Mulambada,
Dia de festa, sol, praia, típico
da Cidade Maravilhosa. Depois de alguns dias de chuva, muita gente deve ter
tirado a churrasqueira do armário, reunido amigos e/ou família, com duas caixas
de cerveja gelada, pagodão rolando no celular e degustaram aquele churrasquinho
na laje.
Normal!
No Vazião ia rolar a segunda
semifinal da Taça Guanabara. Os donos (?) da bola e do campo prometiam jogar diferente
de como vinham jogando há 11 jogos.
Nós, no sapato, treinando e nos
concentrando sob as nuvens de emoções que passaram em céus Rubro-Negros
pelos 60 anos de nosso Rei Arthur.
Mas como já disseram por aí e a
história confirma, o Flamengo é avesso a festas. É avesso a entrar em
uma batalha com alguma vantagem que não seja ter o melhor time, estar mais
treinado e mais concentrado do que o oponente.
Esse negócio de poder empatar, de
poder jogar com o regulamento de baixo do braço e outros blá blá blás não
condiz com a humildade que temos encrustada em nossos peitos.
Para o Flamengo, nada é fácil.
Suas conquistas, mesmo que com
dezenas de craques em suas fileiras, sempre foram obtidas de maneira
emblemática. Contra tudo e contra todos, nossas batalhas foram travadas com
ardor e vencidas com Raça, gana e Paixão. Essa é a nossa tradição.
O Flamengo sempre foi de desperdiçar
suas chances durante os certames e ao final, em arrancadas homéricas atingir
suas conquistas quando menos os descrentes e invejosos esperam.
Garantir vaga na final do
Campeonato no 1º turno nos é mais comum. Temos 19 dessas lá na Gávea,
Mas vencer Taças Rio é mais gostoso.
Não posso desmerecer o que jogou
o pessoal da carrocinha. Fizeram um gol logo com um minuto de jogo e depois
administraram de forma bem razoável os demais 89 minutos e acréscimos. Decerto
que poderíamos ter jogado melhor do que fizemos. Entregamos muitas bolas bobas.
Aliás, isso está começando a ficar crônico e com Hernane voltando ao normal,
ficamos mesmo sem muitas opções.
Gostei do Gabriel, mas Rodolfo e
Rafinha poderiam ter rendido mais.
Elias foi poupado durante a semana e se acostumou
com a moleza. Não jogou nada!
Contudo, eles levaram alguns
sustos que seu goleiro, que não estava ali para coçar o saco fez o que devia
fazer e eles venceram de 2 x 0.
Poderia ser diferente se nosso
técnico optasse pela estreia do Leo Morto, mas não sei por que ele não o
escala.
Tudo certo, não podemos vencer
todas, se não fica monótono e como disse em texto anterior, podemos levar umas
mordidas, mas no final a correspondência vai chegar a seu destino.
Não foi bom para o Aniversariante
do dia assim como em nosso aniversário em 15 de novembro de 1972, quando eles nos
venceram por 6 x 0.
Ficaram anos curtindo esse jogo
até 8 de novembro de 1981 quando devolvemos o mesmo placar.
Foram 9 anos em que eles só
tinham isso para comemorar.
E 4 anos depois, em 24 de março de 1985, foram outros 6 x 1 para não haver dúvidas de quem manda "naporratoda".
Entretanto, sabemos que estar aonde chegamos depois do que sofremos durante esses últimos anos não era esperado.
Entretanto, sabemos que estar aonde chegamos depois do que sofremos durante esses últimos anos não era esperado.
Não podemos esquecer que o foco
desse primeiro semestre e quem sabe ano, não é o futebol e sim uma faxina geral
na casa, com direito a banho de sal grosso e tudo mais necessário para tirar a
inhaca que lá se instalou.
Durante essa geral, a Diretoria
podia rever essa história do valor dos ingressos. Entendo que o futebol estava
barato, mas entendo também que o aumento deveria ser gradativo para ver a
reação da Nação.
Não vejo com bons olhos essas ações nesse momento delicado. Ter a Nação
resmungando como há dois anos, não é uma coisa inteligente de se buscar. Já
basta a Arco-Íris invejosa pra secar.
Até por que, não é bilheteria que
sustenta o Flamengo.
Voltando ao jogo, nosso time é de
garotos e deles não podemos exigir nada ainda. Os velhos estão rateando, não
adianta cobrar que eles não têm como reagir.
Como dizem que aprendemos mais
com as verdades das batalhas perdidas do que com as falsidades das vitórias
esporádicas, esse primeiro revés, com certeza, será um bom ensinamento para
nossos moleques não ficarem deslumbrados e virarem hômi.
A maneira com que esses meninos
correram e se dedicaram no jogo, mostra que em breve teremos mais boas
notícias.
Então, acho que não foi tão ruim
assim.
Saudações.

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