31 outubro, 2013

DÚVIDA?


Mulambada,

Já foi difícil afirmar, mas depois de ontem não resta dúvida que em 2013 estamos lidando com 2 Flamengos.

Um é molóide, sem vergonha, que se omite e caminha aos trancos e barrancos pelas trilhas tortuosas do Campeonato Brasileiro. Um bando desorganizado, mais atordoado que bêbado em fim de festa.

É o Flamengo que ninguém quer ver, mas que alimenta e mantem viva a Arco-Íris invejosa e mal vestida.

Sua claudicância é o Único alento dos pequenos e pseudos rivais que lutam desesperadamente para não cair, MAIS UMA VEZ, para a zona dos impuros.

O outro esteve em campo ontem. Por apenas 70 minutos é verdade, mas esteve.

Com minúscula parte da Nação que foi autorizada entrar no bonito Serra Dourada, Jayme, que inexplicavelmente desconsidera a prata da casa, pôs em campo o que há de melhor no Mais Querido hoje em dia. O esquema foi o mesmo de quarta passada contra a cachorrada pulguenta e como àquele, deu o resultado esperado.

Como escrevi no texto de ontem, não foi tão fácil quanto, afinal ainda há no mundo uns poucos que apesar do temor, conseguem se manter em pé diante do Manto.

No começo, por estarem em casa, na frente de seus parentes, eles até que botaram pressão. Nada que a excelente atuação de nossa zaga, outrora anfibológica, não pudesse resolver.

Se cornetar é permitido, elogiar, mesmo sendo redundante, é necessário, portanto, obrigação.

Todo o time jogou bem, não tão bem como na 4ª passada, mas foram muito bem durante quase todo o primeiro tempo e o final do segundo.

Paulinho, mais uma vez, o nome do jogo, dessa vez flanqueado por Wallace, um monstro em campo e Chicão que esteve muito bem.

O primeiro gol foi uma pintura à 4 pés de André Soneca Santos e o probo Paulinho que finalizou com um toque magistral sob o goleiro após driblar o zagueiro.

Pode se dizer que só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol.

O deles teve origem em uma cagada de Elias que tem crédito, mas não pode vacilar mais desse jeito. Afinal, aqui é Flamengo, porra!

Nosso segundo saiu em mais uma muito bem batida falta de Chicão, depois de jogada do, pasmem, Carlos Eduardo. Ele lançou Hernane que sofreu o pênalti no jogo de 4ª passada, lembram?

No segundo tempo éramos outro time o que fez testar nossos cascudos corações.

Foi um inusitado exercício de ataque contra defesa onde nosso ataque perdia quase todas as bolas lá na frente testando nossa defesa deixando-a a mercê dos contra ataques dos caras que por pura incompetência não souberam o que fazer.

As poucas que iam em direção ao gol deixavam Paulo Victor ligado. Arrisco dizer que a única diferença entre nossos goleiros é a cor da pele.

Mesmo em minoria, tomamos o Serra Dourada de assalto e o Urubu triturou o Papagaio que deve estar até agora procurando a periquita.

Voltamos para casa com um excelente resultado no bolso e com o pé direito na final. Vai ser preciso fazer muita merda para perder essa vaga.

É certo que na Copa do Brasil tá tudo redondinho e em casa.

O Urubu deitou e rolou em campo enquanto o gordinho de lá deitou e rolou à noite toda na cama tentando dormir.

A única dúvida que resta sanar é se Carlos Eduardo, mesmo tecnicamente fraco e necessitando urgentemente de uma transfusão de sangue faz falta na organização tática do time.

Eu, que nada manjo dessa coisa que hoje chamam de futebol, acho que sim. Está claro para mim que o Flamengo é outro com o eterno promissor Cadu.

Baseado nisso, sugiro uma trégua. Com isso deixamos o cara jogar tranquilo dando-lhe MAIS UMA (putz!) oportunidade de justificar a imensa fortuna investida em seus pés. Afinal, não há outra opção já que os que podem melhorar a situação são preteridos sabe-se lá o motivo!

Voltemos nossas baterias para o Brasileirão onde pegaremos os flores em situação grave. Fregueses eternos, não deve ser grande problema.

“Vamo que vamo Mengão! Pra cima dos alemão!”

Saudações.


30 outubro, 2013

ABESTADOS OU CABRAS-MACHOS


Mulambada,

O vexame de domingo foi tamanho que resolvi misturar um pós e um pré jogo em um único texto.

Não é de hoje que o melhor termômetro para avaliar o nível do jogo é o comportamento da torcida, antes, durante e principalmente depois do mesmo.

O saudoso João Saldanha, excelente comentarista cujo maior defeito era torcer para o clube errado, já dizia isso em seus brilhantes comentários.

Antes do jogo, quando as apresentações anteriores determinam o número de ingressos vendidos.

Durante, quando a atuação determina as ações da torcida no estádio.

Depois, quando a atuação determina as ações da torcida nos dias seguintes.

Não há novidade nisso, eu sei, mas vejamos o que aconteceu na pelada de domingo.

A parte da Nação que mora lá no Ceará de boba não tem nada. Deveriam encher o Novo Castelão, por dois motivos:

1 - A rara oportunidade de ver o Mengão em campo, ao vivo e à cores;

2 – Um jogo depois de enfiar 4 ovos no fiofó da cachorrada sem vergonha.

Mas o que aconteceu? Nada! Ficaram em casa provavelmente comendo Tapioca, girimum, macaxeira, rapadura e queijo qualho frito na manteiga de garrafa ou refestelados em suas redes nos alpendres na sombra de algum coqueiral.

De alguma forma eles sabiam que não seria uma boa ideia comparecer.

Não é de hoje, fora raras exceções como 4ª feira passada, que ver o Maior de Todos em campo é pior do que saber que a época de seca está chegando.

O pior não é saber que os cabras não correm, pois se esse fosse o problema era só bater forte no lombo deles como se faz com os jegues lá na Caatinga.

“Mas, tirando 2 ou 3, se os cabras estão correndo, qual é o problema?”

O problema meu caro Mulambo é que os cabras são ruins, muito ruins. E pelo que estamos vendo em campo não há a menor perspectiva de isso mudar.

Parece um bando de abestados perdidos em campo!

Como pode tanto passe errado?

E você vai perguntar:

Ôxente! Como pode tanta diferença de comportamento em relação ao jogo de 4ª feira?

Ora meu caro, além da deficiência técnica, são torneios distintos tal qual as respectivas metas à alcançar.

Na Copa do Brasil estamos lutando bravamente pelo título. Somos semi-finalistas e teoricamente com um adversário relativamente fácil pela frente. Isso já é o suficiente para que os chinelinhos ganhem animo para correr um pouco mais.

Além disso, a fórmula de disputa é mais interessante e mais a feição de nossa estirpe. Somos movidos a Raça, Amor e Paixão e nada mais adequado do que jogos em mata-mata. Somos os melhores em muita coisa principalmente nisso.

Claro que não podemos esquecer que timecos de 2ª já triunfaram neste certame. Nós mesmos já perdemos uma final para um tal de Santo André; uma vergonha!

No Brasileirão ainda estamos lutando para não cair para a zona dos impuros. Certo que a situação já foi pior, mas não podemos bobear. Esse cenário é bem condizente com os que se dizem profissionais, mas na realidade só o são quando lhes convém.

É nessa situação que o desânimo toma conta de tudo e todos fazendo com que seus rendimentos caiam.

Foi o que aconteceu no último jogo.

Hoje vai ser diferente. Pode escrever.

Temos obrigação de ganhar, 1 x 0 já está muito bom. O importante é fazer gols quanto mais, melhor; já que 1 gol fora vale quase 2.

Não vai ser fácil, com toda aptidão que eles têm para tomar uma sova do Mengão, a realidade é que esses times pequenos são muito enjoados.

Não é novidade que enfrentar o Maior de Todos é o sonho de 11 entre 10 miúdos e quando estão frente à frente com o Manto Sagrado acham energia sabe Deus de onde e acabam dando trabalho.

É coisa de moleque encrenqueiro metido a besta. Nada que umas boas chineladas não resolvam. Não se preocupem, tá tudo em casa e em casa ficará.

Saudações,


24 outubro, 2013

A VERA ...


Mulambada,

HEHEHE!!!

Estava previsto. Só não viu quem não quis.

Vários indícios mostravam que a vitória escolheria o lado dos bons e é público e notório que os bons somos nós.

Na manhã dessa bela e ensolarada quarta-feira eu estava em meu passeio matinal com @Boris Stafford, em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas quando, na altura da Curva do Calombo uma enorme família de Urubus brincava alegremente na grama à beira d’água. Outros membros dessa grande família sobrevoavam os arredores majestosamente como se verificando seus domínios.


Os boletins esportivos de tempos em tempos anunciavam o fim dos ingressos de cada setor destinado à Nação. Informavam ainda da possibilidade de uma confusão devido a possível invasão da Mulambada aos lugares destinados à cachorrada.

Meu ingresso, comprado na manhã anterior repousava sobre a mesa junto ao Manto que iria trajar à noite. Seria meu retorno ao Maraca após o jogo que confirmou nosso Hexa em 2009.

Devido uma experiência mal sucedida em um Flamengo x América o Vazião deixou de ser uma opção de lazer o que me afastou do Mengão por longos quase quatro anos. Afastou fisicamente, mas em pensamento sempre estive junto ao Mais Querido.

Havia a dúvida se meu pé permanecia quente como antes. Nasci na década de 60 e vi presencialmente TODOS os títulos destes mais de 40 anos. Meu filho, nascido em 1992 (ano do Penta), outro pé quente, também estava com seu ingresso à postos.

Ou seja, tudo corroborando para um desfecho dentro da normalidade e tradição que acompanha os duelos entre os médios do Rio de Janeiro e o Maior de Todos.

Quando perguntado eu dizia com segurança que a vitória viria, não ia ser moleza, mas estava certo de que iríamos sair vencedores.

Além do descrito nos parágrafos anteriores, o que mais alimentava minha confiança era apenas um verbo.

Oriundo das diversas pixotadas do time lá de Soldado Severiano, botafoguear tournou-se celebre no mundo da bola.

A constante presença da Zebra Paraguaya nos certames do país criou o verbo. Sua contundência é tanta que devido a ela a já conhecida ínfima torcidinha muquirana dos caras encontra-se em claro e rápido processo de extinção.

Hoje, uma das tarefas mais árduas para um pai botafoguense é fazer de seu rebento outro incauto torcedor alvinegro.

É vergonhoso ver que mesmo sendo um dos clubes mais bem geridos do país, o atual campeão estadual e em situação privilegiada tanto no Brasileiro quanto na Copa do Brasil, seu torcedor é ausência certa nos estádios da cidade; quiçá do país.

Isso faz dessa decadente agremiação eterna desmerecedora de qualquer êxito, por menor que seja.

E ontem, mesmo o futebol sendo uma caixinha de surpresas, seria das maiores injustiças ser diferente.

No ônibus rumo ao Templo já notava a diferença de espírito. Enquanto nós Rubro-Negros, mesmo cientes da inferioridade técnica de nosso time tínhamos a confiança como companheira, eles não eram vistos nas ruas.

Chegamos faltando aproximadamente 90 minutos para o início da pelada. A parte da Nação presente ocupava mais de ¾ do estádio e entoava seus cânticos enquanto os dezoito deles insistiam em não chegar.


Foram quase 60 mil dos quais mais de 50 mil trajavam Vermelho e Preto.

Nossos “craques” adentraram o relvado com a faca nos dentes e nem mesmo os primeiros poucos minutos em que os de lá fizeram alguma graça foram suficientes para nos desestabilizar.

Aos poucos fomos tomando as ações e dominando todos os setores do campo. Paulinho ofensivo na esquerda foi a grande sacação de Jayme de Almeida e a maior das surpresas preparadas por ele para dobrar bem dobradinho e colocar no bolso os favoritos da imprensa de pouca memória.

Nossa marcação por zona aos pseudos craques do lado de lá foi primorosamente executada e todos os nossos onze cumpriam valorosamente as orientações táticas de Jayme.

Essa marcação sacrificou a ofensividade de Elias e Luiz Antônio, mas permitiu a Paulinho jogar sua melhor partida desde que chegou ao terreiro do Urubu. Se continuar assim vai se tornar ídolo da Nação.

Até Carlos Eduardo estava bem posicionado em campo tanto que roubou algumas bolas, criou algumas jogadas e uma delas foi a enfiada que acabou no pênalti muito bem batido pelo aniversariante do dia, que também jogou um bolão. Parabéns Leo MOURA!

Tá certo que CE 20 perdeu dois gols feitos e errou muitos passes, mas aí não é deficiência tática e sim técnica que com certeza tem origem no peso do Manto.

Ele como muitos outros ditos bons de bola não pode vestir a camisa esportiva mais bonita do mundo. Esses peles podem ser craques em outro time, mas no Mengão é diferente, não é para qualquer um.

Permanece estranho o não aproveitamento de garotos da base que já mostraram mais serviço com menos oportunidades. Muito estranho mesmo.

Hernane estava iluminado e meteu três aumentando ainda mais sua artilharia isolada e atingindo com bastante antecedência sua meta particular de fazer 30 gols no ano. Isso porque passou quase meio turno no banco.

Tem treinador que vive de nome, mas é cegueta que dói.

Aos 28 do segundo tempo iniciou-se um olé que durou longos 3 minutos. Isso foi muito para os poucos que ainda insistiam esperar por um milagre e aos 35 do segundo tempo o mar azul já se fazia presente do lado de lá e com isso a certeza de que na volta para casa o metrô estaria menos maneiro por falta de quem sacanear.


Para quem, como eu, esperava um jogo duro, com grandes possibilidades de ser decidido nos pênaltis, os quatro gols, mesmo oriundos de um domínio incontestável, tirou um pouco a graça do jogo ao ponto de o time não precisar do apoio da Nação como vem acontecendo.

O resultado vale como lembrança aos incrédulos da Arco-Íris invejosa e mal vestida de que sempre que o jogo for a vera, no final dá Mengão.

Ainda lembrando aos de pouca memória:

“Deixou chegar...”

O que vai dificultar um pouco é a botafogueada que os vices deram hoje, mas nada que traga maiores preocupações do que a baixa qualidade técnica de nosso elenco.

Sendo assim, meus caríssimos Mulambos, com todo respeito aos demais, não tenho a menor dúvida que esse título é nosso.

Saudações.



21 outubro, 2013

FAZENDO CONTAS


Mulambada,

Ontem, domingo 20 de outubro de 2013 foi um dia histórico. Passados quase 50 anos enfim mais um título conquistado. Em uma história de escassez de triunfos e abundância de vexames, excetua-se aí a década de 60, o tradicional Cavalo Paraguayo (ou seria zebra?) do Estado do Rio de Janeiro conquistou o Título Carioca de Remo.

É estranho que um clube de Futebol e Regatas passe tanto tempo sem uma conquista nas raias da belíssima e aprazível Lagoa Rodrigo de Freitas. Mas são os ossos do ofício em que ter à frente como tradicional agremiação a ser batida o Clube de Regatas Flamengo, não é moleza.

As palavras do Presidente Campeão corroboram:

“O Flamengo é um adversário difícil de vencer e isso dá mais valor ao título.”

Sábias palavras. Até porque, O Maior de Todos venceu 8 das 12 regatas de ontem o que mostra um Flamengo em crescimento e de futuro promissor para retomar o domínio que sempre teve em mãos.

Ele também foi sábio ao dizer:

“(...) (o título) É uma resposta também aos que não acreditam no esporte olímpico. E mais aos que gerenciam o esporte olímpico, que direcionam os investimentos. É no clube que se faz atleta, e não nas confederações. O modelo olímpico brasileiro está completamente equivocado. (...)”

Muito bem senhor Presidente, mas pode tirar a zebrinha paraguaya da chuva porque “essaporra” não vai mudar.

O dinheiro vai continuar rolando solto nas mãos de poucos que nada fazem em prol do esporte, enquanto clubes, muitos também dirigidos por ladrões, permanecerão na fila.

Ainda nesse mesmo domingo ensolarado e quente de primavera carioca tivemos mais um evento histórico. O Flamengo Futebol Americano venceu seu ex-tradicional rival, os agora tradicionais Vices, em mais uma modalidade esportiva.

O momento a ser guardado não é a vitória que já se tornou fato corriqueiro e sim por ser o primeiro jogo entre as duas equipes nesse esporte. O placar, 14 x 12, construído com dois touchdowns para cada lado e dois fieldgols anotados pelo Mais Querido, trouxe o Flamengo de forma invicta aos Play-offs. 7 vitórias em 7 jogos.

É o Mengão assumindo sua tradicional superioridade em mais um esporte e com isso alimentando mais ainda nossa também tradicional arrogância com mais números indiscutíveis.

Saudações.

Ops! Ia me esquecendo.

Se não me engano, neste domingo esportivo, também rolou uma pelada lá no terreiro das galinhas mineiras. Prece que o Mengão “B” enfrentou o time “B” de lá e se deu mal.

Devido a nulidade da peleja eu estava entretido com outros afazeres, mas o pouco que vi deu para reparar que nosso futuro futebolístico será negro. Tanto os de cá como os de lá promoveram um festival de bizarrices onde se salvaram apenas o gol dos caras e as poucas defesas de cada goleiro. No final do jogo o Urubu deu uma pressão, mas nada que fizessem as galinhas abrirem o bico, provavelmente elas estavam na TPM.

E mais uma vez como não valia “porranenhuma” elas ganharam.

Faltam 5 pontos, alguns dizem 7 outros 8.


Saudações.


17 outubro, 2013

CONTAR OU SONHAR?


Mulambada,

Quarta feira, chorosa devido a chuva que insistia em cair por quase 24 horas ininterruptas, noite fria, horário incompatível com quem pretende viver a vida de maneira honesta, ingresso caro e tudo o mais imaginável para afastar a Nação de seu Templo.

Tudo corroborando contra a ordem natural das coisas quando se trata de jogo do Mengão no Maracanã.

A injusta derrota no domingo passado transformou o resultado da pelada de ontem em crucial para nossas pretensões no certame. Os entendidos dizem que desde que a fórmula do Mata-Mata tornou-se a regra não se vê campeonato tão instável e adstrito.

É verdade, mas aos animadinhos de plantão, lembro que isso se deve a qualidade de nosso futebol que vem caindo mais que caráter de político brasileiro em ano de eleição.

Há anos que a quantidade de times que lutam para não cair vem aumentando e que a disputa pelo título vem se tornando monótona, restringindo-se a um ou no máximo três times.

Esse ano, quando ainda faltavam 12 rodadas já tínhamos um virtual campeão e mesmo com suas duas derrotas seguidas o panorama não mudou.

Enquanto lá em cima já está praticamente decidido, lá embaixo o bicho tá pegando e pegando feio. São muitos os times nessa degradante disputa e sem considerar os tradicionais mortos, esse ano temos como destaque os Vices e as Tricoletes do eixo Rio – São Paulo; sendo que dois deles são repetentes.

Correndo por fora com muita vontade de chafurdar na merda as Coxas-Brancas, um dos velhos e conhecidos cavalos paraguayos.

Outros também se encontram nessa disputa, com menos possibilidade de vencê-la, é verdade, mas estão lá no sabor da sorte que os espreita de soslaio, esperando um pequeno deslize para então dar o bote certeiro.

E nessa inconstante oscilação nos encontramos caminhando meio que sem rumo, incertos de qual nosso verdadeiro objetivo nesse ano de há muito desejadas mudanças.

Após sei lá quantos técnicos e contratações, ainda percorremos a tortuosa trilha do campeonato, ávidos por uma bússola que nos coloque no caminho certo em direção a glórias, como quase sempre foram os caminhos por nós percorridos em nossa imensa História.

Caminhos sempre difíceis, lotados de buracos, muitas vezes verdadeiras crateras, todas subjugadas diga-se de passagem, mas que sempre nos levaram ao topo para inveja da Arco-Íris mal vestida.

Nesta quarta, não foi diferente. Tivemos pela frente um bando de renegados, alguns deles estiveram em nossas fileiras que, como sempre fazem, deram a vida, a alma e o coração na vã tentativa de derrubar o Maior de todos. Se esforçaram como nunca o fizeram nos tempos em que vestiram o Manto. Tudo dentro da normalidade que caracteriza o futebol quando o objetivo maior a ser batido é o Flamengo.

Do nosso lado, enfim, vimos homens que também deram a vida, a alma e o coração em defesa de nossa cidadela.

A falta de técnica, o defeito genético que vem dificultando essa tarefa, foi suplantada pela sempre presente e valorosa ajuda da Mística da Camisa Rubro-Negra, os gritos dos poucos Heróis presentes e as preces dos milhões que não puderam comparecer ao culto.

Fomos grandes como quase nunca, mesmo errando como sempre.

Não importa a qualidade do futebol praticado, estamos em tempos de escassez de técnica e de tempo para voos decentes sendo assim, não me interessa se merecido, coerente ou não, importam os três preciosos pontinhos que colocamos no bolso. Dois estremos Importam, os dois merecidos gols feitos e a excepcional defesa de Felipe nos últimos segundos de pelada. O que aconteceu entre esses gols e a referida defesa pouco importa.

Estreamos bem o terceiro uniforme, muito bonito por sinal, mas muito caro e Hernane fez mais um.

Precisamos manter essa energia proveniente da simbiose entre os jogadores, o Manto e a Nação. Só assim deixaremos de fazer contas e passaremos a sonhar novamente.

Saudações.


14 outubro, 2013

TEM PROBLEMA NÃO!


Mulambada,

Hoje fiz diferente.

Antes de escrever li o jornal, apenas o jornal e vi que o Jayme está satisfeito com o desempenho do time. Eu também estaria se não fosse o Flamengo. Acontece que é e o Mais Querido não é o Maior de Todos à toa. E justamente por isso é que não podemos estar satisfeitos com o que vimos ontem nem nos últimos anos.

Ao dominamos a maior parte dos 90 minutos e acréscimos metemos apenas um gol e eles, nos poucos minutos que jogaram bem, meteram dois.

Com isso cai por terra mais um tabu a nosso favor. Eram 13 anos que esses peles não nos venciam em brasileiros. Se somarmos o tempo em que são fregueses, temos muito crédito.

Estamos cansados de saber que o futebol é assim, não adianta ser o melhor em campo, tem de saber vencer e para isso é preciso saber fundamentos. Nossos pernas de pau não sabem chutar, definitivamente essa é das maiores deficiências desse time depois de não saber dominar a bola, não saber passa-la com o mínimo de qualidade, não ter preparo físico para aguentar um jogo inteiro, etc., etc., etc.

A lista é longa.

Baseado nisso, podemos estar um pouco satisfeitos com o empenho com o qual nossos chinelinhos defenderam o Manto, enquanto tinham pernas, afinal não vencemos por detalhe e a derrota foi injusta.

Ao contrário do que imaginavam Jayme marcou o craque deles por zona e o cara pouco fez, acontece que o pouco que ele fez foi o suficiente para ganharem.

Com o “nosso” foi parecido. Ele pouco fez também, aliás é só o que ele tem feito, quase nada, pena que o pouco que fez (faz) não foi (é) suficiente para “porranenhuma”.

Hernane fez o dele o que já não é nenhuma novidade e o trio Chicão, Carlos Eduardo e Andre Santos são uns mortos, não podem iniciar o jogo juntos, pois com certeza não aguentarão a partida toda e desse modo, ou Jayme fica sem opção nas substituições ou jogamos com menos um no 2º tempo.

Em resumo, considerando a realidade de nosso bando, não podemos esperar muito mais do que isso que vimos ontem. O Jayme deu uma melhorada e tem mérito também por tentar manter o mesmo time sempre que possível, mas não é mágico e essa historinha de G4 infelizmente é fruto de nossa natural condição de pensar grande sempre, que nossos chinelinhos insistem e tentar acabar.

Tem problema não, eles sempre ganham as que nada valem. Ganharam essa, na Copa do Brasil vai ser diferente.

Saudações,



11 outubro, 2013

QUE NEM URUBU NO LIXO


Mulambada,

Acordei nessa quinta feira com uma dúvida enorme:

“Teria sido o início da 27ª rodada bom ou ruim?”

A reaproximação dos assíduos frequentadores da Zona dos Impuros era latente e uma derrota ou mesmo empate contra os vermelhos lá do Sul seria um desastre quase que irremediável.

A preocupação foi minha companheira o dia todo. A situação era clara, pois não é novidade que nosso time é ruim, que os caras de lá possuem um dos melhores elencos do certame e que preparo físico, talvez a única coisa fora o Manto e o grito da Nação que poderia nos fazer merecer um bom resultado, não tem sido nossa melhor qualidade esse ano.

Aliado a isto a eterna vocação de ressuscitar os mortos e de sempre levar um gol de um ex, aumentava minha preocupação.

Diante deste quadro, contrariando a natureza e nossas tradições nós Mulambos queríamos um bom resultado não para almejar o sucesso de uma conquista e sim para mais uma vez nos mantermos em distância razoavelmente segura da Zona dos Impuros. Este tem sido nosso carma nos últimos muitos anos.

Esse ano, a constante embolação na tabela proveniente da má qualidade do chamado Futebol Brasileiro é como uma faca de dois legumes; assim como permite livrar uma instituição da degola com menos que os tradicionais 45 pontos, não permite descanso à ninguém, nem àqueles lá de cima que julgam estar livres do martírio em 2014.

O anual ressurgimento dos tradicionais Cavalos Paraguaios reforça essa tese.

Como sempre, sentia-se no ar a eterna secação da Arco-Íris invejosa. As piadinhas e sarcásticos avisos de cuidado eram uma constante pelas ruas em que passeava com meu cão.

E, diante dessas incertezas fomos para o jogo.

Em casa, sobre o frágil tapete vermelho nossos onze com o Manto principal e nos braços da Nação, enfim se portaram como homens.

Os números da estatística de erros e acertos não mudaram durante os noventa minutos mais acréscimos por conta de uma improvável melhoria técnica, mas eles mudaram. A vontade de vencer estava nos corpos de nossos “craques” como nunca esteve esse ano. Olhos, órgãos e músculos, regados pelo temido sangue Rubro-Negro se fundiram em Raça Amor e Paixão pulverizando qualquer banco de dados de scouts anteriores.

Não sei se jogaram bem, eu acho que não, mas eu não estava nem aí para isso. Estava contente com a demonstração de vontade em obter o resultado único que nos interessava.

Oscilando (a palavra da modinha) como sempre, aos trancos e barrancos, mas dessa vez com a faca nos dentes, nossos pela sacos obtiveram o resultado improvável.

Com boas atuações de Leo Moura, Paulinho, Luiz Antônio e Amaral o Flamengo saiu vencedor, todavia a brilhante performance de Felipe, que nos salvou em três oportunidades mostra que o jogo não foi molezinha.

Hernane fez o dele ampliando a dor de cabeça do pai de Marcelo Moreno fazendo de suas palavras de que seu filho nunca jogaria no Flamengo cada vez mais uma verdade.

Rafael Moura foi o morto ressuscitado da semana.

A vitória mostrou que no Maior de Todos é diferente, confirmou a boa estrela de Jayme e transformou a rodada, que já havia trazido os que estão acima para mais perto, em excepcional e elevou-nos a 7ª posição da tabela; o que, aliado as reais possibilidades na Copa do Brasil e contrariando todos os prognósticos dos professores de plantão, permite a Nação sonhar com dias melhores e justos ainda esse ano.

Estamos como Urubus no lixo cientes de nossas deficiências, mas confiantes em nosso futuro fatos que alimentam nossa tradicional arrogância e a inveja da Arco-Íris mal vestida.

Faltam 8 pontinhos, pouco, mas difíceis. Precisamos manter os pés no chão, mas vamos deixar isso para amanhã, hoje é dia de ser feliz.


Saudações,


07 outubro, 2013

RECURSO ZERO!


Mulambada,

QUE COISA ORROROZA!

Isso mesmo, orroroza sem “H” e com “Z”.

Tava pensando que só porque sou Mulambo ia errar essa? Aqui tem corretor ortográfico.

Hehehe!!!

Não é como lá no Flamengo onde os erros também são uma constante, mas não há corretor passográfico.

Não consigo entender que jogadores ditos profissionais errem tantos passes.

Não entendo como nosso técnico, o grande Jayme, que jogou com muitos craques, não consegue fazer esse bando aprender alguma coisa daquilo que já deveriam saber e com o qual ganham o leite que alimenta suas proles e demais puxa-sacos que os cercam.

Ao menos o básico já seria suficiente a nos fazer ir ao estádio ou para frente da TV com algo mais do que a paixão que nos mantem ligados ao Maior de Todos desde que nos entendemos por gente.

Mas não podia ser diferente, com a escassez de técnica que reina no país do samba, cerveja e da bola. Você pode até ser ex-presidente que ao contar nos dedos de uma mão os times que jogam um pouco de futebol, ainda sobrarão dedos. Sim meus caríssimos Mulambos, dedos no PLURAL mesmo!

Mas jogávamos contra os Vices e contra esses peles não é necessário muita coisa. Há muito que neste ex-clássico a disparidade de forças é enorme. Os números estão aí para confirmar que os caras não são mais páreo para o Mais Querido, mesmo se este estiver em situação precária, como nos últimos anos.

Não importa, pode ser no Carioqueta, na Copa do Brasil, no Brasileiro, no torneio de várzea ou no de bolinha de gude da esquina, os 3 pontinhos de cada partida são garantidos.

Há as exceções e como exceções devem ser tratadas. Exceções provenientes do capricho dos Deuses na tentativa de quebra de um paradigma inquebrável.

Ainda há os que acreditam nessa possibilidade. Fazer o que? Cada um com sua fé.

E ontem foi dia de exceção. Perdemos dois dos os tradicionais 6 pontos certos com que iniciamos cada Campeonato Brasileiro em que os Vices não estão na 2ª divisão.

Jogamos mal é verdade, muito mal, mas não tão mal ao ponto de ao menos empatar com o Vice. O bando de lá é muito pior do que o bando de cá, começando pelo salário que lá está atrasado.

Mas o que fez acontecer tamanha injustiça?

Ora meus caros, nossa falta de recursos.

Começamos bem, mesmo erando muito perdemos duas boas oportunidades e fizemos um gol em belíssima jogada de Cris (o zagueiro deles). Hernane mais uma vez.

E foi só, eles nada fizeram nessa etapa que vencíamos com justiça.

No segundo tempo a mediocridade do primeiro se repetia, o cansaço voltava a tirar a concentração de nossos “craques” e o sono tirava a minha. Não tenho vergonha de dizer que perdi alguns lances e já me disseram que não perdi nada.

E nossa falta de recursos impedia de construir algo parecido com uma jogada. Era farta a distribuição de chutões na redonda e tapas, empurrões e pontapés que o juizinho incompetente insistia em não ver.

Colegas de profissão gastaram grande parte do tempo de jogo se agredindo, ao ponto de próximo dos 60 minutos de bola “rolando” já haverem sido marcadas 60 faltas; sem falar nas não marcadas, resultando em média de uma falta por minuto.

Pode isso Arnaldo?

Eles acharam um gol em falha absurda de João Paulo devolvendo o fair-play de nosso gol.

Melhorou um pouco perto do final da pelada, mas nada que merecesse eu perder tempo em escrever a não ser dar os parabéns ao Leo Moura pelos 450 jogos vestindo o Manto. Tá certo que em muitos desses jogos ele só assinou a súmula, mas ainda tem crédito com a Nação. Pouco crédito, diga-se de passagem.

Então, por hoje não há mais o que fazer aqui a não ser computar mais um mísero pontinho naquela que está se tornando tradicional continha para fugir da zona dos impuros.

Faltam 11.

Saudações.



03 outubro, 2013

CAIXINHA DE SURPPREZAS


Mulambada,

Parece que as coisas estão entrando nos eixos. Individualmente somos muito ruins, mas coletivamente estamos razoáveis.

Há uma organização tática e isso já era notado na época do anterior. O que vemos de diferente é certa melhora de qualidade na troca de passes e consequentemente, os resultados estão acontecendo.

Até o Amaral está melhorando o seu futebol, entretanto, permanece a falta de pontaria; tanto que a maioria de nossos últimos 6 gols foram obtidos em confusões dentro da área.

O jogo de ontem mostrou as diferenças positivas e nossos caras até que correram mais que o normal e por isso, mais uma vez morreram no 2º tempo. Todavia, mostrou também que estamos com sorte, pois os caras perderam algumas oportunidades claras. Bem menos que nós, mas como futebol é uma caixinha de surpresas eles poderiam ter feito e nós não.

Essa é a graça do futebol.

E se tivesse acontecido desta forma, não seria nada engraçado. Sendo assim, meus caros Mulambos, não podemos achar que a porratoda está resolvida e vamos ser Campeões desse certame. A encrenca ainda é grande e ficar atento é necessário.

Valeu pela quebra do tabu dos 15 anos sem vitória na terra dos alemão, pelas duas vitórias seguidas, pelos 3 pontinhos garantidos na sacola e pela manutenção da invencibilidade de nosso técnico que é Mengão dos 4 costados.

Agora só faltam 12 pontos, menos do que faltava, porém muito para o que temos vestindo o Manto Sagrado, por isso é necessário muita atenção. A Nação precisa manter o fogo aceso no rabo dos chinelinhos para não haver surpresas.

Fizemos o normal, fomos lá na casa dos caras, tocamos o terror e deixamos as coxas brancas rosas de tão nervozinhas.

Mais uma vitória e estará comprovado que para comandar o Maior de Todos não pode ser pulsilânime, nem ter passado pela zona dos impuros. E muito menos ter sido criado nela.

Saudações,