30 março, 2014

ESTAVA COM SAUDADES


Mulambada,

Não consegui ver o jogo ontem, o motivo foi esse pernil de javali que ofereceram como opção à pelada.

Considerando o nível dos jogos e a atratividade ZERO do atual certame regional não foi difícil escolher. Claro que senti falta da pelada, afinal sou Flamengo dos quatro costados, mas um pernil de um javali caçado sem saber que estava sendo caçado, assado em forno de lenha por mais de 4 horas, isso é impagável.

Restou os melhores momentos e como todos sabem os editores dos melhores momentos nem sempre sabem o que são melhores momentos, mas era o que tinha.

Me pareceu que o jogo foi melhor no 2º tempo, mas um jogo onde o esforçado João Paulo faz um e manda outro na trave mostra muito bem o nível dessa pelada.

Dizem que o Mugni jogou bem, se isso é verdade eu não sei, mas que o cara tá virando artilheiro, parece que está.

Tivemos um pouco de sorte e acho isso muito bom. Que seja sorte de Campeão!

E a essa hora, em fim já conhecemos nosso adversário na final deste carioqueta safado. Não posso chamar de rival, pois para sê-lo é preciso que ao menos haja alguma equivalência de forças, seja em número de vitórias, títulos ou torcedores, mas neste caso a diferença de nível é abissal. Foi-se o tempo em que havia graça. Agora, que eles estão a cada 5 anos na zona dos impuros ganhar dos caras tornou-se mais certo que pule de dez em quarta de Jockey.

Confesso que estava com saudades faz um bom tempo que não os enfrentamos valendo algo mais que uma média e um pão dormido.

Com raras exceções e sempre quando nada vale, damos uma colher pros caras. Tem de ser assim se não eles não vão mais descer pro play.

Isso não quer dizer que seremos campeões, isso é outra conversa. Estamos com 25% do time no Departamento Médico e temos uma pedreira pela frente contra o Emelec lá no Equador que não deve ser moleza e independente do resultado, este irá influenciar e muito nas finais do estadual. É preciso manter a seriedade de quase sempre.

Pensemos então em nossa viagem a Guayaquil e deixemos essas coisas de casa para a patroa tomar conta; ela vai saber o que fazer.

Saudações.

27 março, 2014

SEGUINDO

001 – FOTO

Mulambada,

Não havia muito que comentar do jogo anterior. Contrariando os “entendidos” foi um 5 x 2 previsível onde tivemos boas atuações de nossos meninos emergentes. Aquela história de que a Cabofriense era isso e aquilo caiu por terra no exato momento em que entramos em campo. Em sendo assim, nada foi escrito.

Ontem não foi diferente, mesmo sendo uma semifinal o estádio mais uma vez vazio comprovou toda falta de interesse da Nação no que já foi, mas deixou de ser a muito tempo, o melhor campeonato estadual do país. Uma pena, mas realmente os que mandam não querem “porranenhuma” com a hora do Brasil e como muitos, só querem se dar bem. Somados são uma cambada de espertos que está levando o país à banca rota.

Mas o Flamengo também não tem “porranenhuma” com isso e mesmo considerando essa baiuca tarefa a ser cumprida, entrou em campo e com toda a fidalguia que lhe é peculiar enfiou logo 3 azeitonas na simpática Cabofriense que, segundo um de seus jogadores após o jogo, já considera a fatura perdida tendo  ainda 90 minutos mais acréscimos por jogar.

Para um fanfarrão isso seria motivo de euforia e deboche, mas para quem tem a cabeça no lugar é algo a se preocupar. É sabido que o Flamengo não é afeito a molezinhas, que o futebol é uma caixinha de surpresas e nossa vitoriosa História está repleta de vexames acontecidos exatamente nessas situações esdrúxulas.

Sendo assim, que os come-dorme estejam conscientes que mesmo valendo pouco, se o Carioqueta ainda resiste as sacanagens que lhe aprontam, então temos de conquista-lo. É tarefa cansativa e anti-producente, mas obrigação.

E para isso, que esqueçam a Liberta e deixem essa real preocupação apenas para sábado a partir das 20:45 horas.

O jogo?

Foi tranquilo. Mesmo precisando da vitória os caras do lado de lá se encolheram e ficaram na roda até os 11 minutos quando, fizeram a primeira das três boas jogadas que conseguiram arquitetar em todo o jogo. Se cada uma dessas jogadas durou 3 minutos, podemos dizer sem medo de errar que o Maior de Todos esteve de posse da redonda os outros 81 minutos da pelada.

O que mais escrever então?

Nada além do de praxe e sendo de praxe todos vocês já estão carecas de saber, passando a ser desnecessário encher linguiça e espaço repetindo a “porratoda”, fazendo a mim e a vocês perdermos tempo com nugacidades.

Aguardemos então o sábado que, se correr tudo normal, confirmaremos nossa conhecida superioridade, para desespero da Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida.

Saudações.


23 março, 2014

É CAMPEÃO!!!


Mulambada,

Mesmo o Esporte Espetacular nada citando e com isso, mais uma vez, comprovando que essa história de FlaMídia é babaquice da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida, o título de CAMPEÃO DA LIGA DAS AMÉRICAS de basquete obtido ontem pelo Flamengo, é um feito fantástico.

Não pude ver o jogo, pois estava trabalhando, mas fica aqui minha homenagem aos cracaços de sangue bom que, diferente de muitos, há anos muito e bem defendem o Manto Sagrado.

São anos de falta de dinheiro e consequentes salários atrasados que a atual diretoria, em seu segundo ano de muito profissionalismo e pouco oba-oba, conseguiu resolver transformando em excelente um time que já era ótimo.

Parabéns a diretoria e meus agradecimentos aos jogadores não só pela brilhante conquista, mas também pela Raça, Amor e Paixão com que brilhantemente representam a Nação.

Hoje somos 40 milhões (e crescendo) de orgulhosos Rubro-Negros em justa festa.

Mesmo não sendo o esporte mais badalado, por esses vitoriosos anos, os Heróis do basquete são o que há de mais real a representar o que é Flamengo.

São o exemplo de que o amor ao clube, pode sim, muito bem conviver com o dinheiro ou a falta dele.

Urge que o espírito dessa rapaziada se transfira para os demais esportes, principalmente aos come-dorme dos gramados que se dizem profissionais, mas são os primeiros a fazer corpo mole diante de qualquer adversidade.

É necessário mostrar a todos que é esse espírito que alimenta o sangue Preto-Vermelho que corre nas veias dos verdadeiros Flamengos.

Nossa brilhante e vasta História mostra que foi assim que conquistamos nossas vitórias e títulos e muitas de nossas poucas derrotas foram cedidas a muito custo.

Foi esse espírito de amor e luta que nos fez ser odiados e invejados por muitos e nos transformou no Maior de Todos.

As palavras de Marcelinho resumem muito bem o sentimento de ser Flamengo:

“A gente quer o mundo!”

em alusão a remota possibilidade da conquista do Mundial de Clubes devido a grande diferença técnica para os europeus, segundo os “entendidos”.

E em resposta a esses que pouco conhecem de Flamengo ele completou:

“O Flamengo pode tudo. O Flamengo sonha alto.”

E se ele que está lá dentro acredita, quem sou eu para duvidar.

Que venha o Mundial, mais um.

Saudações.

20 março, 2014

AGORA COMPLICÔ?


Mulambada,

Não sei o que estão falando por aí e só vou saber depois que terminar esse texto.

Só sei o que todo mundo sabe, a situação que já era ruim ficou pior ainda. Mas não vejo muito o que reclamar. Nosso time que já não é lá essas coisas vem tendo um nível acima do normal de infelicidades.

Não se trata de chororô, apenas uma constatação de fatos. Não tenho dúvidas que essas são coisas normais de quem bota a cara para bater e até que não estamos apanhando muito. Alguns poucos erros da juizada e as incompetências técnicas de sempre.

Está tudo normal.

Mesmo a expulsão do Amaral, a má colocação do João Paulo e as contusões em sequência são coisas inerentes ao futebol em sua ansiedade, falta de técnica e juventude. Talvez, com exceção ao lance do João Paulo, não podemos reclamar de nada.

Foram lances capitais, é verdade, mas teriam bem menos importância se tivéssemos cumprido nossa obrigação e ganhado os bolivianos aqui no Maraca. Não fizemos o óbvio, o óbvio está nos engolindo.

E ontem não foi diferente. Tivemos mais um lance capital contra, o escorregão de Samir. Justamente o que vem sendo mais seguro, com maior regularidade e futuro promissor.

Foi mais um lance normal, de jogo que poderia acontecer com qualquer um, mas é para deixar qualquer um “muitoputo”. E olha que dizem que ele calçou as chuteiras certas.

Mais um lance capital que decidiu o jogo.

O resto que se viu foi o esperado. Os caras correndo muito, chutando todas enquanto procurávamos tocar a bola sem afobação preservando a condição aeróbica.

Eles deram sufoco, normal afinal estavam em casa na altitude com a galera a favor, mas também chegamos lá e chutamos 3 ou 4 bolas que com a mesma sorte que nossos adversários vêm tendo, ao menos 1 teria entrado.

Erramos alguns passes, muito devido ao ar rarefeito, é verdade, mas no frigir dos ovos e considerando o contexto, jogamos bem.

Após o gol, o Flamengo manteve a calma, ninguém saiu desesperado tentando resolver sozinho, ninguém ficou nervosinho fazendo faltas desnecessárias.  o jogo foi limpo e o juiz fez poucas cagadas que não interferiram no resultado. Em alguns poucos momentos chegamos a os coloca-los na roda.

Com exceção da fatalidade do Samir, nossos come-dorme até que correram os 90 minutos e mantivemos o “empate”, resultado que nos deixaria em melhor situação.

Mas o que vale são os 3 pontos que eles levaram deixando para nós a conta para pagar.

Agora complicô? Sim complicou, mas nada que já não tenha acontecido em nossa vasta História. Não tenho dúvidas que passaremos e quando chegarmos ao Mata-Mata...

Saudações.

16 março, 2014

NADA A DECLARAR


Mulambada,

Diante da necessidade de o Flamengo correr atrás do enorme prejuízo das "duas derrotas" na Liberta, fomos obrigados a adentrar as quatro linhas como o que há de mais jovem nas fileiras Mulambas.

Na flor da juventude, cheios de sonhos e desejos; futebol ainda com muito a provar e vontade de achar seu espaço nesse injusto mundo do futebol, eles botaram a cara.

O que esperar desses meninos, muitos em sua primeira missão em defesa do temido Rubro-Negro.

Não muito, apenas garra e suor. O que viesse a mais seria lucro.

Certo que entre eles havia um cascudo, mas recém chegado e outros menos crus. Levando-se em consideração que estariam juntos pela primeira vez, substituindo os “profissionais”, não havia como exigir muito.

E foram bem, tomamos um gol meio na sorte quando ainda tínhamos mais volume de jogo. Foi um belo gol, mas eles não mereciam. Já havíamos perdido uns dois ou três e tivemos um anulado injustamente.

Não se via jogadas afobadas nem faltas desnecessárias. A molecada estava tranquila e fazia bem o feijão com arroz

Veio o segundo tempo quando adiantamos a marcação e nosso ataque se tornou mais contundente, porém as redes não balançavam.

Em um excelente lançamento da intermediária dos caras, nossa zaga despachou, mas a bola caiu a feição no pé de um deles que de primeira bateu no canto, fazendo 2 x 0; aumentando a injustiça.

Mas tudo bem, futebol é assim mesmo e o jogo seguiu.

Luiz Antônio substitui Rodolfo e iniciou seu processo de recuperação do prestígio perdido; em seu primeiro toque cruza na medida para Nixon diminuir.

Nosso domínio aumentou e em poucos minutos fizemos 2 x 2 também com Nixon em uma enfiada magistral de Igor Sartori.

Daí em diante foi o rame-rame de sempre quando ninguém mais quer arriscar porranenhuma.

Perdemos os 100% de aproveitamento dos reservas no certame, mas reclamar o quê? Era o time “D”.

Bom jogo pelas peças disponíveis, o calor e a nenhuma importância do mesmo e mesmo assim, mantivemos o moral elevado para as semifinais.

Tudo certo no cenário estadual, preocupemo-nos então com a próxima 4ª feira, quando vencer é o único resultado que nos interessa.

Além da tradicional e ineficaz secaçao da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida, teremos contra nós a altitude, a ensandecida torcida deles e o provável mau comportamento da arbitragem. Tudo corrobora para mais um desastre de proporções monumentais.

Então, estamos em casa. Ótimo, é assim que gostamos.

Saudações.


14 março, 2014

A 10


Mulambada,

Está consumado o empatezinho mixuruca de 4ª feira. Confesso que fiquei revoltado e por conta disso esperei mais um pouco para escrever. Não queria escrever mais besteira do que normalmente faço.

Não deu para deixar de ler algumas coisas antes, como faço sempre, mas não estavam nas linhas do pouco que li o que acho dessa porratoda.

Está claro para mim o problema e a cada jogo que passa fica mais latente que a solução é muito difícil de ser encontrada.

Tivemos em campo um bom time, dentro da merdia nacional, daqueles que insistem em dizer que aqui em terras brasilis ainda jogamos futebol. Nossos números desta temporada somados aos da temporada anterior nos elevam a um dos melhores do país. Posição natural que nossa vasta e gloriosa história narra esplendidamente.

Fato!

Mas para pessoas inteligentes, o fato de estar entre os melhores do Brasil, infelizmente, com o isso que se pratica aqui e insistem em chamar de futebol, não quer dizer porranenhuma.

Outro fato!

O pior é que não há perspectiva de isso melhorar. Vejam a última reeleição do presidente da FERJ à corroborar com esta que está se tornando máxima.

E sendo assim, temos que ir para as peladas com esse bando. Fazer o que?

Tivemos em campo um Hernane que não fez gol, mas jogou muito para time; um Everton que correu bastante e fez 2 gols; um Samir que jogou como homi; um Paulinho que entrou muito bem no lugar de Leo, que jogava bem, mas se contundiu; um Walace que não decepcionou; um Cárceres que vem melhorando, mas também se contundiu; Muralha que não comprometeu; um Gabriel que jogou como Gabriel; João Paulo que jogou como João Paulo; Alecsandro que nada podia fazer e ... tcham, tham, tham, tham!

Elano que nada jogou e ainda se escondeu.

Chegamos ao cerne da questão.

Elano pode ser um bom jogador para o Santos, para o Gremio, para a Seleção Brasileira, etc., mas não o está sendo para o Flamengo. Tem futebol para sê-lo? Claro que tem, ainda mais hoje em dia. Mas é preciso mais do que saber jogar futebol para vestir o Manto e com ele ser sinérgico e consequentemente útil.

Assim como Carlos Eduardo e os centenas que vêm nos iludindo a cada temporada na tentativa de trazer ao menos um pouco de conhecimento, lucidez e talento à meia cancha do Maior de Todos, Elano está se tornando mais um ZéNinguém.

A lista não é pequena. Desde Zico Arthur Galo Antunes Coimbra, passando por Junior Leovegildo Capacete Gama e Dejan Petkovic, que entre muitos períodos de estiagem conseguiram fazer daquela região dos gramados uma área fértil, que não se vê nenhum postulante com o mínimo de cacoete para vestir o Manto.

Não quero eximir o João Paulo de sua culpa, nem o juiz pela sua complacência. Esses são fatos inerentes ao Flamengo. Juiz incompetente é o que mais temos não só no Brasil como espalhados pelo mundo. Quem assistiu a preliminar entre o Barcelona e Manchester City no mesmo dia viu que não somos os únicos privilegiados. Ter um João Paulo no time também não é novidade, nossa história está recheada de Buiões, Caldeiras, Mericas, Dendês, Ronaldinhos Gaúchos, e não sei mais que ninguéns a desfilar incompetência pelos gramados do mundo vestindo o Manto.

Certo que tivemos Marquinhos e Dijalminha que deram alguma luz ao setor, mas pouco e por pouco tempo.

Elano até bate falta direitinho, mas não está sendo producente para o Mais Querido. Ele precisa bater umas 15 para acertar uma. É um índice razoável para condições normais de temperatura e pressão, mas na Liberta, onde juiz marcar falta é uma raridade ainda mais à favor de time brasileiro, é onde os níveis de temperatura e pressão mais se elevam e o esse rapaz não me parece afeito a eles.

Elano está para o Flamengo como um Kicker está para o São Francisco 49’s ou outro da bola oval. Talvez nos desse mais alegrias no time do Flamengo Futebol Americano.


Mas não se preocupem, é quase impossível não nos classificarmos. Para isso será preciso fazer muito mais besteiras do que estamos fazendo. Vai ser difícil, muito difícil, mas no Mengão é assim mesmo se não for no perrengue não é Flamengo.

Se quisesse molezinha ia torcer para o Patético Mineiro ou pro Foguinho cujos finais, fora raras exceções, são previsíveis.

Saudações,


10 março, 2014

AO RESTO, O DE SEMPRE


Mulambada,

Há muito que participar do que já foi o mais charmoso campeonato do país deixou de ser interessante para quem não veste Rubro-Negro. Fora esporádicas temporadas, o Maior de Todos participa de forma exuberante terminado por levar para casa ao menos uma das três taças disputadas em cada certame. Foram inúmeras Taças Guanabaras, Taças Rios, Taças dos Estaduais e não foram raros os anos em que levou tudo pra casa. Deixando a Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida a ver navios.

E ontem não foi diferente, conquistamos nossa 20ª Taça Guanabara, a primeira tacinha do ano que promete.

Certo que também para nós não tem sido fácil participar desses jogos, pois parecem aqueles de quermesse, de tão vazios, mas longe deles de tão sonolentos. Peladas de casados contra solteiros no meio do churras, regado a cervejota geladíssima, são mais animadas e interessantes.

Mas diferente dos demais, mesmo tendo coisas mais interessantes à se preocupar, quando vale taça o Flamengo se porta de maneira suficiente a conquista-la. Ontem foi contra o foguinho e como sempre eles tremeram.

Essa outrora respeitada agremiação, única que na década de 60 teve seus 15 minutos de fama a fazer frente ao Maior de Todos, já não é mais a mesma faz tempo. Não sei se por incapacidade ou por já conhecer o fim da história a cachorrada não transmite mais aos seus oponentes a insegurança de antes.

Já latiram como Pit Bulls, mas hoje mais parecem chiuauas. Aqueles cachorrinhos de madame que andam escondidos nas bolsas das socialites pelos shoppings da cidade.

Aos seus torcedores resta o sentimento que nutrem e a tristeza que a história quase sempre lhes reserva.

Como há muito, no jogo de ontem eles nem ao menos tiveram a honradez de tentar colocar água em nosso chope. Se entregaram como, nos tempos do Coronelismo, vadias faziam na presença de seu Amo e Senhor.

Pouco valia a pelada, é verdade, mas a desculpa de que há outros interesses mais importantes não é bastante para comportamento tão chulo.

É sabido que em uma disputa a diferença entre vencer ou não é tênue, ainda mais em se tratando de um centenário clássico regional. Mesmo nada valendo, o que não era o caso, é preciso honrar as calças que se veste e portar-se como homens em busca de um objetivo.

E o Botafogo, mais uma vez botafogueou. Verbo criado a partir de seu desempenho nos últimos anos.

Ao Urubu, senhor da porratoda, só restou chutar o cachorro pulguento que jazia na sarjeta.

Diga-se de passagem, não foi necessário muito esforço.

A taça?

Ora meus caros, já era sabido da possibilidade da conquista, ainda mais se tratando do Mais Querido papão de títulos, mas a exemplo das autarquias deste nosso maravilhoso, belo e rico país, a FERJ cagou e andou pela valorização de seu próprio produto e deixou-a pegando poeira em uma de suas salas vazias.

A Federação já passa vergonha a cada edição de seu carioqueta, mas neste ano passou vergonha maior pela ausência do objeto.

Mas nós que não temos porranenhuma com essa bagunça devemos comemorar.

Ao resto, o de sempre.

Saudações.


06 março, 2014

AINDA 100%


Mulambada,

Ontem ficou evidente, mais uma vez, que esse torneio quase de várzea não significa nada mais do que o cocô da mosca do cavalo do bandido. Pouco mais de 300 pobres incautos se deslocaram de suas residências para assistir mais essa pelada.

Leve-se em consideração que, para os volta-redondenses, mesmo debaixo do temporal que adveio ao evento, o trajeto entre suas casas até o simpático, mas acanhado Raulino de Oliveira não deve ser dos mais difíceis e longos.

Se houvesse um mínimo de interesse por parte da Nação, os quase 130 quilômetros de distância da Cidade Maravilhosa seriam facilmente percorridos e não haveria espaço para muitos.

Mas, em tempos de limpeza geral e construção de um caráter nobre sob os ventos da integridade, o Flamengo não poderia faltar a um compromisso assumido.

E assim o fez e em sua conhecida benevolência, a fim de trazer alguma emoção a peleja, o Maior de Todos passou longos 63 minutos travando um duelo interessante com os rapazes do tradicional bairro de Bonsucesso.

Diferente do trato que dispensa aos coirmãos médios, com quem é rígido ao impor a lei do mais forte mantendo a ordem na casa, o Flamengo trata os menores deixando fluir sua grandiosa compaixão permitindo ao adversário lances de algum brilho; fazendo-os vislumbrar um resultado melhor. Até uma vitória. Feito que qualquer morador do popular bairro, com menos de 40 anos, desconhece.

Nossos come-dorme mesclados infiltrados em nosso time “B” até se esforçavam, mas perdiam as oportunidades bisonhamente como bons perebas que são.

No começo o insinuante Gabriel era o mais producente. Entretanto, o tempo foi passando e Felipe, junto com Samir se tornaram os mais importantes. Mugni não se escondia, porém, errava muito. Os demais mantinham o fogo brando a cozinhar os alemão que não jogavam mal.

No início do intervalo não resisti a tanta mediocridade e dei espaço para o sono.

Assim foi até os 15 minutos do 2º tempo quando acordei.

E, após esse espaço de tempo em que o adversário sob o efeito de seus devaneios chega a se sentir mais forte e sonhador, o Urubu, senhor do terreiro que banca a “porratoda”, mais uma vez desce a lenha no lombo dos perdedores para colocar tudo em seu verdadeiro lugar.

São necessários poucos minutos para que o status quo seja restabelecido.

Alec-gol fez o seu em passe de Nixon que entrara junto com Negueba. E Nixon faz o seu em passe de Alec-Gol.

Tudo em casa, 3 pontinhos na sacola e liderança isolada garantida.

Ficam mantidos os 100% de aproveitamento de nosso time “B” mesmo que atrapalhados pelos do time “A” que estão preocupados mesmo é com a Liberta.

Saudações.


03 março, 2014

NATAL


Mulambada,

Mais um Natal.

No 61º aniversário de Zico esta humilde Voz da Nação mais uma vez agradece seus inúmeros feitos vestindo o Manto e lhe deseja os sinceros parabéns.

“VIDA LONGA AO REI ARTHUR!”

Para relatar as milhares de jogadas e centenas de gols que se traduziram em incontáveis títulos seria necessário muito mais que esse pequeno espaço.

Descrever as terríveis dores de cabeça causadas aos milhares de membros da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida seria uma colossal satisfação, mas o espaço não permite.

Amado pela Nação que fez crescer, não só pelos seus feitos, mas pelo seu caráter e exemplo de homem íntegro; atributos que o faz querido e respeitado por muitos de outros times.

O que dizer que já não foi dito pela imprensa, colegas, técnicos, dirigentes torcedores e amantes do bom futebol arte?

Sei de desconhecidos e lembro de amigos, torcedores de outras agremiações que me acompanhavam aos estádios só para vê-lo desfilar suas habilidades em campo.

Mas ainda hoje, milhares de ignorantes atribuem a ele fracassos em duas Copas do Mundo esquecendo-se que em 1982 ele nada teve a ver com o 3º gol feito pela Itália e que em 1986 ele só bateu o pênalti que perdeu porque outros não foram homens para fazê-lo. E converteu o seu na disputa de pênaltis depois do jogo.

Como bem disse Fernando Calazans:

“Se Zico não ganhou uma Copa, azar da Copa.”

Mas ele ganhou o seu, o Mundial de Clubes de 1981 defendendo o Rubro-Negro e não há dúvidas que esse é muito mais importante do que qualquer outro. Não só pelo feito, mas pelos que estavam ao seu lado nesta conquista. Um time de excelentes jogadores que ainda amam o Maior de Todos, mas antes de tudo amigos de anos, muitos desde as categorias de base quando chegou ainda franzino. Amigos de muitas conquistas, mas também de momentos não tão alegres como as poucas derrotas e o mais marcante de todos quando da perda de seu “irmão” Geraldo Cleofas Dias Alves; o Assobiador.


Eu permaneço no antagonismo de dois sentimentos, o privilégio de poder tê-lo visto jogar e a tristeza de meus filhos não.

Que venham outros, mas como você, meu grande ídolo, não haverá.

Saudações.

01 março, 2014

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...


Mulambada,

Mais uma pelada em que nossos come-dorme se portaram como sempre.

Um jogo sem o mínimo de emoção a não ser uma defesa excelente do goleiro deles em uma falta cobrada por Elano, uma pancada na trave de Felipe e os gols.

“Mas Geraldo, foram 3 gols!”

Sim, é verdade. Foram 3 gols sendo um contra em uma ENORME bobeada do zagueiro dos caras que estava livre na área do agrião e poderia ter dominado a pelota e sair jogando sem o menor risco. Tremendo azar do cara. Nosso 2º gol, este sim, foi obtido em uma finalização de Hernane após belo cruzamento de André Santos, mas Cárceres estava impedido no lance. E o deles, foi uma tremenda bobeada do nosso lateral André Santos.

O cara fez a jogada do nosso, mas entregou a rapadura no deles.

Considerando que entre o início da jogada e sua finalização, cada lance durou apenas 1 minuto, podemos dizer que foram 5 minutos de emoção. Nos demais 85 mais acréscimos os caras tiveram mais posse de bola e volume de jogo, mas não souberam traduzir em números tal “superioridade”, não havendo nada que merecesse comentários.

Até o Gabriel que vinha entrando bem nos jogos anteriores, teve atuação apagada. Mesmo assim continuou sendo o melhor em campo, mas...

Confesso que dormi nos 10 minutos finais e para saber o resultado da peleja tive de recorrer à internet.

De melhor, apenas os 3 pontinhos que nos garantiram nas semifinais do certame.

De pior, as possíveis contusões de Elano e Hernane que só o tempo e exames mais detalhados definirão a gravidade.

A data só não vai passar em branco na História do Maior de Todos por conta das belas homenagens feitas aos craques de ontem e sempre, aniversariantes do mês.

Fernandinho, o primeiro goleiro a defender o Manto; Índio; Esquerdinha; Júlio Cesar; Gaúcho; Jayme e com todo respeito aos demais que defenderam e defendem nossas cores, nosso ídolo maior Zico.

Mais de 100 anos de conquistas estavam muito bem representados por esses que jogavam por amor ao Rubro-Negro e nos deram muitas alegrias.

Saudações.