis surpresas, o renascimento do pequenino Everton e do grande Walace
que segura nossa defesa como gente grande e seus companheiros de miolo não tem
deixado a Nação
sentir muito a falta do Samir. Mas o Marcelo andou dando umas bobeados e o Luxa
não teve opção a não ser ressuscitar o Chicão.
Os outros continuam na mesma, não
fedem nem cheiram, mas estão correndo mais que antes e no futebol de hoje
correr é 90% de garantia de sucesso(?).
Você não acredita?
Ora meu caro Mulambo, o que o Everton sabe fazer
de melhor?
Sim, correr.
Quem tem sido peça fundamental no
esquema do Luxa?
Sim, o Carceres, que resolvemos
idolatrar, pois mesmo sendo um tremendo perna de pau, com sua energia e raça se
tornou o ponto de equilíbrio e consequente segurança do nosso meio de campo. É
o famoso 2 em 1, joga dois jogos e para um. Todo o jogo leva pra casa de
presente um cartão amarelo.
Sou do tempo em que a peça
fundamental do Mengão era o Zico, mas o futebol brasileiro está tão ruim que eu
arriscaria a dizer que os acima citados até poderiam almejar vaga na Seleção
que não iam fazer feio. O problema é estando lá pegar a doença que o Juan e o
Leo Moura pegaram. Enfermidade que tira a técnica do doente que passa a ser
lembrado pelo passado e os raros momentos de lucidez que atualmente permeiam
suas vidas nos campos.
É o que eu sempre falei, o time é
muito ruim, mas não é o único, tem por aí muitos e piores é só correr um
pouquinho que podemos ir mais longe, principalmente na Copa do Brasil.
Amanhã temos as Flores pela
frente, muito cuidado que elas estão todas assanhadas. Ultimamente andaram
levando umas palmadas bem dadas. Como toda aborrescente costumam se revoltar nesses
momentos e o Mengão
como líder nato e inconteste do terreiro deve mantê-las em seu devido lugar da
casa, o terceiro quarto.
Saudações.
