16 março, 2014

NADA A DECLARAR


Mulambada,

Diante da necessidade de o Flamengo correr atrás do enorme prejuízo das "duas derrotas" na Liberta, fomos obrigados a adentrar as quatro linhas como o que há de mais jovem nas fileiras Mulambas.

Na flor da juventude, cheios de sonhos e desejos; futebol ainda com muito a provar e vontade de achar seu espaço nesse injusto mundo do futebol, eles botaram a cara.

O que esperar desses meninos, muitos em sua primeira missão em defesa do temido Rubro-Negro.

Não muito, apenas garra e suor. O que viesse a mais seria lucro.

Certo que entre eles havia um cascudo, mas recém chegado e outros menos crus. Levando-se em consideração que estariam juntos pela primeira vez, substituindo os “profissionais”, não havia como exigir muito.

E foram bem, tomamos um gol meio na sorte quando ainda tínhamos mais volume de jogo. Foi um belo gol, mas eles não mereciam. Já havíamos perdido uns dois ou três e tivemos um anulado injustamente.

Não se via jogadas afobadas nem faltas desnecessárias. A molecada estava tranquila e fazia bem o feijão com arroz

Veio o segundo tempo quando adiantamos a marcação e nosso ataque se tornou mais contundente, porém as redes não balançavam.

Em um excelente lançamento da intermediária dos caras, nossa zaga despachou, mas a bola caiu a feição no pé de um deles que de primeira bateu no canto, fazendo 2 x 0; aumentando a injustiça.

Mas tudo bem, futebol é assim mesmo e o jogo seguiu.

Luiz Antônio substitui Rodolfo e iniciou seu processo de recuperação do prestígio perdido; em seu primeiro toque cruza na medida para Nixon diminuir.

Nosso domínio aumentou e em poucos minutos fizemos 2 x 2 também com Nixon em uma enfiada magistral de Igor Sartori.

Daí em diante foi o rame-rame de sempre quando ninguém mais quer arriscar porranenhuma.

Perdemos os 100% de aproveitamento dos reservas no certame, mas reclamar o quê? Era o time “D”.

Bom jogo pelas peças disponíveis, o calor e a nenhuma importância do mesmo e mesmo assim, mantivemos o moral elevado para as semifinais.

Tudo certo no cenário estadual, preocupemo-nos então com a próxima 4ª feira, quando vencer é o único resultado que nos interessa.

Além da tradicional e ineficaz secaçao da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida, teremos contra nós a altitude, a ensandecida torcida deles e o provável mau comportamento da arbitragem. Tudo corrobora para mais um desastre de proporções monumentais.

Então, estamos em casa. Ótimo, é assim que gostamos.

Saudações.


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