03 março, 2014

NATAL


Mulambada,

Mais um Natal.

No 61º aniversário de Zico esta humilde Voz da Nação mais uma vez agradece seus inúmeros feitos vestindo o Manto e lhe deseja os sinceros parabéns.

“VIDA LONGA AO REI ARTHUR!”

Para relatar as milhares de jogadas e centenas de gols que se traduziram em incontáveis títulos seria necessário muito mais que esse pequeno espaço.

Descrever as terríveis dores de cabeça causadas aos milhares de membros da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida seria uma colossal satisfação, mas o espaço não permite.

Amado pela Nação que fez crescer, não só pelos seus feitos, mas pelo seu caráter e exemplo de homem íntegro; atributos que o faz querido e respeitado por muitos de outros times.

O que dizer que já não foi dito pela imprensa, colegas, técnicos, dirigentes torcedores e amantes do bom futebol arte?

Sei de desconhecidos e lembro de amigos, torcedores de outras agremiações que me acompanhavam aos estádios só para vê-lo desfilar suas habilidades em campo.

Mas ainda hoje, milhares de ignorantes atribuem a ele fracassos em duas Copas do Mundo esquecendo-se que em 1982 ele nada teve a ver com o 3º gol feito pela Itália e que em 1986 ele só bateu o pênalti que perdeu porque outros não foram homens para fazê-lo. E converteu o seu na disputa de pênaltis depois do jogo.

Como bem disse Fernando Calazans:

“Se Zico não ganhou uma Copa, azar da Copa.”

Mas ele ganhou o seu, o Mundial de Clubes de 1981 defendendo o Rubro-Negro e não há dúvidas que esse é muito mais importante do que qualquer outro. Não só pelo feito, mas pelos que estavam ao seu lado nesta conquista. Um time de excelentes jogadores que ainda amam o Maior de Todos, mas antes de tudo amigos de anos, muitos desde as categorias de base quando chegou ainda franzino. Amigos de muitas conquistas, mas também de momentos não tão alegres como as poucas derrotas e o mais marcante de todos quando da perda de seu “irmão” Geraldo Cleofas Dias Alves; o Assobiador.


Eu permaneço no antagonismo de dois sentimentos, o privilégio de poder tê-lo visto jogar e a tristeza de meus filhos não.

Que venham outros, mas como você, meu grande ídolo, não haverá.

Saudações.

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