29 agosto, 2013

E O PROFETA CHOROU



Mulambada,

Vocês foram à Catedral, estavam em grande número e animados com a possibilidade bastante real de classificação. A raposa deixou em seu covil a remota chance de êxito. Mas elas ainda tinham uma chance devido ao sua técnica superior. São os atuais líderes do Campeonato Brasileiro e isso não é para qualquer um.

A raposa, com seu pelo reluzente proveniente de uma chapinha sem vergonha, chegou cheia de si e acostumada a se distrair com uma galinha achou que ia se criar por aqui também.

Mas aqui é Terreiro do Urubu que por ser uma ave de rapina sempre acaba comendo nem que os restos de seus inimigos.

Não se iludam, não foi um jogo maravilhoso tecnicamente, o que mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer e quantidades enormes de calmantes à consumir.

Mas foi diferente, como diferentes foram as duas etapas do jogo.

O primeiro tempo não foi lá essas coisas. Os erros de passes persistiam assim como a mesmice de nossas jogadas infrutíferas e nem a entrada de Rafinha contribuiu para sua melhora. É certo que perdemos três chances, mas foi pouco para nossas necessidades.

A bola tratada como vadia por nós tinha alguns momentos de paz nos pés dos “inimigo”. Eles tocavam quase todas de primeira nos envolvendo em alguns momentos. Isso fazia de nosso sistema defensivo um pouco mais vulnerável; o que para nós já é um pesadelo. Felipe trabalhou mais do que o de costume e só não saímos para o repouso perdendo, graças a São Judas Tadeu.

A parte da Nação presente fazia belissimamente a sua parte, mas a falta de reciprocidade do bando que estava em campo a fez esmorecer em alguns momentos. Não havia ímpeto em nosso time e o jogo se arrastava em campo.

E aos zero um do segundo tempo, enfim o Urubu entra em campo e começa o jogo.

Elias em noite de gala auxiliado por Rafinha, Paulinho e Luiz Antônio faziam quase de tudo. Os demais em nível superior ao de costume faziam do Mais Querido o melhor em campo.

A raposa ia sendo encurralada e se encolhia cada vez mais como um coelhinho medroso. Nossas jogadas encaixavam como há muito não se via e passes errados tornaram-se raridade. As chances de gol se multiplicavam e eram perdidas pelo capricho dos Deuses e a incapacidade técnica dos de sempre.

A Mulambada continuava cumprindo uma à uma cada uma das cláusulas no Contrato de relação única e inexplicável de Amor e Ódio, assinado desde tenra idade com o Maior de Todos. Eram mais de 50 mil incentivando à uma só voz, como só a Torcida do Flamengo sabe fazer.

O Templo mal modificado ainda não nos acolhe como antes (precisamos voltar seriamente a pensar em nosso estádio), mas mesmo reduzido, o gramado enfim tornava-se novamente o terreiro do Majestoso Urubu Rei.

Como em áureos tempos, ele mostrava com naturalidade peculiar que o mata-mata é sua maior especialidade mesmo quando craques não estão em suas fileiras.

O Manto Sagrado também fazia sua parte munindo de personalidade e força os que o vestiam com honra e humildade em troca de seu suor, em uma simbiose já conhecida e invejada, mas há muito não vista.

Entretanto o tempo estava sendo cruel. Acelerava cada vez mais rápido com uma voracidade extrema. E à partir dos 40 minutos o nervosismo começava a tomar conta da Nação.

Aos poucos crescia em nossos corações o sentimento de que Senhora das Injustiças ia fazer mais uma das suas e tirar do Flamengo a oportunidade de seguir seu caminho natural de obter vitórias quase impossíveis.

Mas aqui, “mermão”, é Flamengo e a História está repleta de nossas conquistas obtidas sob sangue, suor e lágrimas. Enfrentar ventos contrários em mares revoltos faz parte de nosso cotidiano.

Se fosse para ter molezinha eu não ia ser Flamengo.

Eram exatos 42 minutos e quebrados que Rafinha descobriu Paulinho junto à linha de fundo e este cruzou magistralmente para trás onde estava livre o Profeta Elias. Nosso real artilheiro, com chute de prima meteu a gorducha, à meia altura, rente a trave esquerda sem chances para o bom goleiro deles.

E mais uma vez fez-se a luz!

A massa de 40 milhões (e crescendo) explodiu em êxtase transformando a noite em mais um marco importante de nossa História.

E o Profeta então chorou.


Saudações.


26 agosto, 2013

NÃO HÁ CULPADOS



Mulambada,

Foi preciso alguns dias para digerir mais uma derrota.

Por mais que a história contada nos últimos anos esteja tentando derrubar, a lei de que o bom Rubro-Negro não se acostuma com derrotas não cairá em desuso. Não está em nosso DNA

Foram dias de reflexão que me farão escrever menos besteira do que faria se o tentasse até 24 horas após mais um vexame.

Foi então que decidi não escrever sobre o jogo e sim a cerca do que está acontecendo.

Como todos vocês, estou precisando de boas notícias. Qualquer coisa que me faça ao menos dar um leve sorriso de canto de boca.

Não vai adiantar qualquer outro sofrer uma tremenda goleada. Meu espírito esportivo não se alimenta do insucesso alheio. Prefiro que todos tenham timaços e estejam bem pelas tabelas e ter o Flamengo melhor que todos do que vê-los sob o véu da desgraça e o Mais Querido na situação em que se encontra. Foi assim na já distante década de 80 e também em 1992.

Estamos adentrando o gramado sempre em número inferior ao oponente. Hora é o Leo Morto, hora é o Cárceres, hora é o Val, Paulinho, João Paulo e assim segue nossa vida claudicante.

Há poucas semanas oscilávamos entre empates e vitórias. Hoje definhamos tabela abaixo sob empates e derrotas. A situação só não é pior por conta da incapacidade de outros em pior situação.

Mas isso é problema deles e eles que os resolvam.

Nosso time “involui” a olhos vistos, apesar dos treinamentos e sequência de jogos.

A pergunta:

“O que será que esses malas fazem nos dias de treino?”

Já deixou de ser importante, pois já é de conhecimento de todos que o time é ruim. Esse bando que se reúne às quartas, sábados e/ou domingos para bater uma bolinha não sairia ileso nem contra meu antigo time de pelada.

Lembro que no começo de minha carreira futebolística era muito ruim de bola. Péssimo até mesmo em comparação com muitos que hoje defendem nossas cores.

Sabe aquele cara do filme que fica no banco o tempo todo e ninguém quer que ele entre? Esse era eu; com a diferença de nunca fazer o gol salvador no final do filme.

Mas eu insisti. Mesmo com a falta de apoio dos amigos eu insisti. Cheguei a ser goleiro e muito ruim também. Mas não desisti, apenas dei um tempo devido a outros interesses. E foi assim até que o destino me apresentou uma turma que gostava de uma peladinha.

Me convidaram.

Jogava salão as quartas e sábados, sempre de ala esquerda, mesmo sendo destro. Eram dois dias apenas por semana e supria a falta de técnica com raça, muita raça. Na defesa era quase intransponível e quando apoiava o ataque, fazia muitos gols. Subia pela lateral em diagonal para receber do ARMADOR (sim, nosso time tinha um armador) e muitas vezes de primeira, em uma bicuda, meter a redonda lá dentro sem chances para o goleiro, qualquer que fosse ele.

Pênalti? Nunca perdi um. E olha que bati vários.

No início era sempre dos últimos a ser escolhido, mas com o tempo esse número foi diminuindo até que passei a ser o terceiro ou quarto depois apenas dos craques da turma.

“O que tem a sua história a ver com o assunto?”

Ora meus caros e escassos leitores, se eu consegui evoluir, e muito, diga-se de passagem, esses caras que só fazem isso na vida e ainda recebem uma gorda mariola para tal, deveriam evoluir com mais facilidade.

Deveriam? “PORRANENHUMA” esses peles têm a obrigação de jogar o mínimo de futebol, senão:

“01 PEDE PRA SAIR, PORRA!”

Nosso setor defensivo até que não é dos piores. Se segura bem até metro e meio depois do meio de campo e com a boa ajuda do goleiro, fora alguns deslizes, pode-se dizer que daria pra sobreviver ao fatídico 2013.

O problema é quando temos a bola nos pés.

Vou ter de ser repetitivo se não, não há o que escrever.

Os caras não fazem a menor ideia do que fazer com ela. Não conseguimos acertar mais de três passes em uma mesma jogada a não ser quando jogamos para trás após verificar o insucesso de uma tentativa de ataque. A pobre e maltratada pelota vai voltando, voltando, voltando até receber um chutão do goleiro.

Essa tem sido nossa segunda jogada de ataque mais utilizada. A primeira é chegar à intermediária inimiga e disparar cruzamentos sem direção ou lançamentos (?) sem destino.

E isso só acontece quando não perdemos a bola e ela volta em contra ataques que só não nos são mais vexaminosos pela inoperância dos que têm nos enfrentado

Não há jogadas de linha de fundo, não há ultrapassagens, infiltrações ou tabelas que não sejam destruídas pela incompetência técnica de nossos jogadores.

Esqueçam dribles, isso virou artigo raríssimo lá no Ninho do Urubu ou em Brasília.

Em nossas não raras infrutíferas tentativas de atacar, os laterais são uma nulidade e não temos armadores. O que temos em seu lugar são um bom cabeça de área e um esforçado lateral.

“E nossos atacantes?”

Não podemos dizer muita coisa, pois a bola mal chega até eles.

Mas podem ter certeza, são capengas. Das raras bolas que chegam desperdiçam a maioria e só fazem um gol a cada quatro ou cinco partidas. Tanto que nosso artilheiro no certame é o bom cabeça de área citado aí em cima.

Nosso ataque não vale R$ 300.000,00, nem por 90 minutos.

É muito pouco para quem deseja sobreviver entre os 16 clubes da primeira divisão.

No jogo de sábado tivemos mais de 60% de posse de bola e nada fizemos de útil com ela. O goleiro deles nem sujou o uniforme.

Perto dos 20 do segundo tempo já tínhamos errado 40 passes.

Não há como se esperar alguma coisa, nem a mediocridade, de um time que erra MUITO mais de 40 passes em APENAS um jogo. Os jogadores podem correr muito, dar o sangue em campo que com essa quantidade de erros não se chega a lugar nenhum.

E olha que os inimigos não jogaram muita coisa. Ainda bem.

Há na Nação os que devem estar arrancando as calcinhas pela cabeça de tanta irritação. Eu os entendo, mas mesmo não sendo adepto da velha operação de caça aos culpados não consigo achar um que possa sê-lo.

Os azuis, considerando-se a atual situação de penúria em que nos encontramos, muito devido a muitos que hora reclamam, trouxeram o que seria um bom meio de campo, um bom atacante, um bom lateral e mais meia dúzia do que poderiam ser bons jogadores.

Mantiveram a garotada, expurgaram os desagregadores e disseram em claras palavras que, devido ao resultado da fatídica auditoria, esse seria um ano infecundo.

Os salários foram colocados em dia e a seriedade, deveria ter voltado aos treinamentos.

Teoricamente quase tudo certo. Como culpa-los.

A Nação estava consciente das parcas possibilidades, mas feliz em vislumbrar que após essas medidas e com essa hecatombe, voltar a ser respeitada mundialmente e com consistência.

Deixamos de estar na decisão do Carioca por apenas uma derrota e no Brasileiro, para baixar custos, viemos de técnico mais barato.

Flamengo de coração, mas ainda inexperiente teve um início conturbado. Sem os chinelinhos, botou ordem na casa, entretanto, por não conhecer o elenco, fez experiências em demasia.

Os resultados vinham acontecendo inversamente ao esperado.

Mesmo com um plantel bonzinho não poderíamos ter empatado com Santos, Atlético Paranaense, Portuguesa e Gremio ou perdido para a Ponte Preta, Náutico, Criciúma, Bahia e São Paulo.

Não tudo isso.

Nesse meio tempo, trouxeram um técnico dito de respeito.

“Ah! Então a culpa é do técnico!”

Dirão outros desequilibrados pela situação.

Não posso concordar. Não há muito que fazer com esse bando que caiu de paraquedas em suas mãos. Iniciou seu trabalho com seriedade e sem oba, oba. Treinou dias e dias e conseguiu certa consistência no setor defensivo. Com isso teve condições de obter em seus primeiros jogos resultados condizentes com o que nós esperávamos. Parecia que, com o correr dos minutos treinados e jogados, a tendência seria uma evolução mesmo que apenas para garantir nossa permanência na elite do futebol sem estresse.

Mas não houve consistência e a tão esperada evolução proveniente do “dedo do Mano” não rolou.

“Ah! Se a culpa não é da diretoria e nem do técnico, só restam os jogadores.”

Afirmarão outros perdidos.

Também discordo. Eles não têm culpa de serem o que são.

Tiveram algum sucesso em times de menor expressão e poderiam tê-lo aqui, vestindo o Manto, é verdade, mas não é bem assim que a banda toca. Não é qualquer um que consegue vencer as tempestades que rondam nossas terras. As condições climáticas nas dependências Rubro-Negras são extremamente instáveis e não é qualquer pela-saco que tem condições de sobreviver.

Na Gávea não há bonança, depois de uma tempestade sempre virá outra e céu de brigadeiro aqui nada mais é do que a tentativa de criação de um novo tipo de doce de festa.

Mesmo agora em que os ânimos se mostram serenos e a Nação parece remar na mesma direção, sob as coordenadas ditadas pela austeridade econômico fiscal, sentimos as gotas caírem.

Não há como sobreviver a esse turbilhão se o postulante a um espaço na História do Maior de Todos não tiver sido forjado em terra de “ômi”.

Ainda mais hoje, em tempos apológicos.

Não foram poucos os de currículo respeitável a sucumbir sob o Manto Sagrado. Perco as contas dos artilheiros de campeonatos regionais ou até nacionais defendendo outras cores, que nos envergonharam. O número de bons jogadores que tremeram diante da Nação é enorme e as promessas que só conseguiram seus 15 minutos de fama em outras agremiações foram muitas.

Esses que aí estão são mais alguns dos milhares que mesmo correndo ou dando sangue não são capazes de defender nossas cores. Não é demérito, poderão ter sucesso em outras paragens, mas aqui já está provado que não é seu lugar. O último exemplo desses peles foi um tal de Ronaldinho Gaúcho.

E como não há dinheiro nem tempo para mudanças só nos resta a você fazer a sua parte que é se tornar Sócio Torcedor e com esse dinheiro ajudar aos Azuis a construir dias melhores.

E dias melhores virão, não tenho dúvidas afinal, se outros menores estão conseguindo (certo que com muita ajuda externa) por que o Mengão com todo o seu poderio, não vai conseguir?

Resta apenas saber se nossos corações aguentarão até lá. Eu faço check-up todo ano e aconselho a você fazer também.

Saudações.


22 agosto, 2013

REDUNDÂNCIA

REDUNDÂNCIA




Mulambada,

Não há muito que comentar do jogo de ontem.

Nosso treinador modificou o time que adentrou ao gramado sem João Paulo e Nixon cujos lugares foram ocupados por Samir e Fernando.

Achei arriscado, na realidade achei muito arriscado e temi pelo mais que pior.

Na casa dos malucos, mesmo com a Nação fazendo barulho, proceder a modificações tão significativas em um time já desfigurado pela falta de Luiz Antônio no meio devido a “ausência” de Leo Morto na lateral e contra um time arrumadinho como o deles me parecia ousadia demais.

Entretanto, o fato de estarmos enfrentando um time médio me fez dar crédito já que é contra esses pela-sacos que conseguimos nossas escassas vitórias.

Está mais que claro que nosso maior problema esse ano, depois da falta de dinheiro e técnica, são os times miúdos.

A pelada teve início e como sempre após relativo sufoco encontramos firmeza na marcação.

Tínhamos a redonda no território entre a nossa linha de fundo e pouco mais de metro e meio após o círculo central. A partir daí, como de costume, errávamos passes. Errávamos todos os tipos de passes, desde os mais ridículos até os pretensos mais agudos.

Chegamos a dominar bons 25 minutos no primeiro tempo, muito por conta da ineficiência dos caras do outro lado, porém eles acertavam mais os chutes e Felipe teve de se desdobrar em dois ou três momentos.

Poucos minutos após uma de nossas raras chances, a bola bateu na trave; foi no rebote de uma dessas boas defesas de Felipe que, aos 27, a bola que poderia ter ido para qualquer outra direção, foi cair caprichosamente nos pés de unzinho lá que, comprovando aquelas coincidências que só acontecem contra o Flamengo, fez seu primeiro gol com a camisa azul.

Nosso ataque, que quando municiado já é um desastre, não tinha como tentar alguma coisa, pois a pelota pouco chegava em condições e nas raríssimas vezes que isso acontecia os chutes eram bisonhos.

Dada nossa inoperância, já no segundo tempo, eles perderam total respeito pelo Mais Querido e nos bombardearam com um gol perdido, uma bola na trave e o segundo gol. Passavam-se apenas 11 minutos dessa etapa.

Tenho a impressão que a bola saiu no início da jogada deste gol. A TV repetiu o lance depois, mas congelou a imagem antes de a bola ter atingido o pé do peladeiro deles, que estava bem longe da linha que limita a lateral do campo. Mas o que vale é o que tá escrito na súmula e lá está escrito que foi gol, por sinal um GOLAÇO!

Como no primeiro tempo, Gabriel se arrastava em campo. Cárceres esforçado, mas é jogador para o Paraguai apenas e por aí vai.

Por algum motivo que foge a razão, eles pararam de jogar e em uma falha de Dedé, mais uma, Marcelo Moreno meteu outra na trave e no rebote Carlos Eduardo, que havia entrado há pouco, achou seu gol.

A partir daí, aos trancos e barrancos conseguimos manter ligeiro domínio com vários contra-ataques mancos. Iniciados, mas nunca finalizados.

Só um cego não vê que estamos perdendo os jogos por nossa ineficiência técnica. O Mano pode ter errado em alguns momentos, mas não lhe resta muitas opções. Os caras são ruins. Há jogadores razoáveis, sim, mas não o suficiente para sequer vestir o Manto quanto mais defende-lo oficialmente.

Não há um armador de qualidade. Estamos utilizando um segundo cabeça de área para esta função e um lateral para dividir com ele essa responsabilidade. São bons em suas funções mas são tapa-buraco na armação.

Vocês vão lembrar do Junior, excelente lateral e um armador melhor ainda, mas não se acha um Junior na prateleira do supermercado, não lembro de outro lateral com tanto sucesso no meio como o Leovegildo. Não será o André Santos outra exceção.

As modificações feitas no time antes do jogo me trazem a dúvida:

“Seria desespero pela ausência de coisa melhor?”


18 agosto, 2013

RECONHECÍVEL


Mulambada,

Estou sem nenhuma vontade de escrever.

Claro que prefiro vitórias, mas não ligo para derrotas. Não ligo quando elas acontecem por méritos do oponente e nosso time joga como hômi. Mas da forma como estamos perdendo e empatando nesse certame, mesmo sabendo que estamos em época de vacas magras e que nosso time vai ser esse bando até o fim do ano, é desanimador.

Nossa sina contra times pequenos continua. Sim porque a São Paula que adentrou o gramado hoje não chega nem aos pés daquela da década passada.

Ainda bem!

Naquele tempo era considerada uma senhora de respeito. Com sua graça ela encantou o mundo por três edições do baile do desejado príncipe japonês. Mas agora, tornou-se qualquer.

Perambula pelos becos mal iluminados da cidade sendo usada e abusada ao menos duas vezes por semana por qualquer um.

Chega a dar vergonha até aos que não são seus simpatizantes, mas que gostam de futebol como eu.

Irreconhecível deixou o Flamengo jogar e dominar o primeiro tempo fazendo de Felipe o mais bem colocado espectador da pelada.

Nossa defesa até que estava razoável e somando com a ajuda do incompetente ataque das meninas da terra da garoa se dava bem nas divididas e recuperava todas as bolas.

O problema era quando tínhamos a posse da redonda. Elias, agora elevado à categoria de dono do time, fazia de tudo sozinho e quando ele ou seus companheiros de meio de campo resolviam passar a redonda, os passes eram quase todos horríveis.

Algumas das jogadas até que estão sendo pensadas, mas executá-las tornou-se no Flamengo de hoje, trabalho hercúleo de tão ruins que são nossos jogadores.

Não é necessário ser conhecedor de futebol para saber que fundamentos precisam ser treinados urgentemente!

A São Paula estava doidinha para levar uns tapas e ser sacudida como há muito vem sendo.

Ali é só chutar a porta e se servir como quiser. É prato para onze talheres mais reservas. Depois é só deixar uns trocados e esperar o próximo encontro. Mó molezinha.

E o Flamengo o que faz?

Nada! Respeita a vagabunda como se donzela fosse e não deixa nenhum dentro daquela sacola mais que deflorada.

Chegamos a perder alguns gols. Era para ser um jogo tranquilo. Sairmos com a vitória e os três pontinhos que nos fariam pensar em algo mais salutar do que simplesmente não voltar para a zona dos impuros.

Veio o segundo tempo e a São Paula vendo que o Mengão estava de bobeira, meio sem vontade de finalizar a tribufu, chegou toda assanhada e começou a regular a entrada do bordel.

Achei que pela lentidão das moçoilas no primeiro tempo o Rafinha deveria ter entrado pra tentar imprimir maior velocidade, mas o Mano resolveu meter o dedo e entra com o Marcelo Moreno, deu no que deu, o cara nada fez.

A vagaba, que não tinha nada à perder, com a ajuda do senhor de amarelo achou um pênalti que por pura incompetência perdeu. Mais um.

Daí pra frente botou as manguinhas de fora e só não ressuscitou dos mortos por pura falta de sorte.

Mas no Flamengo é sempre assim quando mais temos chances de assistir a um jogo sem maiores impactos no sistema cardíaco da Mulambada ele caga no pau e entrega a rapadura.

Reconhecível.

Saudações.



15 agosto, 2013

FALTA ALGUMA COISA


Mulambada,

Está virando rotina.

O Flamengo joga uma boa partida, nada de anormal apenas uma partida razoável, vence e logo vem na seguinte um festival de bisonhices nos trazendo a realidade dos fatos. E a realidade dos fatos é que falta alguma coisa, aliás, falta muita coisa ao Mais querido para que este enfim assuma a posição de Maior do Mundo justamente conquistada em mais de 115 anos de glórias.

É necessário descobrirmos o que falta para que isso aconteça.

Mais uma vez vou lembra-los de que estamos em época de vacas magras. Há muito fomos avisados de que esse ano não ia ser molezinha e os motivos todos nós sabemos de cor e salteado.

Temos uma dívida monstruosa que tem de ser paga a todo custo e creio que isso já está entendido por todos os que pensam um mínimo.

Pode até haver outra saída que não seja pagar na forma como estão fazendo, mas se recentemente fomos às ruas em busca de decência no país, não podemos exigir nada diferente de nossa Instituição composta por esta Nação de no mínimo 40 milhões de corações apaixonados e crescendo.

Parte do caminho para descobrir as deficiências já foi percorrido. Sabemos que em média nosso desempenho contra times grandes e médios é superior ao contra os times pequenos.

Isso acontece porque os primeiros parece esquecerem-se de sua inferioridade e tentam jogar de igual para igual. Ao fazê-lo deixam espaços que nossos não mais do que medianos, mas as vezes, valorosos jogadores utilizam como atalhos para as vitórias ou empates. Foi assim com os que jogamos até agora: Vascuzim, Bostafogo, Galinha Mineira e as Flores. Isso só falando dos médios.

Contra os pequenos a situação é diferente. No dia do jogo eles acordam preocupados após uma noite mal dormida devido ao temor do que terão pela frente horas mais tarde. Saber de sua inferioridade faz seus técnicos criarem verdadeiras muralhas de dar inveja ao Prefeito de Jericó, quase que inexpugnáveis.


Transpor essas retrancas já seria tarefa muito difícil para times com bom futebol. Já vi excelentes esquadrões sucumbirem vergonhosamente inúmeras vezes aos miúdos e sem perdão.

O que esperar de um time como o nosso? Medíocre do um ao onze passando pelos reservas.

O Flamengo de hoje é formado por jogadores medianos que de vez em quando resolvem correr um pouco mais para achar seus resultados. Lutador em alguns momentos, sonolento em outros. Nossas jogadas são tramadas por jogadores com pouco ou nenhum dom para fazê-lo.

O outrora bom goleiro falha com certa regularidade, o lateral direito não entra em campo e quando resolve se esforçar um pouco mais se contunde na segunda partida do ano. A zaga só não bate cabeça nas segundas feiras, o outro lateral é inoperante, o meio de campo insuficiente de técnica e o ataque mais ou menos, mas a bola não chega. Como esperar algo melhor do que estamos vendo em campo.

Não podemos acusar os azuis de não tentar. Não trouxeram craques, mas mandaram embora os come-dorme e trouxeram alguns jogadores. Eram apostas e poderiam ser bons, mas infelizmente não são. É isso que temos e nada mais a não ser São Judas Tadeu.

Nossa sorte é que há no certame outros cinco times piores. Mas é preciso rezar.

Ontem, depois de uma exibição razoável contra os Flores no domingo, nosso técnico em vez de manter o time e apenas substituir o ausente convocado Gonzalez o que fez?

Mexeu no meio de campo. Já tínhamos um zagueiro desentrosado, pra que mexer mais no time vencedor?

Resultado, sufoco nos primeiros 14 minutos, gol dos caras, depois 37 minutos de erros de passe, bicudas pra todo lado, faltas em demasia, um gol de falta magistralmente batida pelo novato e mais 39 minutos de desespero.

Se não fosse a marcação daquela falta, íamos ficar uns quinze dias tentando e o gol não ia sair.

Detalhe para o locutor da TV Globo. Nem sei se ele é, mas em tempos de fervorosa apologia em que vivemos, é bom ficar atento. O cara ficou o 1º tempo todo falando do bom jogadorzinho do time de lá. O entusiasmo era tanto que só faltou se masturbar na frente de tudo e todos, tamanho êxtase. Quero lembrar a este rapaz que, se ele for, não há problema nisso, mas existem formas mais nobres de sair do armário.

Saudações.



12 agosto, 2013

PRESENTE DO DIA DOS PAIS


O ESTREANTE QUASE FEZ O DELE


Mulambada,

“Vencemos, 3 x 2. Mas o placar não traduz o que foi o jogo!”

Essas foram as palavras que ouvi ao ligar para um dos com quem vejo os jogos. As comemorações do dia me obrigaram a não receber ao vivo e a cores o meu segundo melhor presente deste dia tão importante.

Passei a tarde toda com amigos familiares e outros pais em uma casa ótima, mas sem “pay-per-view”, então, não pude ver o jogo.

Acompanhei como pude pelo celular junto com meu filho e claro não é a mesma coisa.

Saber do primeiro gol foi um desastre, mas não estar vendo faz o tempo passar mais rápido devido ao papo, a comida e a cerveja. Logo veio o segundo e após o intervalo o terceiro, me fazendo sonhar com uma goleada.

O segundo tempo foi mais lento. Porém, conforme os 90 minutos iam se aproximando, confirmando a vitória, eu ia me acalmando.

Exatamente às 18:08 horas (está no celular) meu amigo proferiu a frase que iniciei o texto seguida de:

“Estou enrolado aqui, depois te ligo com calma para te contar.”

Então, havia algo para ser contado? Isso aliado ao placar de 3 x 1 que durou 89 minutos me deixaram ávido para ver aquilo que as informações colhidas até então diziam ter sido um show de bola do Mais Querido.

Nem as últimas apresentações conseguiam anuviar essas imagens.

Esperar chegar em casa para o VT foi um martírio. Não podia apenas abandonar as pessoas e ir embora, alguns estavam de carona comigo e eu era um dos homenageados.

Estava convicto do baile e o enorme caminho de retorno para diante da minha TV ficava mais longo à cada quilômetro percorrido.

Enfim, Consegui chegar. Liguei a TV e estava começando a retransmissão.

A escalação com dois cabeças de área que sabem jogar e dois meias ofensivos, na estreia de André Santos, confirmava meus devaneios.

E a bola então rolou.

O início confuso mostrava o Flamengo bem na defesa e enrolado do meio para frente. As flores não conseguiam nada, mas nós também nada fazíamos de produtivo. Muitas faltas e passes errados foram uma constante.

Após fazermos duas boas jogadas, Leo Morto enfim estreou no ano e jogava bem, eles então, em sua primeira jogada ofensiva, conseguiram seu gol. Mais um erro da defesa. Walace em vez de isolar a gorducha entregou para o inimigo apenas chutar de prima na cara do Felipe. Sem comentários.

Dada a saída e o jogo continuou morno, faltoso e com muitos passes errados.

“Filho! Ok! Está no começo, estamos com um jogador novo no meio de campo, isso mexe com todo o time, vamos esperar mais.”

O desejo de ver nosso time jogando bola, encurralando as meninas de Larangayras em seu campo e cansando de perder gols que as palavras de meu amigo e o placar sugeriam, era enorme.

Permaneci atento aos movimentos de cada peça do tabuleiro verde listrado.

Alguns minutos depois, aos 25 de jogo, Elias, sempre ele, empata ao receber belo passe de Hernane.

Apenas 6 minutos depois Leo MOURA fez uma LINDA jogada e deu passe milimétrico para Hernane fazer o dele, de letra.

Era VT, não tem intervalo e o Flamengo voltou no mesmo ritmo. Certo que perdeu quatro boas oportunidades, mas o jogo permanecia morno.

Foi preciso 31 sonolentos minutos, que de importante apenas o pênalti claro a nosso favor que o juizinho não marcou, para nosso terceiro gol, o segundo de Hernane.

Mais sonolência e aos 48 minutos, Felipe que vinha bem aceitou, com sua mão de alface, bola lenta em seu canto direito.

A essa hora as palavras de meu amigo eram claras. Fomos superiores é verdade e muito (eu diria menos ruins), mas o jogo não foi bom e 5 gols é um número muito alto para aquilo que aconteceu em campo.

Mais uma vez demos mole, mas dessa vez tínhamos lastro de 3 gols. Os 3 pontos na conta do banco foram o melhor presente para os pais Rubro-Negros.

Ao menos, parece que aprendemos a lição. Todo jogo precisamos ao menos fazer 3 gols, pois sempre levamos um do homenageado (desta vez era o 100º jogo do Sobis vestindo aquele trapo) ou nossa defesa entrega outro. Foi o que aconteceu e desta vez as duas coisas.

As meninas de Laranguayras ficaram assanhadinhas no início e até tiveram seus momentos durante o jogo, mas o destaque deles foram os faniquitos de seu centroavante. Esse menino anda muito nervoso e está tendo umas atitudes covardes, coisa de moleque. Ele está agredindo seus adversários, companheiros de profissão. Tudo bem que há motivos de sobra para esse faniquito todo afinal era o Mengão Poderosão que estava em campo e isso abala as já combalidas estruturas das tricoletes, mas alguém precisa avisar pra esse garoto que a vida é assim mesmo ela flerta com os melhores e os melhores, somos nós.

Saudações.



08 agosto, 2013

THE CHOSE IS BLACK!


Mulambada,

Desde que a nova diretoria assumiu que estamos sendo avisados de que esse seria um ano duro. Se houvessem conquistas seriam por conta da obra do além por intermédio de São Judas Tadeu.

Fomos avisados que a prioridade seria o saneamento das contas para obtenção das CNDs e com isso almejar patrocínios suficientes à pagar as dívidas e se sobrasse um capilé este seria gasto em contratações medianas. A aposta seria nas categorias de base e a experiência dos mais velhos para guia-los pelos caminhos tortuosos do futebol.

Iniciamos o ano de forma contundente conquistando vitórias inesperadas contra os times médios da capital. Perdemos o 1º turno por detalhes e em uma queda vertiginosa, o 2º por pura falta de vergonha na cara.

Veio a intertemporada e a chegada de desconhecidos ditos promissores. Balela! Carlos Eduardo continuava sendo trabalhado para nos proporcionar grandes alegrias. Balela!

E seguimos nossa vidinha sem vergonha de altos e baixos.

Em abril a grande bomba. Abriram a Caixa de Pandora e descobriram que o que se devia era bem mais do que parecia. O mal que dezenas de administrações anteriores deixaram era bem maior que o que se imaginava. 750.000.000 não é pouca grana e isso fez com que nossos modestos planos não pudessem ser efetivados.

Em maio teve início a Copa do Brasil e com seus primeiros jogos, dificílimos por sinal, contra os miúdos do país.

O Brasileiro também começou em maio e muito mal.

Nesse meio tempo, mudamos de técnico uma vez e depois mais uma após a segunda intertemporada devido a Copa das Confederações. Jogamos muito, treinamos mais ainda, mudamos de técnico duas vezes e continuamos a nos apresentar mal. Foram seguidos empates, derrotas e pouquíssimas vitórias que nos deixaram onde estamos, na mesma.

Os dias, semanas e meses passaram e não evoluímos. Tivemos rompantes de algo parecido com futebol nas escassas vitórias e nada.

Ontem foi o mesmo. Após uma exibição razoável quando finalizamos a galinha mineira, pisamos na merda e voltamos a nos apresentar mal. Mais uma vez um time minúsculo se põe à frente de nossa trajetória tornando-a claudicante.

Mais um empate nos acréscimos do segundo tempo em um gol de goleiro, o mesmo goleiro de ha 10 anos em mais uma vergonha.

O empate seria normal se os que vestiram o Manto tivessem se comportando como jogadores profissionais de futebol, mas não, eles só o são na hora de exigir seus direitos, seus deveres ficam a mercê das festinhas ou noitadas quase que diárias.

Não há o que escrever daquela pelada sem vergonha. Aguardemos domingo para ver o que acontece.

Eu sabia que ia ser difícil, mas não vergonhoso.

Sim meus caros, a coisa está mais que preta.

Saudações.



04 agosto, 2013

SEM NOVIDADES



Mulambada,

Com certeza devido ao apresentado no jogo anterior a Nação preferiu ficar em casa. Apenas pouco mais de 20 mil botaram a cara pra bater. Mesmo assim fomos maioria esmagadora.

Misturados aos poucos torcedores do outro time, provavelmente estavam preocupados com as perspectivas.

Essa mistura fazia os catequisados dizer que o convívio padrão FIFA entre os comportados torcedores “rivais” deveria ser incentivado. O objetivo é diminuir a violência.

Eles se esquecem que esse problema tem origem em outra coisa e não na separação das torcidas. O problema também não está nas torcidas organizadas como outros dizem.

O problema está no não cumprimento das leis, apenas isso. Mas as otoridades não conseguem resolver o problema na origem então saem inventando medidas paliativas enganando os trouxas. Se as leis fossem cumpridas os bandidos que circulam livremente pelas ruas e estádios do país estariam TODOS presos.

Os mesmos que falam essas asneiras são os mesmos que acham bonito o desfraldar das bandeiras, o desfile dos bandeirões e os belos mosaicos. Agora eu pergunto:

“Como ter bandeiras e bandeirões sem as organizadas?”

“Como ter mosaicos sem a separação das torcidas?”

Então ,meus caros o que tem que acabar é essa molezinha de bandido ou vândalo andar solto por aí.

Muitos outros boçais, com o intuito de minimizar a vitória de hoje, vão dizer que eles jogaram com o time reserva. É verdade, mas nós também jogamos com nosso time reserva. Aliás, estamos jogando com nosso time reserva faz anos. Ou alguém acha que isso que tem entrado em campo ultimamente é nosso time titular?

Não meus caros nosso time titular joga um mínimo de futebol, ao menos honra o Manto.

Portanto Mulambada esse bando que vez ou outra se apresenta razoavelmente ao ponto de conseguir muitos empates e escassas vitórias, como a de hoje, está longe de ser nosso time titular.

Essa galera que se reúne às quartas, sábados ou domingos para bater uma bolinha sem compromisso pode até vir a ser nosso time titular algum dia, mas só daqui há algum tempo quando os moleques virarem homi ao ponto de podermos cobrar algo.

Enquanto isso, vamos ter de nos contentar com os Leo Mortos e demais chinelinhos da vida.

Está nas inúmeras páginas de nossa brilhante História que o que caracteriza este embate de forças tão díspares é que não precisamos de nada mais além dos dez que entraram em campo hoje para mostrarmos à galinha mineira que quem manda no terreiro é o Urubu. PORRA!

Esteja onde o terreiro estiver.

É por isso que lá existe galinha preta.

E como bem diz o poeta minerim:

(...)
Pois seja o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te "esculachar"
Qualquer dia, amigo a gente vai se encontrar.
(...)

Faziam 2 rodadas que após enfim adquirirem prestígio pela recém conquista sul-americana que eles eram sacudidos impiedosamente. Hoje não foi diferente levaram três azeitonas cloaca adentro, sem dó nem piedade ou perdão. E foi pouco. Nossa ineficiência técnica os livrou de vexame maior.

Entramos em campo com mais uma modificação das inúmeras já testadas pelo dedo do Mano e dessa vez ele acertou desde o início. Uma coisa é necessário reconhecer. É preciso dar os parabéns ao Mano e seu dedo, pois já conseguimos entrar em campo com 10 e não sentir falta do 11º jogador.

Competente na marcação, a defesa esteve muito bem, mesmo no segundo tempo quando a mineirada tentou driblar sua condição genética fingindo cantar de galo.

Nosso meio de campo bem postado na hora de defender mostrava desenvoltura ao avançar nos contra ataques.

O ataque, mesmo desperdiçando alguns contra ataques por deficiência técnica, fez dois gols. O que reclamar de um ataque que faz dois gols? Tudo bem que foi contra as frangas lá Belzonti, mas em tempos de vacas magras vencer essa turma vira feito importante.

O terceiro foi do Cara, que jogou muito por sinal. Bem que ele podia ter um pouco mais de futebol.

Esse gol foi a gota d’água para a canja que foi servida no Mané Garrincha e serviu para lembrar ao Cuca que para ele, enfrentar o Maior de Todos continua dando azar.

Com a vitória, além dos 3 pontos, colocamos as penosas no seu devido lugar, a zona de rebaixamento.

Alguma novidade?

Não!

Portanto, não se empolguem, semana que vem a parada pode ser mais dura.

Saudações.


01 agosto, 2013

SEGUINDO O CALVÁRIO


Mulambada,

Todos sabem que não sou comentarista de porranenhuma e que nada entendo desse negócio que hoje chamam de futebol. Sendo assim, sabem que não tenho condições de traçar palavras sobre um assunto que deveria ser secundário à este que chamam de Violento Esporte Bretão. Não costumo e não gosto de citar qualquer coisa, por menor que seja sobre este tema que deveria passar despercebido em qualquer situação quando o assunto é futebol.

Também não alimento essa história de que aqueles que fazem a gestão desta atividade tenham armado sinistras artimanhas, planos abjetos ou estratégias obscuras a fim de prejudicar qualquer instituição que pertença a este mundo cheio de falcatruas. Não consigo ver nessa turma inteligência suficiente para a elaboração de qualquer tipo de ardil.

O problema é incompetência mesmo.

A falta de preparo e a não profissionalização e consequente má remuneração desta atividade faz com que aqueles que a exercem a considerem uma atividade tapa buraco cujos frutos tem a função de engordar os honorários obtidos em sua atividade principal e real fornecedora do leite das crianças. É como se ser Árbitro de futebol fosse a cobertura do bolo, desnecessária para a razão, mas significativa para a emoção.

É exercendo essa atividade que os chamados juízes conseguem conhecer o país e alguns até o exterior. É essa atividade que os possibilita viver suas fantasias nos quartos dos hotéis espalhados por esse imenso Brasil, à custa do esporte e ainda receberem por isso.

Dessa forma, o mais importante, o objetivo para o qual essa atividade foi criada é deixado em segundo plano restando a ela apenas o valor de um álibi vil.

Muitas medidas já foram tomadas:

- A introdução da tecnologia com a implementação de comunicadores entre os membros da equipe traria agilidade nas decisões. Antes o árbitro era o senhor em campo e se utilizava dos auxiliares apenas quando necessário. Seus erros e acertos eram claros e a responsabilidade por eles também. Com o rádio são mais dois à dar opinião e o possível ganho de tempo é perdido nas confabulações antes das decisões que deixaram de ter um responsável.

- A última foi aumentar o número de fiscais em campo. Ao alegar que mais olhos colocados em pontos estratégicos trariam mais segurança nas decisões dentro de campo, os gênios colocaram mais cérebros incompetentes em campo, ou seja, mais gente para errar.

Muitos são adeptos a utilização das imagens produzidas pela TV a fim de dirimir as tantas dúvidas de uma peleja futebolística; como já fazem outros esportes.

Eu não tenho opinião formada, mas há muito penso na questão. É latente a queda da qualidade técnica do futebol. Faz anos que não produzimos jogadores excelentes em quantidade como fazíamos há algum tempo, tanto é verdade que hoje no Brasileirão de 2013 os que se sobressaem têm mais de 35 anos. Desta forma, os jogos têm sido verdadeiras peladas onde o sono é nosso principal companheiro de muitas tardes e noites. São muitas faltas, agarrões dentro das áreas, impedimentos, bolas na mão ou mãos nas bolas, agressões e demais derivados da violência em que se transformou a técnica. São tantos os itens que dependendo do jogo este ficaria picado demais devido às diversas solicitações de averiguação via imagens.

Muitos jogos já são ruins de ver, como ficariam com tantas paralizações?

Ah! Os gênios viriam com a solução de permitir apenas um determinado número de solicitações por time por tempo de jogo; como faz o tênis. E eu pergunto:

“Como seria, por exemplo, no jogo de ontem depois de o Flamengo ter utilizado suas solicitações, acontecesse o lance do primeiro gol do Bahia? E no lance do gol anulado do Elias domingo passado?”

Foram dois lances capitais que poderiam ter mudado consideravelmente a história da partida e não poderiam ser considerados tirando o objetivo da medida.

Nestes dois casos e em muitas outras situações o prejudicado foi o Flamengo e em inúmeras outras, foram outros times.

É preciso que as cabeças pensantes, se é que elas existem, achem uma solução para o problema crescente há anos. Problemas que prejudicam várias Instituições e o esporte como um todo.

Posso não ter opinião formada quanto ao uso de imagens, mas tenho certeza que profissionalizar a atividade de Árbitro e Assistente de Futebol seria um grande passo para a melhoria da qualidade da atividade e do futebol como um todo, pois mais rigor iria contribuir com o surgimento de novos craques e a extinção desses cavalos que desfilam atualmente nos relvados deste que já foi o País do Futebol.

E aí sim, com mais qualidade em campo poderemos utilizar as imagens para tirar as dúvidas que provavelmente não serão tantas.

E vocês vão perguntar:

“E o jogo de ontem?”

Mulambada, não tenho palavras para definir o que foi aquilo. O Bahia deu um banho de bola, fez 3 gols e venceu.

Simples assim.

É fato que nosso time é ruim. Pode melhorar? Sim pode. Principalmente com a evolução dos moleques que por serem moleques estão sujeitos aos altos e baixos de início da profissionalização.

Dos mais experientes, tirando o Elias que ontem nada jogou, não espero muito, pois são ruins mesmo e dos idosos, só posso pedir que a diretoria mande fazer meia dúzia de placas de agradecimento aos bons serviços prestados e os mande plantar batatas.

Ao Mano, humildemente lembro que empates e derrotas levam à 2ª divisão.

E que São Judas Tadeu nos ajude.

Saudações.