Mulambada,
Conquistamos mais um título
nacional!
O de Campeão Brasileiro de
Basquete de 2013. Nosso segundo troféu da NBB. Somos Bicampeões!
Foi um jogo difícil como bem
mostra o placar baixíssimo e apertado, 77 x 70. Uma diferença que pode ser
revertida em menos de 60 segundos.
Foi uma manhã fantástica de Caio Torres, o MVP e cestinha da partida com 23 pontos, auxiliado por seus hoje coadjuvantes.
Dentre eles, Marquinhos, eleito o
MVP da competição que hoje fez 16 pontos.
A Nação esteve presente em peso,
foram quase 17 mil emanando energia positiva à nossos campeões.
Todos estão de parabéns, diretoria, comissão
técnica, jogadores e torcida . Os dois últimos honrando o Manto
como sempre.
Foi uma manhã inesquecível, digna
das melhores páginas de nossa Grandiosa História.
Manhã nada! Temporada!
Fomos sem dúvida o melhor time da
competição com 30 vitórias das 34 possíveis. Entretanto, isso não diminui os
demais, ao contrário, todos, com raras exceções são excelentes times, organizados
e com jogadores de alto nível.
Nossa superioridade nesse esporte
é latente e precisamos continuar investindo tempo e dinheiro corretamente a fim
de mantermos o nível técnico e consequentemente as conquistas.
Mas com todo respeito a rapaziada
da bola ao cesto, o Flamengo não vive disso, temos em nossa História
uma vasta coleção de troféus, faixas e medalhas de diversos esportes e todos eles
constam de nossa enorme galeria de conquistas todos em lugares de destaque, mas
é de futebol que vivemos. É o futebol que nos faz transpirar. É ele que define
o humor com que vamos acordar nas manhãs dos domingos, das segundas, das
quartas ou quintas feiras. Nada além do futebol tem esse poder.
Você pode brigar na escola, em
casa ou no trabalho, mas vai sempre haver uma alternativa para melhorar a
situação. Um papo esclarecedor com o amigo ou patroa, um pedido de demissão ou
retratação, etc.
Todavia, no futebol não. No
futebol se você é Flamengo, e seu time perdeu você sabe que será
sacaneado pelo porteiro, colega da escola, faculdade, cursinho ou do trabalho;
todos os ridículos membros da invejosa Arco-Íris mal vestida. Se ganhou vai
querer sacanear todo mundo vai vestir o Manto e desfilar de peito estufado, com aquele
nosso tradicional e sarcástico sorriso de canto de boca.
Hehehe!!! Isso não tem preço.
Acontece que faz um bom tempo em
que nossas manhãs de domingos, segundas, quartas ou quintas feiras, não têm
sido nada agradáveis. Temos tido alguns lampejos de alegrias, mas na realidade,
no computo final a situação não está nada boa.
Temos um time de jovens e por
isso passível de altos e baixos. Tudo bem, já sabemos disso de cor e salteado.
Qualquer guri do lado certo da História já sabe disso. Todos estamos munidos de
paciência para aguardar a evolução dos tempos e futuras contratações que devem
se concretizar na abertura da janela do meio do ano.
Mas não tá mole não!
Jogar diante da Nação em maior
número, de forma tão bisonha como fizemos nesses dois últimos jogos é
brincadeira.
Sei que nunca venceremos todas e
no atual estágio técnico em que nos encontramos as derrotas serão normais.
Perder faz parte do jogo e só perde quem está lá.
Mas perder ou empatar da forma
como estamos fazendo é que não pode. A zaga que estava arrumadinha voltou a
falhar, já estávamos conseguindo fazer a passagem da defesa para o ataque
decentemente, sem nossas bicudas tradicionais nos últimos 3 anos e a bola já
estava chegando menos quadrada no ataque. Só estava faltando um pouco mais de
técnica neste último setor para termos um time bonzinho que se não desse muitas
alegrias, ao menos suariam o Manto condignamente.
Não entendo como após muitos dias
de treinamento e com a chegada de novos possíveis talentos, retrocedemos tanto.
Não é possível que vamos
continuar dependendo dos gols do esforçado Renato Canelada. Não vou discutir o Rubro-Negrismo
do rapaz. Eu gosto dele acho que até tem suas qualidades técnicas, mas ele se
sobressai porque em terra de cego quem tem um olho é rei e lá na Gávea, nos
últimos anos, o que não tem faltado é cego. Renato é um bom jogador, para
compor o elenco, mas não para ser o homem de ligação, o principal criador das
jogadas de algum time de futebol, muito menos do Clube de Regatas Flamengo.
E ultimamente, mesmo com a perda
do pênalti no jogo passado ele tem sido nosso “atacante” mais efetivo. Ele tem
sido, proporcionalmente, mais produtivo do que o Hernane Brocador e se isso
está acontecendo é porque alguma coisa está errada.
Hoje, na bela Joinville, passamos
quase todo jogo cruzando bolas na área do adversário. Jogada mais do que
manjada que de eficiente nada tem. Está certo que alguns gols já saíram desses
cruzamentos, mas é muito pouco gol para o número de bolas cruzadas. É a jogada
menos eficiente do futebol brasileiro e essa tem sido quase que nossa única
jogada de ataque.
E temos nosso craque nesse tipo
de jogada. Leo Morto, chega com a redonda na quina da grande área do inimigo e
alça o balão sobre a mesma. O zagueiro rebate e em poucos segundos estamos com
os caras batendo à nossa porta pra bater nossa carteira.
O que será que passa pela caixola
desse rapaz? São anos fazendo a mesma coisa com pouco resultado prático. Do
outro lado, mudam os laterais, mas a jogada é a mesma. Não queria dizer essa sandice,
mas chego a sentir uma ponta de saudades do Juan.
Mas não se preocupem isso passa
logo. Pelo menos tem passado.
Os zagueiros voltaram a bater
cabeça deixando a roubada toda para o Felipe. Tudo bem que ele está lá para
isso, mas não é infalível e tem levado gols a cada jogo,
Após cada apresentação deste
nível eu fico me perguntando o que essa rapaziada fica fazendo no Ninho do Urubu
todos os dias.
Não consigo entender.
O 1 x 0, proveniente de uma pretensa
intervenção de nossa zaga, no primeiro tempo foi pouco.
No segundo tempo, voltamos menos
ruins e até perdemos uns golzinhos em jogadas de troca de passes, mas o que
deveria ser uma constante não foi. Logo depois voltamos ao normal. Reiniciamos
nosso cartel de jogadas: bicudas na direção pra onde a narigueta apontava e
cruzamentos alçados sobre a área do inimigo.
Então, em um contra-ataque provocado
por um lateral mal batido, tomamos o segundo gol. O segundo de um cara que
nunca havia jogado na primeira divisão.
Pode isso Arnaldo?
O Flamengo é mestre em quebrar esses
tabus. Quando o locutor começa a fala:
“O Zézinho nunca ...”
Fudeu! Já sei que vem merda. E
hoje foram duas!
Canelada fez o seu primeiro em
impedimento que o árbitro anotou invalidando o tento.
E foi num cruzamento, numa batida
de falta, sofrida por Ernane, que Marcelo Moreno fez seu primeiro no Mengão e
saiu orgulhoso, batendo no peito.
Dois minutos depois, aos 35
minutos, Renato Canelada, confirmando a tese de sua eficiência, fez seu segundo
gol, desta vez sem impedimento, e ao comemorar, experiente que é, tirou a
camisa para levar um cartão amarelo desnecessário; juntando-se ao Leo Morto que
já havia levado o dele por reclamação.
Os dois jogadores ditos mais
experientes do elenco dando exemplo.
E assim acabou a pelada.
Na saída de campo Renato falou algumas
besteiras e foi pro chuveiro.
Quarta feira, vamos enfrentar o
poderoso Naútico.
Saudações.