31 março, 2013

JOVENS PROMESSAS




Mulambada,

Um jogo, uma derrota e somos fregueses do Audax. Pode isso Arnaldo?

De fato, não há muito que falar apenas lamentar.

Lamentar a escalação. Horrorosa!

Porque mexer na zaga que não estava levando gols no 1º turno? Só porque tomou 2 na semifinal?

E essa que já tomou 6? Não vai mexer por quê?

Esse tal de Alex Silva é brincadeira. Não há como você pensar em ser ofensivo tendo um “zagueiro” como esse rapaz. Garanto que muitos de vocês estão sentindo saudades do Welington.

Êpa! Também não vamos exagerar!

Ambos são equivalentes. Se não são inimigos da bola, ao menos estranhos a ela são. Nunca vi tanta falta de habilidade, tanta dificuldade com seu principal instrumento de trabalho. Isso me impressiona.

Hernane é outro. Está voltando ao normal. Perde todos os gols que tenta. Fica complicado.

Mas eles não são os únicos. Há pelos 4 cantos desse imenso país uma legião de incompetentes brigando com a bola. Um mar onde poucos grãos de não mais que bons jogadores sobressaem.

E a esses, escassos, bonzinhos a mídia se arvora em eleger craques. É brincadeira?

Tudo porque lá pelas bandas de 1982, ao perdermos uma Copa uns idiotas resolveram dizer que o futebol arte tinha acabado. De lá pra cá, ganhamos uma Copa na cagada da dupla Bebeto e Romário e outra num resquício de arte dos 4 Rs. De lá pra cá, só vexame. Perdemos quase tudo e com isso o respeito dos adversários.

Assim está o Flamengo, a fila de “Professores Doutores” que passou pelo Mais Querido só fez com que nosso futebol caísse assustadoramente de nível.

Nossas promessas eram vendidas a preço de banana para fazer sucesso em outros clubes, enquanto trazíamos mortos vivos a peso de ouro em contratos impossíveis de serem cumpridos.

Foram décadas de extrativismo sem que houvesse um mínimo de cuidado com nosso patrimônio e História.

Com isso, a Mística do Manto Sagrado deixou de ser respeitada por grandes, médios ou pequenos; para ser alvo de chacota, de piadas infames, não devido a uma derrota, mas por conta de muitas, por conta da inadimplência que se tornou corriqueira, por conta de pequenos problemas extra campo como falta de luz e/ou água, por conta do comportamento de pseudos jogadores que se diziam Flamengo, mas na realidade nada têm a ver conosco.

Em nossa História já tivemos times bem piores que este atual, mas em momento algum tivemos um desempenho tão ruim.

Não posso e nem quero incutir a responsabilidade desta situação nos recém-promovidos ao status de profissional, seria uma injustiça. Mas não posso deixar de citar o Sr. Leonardo Moura, o Sr. Renato Abreu e o Sr. Ibson. Esses são da casa e ninguém melhor que eles para saber que como está não dá para ficar

Os demais, ora, os demais vieram de fora e a única obrigação que têm é de serem profissionais. Não são obrigados a entender o que significa ser Flamengo, não são obrigados a aguentar o peso de vestir o Manto afinal, eles já estiveram do outro lado, já sentiram medo. Não é qualquer um que após ter estado do outro lado que consegue vesti-lo sem sentir.

São os três citados aí em cima que devem tomar a responsabilidade. Mesmo não estando em campo. Eles devem fazer aos demais entenderem que Flamengo é Flamengo e não um bando de loucos ou guerreiros ou turma da virada, ou outra sub-alcunha que seja.

Aqui é lugar de homens e não moleques, apesar de outras diretorias terem se esforçado e muito em provar o contrário.

E nossa História mostra que somos homens não por vencermos tudo ou todos, mas sim porque se vencemos foi porque fizemos por onde, fomos bons e fortes para isso, mas se perdemos foi porque o oponente foi melhor, mas mesmo derrotados fomos honrados por termos suado sangue.

Há esperança, os Azuis estão trabalhando, mas não são eles que entram em campo, portanto, precisamos fazer com que os que entram em campo o façam com decência, não é necessário ser craque de bola, mas é necessário se mostrar diferente dos que defendem outras agremiações, pois esta é diferente.

Aos jogadores só resta aproveitar o fim da pré-temporada para aprender a serem homens, porque se não aprenderam a jogar bola até hoje, não vai ser agora que aprenderão.

Temos que aguardar o saneamento de nossa casa para receber o que nossos atuais e futuros patrocinadores estão dispostos a investir, a fim de, como na década de 70, montarmos um time competitivo o suficiente para mostrar aos nossas jovens promessas o que é ser Flamengo, pois a exemplo dos anos 80, são essas jovens promessas que nos levarão de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

Saudações,


28 março, 2013

BOAS NOVAS QUE DEVIAM SER VELHAS



Mulambada,

Demorei a aparecer, pois além de não ter a vida mansa como muitos por aí, depois do ocorrido é necessário um tempo para pensar a fim de evitar escrever muita besteira.

Já estamos carecas de saber que estamos em tempos de reconstrução, mas esta semana foi diferente das últimas desde o início deste janeiro. Ela pode ser considerada extremamente positiva no que se refere a ações para esta tão sonhada escalada à volta à normalidade.

Começam a aparecer os primeiros resultados das ações de saneamento que estão sendo tomadas pelos Azuis.

As primeiras Certidões Negativas de Débito – CND, estão sendo liberadas. Isso permite à cúpula do Mais Querido obter investimentos e/ou patrocínios independente se de origem pública ou privada.

CNDs são documentos que devem fazer parte dos arquivos de todas as empresas idôneas a cada respectivo período de vigência. Mas como há muito não éramos sérios, isso torna-se um fato histórico elevados a este status pelas mãos da vergonha.

Outro resultado importante foi o da recente eleição para o Conselho Fiscal. Resultado que infelizmente não extinguiu, mas deixou bastante debilitada a corja que se agarrava ao poder com unhas e dentes ha décadas; por isso nociva a Instituição e que se mantida poderia por água no combustível que nos levará de volta as glórias outrora tão frequentes em nossa brilhante História.

Isso permite independência aos Azuis de governar sem aquela conhecidíssima oposição, cuja intenção não é fiscalizar tecnicamente as ações de quem está no poder e sim impedir seu sucesso.

Mas é preciso ter cuidado, pois a quase unanimidade pode fazer com que os Azuis se excedam por falta de fiscalização.

Esperemos que a forma cartesiana com que vêm administrando permaneça e que os objetivos sejam conquistados cada qual a seu tempo.

Não conheço do riscado, mas entendi que a liberação das primeiras CNDs permitiu que nosso Departamento de Marketing colocasse em prática sua primeira ação. O programa Sócio Torcedor está no mercado aguardando aqueles que ha muito desejavam “ajudar”, mas não sabiam como e os primeiros resultados parecem bons.

Como em todo Projeto há alguns queixosos que se recusaram a aderir pelas poucas vantagens, os que aderiram com ressalvas e os que não estão nem aí para essas frescuras, enfiaram a mão no bolso e bancaram a “porratoda”, só por saber que estão contribuindo com o Mengão.

Confesso que ainda não tive tempo para analisar as opções a fim de escolher se será melhor optar pela nova modalidade ou pelo tradicional Sócio. Até porque já o fui e só deixei de pagar por não querer sustentar vagabundo fazendo merda. Meu dinheiro foi, é e sempre será fruto de árduo trabalho e não foi feito pra sustentar nego safado e sem vergonha.

Mas não parou por aí, a semana, até agora, nos trouxe mais uma excelente notícia.

Voltamos a vencer um jogo.

Não importa se bem ou mal, se o time foi bem escalado, se o jogador “A” ou “B” atuou bem, se o jogo foi fácil ou não. O que importa é que metemos mais três pontinhos na sacola, mantivemos vivas nossas chances nesse torneio de pré-temporada e tiramos a inghaca do novo treinador.

E falando nele, é preciso entender que o cara estava lá do outro lado do mundo, onde se come muito arroz e peixe, mas pouca carne; está com o fuso horário todo enrolado, não conhecia e ainda não conhece nossos pouquíssimos futuros craques, os monte de brucutus, os zagueiros cegos e nossa cansada ala geriátrica que compõem nossas alquebradas fileiras. Desta forma, fica muito difícil acertar de primeira.

Necessitamos dar tempo pro rapaz, pois sabemos que ele honrou o Manto Sagrado, que o sangue Rubro-Negro ainda flui por suas veias e que, se ele não pirou na batatinha depois que conviveu com o destemperado Dunga, tem caráter.

Sei que apenas essas três qualidades não são suficientes para bons resultados, mas o deixa bem à frente de muitos “professores” que andam por aí.

E o que é melhor, é bem mais barato. Já tá sobrando grana para acrescentar mortadela à média com pão e manteiga das manhãs que precedem os treinos. Isso anima a rapaziada.

Também sei que é cedo, mas pelo preço, os resultados que ele está conseguindo são bem melhores que seus antecessores.

Em tempos em que o Ex-Vazião alcança a alcunha de Arena Tim, que só quem não conhece da técnica imagina que será por pouco tempo e que na realidade ficaremos sem algo parecido com um estádio bem mais do que os anunciados 2 meses, o jogo foi medíocre.

Fizemos algumas jogadas, chegamos a dominá-lo, mas foi mais uma demonstração de nossa incapacidade de defender e colocar a redonda no barbante do lado de lá.

É fato que precisamos urgentemente de um 10 de ofício, mas não pode ser qualquer um, não pode ser apenas bom de bola. Tem que ser cabra macho como o foram Zico e Júnior, que botavam a bola de baixo do braço e assumiam a responsabilidade da “porratoda”.

Saudações,


23 março, 2013

PRECISAMOS DE UM OCULISTA?




Mulambada,

Tudo certo,

Iniciamos o jogo com um meio de campo conservador e menos jovem. O time não se comportou mal em campo, mas os diversos passes errados de do filho de Ib e Cleber Santana tornavam inoperante o nosso ataque.

Pouco fizemos de produtivo a não ser reduzir as pretensões do adversário. Resultado, um jogo murrinha que nos fez (eu e os que estavam comigo) iniciar uma discussão e perder alguns minutos para saber o que era o patrocinador máster do adversário.

Uns chutaram ser um armarinho de Saquarema, outros uma quitanda e os mais assanhados uma casa de tolerância. Precisou um ir à net e verificar que Zé Luca foi um dos que faleceram, que Deus o tenha, no acidente em novembro de 2012. Aquele acidente do helicóptero do nosso governador, quando faleceu também o dono da empreiteira que está(va) fazendo as obras do Maracanã entre inúmeras outras.

Zé Luca era o dono do Boa Vista, nosso enjoado adversário de hoje.

Voltamos para o segundo tempo com o mesmo time e formação. Nada mudou e vendo isso, nosso novo técnico fez as duas substituições que o locutor vinha pedindo desde o fim do primeiro tempo.

A entrada dos moleques Nixon, Gabriel e depois Adrian, deram mais velocidade ao Flamengo que encurralou o adversário em seu campo.

Mas nada de o gol sair. O último passe era nosso maior problema mesmo assim, chegamos a perder algumas poucas chances.

Tudo ia de acordo com o momento, estreia do novo técnico, time mudado, ninguém querendo sair de campo com um resultado ruim, essas coisas que fazem de um empate um resultado possível e até compreensível.

Isso tudo estaria dentro do aceitável se nosso adversário fosse um time médio do estado ou grande do país, mas um empate com o “portentoso” Boa Vista nos faz necessitar correr para um oculista o mais rápido possível.

O resultado não foi uma boa estreia, mas pelas substituições feitas, estou confiante no trabalho do Jorginho. Paciência, nesse momento, ainda é o melhor remédio para nós da Nação.

Menos mal que o pessoal de LaranGayras empatou diminuindo nosso prejuízo. Nem vou falar do pênalti escandaloso não marcado para o Duque de Caxias,

Saudações.


19 março, 2013

E AÍ?


Mulambada,
                     
Parece que era esperado. Há algum tempo tenho lido e/ou ouvido que ele não era quem deveria estar onde estava e que ali só estava porque era difícil tirá-lo de lá.

É aquela história da tartaruga em cima do poste que você:

- não acredita que ela esteja lá;
- não sabe como ela foi parar lá;
- sabe que ela não subiu lá sozinha;
- sabe que ela não poderia nem deveria estar lá;
- sabe que não fará muita coisa enquanto estiver lá;
- sabe que é difícil ela se manter sozinha lá;
- e que ninguém consegue tirá-la de lá.

Para muitos, em fim, conseguiram tirá-lo. Vou ser sincero e dizer que não tenho opinião formada. Tenho dúvidas.

São muitas variáveis a se considerar em qualquer que seja o problema. Decisões tomadas sob o efeito da emoção e não da razão trazem resultados inesperados, para o bem ou para o mal, entretanto devido a natureza da decisão, a probabilidade de “darmerda” é grande.

E era o que estava acontecendo, as decisões há muito estavam sendo tomadas no calor da emoção, quase sempre na intenção de tapar um buraco deixado por decisão anterior mal tomada em um círculo vicioso sem fim.

Nossa situação então, pode ser resumida no seguinte:

- Vínhamos de anos sob administrações maléficas em todos os âmbitos que deixaram de herança nada mais que dívidas e mais dívidas em todos os tamanhos, formas e cores imagináveis.

- Há muito nossos times eram compostos de peças oriundas dos quatro cantos do planeta com membros sem nenhuma ou pouca identificação com nossa História e realidade. Diferente até de uma colcha de retalhos onde a miscigenação de cores diversas e até mesmo que antagônicas resulta em um conjunto agradável;

Em um belo movimento de fora para dentro, em dezembro de 2012 elegemos novos administradores. Homens de renome em suas áreas de atuação, provavelmente, sem segundas intenções. Uma novidade em nossa não tão recente História.

Iniciaram os trabalhos e em momentos distintos fizeram partir diversas barcas de diversas modalidades. Restaram em nossas fileiras, principalmente no futebol, velhos componentes já não tão competentes e jovens promessas ainda verdes e por isso inconstantes.

Não que os que foram fizessem falta.

Restou o Comandante. Mas era sabido que não foram os méritos que o mantiveram no cargo.

Os resultados no início do ano, pouco esperados o mantinham em corda bamba, os responsáveis não o queriam mais. Talvez por motivos técnicos, financeiros ou outro qualquer, mas a verdade é que não queriam. E escolheram o financeiro em época em que o desempenho técnico começou a cair.

Foi embora por recusar uma redução em seus inoportunos vencimentos.

Contrataram Jorginho, confesso que preferia a volta de Andrade, os motivos são óbvios.

Mas veio Jorginho, jogador brilhante que fazia da técnica seu cartão de visitas. Caladão, mas espirituoso dividiu com Zico, Renato e Cia entre outros, nosso Pentacampeonato Brasileiro de 1987. Portanto conhece bem nossa História e consequente Grandeza.

Trabalhou pouco como treinador e/ou auxiliar técnico, mas passou por momentos bastante intensos e tensos o que pode ter lhe dado experiência necessária e consequente casca grossa para estar em nossas fileiras.

Diferente da época em que esteve empregado pela CBF, suas palavras trazem um misto de emoção, racionalidade, otimismo e educação o que mostra estar alinhado com a diretoria e seus critérios; ingredientes importantes para ajudar reconstruir o Mais Querido.

Espero que, por ter sido especialista, e dos bons, na lateral direita, ele consiga fazer o Leo Morto entrar em campo.

Seu primeiro teste será neste sábado contra um time pequeno, mas tinhoso, desejo sorte.

Lembrem-se, pode ser o maior pereba, vestiu o Manto temos que apoiar. Estamos em reconstrução em todos os sentidos sendo assim, qualquer tropeço é natural.

“VAMO QUE VAMO MENGÃO, PRA CIMA DOS ALEMÃO!”

Saudações!


14 março, 2013

IRRECONHECÍVEL




Mulambada,

Estou confuso com a exibição de ontem. É complicado entender algumas pequenas coisas que impactam significadamente no desempenho de uma equipe e consequente resultado da busca de um objetivo.

Sei que podem existir influências externas, ainda mais se considerarmos nosso querido Brasil onde a política suplanta a técnica em quase 100% das decisões dando origem a muitos de nossos problemas.

Porém, não posso entender que alguém, em plena capacidade mental possa sucumbir a determinadas pressões quando sua cabeça é o primeiro prêmio a ser conquistado.

Custa entender como pudemos entrar em campo ontem, contra o “Todo Poderoso” Resende, com três Cabeças de Bagre no meio de campo. Mesmo que esses possam ser chamados de técnicos.

Saudades dos tempos em que nossos Cabeças de Bagre eram Carpegianni e/ou Andrade. Contudo não podemos viver de passado. Vamos em frente.

Entretanto, como ir em frente se mesmo após quase 15 dias treinando exaustivamente, entramos em campo temendo o “Todo Poderoso” Resende?

Está certo que até jogamos bem. Dominamos o 1º tempo e saímos consolidados em um 2 x 0 que não mostrava a realidade do acontecido nestes primeiros 45 minutos e acréscimos, quando fomos soberanos e perdemos alguns gols.

Era o intervalo e meu filho foi dormir:

“Já vai cara? Não vai ver o 2º tempo?”

“Ah! Pai, já está definido, vou dormir que amanhã trabalho cedo.”

Deu sorte, não precisou passar pelo que passamos.

Sabem aquela história do coelho e a tartaruga? Pois é, foi a mesma coisa.

O Flamengo estava cheio de si pelo desempenho do 1º tempo e relaxou. O oponente entrou em campo e iniciou o jogo e só depois de terem feito dois gols é que o Flamengo resolveu voltar do vestiário. Resultado, tal qual o coelho da fábula, se ferrou!

A defesa fraca, dois beques lentos e perdidos no tempo e no espaço.

Nosso técnico escolheu mal na 1ª substituição e depois dos 2 gols sofridos, se apavorou e errou mais duas vezes.

Fomos para frente como loucos e até perdemos chances, mas a tradicional explanada (já deixou de ser avenida faz tempo) Leo Morto se consumou como o mapa da mina. E tomamos o terceiro e derradeiro gol em um dos poucos, mas eficazes contra-ataques dos caras.

A pá de cal.

Não é novidade que há muito o Mais Querido nos deixa na mão em raras, mas vexaminosas atuações contra times pequenos. Foi assim em duas ocasiões contra a La U do Chile, contra o América do México, na semifinal da última Taça Guanabara e ontem.

Somos os mestres em nos deixar roubar o doce como se crianças fossemos e com isso, a Arco-Íris mal vestida se enche de energia esquecendo-se de sua própria insignificância.

Mas foi apenas o primeiro jogo, as coisas vão melhorar, podem ter certeza. Assim como é normal essa nossa dislexia é normal buscarmos forças onde menos se imagina para então partirmos às vitórias que escreverão novas Histórias de conquistas.

Saudações.

08 março, 2013

O SONHO ACABOU?






Mulambada,

Nesse período em que os filhos do pessoal da península conseguiram em fim ter alguma chance de não ser vice novamente, quando nossos moleques estão digerindo a perda do fim de semana passado e época de entressafra de assunto, portanto, sem ter mais o que fazer, vou me meter onde não fui chamado e tecer algumas considerações sobre a última polêmica reinante na Gávea.

Trata-se da última decisão da nova diretoria de acabar com as equipes principais de ginástica e judô do Mais Querido e que nossa ex-presidente considera um absurdo acusando a medida de revanchismo.

Lembro que no início do mandato os Azuis já haviam feito o mesmo com Cielo e sua turma.

Nação há que se considerar alguns aspectos para entender a polêmica de uma maneira mais clara:

Nossa Ex, como muitas das Ex que andam por aí, é muito emotiva, mas tem sua ponta de razão. Ela tem origem nos esportes olímpicos passando toda a sua vida esportiva nadando, defendendo de forma brilhante as cores do Mais Querido. Também é conhecido o apoio das modalidades olímpicas recebido antes e durante sua administração. Não podemos negar que em sendo Rubru-Negra sinta orgulho, portanto necessidade de manter em atividade as referidas equipes.

Sendo uma Nação democrática não podemos tirar-lhe o direito de mostrar o seu descontentamento. E por sabermos existir um resquício de animosidade entre a Ex e os Atuais, é natural que ela se exceda na forma de fazê-lo.

Num cenário onde o governo é regiamente e muito bem pago com nossos impostos e não faz “porranenhuma” com ele; resta-nos o esporte, qualquer que seja como única oportunidade de não perdermos nossas crianças e juventude tão carentes de educação (civilidade), ensino, infraestrutura e demais necessários à sua sobrevivência, mantendo assim vivo o sonho de dias melhores.

Conservar equipes de ponta e manter estrutura profissional de qualidade é a melhor forma de atrair possíveis futuros campeões ou formar bons profissionais da área e consequente receita.

O Nome já diz quase tudo, Clube de Regatas Flamengo. A instituição foi criada em 15 de novembro de 1885 como um clube de regatas e apenas isso. Era o esporte mais conhecido e tradicional da época cujas disputas aconteciam apenas com a presença da nata da sociedade da época.

Só em 1894, Charles Muller trouxe o football para o Brasil; apenas em 1º de agosto de 1901, em Niterói, jogou-se a primeira partida, considerada pelos historiadores, oficial no estado do Rio de Janeiro e somente em 1912 os Flamengos realizaram seu primeiro jogo.


Durante mais de 100 anos o Flamengo, com seu enorme carisma, foi conquistando novas modalidades e na maioria delas fez História. Volei, basquete, natação, gin´stica, atletismo, judô, etc. Em suas fileiras nasceram muitos campeões nacionais e alguns mundiais; sendo um dos clubes que mais formaram talentos no país.

Tenho o maior respeito pelas medalhas conquistadas por essa galera. Medalhas que também ajudaram a tecer as linhas da vasta História de nossa Instituição.

Contudo, foi com o futebol que o Flamengo cresceu e se tornou o gigante que é hoje. Foram com suas conquistas, vitórias e derrotas que nos fizeram sorrir, pular, dançar e até chorar.

E foi sorrindo, pulando, dançando e chorando pelo futebol que nos tornamos a maior Nação do planeta.

Somos os Mais Queridos e ao mesmo tempo mais invejados e odiados pela Arco-Íris mal vestida única e exclusivamente por causa do futebol.

Agora, peço a um de vocês, poucos que ainda não entenderam que as medidas tomadas são necessárias e não consequência de um revanchismo idiota como se crianças fossem que mostrem uma, umazinha que seja ação dos membros das equipes desfeitas que tenha angariado fãs ou ao menos simpatizantes a não ser aqueles pertencentes a sua família e ciclo de amigos.

Posso estar enganado, mas eu nunca vi um deles vestindo o Manto Sagrado ou segurando a Sagrada Bandeira após uma conquista internacional. Nunca ouvi de suas bocas qualquer palavra sobre o Flamengo que não tenha sido queixa de atraso de salário, da precariedade das instalações onde treinavam e/ou afins.

Desde a inauguração deste espaço venho escrevendo que o foco desse semestre, talvez ano, se considerarmos as últimas falcatruas descobertas pela auditoria que está sendo realizada em nossas contas, é a organização da casa. Precisamos equacionar nossas dívidas, renegociá-las, tirar a sujeira deixada pelas últimas administrações e só depois correr atrás de montarmos equipes descentes a fim de voltarmos a nossa rotina de conquistas.

Quando falo equipes, cito todas as modalidades em que o Flamengo sempre foi grande, mas claro que com foco em futebol.

Somos uma Nação eclética onde há todo tipo de gente em uma miscigenação de cores, raças, credos e opções sexuais de fazer inveja a muitos países.

Sabia que se houvesse seriedade nas palavras proferidas pelos Azuis na época de campanha e posse, medidas impopulares seriam necessárias e exatamente devido a essa amalgamação tinha receio de que grande parte dessa massa não fosse entender e iniciasse seu rosário de costumeira cornetagem.

Os dias foram passando e as primeiras palavras proferidas pelos Azuis foram corte de despesas, que não seriam feitas contratações absurdas e que nosso time iria ser quase o mesmo de 2012 com poucos e médios reforços.

As promessas de limpeza foram se concretizando com a contratação da empresa de auditoria,  início das tratativas de renegociação de dívidas absurdamente contraídas pelos pseudos administradores que há décadas sugavam os cofres do Mais Querido e o mais importante, colocando salários em dia.

Como deve ser feito, o Flamengo literalmente parou no tempo e no espaço. Obras, contratações, reformulações entre outras, nada mais acontece a não ser o que nos obriga a sobreviver, está em movimento. Tudo e todos aguardam o fim da limpeza e consequente balanço para que, aberta a Caixa de Pandora e conhecendo-se a real situação iniciar-se o que parece ser árduo processo de reconstrução.

PERFEITO!

Em meus mais de 45 anos de vida, já ouvi e li muita baboseira com relação a modernização, organização e demais “ãos” da vida, mas em nenhuma delas vi sequer um resquício de efetivação nem que no bar da piscina.

Hoje, vejo movimento, vejo ações e vejo também resultados, pequenos claro, alguns nem esperados pelo pouco tempo passado desde a posse.

Temos um patrocínio máster (ainda não é o ideal, mas temos), o futebol revela jogadores e tem um desempenho acima do esperado, o remo continua sua História de glórias, o basquete, muito por conta da última administração, fato reconhecido pelos Azuis, vai de vento em popa e o mais importante:

Zico voltou em carne, osso e estátua.

O fato de serem pessoas bem sucedidas e com nome a zelar, diferente de muitos que lá estiveram, que só criaram nome e fortuna após lá estarem, reforça minha crença em novos tempos.

Nossa Ex, já sofreu isso na pele. Deixou de ser reeleita deputada única e exclusivamente por conta de suas ações a frente do Mais Querido.

Não acredito que os Azuis, profissionais que são incorrerão nesse erro bisonho.

A mim, que pouco entendo de negócios, esses pequenos detalhes me deixam satisfeito e propenso a confiar mais nos Azuis e em suas promessas. E vejo que a Nação, mesmo os que nada entendem, me acompanha neste sentimento.

VIRAM SENHORES DAS ÚLTIMAS ADMINISTRAÇÕES, COMO É FÁCIL? NÃO É NECESSÁRIO CONTRATAÇÕES ESTELARES, ESTÁDIO, ETC. É NECESSÁRIO APENAS DEMONSTRAR RESPEITO À INSTITUIÇÃO. ESSA É A DIFERENÇA DO FLAMENGO PARA OS DEMAIS. NÃO PRECISAMOS VENCER TUDO E TODOS PRECISAMOS APENAS VOLTAR A SER RESPEITADOS. COM RESPEITO SOMOS GIGANTES, AS CONQUISTAS, COMO OS INDICADORES, SÃO CONSEQUÊNCIA.

Sendo assim, Sra. Ex e demais Ex perniciosos, não se superestimem não é a vocês que se quer atingir e sim às consequências de seus atos abjetos. Vocês e nada são quase a mesma coisa para nós verdadeiros Flamengos. Sendo assim, se nunca nada fizeram à favor, por gentileza, não façam mais contra. Calem-se na sua insignificância enquanto pessoas sérias tentam trabalhar.


À mulambada, peço paciência, pois as ações estão sendo tomadas, muitas não serão nada populares e nem todas darão o resultado esperado, mas podem ter certeza de que se forem sérios como estão demonstrando ser, teremos infinitas alegrias pela frente.

O sonho não acabou.

Saudações.


03 março, 2013

SERÀ QUE FOI TÃO RUIM ASSIM?




Mulambada,

Dia de festa, sol, praia, típico da Cidade Maravilhosa. Depois de alguns dias de chuva, muita gente deve ter tirado a churrasqueira do armário, reunido amigos e/ou família, com duas caixas de cerveja gelada, pagodão rolando no celular e degustaram aquele churrasquinho na laje.

Normal!

No Vazião ia rolar a segunda semifinal da Taça Guanabara. Os donos (?) da bola e do campo prometiam jogar diferente de como vinham jogando há 11 jogos.

Nós, no sapato, treinando e nos concentrando sob as nuvens de emoções que passaram em céus Rubro-Negros pelos 60 anos de nosso Rei Arthur.

Mas como já disseram por aí e a história confirma, o Flamengo é avesso a festas. É avesso a entrar em uma batalha com alguma vantagem que não seja ter o melhor time, estar mais treinado e mais concentrado do que o oponente.

Esse negócio de poder empatar, de poder jogar com o regulamento de baixo do braço e outros blá blá blás não condiz com a humildade que temos encrustada em nossos peitos.

Para o Flamengo, nada é fácil.

Suas conquistas, mesmo que com dezenas de craques em suas fileiras, sempre foram obtidas de maneira emblemática. Contra tudo e contra todos, nossas batalhas foram travadas com ardor e vencidas com Raça, gana e Paixão. Essa é a nossa tradição.

O Flamengo sempre foi de desperdiçar suas chances durante os certames e ao final, em arrancadas homéricas atingir suas conquistas quando menos os descrentes e invejosos esperam.

Garantir vaga na final do Campeonato no 1º turno nos é mais comum. Temos 19 dessas lá na Gávea, Mas vencer Taças Rio é mais gostoso.

Não posso desmerecer o que jogou o pessoal da carrocinha. Fizeram um gol logo com um minuto de jogo e depois administraram de forma bem razoável os demais 89 minutos e acréscimos. Decerto que poderíamos ter jogado melhor do que fizemos. Entregamos muitas bolas bobas. Aliás, isso está começando a ficar crônico e com Hernane voltando ao normal, ficamos mesmo sem muitas opções.

Gostei do Gabriel, mas Rodolfo e Rafinha poderiam ter rendido mais.

Elias foi poupado durante a semana e se acostumou com a moleza. Não jogou nada!

Contudo, eles levaram alguns sustos que seu goleiro, que não estava ali para coçar o saco fez o que devia fazer e eles venceram de 2 x 0.

Poderia ser diferente se nosso técnico optasse pela estreia do Leo Morto, mas não sei por que ele não o escala.

Tudo certo, não podemos vencer todas, se não fica monótono e como disse em texto anterior, podemos levar umas mordidas, mas no final a correspondência vai chegar a seu destino.

Não foi bom para o Aniversariante do dia assim como em nosso aniversário em 15 de novembro de 1972, quando eles nos venceram por 6 x 0.

Ficaram anos curtindo esse jogo até 8 de novembro de 1981 quando devolvemos o mesmo placar.

Foram 9 anos em que eles só tinham isso para comemorar.

E 4 anos depois, em 24 de março de 1985, foram outros 6 x 1 para não haver dúvidas de quem manda "naporratoda".

Entretanto, sabemos que estar aonde chegamos depois do que sofremos durante esses últimos anos não era esperado.

Não podemos esquecer que o foco desse primeiro semestre e quem sabe ano, não é o futebol e sim uma faxina geral na casa, com direito a banho de sal grosso e tudo mais necessário para tirar a inhaca que lá se instalou.

Durante essa geral, a Diretoria podia rever essa história do valor dos ingressos. Entendo que o futebol estava barato, mas entendo também que o aumento deveria ser gradativo para ver a reação da Nação. Não vejo com bons olhos essas ações nesse momento delicado. Ter a Nação resmungando como há dois anos, não é uma coisa inteligente de se buscar. Já basta a Arco-Íris invejosa pra secar.

Até por que, não é bilheteria que sustenta o Flamengo.

Voltando ao jogo, nosso time é de garotos e deles não podemos exigir nada ainda. Os velhos estão rateando, não adianta cobrar que eles não têm como reagir.

Como dizem que aprendemos mais com as verdades das batalhas perdidas do que com as falsidades das vitórias esporádicas, esse primeiro revés, com certeza, será um bom ensinamento para nossos moleques não ficarem deslumbrados e virarem hômi.

A maneira com que esses meninos correram e se dedicaram no jogo, mostra que em breve teremos mais boas notícias.

Então, acho que não foi tão ruim assim.

Saudações.

02 março, 2013

NATAL, A MISSA DO GALO



Mulambada,

Muitos, mesmo que contemporâneos não entendiam e ainda não entendem o motivo de certas coisas. Alguns conseguem perceber que há uma diferença, mas não a essência do sentimento, a grandiosidade de feitos e o que isso tudo representa para nós, milhões de favorecidos e felizardos que têm nessa história muito a agradecer e respeitar.

Esse texto não tem a pretensão de explicar o inexplicável, mas sim prestar uma singela homenagem àquele que merece mais que isso.

Até porque os fatos aqui resumidos são a mais clara e simples representação da verdade que, só não vê quem não quer.

Escrever essas palavras é o mínimo e fico feliz em poder fazê-lo. Entretanto se, além disso, eu conseguir fazer com que mais alguns poucos que sejam, entendam a grandiosidade disso tudo, ficarei mais feliz ainda.

Diz a lenda, que um tal de Papai Noel mora há séculos, no Polo Norte. Um velhinho que, junto com seus assistentes, os duendes, passam o ano fabricando brinquedos e enchendo o saco da Mamãe Noel, enquanto aguarda as proximidades de dezembro quando recebe os milhões de cartinhas de crianças pidonas.

Elas escrevem ter se comportado muito bem durante o ano, blá blá blá e que por isso merecem receber seus tão desejados presentes de Natal.

O Bom Velhinho, que não é bobo nem nada sabe muito bem que apenas poucas delas são reais merecedoras e só a elas atende, mas os pais das demais, para não deixa-las tristes correm às lojas atrás dos desejos dos filhos; mimando-os.

Com isso, milhões de crianças de várias nações permanecem mal educadas a espera do dezembro seguinte.

Todavia, há entre essas uma Nação privilegiada. Pode-se afirmar sem medo de errar que é a Nação mais feliz do planeta. A única cuja brilhante trajetória conquistou a prerrogativa de ter dois Natais por ano.

A origem dessa bela História data de 15 de novembro de 1885 e teve o início de seu ápice em 1953, mais precisamente 03 de março.

Nesse dia, lá pelas bandas de Quintino, um subúrbio do Rio de Janeiro, repetindo 25 de dezembro de 0001, nasce um menino que iria trazer alegria para milhões em torno do planeta.

Ainda criança, passava as tardes nos campinhos do bairro ensinando aos seus discípulos e admiradores a melhor maneira de se tratar uma bola de futebol. Na época, já vestia o Manto.


A fragilidade de seu corpo não o impedia de, com ela, desenhar linhas imaginárias retas ou curvas deixando seus admiradores boquiabertos, marcadores tontos ou algumas vezes estatelados no chão.

Mas ainda eram poucos os que o conheciam.

Encontraram-no e o levaram para as divisões de base daquele que viria a ser o Maior Clube de Futebol do Mundo.

Foi lá que continuou a formar seu caráter e em um trabalho inédito no âmbito futebolístico a estrutura física do corpo que iria ajuda-lo a seguir o seu destino.

Foram árduos anos de trabalho físico, técnico e muita perseverança.

E eles foram passando e quando na casa dos 20, começou a atuar entre os profissionais. Foram atuações discretas que nada lembravam as quando jogava entre os novos.

Eram os anos 70, mais precisamente 1971 e em seu primeiro jogo entre os grandes, foi dele o passe para o segundo gol (Fio Maravilha) na vitória sobre os filhos da Península Ibérica.

O Cara já começou chacoalhando aqueles que hoje são nossos maiores fregueses e vices.

Atuou em apenas duas partidas de sua primeira conquista, o Campeonato Carioca de 1972 e nem aparece na foto.


Zagallo confiava muito no seu talento, mas só foi se firmar entre os profissionais em 1974.

Exemplo a ser seguido e citado até hoje, ele era o último a sair de campo nos dias de treinos. Ficava cobrando faltas tendo como referência uma camisa pendurada no ângulo superior de cada lado da trave. Não é atoa que bater faltas virou sua temida especialidade.

Gradativamente, junto com outros companheiros, foi adquirindo confiança e sua cada vez maior identificação com o Manto Sagrado fez seu futebol aparecer conquistando fãs também entre os adversários.

Logo vieram as demais conquistas, e entre elas antigos tabus iam sendo quebrados. Uma freguesia aqui, outra acolá e o Flamengo consolidava incontestavelmente sua condição de Mais Querido, no país.


Companheiros que haviam sido adquiridos em outras paragens foram sendo substituídos por mais qualificados que como ele, cresceram no âmago Rubro-Negro.

Formaram mais que um time de futebol, mais que uma seleção, mais que uma família da qual ele era o líder inconteste. Juntos eram quase imbatíveis e quando se deparavam com uma rara derrota sabia-se ser apenas o acaso ou um capricho dos Deuses para tentar dar ânimo aos certamees.

Mas não eram só alegrias, em 26 de agosto de 1976, perdeu um de seus melhores amigos e nós, um tremendo craque de bola. Geraldo Cleofas Dias Alves ou Geraldo Assoviador. Com 22 anos, uma das maiores promessas da época. Sofreu um choque anafilático quando convalescia de uma cirurgia para extrair as amígdalas.


Com certeza o ocorrido contribuiu para a perda do que poderia ser o nosso primeiro título nacional.


Mais quatro anos foram necessários para conquistarem o Brasil. Era 1980 e em dois jogos memoráveis o Urubu fez canja, o galo mineiro virou galinha, mostrando quem era o real dono do terreiro.


Logo depois foi a vez das Américas, em três batalhas épicas cuja violência, de intensidade nunca vista, desferida pelos oponentes tecnicamente incompetentes, fora vencida pela união de técnica e Raça possível apenas àqueles que possuem sangue Rubro-Negro correndo nas veias.


Não demorou muito para que, em 1981, conquistassem o mundo.

Possuíam superioridade técnica incontestável devido a qual foi necessário apenas meio jogo para a conquista ser consumada em um 3 x 0 que deixou os súditos da Rainha boquiabertos.


Suas qualidades eram incomparáveis, incontestes e faziam dele superior. A Nação o fez ídolo entre muitos outros na História, o maior de todos eles.


Em 1982 e 1983, junto com seus amigos, mais duas conquistas nacionais.


Porém, para desgosto da Nação foi vendido em 1983 e com o dinheiro obtido, aproximadamente 2 milhões de dólares, dizem, adquiriram o terreno onde hoje está sendo erguido o Ninho do Urubu. Menos mal pelo objetivo, mas que foi triste não se pode negar.

http://www.youtube.com/watch?v=6lDyuWHhTnQ

Foi como se Pilatos lavasse as mãos pela segunda vez.

Foi para a terra das massas sacudir as massas de “tifiossis” ávidos por tempero de qualidade.

Fez com que um inexpressivo time de segunda divisão, como muitos que temos por aqui, se tornasse o segundo melhor daquelas paragens.

Vice artilheiro, jogando menos 6 partidas que  o artilheiro da temporada, deixou saudades nos italianos:

"Para nós firulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor de Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo."

Voltou no segundo semestre de 1985.


E em seu primeiro jogo, fez um gol. Flamengo 3 x 0 no bahia.

Logo depois, um animal, totalmente desprovido de recursos técnicos o atingiu de forma bruta e violenta causando torções nos dois joelhos e no tornozelo esquerdo, contusão na cabeça do perônio esquerdo e profundas escoriações na perna direita.

Teve de se submeter a três cirurgias no joelho esquerdo e a longo período de recuperações devido as consequentes problemas musculares.

"Decidi tentar, pois não admitia a ideia de ser obrigado a abandonar os campos. Queria um dia parar com o futebol e não o futebol parar comigo."

Para voltar a jogar, teve de suportar até oito horas diárias de musculação, lutando para conseguir novos centímetros para a perna esquerda atrofiada pelas contusões.

Em 1986, na estreia de Sócrates contra o pessoal lá de LaranGayras, atuou de forma exuberante e fez 3 gols na vitória de 4 x 1.

Sagrou-se pela última vez, Campeão Carioca e no ano seguinte, 1987, conquistou seu último título nacional; o Penta Campeonato Brasileiro do Mais Querido. Aquele que os invejosos tentam desmerecer pela simples e pura incompetência de obtê-lo; no campo e dentro das regras.


Também no segundo semestre, mas de 1989, ele se despediu dos campos brasileiros.

Com uma atuação magistral, novamente o pessoal de LaranGayras foi a vítima de uma sonora goleada, 5 x 0.

"Era tudo o que eu queria. Terminar com um gol e justo do jeito que eu mais gosto: de falta."

Convidado, aceitou e passou quatro anos (1991 à 1994) no Japão ensinando os baixinhos a jogar futebol.

Ajudou a construir toda a estrutura que hoje existe na terra do Sol Nascente e por lá também é ídolo nacional.

Não é difícil encontrar uma relação das conquistas obtidas com seus mais de 700 gols e dessas cito as que considero mais importantes:

- Campeonatos Cariocas                              -            007
- Campeonatos Brasileiros                            -           004
- Taça Libertadores da América                   -           001
- Campeonato Mundial de Clubes                -           001

Mais importantes por terem sido as que nos fizeram a Nação mais feliz do mundo.

Outras histórias foram parte de sua História. E de todas estas Histórias, a que ele ajudou a construir pelo Mais Querido é sem dúvidas a mais bonita.

Para felicidade geral da Nação, voltou à Gávea como dirigente em 2010, mas foi vergonhosamente caluniado por um qualquer que, apoiado pela fraca e covarde direção da época em um dos atos mais sujos já visto, fez com que ele abdicasse ao cargo.

O fato de não ter conquistado uma Copa do Mundo pelo Brasil é tido como um demérito por muitos, mas os inteligentes citam Calazans:

“Azar da Copa!”

E eu acrescento que essa é mais uma exclusividade e honra que só os Flamengos têm; um título Mundial Conquistado por Zico.

Não é para qualquer um.



Entretanto, mesmo com imagens, histórias, relatos e inúmeras conquistas há os que tentam denegrir a imagem indelével deste cidadão antes de tudo Rubro-Negro de corpo, coração e o mais importante de alma.

São aqueles que, diferente dos que torcem por outros times, mas tem a humildade de reconhecer os feitos do Galo, cultivam a inveja, a raiva e a pobreza em seus corações.

A estes coitados, dignos de pena eu dedico esse vídeo com poucos dos muitos lances daquele que nada mais fez do que trazer alegria para nosso povo tão sofrido.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/03/60-tons-de-zico-decisoes-golacos-passes-dramas-lances-inesqueciveis.html

É necessário acrescentar que não é só futebol e respectivas conquistas que fazem dele um semideus. Algo maior, que pouquíssimos frequentadores deste meio são dignos de ter. Seu Caráter, Sinceridade, Correção e o Amor por este Clube foram os alicerces que ajudaram a torna-lo o maior da maior Nação.

Não meus caros, não é exagero. Nós desta Nação estamos espalhados pelos quatro cantos do planeta quase que exclusivamente por seus feitos ou consequências deles.

Feitos que o fizeram Zico do Flamengo, mantendo a ordem natural aos valores e não o Flamengo de Zico, como outros médios que se espalham por aí.

Não importa se há instituições mais ricas ou com mais conquistas. O que importa é que não há e nunca haverá outro como o Flamengo. Não há um que tenha em sua História tantos ídolos criados em suas divisões de base e entre eles um que represente tanto quanto este que homenageamos hoje neste dia 03 de março de 2013, data de seus 60 anos de glórias.

Ele junto com outros que nasceram e viveram nas fileiras das Glórias Flamengas, misturando Raça e técnica de forma inigualável, inúmeras vezes embalados pelos cânticos da onipresente Nação em uma simbiose invejada e nunca igualada, fazem daqueles que não entendem o real significado de ser Flamengo, meros coadjuvantes e como tais a vida lhes é efêmera e passa sem ressaltos ou sobressaltos.


Ontem ele foi merecidamente homenageado com uma estátua. Como se isso fosse necessário para perpetuar seus feitos.


A mim só resta dizer:

“Obrigado, Arthur Antunes Coimbra e que nunca deixes de ser Zico."

Saudações.