06 junho, 2013

FALAR O QUE?



Mulambada,

Há tantas coisas, tantos mistérios insolúveis, dúvidas não esclarecidas, ações despropositadas, informações sem sentido e outras inconsistências na vida, que muitas vezes dá vontade de repetir:

“PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!”

Pois é esse o sentimento desta ensolarada, mas amarga manhã de outono.

Faz tempo que, com exceção a Pet e Adriano (estou falando de 2009, exatamente e apenas sobre o Hexa, nem um jogo à mais ou à menos) que as diretorias do Flamengo só adquirem ou produzem jogadores do tipo “Ana Júlia”.

E você vai perguntar:

“Geraldo, o que é um jogador “Ana Júlia”?”

É o jogador de um jogo só. O cara chega ou surge das divisões de base como uma promessa, joga um jogo muito bem e depois some da face do mundo futebolístico. Adquire uma sobrevida à custa da imprensa comprada por seu empresário e vai acabar a carreira em um time de 2ª ou 3ª divisão ou como garçom em um bar qualquer.

São como as bandas de uma música só. É o mais conhecido é caso dos Los Hermanos que sobreviveram alguns meses à custa da pobre Ana Júlia que provavelmente pela falta de criatividade dos caras deu um toco em um deles e virou música de corno manso.

Faz anos que vivemos iludidos por essas “Anas Júlias” da Gávea. Juntam um bando aqui, outro bando acolá e estamos vivendo de conquistas de times sem história, brios ou honras. Times que se satisfazem com pouco.

Nos últimos anos, nem isso.

Satisfazemos-nos com o esforço despendido para não cair para o submundo das divisões inferiores como já aconteceu e se repete com muitos outros menos dotados.

O padrão de qualidade da Nação foi caindo a cada reles conquista. Fomos aceitando as migalhas, sobrevivendo delas e hoje temos o que temos em campo.

Os últimos 387 jogos, com raras exceções provenientes dos lampejos das diversas “Anas Júlias” que vestiram e desonraram o Manto, calçaram os chinelinhos na Gávea e mais tarde no Ninho do Urubú, foram de sofrimento, pesar e muitas vezes ódio.

Mas não adianta ficar aqui cornetando, temos uma boa diretoria. Profissionais que não são cegos e já devem estar se mexendo para agir na janela do meio do ano. Só não sei se estão fazendo o dever de casa certo ou se vão aparecer com novas “Anas Júlias” para reduzir mais ainda o prazo de validade de nossos corações.

À nós, não só resta aguardar, podemos ajudar a melhorar o nível as contratações e assim jubilar as diversas “Anas Júlias” que habitam nossas vidas esportivas.


TORNE-SE SÓCIO TORCEDOR, PORRA!!!

Saudações,

Nenhum comentário:

Postar um comentário