12 junho, 2013

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO


Mulambada,

Estava e ainda estou em viagem pelo sul do Brasil curtindo férias após 3 anos só de labuta.

Por isso a demora em postar.

Enquanto eu estava na estrada, Jorginho dançou!

Já era esperado. Ninguém, por melhor que seja, passa incólume a esses resultados. Parece que o tempo que esteve fora o fez esquecer que isso aqui é Flamengo PORRA!

Por conta da viagem, não vi o jogo, mas vi os melhores momentos e neles deu para notar a corajosa e correta escalação que adentrou o gramado. Jogadores em suas verdadeiras posições é o básico no futebol ainda mais quando os valores individuais deixam a desejar. Se por deficiência técnica, ou de caráter ou ainda por imaturidade; esse é o nosso caso.

Jogamos o trivial e vencemos, Hernane Vidal de Souza voltou a marcar e Gabriel fez 2 sendo 1 olímpico. Esses 3 gols, em dias normais de temperatura e pressão trariam calma a nossa casa.

Ledo engano, o inimigo jogou com menos um o que facilitou e muito nossa tarefa de correr atrás do prejuízo das 3 primeiras rodadas. Mas não importa, nesse ano de resignações qualquer 3 pontos valem a mariola da sobremesa depois do jantar.

Com esse resultado, frustramos a arco-íris invejosa e mal vestida e não vamos passar esse outro período de férias na zona de rebaixamento.

Essa será a terceira pré-temporada do ano, espero que pelo menos esta sirva para alguma coisa.

Pena que nosso interino não deixará de sê-lo. Não sei se essa vontade de termos um medalhão é a solução para o Flamengo.

Fico na dúvida se tivéssemos o Andrade ou o Próprio Jayme à frente da garotada não seria mais eficiente afinal, eles já se conhecem faz tempo.

Mas isso também não importa, pois quem decide mesmo são os azuis e se eles querem sair da zona de conforto que eles mesmos conquistaram e desejam ver à frente de nossos “craques” um Professor que nada ganhou a não ser o título de uma reles segunda divisão e vão pagar caro por isso, é esse cara que vou apoiar.

Não é novidade que precisamos de valores mais cascudos, que tenham poder técnico e raça para decidir uma partida, fazer com que nossa garotada em fim evolua e então, conquistar títulos; mas isso meus caros só ano que vem. No máximo teremos uma esmola nesse meio de ano.

A coisa pode ser melhor se você parar de cornetar e se tornar sócio Torcedor.

Saudações.


06 junho, 2013

FALAR O QUE?



Mulambada,

Há tantas coisas, tantos mistérios insolúveis, dúvidas não esclarecidas, ações despropositadas, informações sem sentido e outras inconsistências na vida, que muitas vezes dá vontade de repetir:

“PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!”

Pois é esse o sentimento desta ensolarada, mas amarga manhã de outono.

Faz tempo que, com exceção a Pet e Adriano (estou falando de 2009, exatamente e apenas sobre o Hexa, nem um jogo à mais ou à menos) que as diretorias do Flamengo só adquirem ou produzem jogadores do tipo “Ana Júlia”.

E você vai perguntar:

“Geraldo, o que é um jogador “Ana Júlia”?”

É o jogador de um jogo só. O cara chega ou surge das divisões de base como uma promessa, joga um jogo muito bem e depois some da face do mundo futebolístico. Adquire uma sobrevida à custa da imprensa comprada por seu empresário e vai acabar a carreira em um time de 2ª ou 3ª divisão ou como garçom em um bar qualquer.

São como as bandas de uma música só. É o mais conhecido é caso dos Los Hermanos que sobreviveram alguns meses à custa da pobre Ana Júlia que provavelmente pela falta de criatividade dos caras deu um toco em um deles e virou música de corno manso.

Faz anos que vivemos iludidos por essas “Anas Júlias” da Gávea. Juntam um bando aqui, outro bando acolá e estamos vivendo de conquistas de times sem história, brios ou honras. Times que se satisfazem com pouco.

Nos últimos anos, nem isso.

Satisfazemos-nos com o esforço despendido para não cair para o submundo das divisões inferiores como já aconteceu e se repete com muitos outros menos dotados.

O padrão de qualidade da Nação foi caindo a cada reles conquista. Fomos aceitando as migalhas, sobrevivendo delas e hoje temos o que temos em campo.

Os últimos 387 jogos, com raras exceções provenientes dos lampejos das diversas “Anas Júlias” que vestiram e desonraram o Manto, calçaram os chinelinhos na Gávea e mais tarde no Ninho do Urubú, foram de sofrimento, pesar e muitas vezes ódio.

Mas não adianta ficar aqui cornetando, temos uma boa diretoria. Profissionais que não são cegos e já devem estar se mexendo para agir na janela do meio do ano. Só não sei se estão fazendo o dever de casa certo ou se vão aparecer com novas “Anas Júlias” para reduzir mais ainda o prazo de validade de nossos corações.

À nós, não só resta aguardar, podemos ajudar a melhorar o nível as contratações e assim jubilar as diversas “Anas Júlias” que habitam nossas vidas esportivas.


TORNE-SE SÓCIO TORCEDOR, PORRA!!!

Saudações,

01 junho, 2013

INVOLUÇÃO

Mulambada,


Conquistamos mais um título nacional!

O de Campeão Brasileiro de Basquete de 2013. Nosso segundo troféu da NBB. Somos Bicampeões!

Foi um jogo difícil como bem mostra o placar baixíssimo e apertado, 77 x 70. Uma diferença que pode ser revertida em menos de 60 segundos.


Foi uma manhã fantástica de Caio Torres, o MVP e cestinha da partida com 23 pontos, auxiliado por seus hoje coadjuvantes.

Dentre eles, Marquinhos, eleito o MVP da competição que hoje fez 16 pontos.

A Nação esteve presente em peso, foram quase 17 mil emanando energia positiva à nossos campeões.

Todos estão de parabéns, diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida . Os dois últimos honrando o Manto como sempre.

Foi uma manhã inesquecível, digna das melhores páginas de nossa Grandiosa História.

Manhã nada! Temporada!

Fomos sem dúvida o melhor time da competição com 30 vitórias das 34 possíveis. Entretanto, isso não diminui os demais, ao contrário, todos, com raras exceções são excelentes times, organizados e com jogadores de alto nível.

Nossa superioridade nesse esporte é latente e precisamos continuar investindo tempo e dinheiro corretamente a fim de mantermos o nível técnico e consequentemente as conquistas.

Mas com todo respeito a rapaziada da bola ao cesto, o Flamengo não vive disso, temos em nossa História uma vasta coleção de troféus, faixas e medalhas de diversos esportes e todos eles constam de nossa enorme galeria de conquistas todos em lugares de destaque, mas é de futebol que vivemos. É o futebol que nos faz transpirar. É ele que define o humor com que vamos acordar nas manhãs dos domingos, das segundas, das quartas ou quintas feiras. Nada além do futebol tem esse poder.

Você pode brigar na escola, em casa ou no trabalho, mas vai sempre haver uma alternativa para melhorar a situação. Um papo esclarecedor com o amigo ou patroa, um pedido de demissão ou retratação, etc.

Todavia, no futebol não. No futebol se você é Flamengo, e seu time perdeu você sabe que será sacaneado pelo porteiro, colega da escola, faculdade, cursinho ou do trabalho; todos os ridículos membros da invejosa Arco-Íris mal vestida. Se ganhou vai querer sacanear todo mundo vai vestir o Manto e desfilar de peito estufado, com aquele nosso tradicional e sarcástico sorriso de canto de boca.

Hehehe!!! Isso não tem preço.

Acontece que faz um bom tempo em que nossas manhãs de domingos, segundas, quartas ou quintas feiras, não têm sido nada agradáveis. Temos tido alguns lampejos de alegrias, mas na realidade, no computo final a situação não está nada boa.

Temos um time de jovens e por isso passível de altos e baixos. Tudo bem, já sabemos disso de cor e salteado. Qualquer guri do lado certo da História já sabe disso. Todos estamos munidos de paciência para aguardar a evolução dos tempos e futuras contratações que devem se concretizar na abertura da janela do meio do ano.

Mas não tá mole não!

Jogar diante da Nação em maior número, de forma tão bisonha como fizemos nesses dois últimos jogos é brincadeira.

Sei que nunca venceremos todas e no atual estágio técnico em que nos encontramos as derrotas serão normais. Perder faz parte do jogo e só perde quem está lá.

Mas perder ou empatar da forma como estamos fazendo é que não pode. A zaga que estava arrumadinha voltou a falhar, já estávamos conseguindo fazer a passagem da defesa para o ataque decentemente, sem nossas bicudas tradicionais nos últimos 3 anos e a bola já estava chegando menos quadrada no ataque. Só estava faltando um pouco mais de técnica neste último setor para termos um time bonzinho que se não desse muitas alegrias, ao menos suariam o Manto condignamente.

Não entendo como após muitos dias de treinamento e com a chegada de novos possíveis talentos, retrocedemos tanto.

Não é possível que vamos continuar dependendo dos gols do esforçado Renato Canelada. Não vou discutir o Rubro-Negrismo do rapaz. Eu gosto dele acho que até tem suas qualidades técnicas, mas ele se sobressai porque em terra de cego quem tem um olho é rei e lá na Gávea, nos últimos anos, o que não tem faltado é cego. Renato é um bom jogador, para compor o elenco, mas não para ser o homem de ligação, o principal criador das jogadas de algum time de futebol, muito menos do Clube de Regatas Flamengo.

E ultimamente, mesmo com a perda do pênalti no jogo passado ele tem sido nosso “atacante” mais efetivo. Ele tem sido, proporcionalmente, mais produtivo do que o Hernane Brocador e se isso está acontecendo é porque alguma coisa está errada.

Hoje, na bela Joinville, passamos quase todo jogo cruzando bolas na área do adversário. Jogada mais do que manjada que de eficiente nada tem. Está certo que alguns gols já saíram desses cruzamentos, mas é muito pouco gol para o número de bolas cruzadas. É a jogada menos eficiente do futebol brasileiro e essa tem sido quase que nossa única jogada de ataque.

E temos nosso craque nesse tipo de jogada. Leo Morto, chega com a redonda na quina da grande área do inimigo e alça o balão sobre a mesma. O zagueiro rebate e em poucos segundos estamos com os caras batendo à nossa porta pra bater nossa carteira.

O que será que passa pela caixola desse rapaz? São anos fazendo a mesma coisa com pouco resultado prático. Do outro lado, mudam os laterais, mas a jogada é a mesma. Não queria dizer essa sandice, mas chego a sentir uma ponta de saudades do Juan.

Mas não se preocupem isso passa logo. Pelo menos tem passado.

Os zagueiros voltaram a bater cabeça deixando a roubada toda para o Felipe. Tudo bem que ele está lá para isso, mas não é infalível e tem levado gols a cada jogo,

Após cada apresentação deste nível eu fico me perguntando o que essa rapaziada fica fazendo no Ninho do Urubu todos os dias.

Não consigo entender.

O 1 x 0, proveniente de uma pretensa intervenção de nossa zaga, no primeiro tempo foi pouco.

No segundo tempo, voltamos menos ruins e até perdemos uns golzinhos em jogadas de troca de passes, mas o que deveria ser uma constante não foi. Logo depois voltamos ao normal. Reiniciamos nosso cartel de jogadas: bicudas na direção pra onde a narigueta apontava e cruzamentos alçados sobre a área do inimigo.

Então, em um contra-ataque provocado por um lateral mal batido, tomamos o segundo gol. O segundo de um cara que nunca havia jogado na primeira divisão.

Pode isso Arnaldo?

O Flamengo é mestre em quebrar esses tabus. Quando o locutor começa a fala:

“O Zézinho nunca ...”

Fudeu! Já sei que vem merda. E hoje foram duas!

Canelada fez o seu primeiro em impedimento que o árbitro anotou invalidando o tento.

E foi num cruzamento, numa batida de falta, sofrida por Ernane, que Marcelo Moreno fez seu primeiro no Mengão e saiu orgulhoso, batendo no peito.

Dois minutos depois, aos 35 minutos, Renato Canelada, confirmando a tese de sua eficiência, fez seu segundo gol, desta vez sem impedimento, e ao comemorar, experiente que é, tirou a camisa para levar um cartão amarelo desnecessário; juntando-se ao Leo Morto que já havia levado o dele por reclamação.

Os dois jogadores ditos mais experientes do elenco dando exemplo.

E assim acabou a pelada.

Na saída de campo Renato falou algumas besteiras e foi pro chuveiro.

Quarta feira, vamos enfrentar o poderoso Naútico.

Saudações.