31 janeiro, 2013

E AÍ! O QUE HOUVE ONTEM?


Verão meio murcho. Chove mais que nunca. (é galera, a terra está reclamando).

Quinta feira safada, às vésperas da noite eu saia diferente do trabalho. Saí calmo, mas com certa vontade exagerada de ver a pelada que se anunciava.

Sabia que, pelo apresentado nos últimos meses somando-se as férias e pré-temporada não há no Flamengo nada que se esperar nesses últimos anos.

Entretanto, saber quem era o adversário, era o estimulo para que minha certeza, sonolenta por anos, despertasse com os olhos brilhando.

“Hoje é dia de matar a fome!”

Sem surpresas adentramos o verdejante solo do Estádio Olímpico Municipal.

O Manto Sagrado com calções pretos é meu preferido. Mesmo com toda história de conquistas obtidas com o branco.

Então, entramos em campo, com um time meia boca que vem fazendo o mínimo para seguir vivo na competição (?).

A “oponente” estava cheia de gás devido às vitórias obtidas nas partidas anteriores.

Estava tão deslumbrada pelos comentários da imprensa vendida, tão certa de que esse ano iria conquistar o tão sonhado matriarcado do Futebol da Cidade Maravilhosa, que fez até depilação.

Raspou o bigodão, o suvaco as canelas e se apresentou para o jogo.

Dessa vez o vinho demorou a fazer efeito o que retardou nossas ações. Fomos meter nosso primeiro ovo apenas após os 23minutos, em um passe excelente de Ibson que Hernane 100% transformou em gol.

Metemos o segundo aos 30, com Nixon que já havia perdido 1, logo depois e em seguida eles fizeram o primeiro gol.

Rafinha perfeito. E Ibson, acertando 2 à cada 5 passes, estava atuando acima da média.

Sair com a bola dominada da defesa já não está sendo uma raridade e mesmo com Leo Morto no banco. Ops tão soprando aqui que ele estava em campo.

“Eu não vi!”

Os ovos foram entrando em sequência musical e o de Cleber Santana foi o 3º, logo aos 3 minutos do segundo tempo, pra mostrar que quem manda no terreiro é o Urubu.

O 4º de Rafinha foi uma jogada estupenda e rara. Ele disparou por mais de meio campo, ultrapassando quem aparecesse na frente.

GOLAÇOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eram ainda 19 do segundo tempo e mesmo assim, ela se entregou. A portuguesa sentiu a força do bico e desceu das tamancas de joelhos, relembrando encontros recentes.

O porteiro do prédio vizinho, que disse que o Mengão ia levar um sacode deve estar tentando dormir.

Porteiro torcedor de outro time tem uma vida muito triste, pois não pode se esconder depois de perder pro Mais Querido.

Ele já está sabendo que amanhã vai matar a saudade de me ver passar e dizer:

“Quanto foi o jogo?”

E emendar em seguida

“E aí! O que houve ontem?”

Saudações.


27 janeiro, 2013

ISSO É FLAMENGO


Diga lá Mulambada!

Eu não fui.

Não fui a “Beautiful Girl”.

Bem que gostaria, iria com prazer, entretanto, não foi possível. Tinha compromissos inadiáveis, mas consegui ver pela TV.

Vou falar por mim e tenho certeza que não sou o único.

Não esperava grandes coisas.

Time ruim, com duas peças novas recém-chegadas portanto sem entrosamento, calor, pouco público (por mais cheio que estivesse); em suma, tudo corroborando contra o que chamamos de futebol, mas não com muita convicção.

Foi uma grata surpresa, um primeiro tempo, muito bom, ainda mais considerando que estávamos com 10 em campo. Vi jogadas que não via faz muito tempo; ainda mais em jogos do Flamengo.

Lançamentos, tabelas, ultrapassagens pelas laterais. O time arrumadinho, sem sair na base do chutão ...

Nada de especial, apenas um pouco de futebol. Porém, em comparação com o que vi nesses últimos anos, estava muito bom!

Mais de 60% de posse de bola, isso diz algo para vocês?

Fez-me ver que há esperança e que jogador caro nem sempre é a solução.

Perdemos gol atrás de gol. Chegávamos bem na área, mas o último passe estava nos traindo. Perdemos muitos gols por conta de má vontade de dona Batatinha em ir para o saco.

Alguém precisa dizer à Dona Batatinha que seu desafeto já voltou para a Rússia.

Dona Batatinha fingia que ia, mas de repente se entregava aos pés dos defensores do Time da Cidade do Aço em uma traição inesperada.

E para piorar, os caras, não foram ao modestíssimo estádio só pra trocar camisa pelo Manto Sagrado, eles se esforçaram bastante e até perderam algumas boas chances.

A famosa goleada de 1 x 0 e foi muito pouco.

Destaque para as estreias que se continuarem assim, mesmo em fase de saneamento, iremos dar trabalho.

Elas (as estreias) devolveram parte de nossos valores e nos fizeram ver que se aquele cara estava sendo considerado o melhor do time é por que algo estava errado.


Como disse um tricolete lá do trabalho:

“Esse Elias é um belíssimo jogador!”

Por hoje eu até concordo, mas não sei se estamos falando da mesma qualidade; eu estou falando do futebol.

Duvido que alguém tenha sentido saudades do ex-titular. João Paulo foi discreto e seguro. Bem diferente do tresloucado que OCUPAVA a posição.

E ainda, se saírem os dois peso-mortos:

“Vai dá té pra ser campião”!

Não gosto nem um pouco de falar de árbitro, mas esse é muito ruinzinho e estava mal assessorado. O pessoal com quem assisto aos jogos disse que ele é Flamengo e que devia estar tentando disfarçar.

É aquela história contada pelo filho, do primo, da irmã do amigo. Melhor não acreditar.

Mas se for verdade:

“Ô soprador, não é pra roubar à favor, mas também não atrapalha, PORRA!”

Afinal, um pênalti e um gol mal anulado podem fazer falta um dia.

No segundo tempo o jogo ficou morno, mas continuamos com a posse de bola e martelando a testa do bom goleiro "rival".

No fim, venceu a razão e vencemos um com gol (do atacante do Mais Querido, com a melhor média de gols dos últimos anos; um por jogo) aos 47 minutos do segundo tempo.

Foi sofrido!

Se fosse para não sofrer eu ia ser mais um dentro da Kombi.

Isso é Flamengo!

Saudações


26 janeiro, 2013

O DESAFIO


Segunda pelada do ano e já caiu nosso índice de aproveitamento. Esse empatezinho furreca com o ilustre tricolor suburbano não era esperado. Certo?

Errado!

Ô Mulambada! Pé no chão! Sei que é difícil, mas tentem não esquecer que estamos em tempos de saneamento e sendo assim o foco é no time que joga FORA das quatro linhas. A galera da limpeza PRECISA fazer uma faxina geral nas dependências do Mais querido; não só na Gávea como também no Ninho do Urubu, no Morro da Viúva e até na Sede de São Conrado, onde ninguém vai faz tempo.

É necessário tirar a inhaca que ficou das nefastas administrações anteriores nem que para isso seja necessário importar toneladas de sal de Cabo Frio.

Com relação ao jogo, eu estava trabalhando. Pode parecer estranho para a turma da Federação e da TV, mas os Flamengos também trabalham e muito. Sendo assim, pra ver jogo às 16:30 horas tem que ser um jogaço e cá pra nós hoje em dia, com esse time ruim que está defendendo o Manto, nem se fosse contra o Barcelona.

É certo que exemplo não falta pros come e dorme e nem está muito longe. Temos treinando ou jogando dia à dia a galera do Basquete que mesmo com meses sem receber (agora parece que o salário está quase em dia) está sacudindo tudo que aparece pela frente. Mal acabamos de sair de nossa 15ª vitória (RECORDE ABSOLUTO) e já vamos partir para mais um jogo. A galera da lixeira suspensa não descansa e diferente de meia dúzia de vagabundos, honra o Manto de verdade.

Fica aqui minha humilde homenagem e agradecimento.


Por isso precisamos ter paciência. Pelo menos até as novas contratações (que não são “essacocacolatoda”) estrearem. Afinal um time onde o sênior Ibson vem sendo eleito o melhor em campo, não pode ser levado a sério.

Não esperem muito amanhã, contra o valoroso time da Cidade do Aço. O jogo vai ser em Bangú, onde as instalações são precárias e vai estar quente pra dedéu. Os Heróis da Nação que comparecerem merecerão ao menos uma vitória nem que seja de 0 x 0.

Sendo assim, segurem as pontas aí que a galera recém empossada, parece que está trabalhando muito, já confirmaram 5 reforços (?) e em breve, espero, teremos mais boas notícias.

E já que vamos ter de colocar nossas barbas de molho, vamos fazer um arrazoamento sobre outro assunto, por hora, mais importante.

Não é raro ouvirmos gozações pelo fato de o Flamengo não possuir instalações onde mandar seus espetáculos. Vêm de todos os lados, de vários tipos, cores e opções sexuais. A rapaziada da Arco-Íris malacafenta não se emenda e por falta de assunto, vira e mexe está por aí inventando historinha.

Outro dia foram dois adeptos dos imigrantes perdidos da Península Ibérica ou os popularmente chamados de “Filhos da Bigoduda” que começaram com a seguinte pergunta recebida na net:

“Por que o Flamenguista não pode montar quebra cabeça?”

Faz parte da brincadeira a imagem abaixo que mostra os estádios do pessoal da bigoduda, o de Larangayras e o popularíssimo Vazião.


Respondi prontamente, tentando fazer cara e voz de quem já está de saco cheio, mas o fiz de forma tranquila e sarcastica:

“Porque o Flamengo não tem estádio!”

E emendei:

“Meus caros nós não temos apenas um estádio, temos um em cada capital do país e em quase todos sempre somos maioria. Nossa torcida é nacional, ops! É internacional, não se restringe apenas a um mísero estado. Os clubes de futebol existem para conquistar títulos e colecionar taças. Se estádio desse título, nós teríamos um monte deles. Vejam o pessoal que ganhou de mão beijada o Vazião, desde que se consolidou a mamata, quantos títulos eles conquistaram? Nesse mesmo período nós conquistamos muitos Carioquetas safados e nosso inconteste HEXAnacional. FATÍSSIMO! E vocês, nossos demais pseudos concorrentes, o que têm pra contar?”

Eles enfiaram a viola no saco e começamos uma discussão séria e sadia sobre o assunto.

Dissertamos sobre o próprio Vazião: O porque e localização da construção (este o segundo real motivo de ele estar sempre vazio, o primeiro é que no estacionamento cabe muitas Kombis) e a forma como foi entregue ao pessoal da carrocinha.

Falamos do pseudo estádio de Larangayras que se fosse estádio mesmo elas mandariam seus jogos lá e não em São Januário.

E este o único dos três que realmente serve ao seu clube desde que foi inaugurado.

Discutimos também sobre a construção do estádio das Tricoletes lá dos Pampas. Uma belíssima obra que, pelo que consta, foi construída as próprias custas e de empresários simpatizantes.

E o papo foi rolando até chegarmos a como foram escolhidas as cidades sede da Copa de 14 e a vergonha maior de todas que é a história imunda do ainda nem inaugurado Itaquerão.

Nesse caso específico, lembro que quando criança tinha um primo mais velho maloqueiro fanático e quando eu estava em Sampa, de férias, íamos aos jogos. Acabei simpatizando, mas depois que sujaram sua pequena história com certas conquistas obtidas de forma estranha e com essa história do Itaquerão, a simpatia acabou.

Quando deixei meus colegas, fiquei com as imagens do desafio na cabeça e pensando...

Realmente, brincadeiras à parte, precisamos de um estádio. Não para mostrar nada para ninguém e sim para sabermos que se estamos pagando ingresso, a maior parte da grana irá para o Mais Querido (fora roubos internos o que é um problema nosso, diga-se de passagem.) e dificilmente terá destino amoral como as rendas do Maracanã ou outros estádios.

Na minha concepção, seria uma construção simples, entretanto bem localizado. Com amplo estacionamento e acesso fácil. Arquibancadas de concreto, sem cadeiras a não ser em área específica.

Em forma de retângulo, com as arquibancadas bem próximas ao gramado e em vários níveis, 3 seria o ideal, para potencializar o poder de nossa torcida. Com capacidade para aproximadamente 50.000 membros da Nação.

Seria inaugurado no nosso Natal, 02 de março. O nome:

“Arena Arthur Antunes Coimbra” ou o popular “Zicão”.

Faria parte de um complexo que idealizei há algum tempo, publiquei em outro blog e pretendo publicar em breve aqui neste democrático espaço.

Uns falam do Maracanã como nossa casa, sim eu concordo, temos muitas casas e hoje, a saudade ratifica a cada segundo de distância o quão importante nos é o Mário Filho.

Mas precisamos de um quintal para essa casa, construído com nossas forças e não presente de uma empresa ou do governo, à custa dos impostos pagos pelo povo, mesmo sabendo que a maioria deste é Flamengo de quatro costados.

Já vi e revi muitos projetos e maquetes do estádio do Flamengo, mas a realidade de roubos e más administrações sempre nos foi ingrata.

Quem sabe não chegou a hora?

Saudações.

21 janeiro, 2013

O TAPETE VERMELHO



Prezados,

Poucos dias após nossa primeira partida da temporada volto a este espaço para mais algumas considerações.

A partida em si, não apresentou nada de novo a não ser quebrar a improvável capacidade de nosso atacante agora mais importante fazer gols. E pra queimar a língua da Mulambada, O cara fez dois.

O primeiro tempo visto por mim foi completamente diferente daquele visto pelo nosso sênior Dorival Junior. Ele viu o Flamengo dono das ações e perdendo algumas chances de gols.

Eu, que não estava lá no vazião, vi nosso scretch, comp... Ops! Decomposto de muitos moleques e alguns idosos, fazer um ataque nos primeiros minutos e nele conseguir seu único gol no período. Aproveitamento de 100% dirão os otimistas. Sim, é verdade, entretanto é preciso citar que na maioria dos demais quarenta e tantos minutos o inexpressivo time adversário, que fazia sua estreia na 1ª divisão do menos chinfrim dos campeonatos estaduais, botou sufoco na ainda claudicante zaga Rubro Negra.

A molecada, que não é tão nova assim, do fogoso Quisaman só não fez seu golzinho porque quando a fase é boa até cocô de pombo vira ovo de codorna.

E, como escrevi no post anterior, parece que estamos seguindo por novos caminhos para lugares já conhecidos. Isso, a princípio, está ficando bem interessante.

No segundo tempo as instruções do técnico e as substituições tornaram as coisas menos difíceis e o time adversário pouco fez, o que já é muito já que nosso time é ruim, está em início de temporada, mal fez coletivos, ainda está desfalcado das novidades e com alguns senhores já cansados. Mas para felicidade geral da Nação e para dar uma forcinha ao pombo, ainda fizemos outro gol. Três pontinhos na sacola e um início positivo de nossos novos mandatários. Não podia ser melhor. Agora é aguardar quarta feira a nova peleja contra o tradicionalíssimo Madureira.

Enquanto isso, nesta segunda feira tempestuosa, lendo os jornais eletrônicos da tarde vi que demos mais um pequeno passo naquele novo caminho citado acima.

A turma do novo departamento de “marquetingui” anunciou o/ou um dos patrocinadores máster tão discutidos por todos.

Segundo nosso Vice de “Marquetingui” a estratégia de ter três empresas revesando três espaços do Manto Sagrado está temporariamente descartada.


O site da Peugeot diz, grifos nossos:

“(...) a Peugeot anuncia o patrocínio do Clube de Regatas do Flamengo, uma das principais agremiações de futebol do Brasil e do mundo, que também passa por um momento de evolução e crescimento no mercado.

O contrato firmado entre a empresa e o clube tem duração de três anos. O uniforme do Flamengo terá a inscrição Peugeot estampada na frente até abril. A partir daí, o nome da empresa passa para as costas da camisa. (...)”

Tendo em consideração o dito pelas duas partes e os valores especulados nas matérias, penso que essa não passa de mais uma estratégia do departamento para contrafazer mais coisas boas que estão por vir.

Na dúvida eu que não tenho tempo para ficar elucubrando e tenho mais o que fazer, vou aguardar as novidades e se eu fosse você, deixava a “arco-írisada” mal vestida se rasgando e fazia o mesmo.

Em suas palavras, o pessoal da montadora de carros francesa tentou puxar o saco e ser simpática com a Nação, mas infelizmente não foram felizes ao dizer que o Flamengo é uma das principais agremiações de futebol do Brasil e do mundo.

Errou feio o pessoal do sotaque do biquinho, o Flamengo É A PRINCIPAL agremiação do Brasil e DO MUNDO.

Sem problemas, estão chegando, têm boas intenções e têm três anos para aprender.

Sendo assim, estendo meu tapete vermelho...

Sejam bem vindos!

Saudações Rubro Negras

20 janeiro, 2013

UM DIVISOR DE ÁGUAS?


Prezados,

Após muito tempo, volto a escrever sobre um tema que poucos não gostam, mas esses poucos existem sendo assim, mesmo sendo minoria, devem ser respeitados.

Porém, a atual situação não me deixa ficar parado. Talvez aguardar mais alguns acontecimentos para só então tecer meus comentários fosse o mais prudente, entretanto, as palavras estão fazendo ferver meu cérebro já gasto pelo tempo.

A ansiedade me pôs em xeque e a grande dúvida era se postava no meu tradicional espaço de devaneios ou criava outro específico para o assunto. Algo que vinha sendo pensado há um tempo.

A primeira opção era a mais conservadora e permitia manter-me em minha zona de conforto e teria mais um texto a entreter leitores já conquistados. Poucos é verdade, mas fieis.

A segunda, mais arrojada, me daria a oportunidade de quando quisesse, escrever sobre um assunto que tanto gosto e em vez de fazê-lo como vinha fazendo, através de comentários em outros blogs que dissertam sobre o mesmo tema, o faria em um espaço livre e novo.

Seriam dois problemas a administrar, um a necessidade de conquistar leitores, tarefa árdua nesse mundo onde teria concorrentes de peso já consolidados e o outro, consequente do primeiro, manter o blog vivo, alimentando-o constantemente tarefa que seria bastante sacrificada devido aos meus afazeres profissionais.

Decidi pela segunda. Precisava de algo novo esse ano. Dessa forma, estou aliando o útil ao agradável.

A proposta é discutir sadiamente o tema, de forma menos passional, como se isso fosse possível, elencando os assuntos que julgo mais importantes de maneira séria ou não, mas educada.

Contundente se necessário e paternalista quando possível. Sempre com educação e civilidade.

Dificilmente haverá furos de reportagem ou informações de bastidores, mas haverá coerência nas palavras e entendimento de cada texto.

Espero que gostem. Gostando ou não, comentem lá em baixo.

Segue o primeiro.

Como outras, esta encontra-se espalhada pelos quatro cantos do planeta e justamente por isso torna-se impossível quantifica-la. Os mais modestos estimam em 40 milhões e crescendo.

Faz parte dessa Nação todo tipo de ser. É uma mistura de raças, credos, cores, opções políticas, opções sexuais, situação social e econômica, nível cultural, etc.; o que faz desta a verdadeira e única representação da miscigenação de que é composto o povo deste imenso e maravilhoso país; Brasil.

Eu, orgulhosamente faço parte dela.

Diferente de outras, esta tem seus felizardos membros, apesar de tantas diferenças, partilhando do mesmo amor por uma mesma entidade, quebrando assim o paradigma de que toda a unanimidade é burra.

Amor cultivado a cada uma das inúmeras conquistas, na mesma intensidade de emoções, razões ou não, de cada uma das poucas perdas, da brilhante História do Clube de Regatas Flamengo.

História que vinha sendo castigada há um bom par ou mais de anos. Manchada com perdas não condizentes com sua natureza.

Perdas fazem parte da realidade e servem para um aprendizado que deve ser usado no crescimento e na obtenção de vitórias. Fato!

Obstáculos fazem parte do caminho a ser seguido na busca por novas conquistas. Outro Fato. 

Conquistas que mostram aos incrédulos o poder daquele que luta bravamente respeitando as regras do jogo. Novidade?

Mas não essas últimas.

Estas últimas perdas nada tiveram de edificante, nada de construtivo. Nada além do que já sabíamos foi aprendido durante esses escassos, porém contundentes anos.

Período Negro em que a Nação esteve a mercê de poucos de seus membros que dela não deveriam fazer parte. Membros que nada têm a oferecer de positivo, a não ser poucas e respeitadas medalhas de natação. Poucos que rastejam na lama de suas falcatruas dilapidando o patrimônio obtido em mais de 125 anos de glórias.

Houve outras é verdade. As mascaradas por escassos títulos do chinfrim Campeonato Carioca ou até de Brasileiros. Ou as intermináveis aquisições de medalhões que nada fizeram de louvável dentro e fora das quatro linhas e que de produtivo tinham apenas a função de alimentar os já abastados bolsos dos infiéis que se perpetuavam trienalmente.

“Panem et circenses”.

Entretanto, poucas foram tão danosas. Esta última não só malbaratou-nos financeiramente como também moralmente. Ao ponto de grande parte da Nação, a parte menos esclarecida é verdade, sentir vergonha de vestir o Manto; em um ato de extrema injúria perante a grandeza do símbolo Sagrado.


Poucos faziam de muito nada, deixando sem nada muitos, em uma ciranda sem fim.

Uma vergonha!

Diante desta situação, os muitos resolveram se pronunciar e diferentemente de outras oportunidades o fizeram de forma limpa, honesta, organizada, sem muitos alardes, mas com muita eficácia. Foi um movimento consistente cuja força mostrou-se nas urnas no resultado do último pleito eleitoral que deu encerramento ao esquecível último triênio.


A Nação se sentiu vingada e agora consciente de seu poder, mesmo que desprovida do voto. 

Num país onde a maioria do povo nasce, vive e morre a mercê de atitudes indignas, tirar a corja do poder já foi um passo enorme.

Mas parece que não será apenas isso e essa notícia me trouxe esperança. Esperança que estava se corroendo diante os anos insalubres que se acumulavam.

Iniciou-se então o ano de 2013 e logo em seu primeiro discurso o novo Mandatário mostrou conhecer nossas forças e o mais importante, nossas fraquezas e consequentes necessidades para um dia voltarmos ao lugar de que nunca deveríamos ter saído.

Ele mostrou seriedade nas palavras que resumiam o árduo trabalho que teria e ainda tem pela frente.

E dentre essas palavras àquelas que diziam que precisamos voltar a ser respeitados por cumprir nossos compromissos, foram as que mais me agradaram. Afinal não basta sermos respeitados apenas por nossas inúmeras conquistas.

Entretanto tinha dúvidas se agradariam a Nação.

Sim meus caros a Nação é eclética e como os brasileiros, possui em suas fileiras apenas 6% em condições de discernir e entre eles muitos são pouco confiáveis.

Os outros 94% precisam de ações impactantes, precisam de retorno imediato para manter a esperança no “bumbumbaticubum” de cada um de seus corações Rubro Negros.

Os dias foram passando e estamos apenas próximos do fim do primeiro dos 36 meses que tem para conseguir o objetivo e ele já tomou algumas providências:

- Iniciou uma guerra composta de inúmeras batalhas em forma de negociações para fazer com que os órgãos públicos deixem de se apoderar de nossas receitas na fonte, possibilitando o saneamento, a longo prazo, das dívidas oriundas de “administrações” anteriores e assim sobrevivermos.

- Não contratou grandes jogadores como faziam antes em transações econômicas absurdas quase sempre prejudiciais aos cofres e moral da instituição.

- E para piorar, se desfez de um de seus principais jogadores. Tá certo que não vinha rendendo o que para o qual estava sendo muito bem pago, mas era o que tínhamos.

Foi como se um prefeito ou governador investisse em infraestrutura, que o povo não vê. E se o povo não vê perde o valor.

Atitudes totalmente impopulares principalmente para aqueles 94% sem condições de bispar.

Mas é exatamente nesse ponto que causou-me espanto.

Noto no ar uma conscientização de membros desta imensa Nação em torno de uma proposta, transformando esta em uma situação inusitada.

Onde eram esperadas manifestações contrárias e até mesmo o surgimento de um sentimento de revolta vê-se a maioria dos membros da Nação perfeitamente conscientes de que é necessário sanear para só então vislumbrar as grandes conquistas que nos foram tão comuns em priscas eras.

É nos comentários das notícias dos diversos meios de comunicação, nos bares, ruas, escritórios, nos blogs, etc. É esmagadora a aceitação mesmo depois de medidas teoricamente mal vindas.

O espanto torna-se maior quando lemos, vemos e ouvimos membros da Arco-Íris mal vestida se pronunciando com palavras chulas, de baixo calão, ou argumentos pífios exatamente por não ter o que dizer diante das perspectivas que surgem em nosso horizonte.

Natural, pois sabem que se chegamos onde chegamos em nossos mais brilhantes anos, sendo mal administrados imagine nossas realizações se bem administrados.

É muito cedo para afirmar por isso deixo no ar a pergunta:

Seriam, os recém empossados, um divisor de águas?

Saudações Rubro Negras