Mulambada,
Há muito que participar do que já
foi o mais charmoso campeonato do país deixou de ser interessante para quem não
veste Rubro-Negro.
Fora esporádicas temporadas, o Maior de Todos participa de forma exuberante
terminado por levar para casa ao menos uma das três taças disputadas em cada
certame. Foram inúmeras Taças Guanabaras, Taças Rios, Taças dos Estaduais e não
foram raros os anos em que levou tudo pra casa. Deixando a Arco-Íris invejosa,
fétida e mal vestida a ver navios.
E ontem não foi diferente,
conquistamos nossa 20ª Taça Guanabara, a primeira tacinha do ano que promete.
Certo que também para nós não tem
sido fácil participar desses jogos, pois parecem aqueles de quermesse, de tão
vazios, mas longe deles de tão sonolentos. Peladas de casados contra solteiros
no meio do churras, regado a cervejota geladíssima, são mais animadas e
interessantes.
Mas diferente dos demais, mesmo
tendo coisas mais interessantes à se preocupar, quando vale taça o Flamengo
se porta de maneira suficiente a conquista-la. Ontem foi contra o foguinho e
como sempre eles tremeram.
Essa outrora respeitada
agremiação, única que na década de 60 teve seus 15 minutos de fama a fazer
frente ao Maior
de Todos, já não é mais a mesma faz tempo. Não sei se por
incapacidade ou por já conhecer o fim da história a cachorrada não transmite
mais aos seus oponentes a insegurança de antes.
Já latiram como Pit Bulls, mas hoje mais parecem chiuauas. Aqueles cachorrinhos de madame que andam escondidos nas bolsas das socialites pelos shoppings da cidade.
Já latiram como Pit Bulls, mas hoje mais parecem chiuauas. Aqueles cachorrinhos de madame que andam escondidos nas bolsas das socialites pelos shoppings da cidade.
Aos seus torcedores resta o
sentimento que nutrem e a tristeza que a história quase sempre lhes reserva.
Como há muito, no jogo de ontem
eles nem ao menos tiveram a honradez de tentar colocar água em nosso chope. Se
entregaram como, nos tempos do Coronelismo, vadias faziam na presença de seu
Amo e Senhor.
Pouco valia a pelada, é verdade,
mas a desculpa de que há outros interesses mais importantes não é bastante para
comportamento tão chulo.
É sabido que em uma disputa a
diferença entre vencer ou não é tênue, ainda mais em se tratando de um
centenário clássico regional. Mesmo nada valendo, o que não era o caso, é
preciso honrar as calças que se veste e portar-se como homens em busca de um
objetivo.
E o Botafogo, mais uma vez
botafogueou. Verbo criado a partir de seu desempenho nos últimos anos.
Ao Urubu, senhor da porratoda, só restou chutar o cachorro pulguento que jazia na sarjeta.
Ao Urubu, senhor da porratoda, só restou chutar o cachorro pulguento que jazia na sarjeta.
Diga-se de passagem, não foi
necessário muito esforço.
A taça?
Ora meus caros, já era sabido da
possibilidade da conquista, ainda mais se tratando do Mais Querido papão de títulos, mas a
exemplo das autarquias deste nosso maravilhoso, belo e rico país, a FERJ cagou
e andou pela valorização de seu próprio produto e deixou-a pegando poeira em
uma de suas salas vazias.
A Federação já passa vergonha a
cada edição de seu carioqueta, mas neste ano passou vergonha maior pela ausência do objeto.
Mas nós que não temos
porranenhuma com essa bagunça devemos comemorar.
Ao resto, o de sempre.
Saudações.

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