Mulambada,
Está para começar mais um
deficitário Carioqueta. Deficitário para os clubes, que investem, formam ou compram
jogadores, montam estrutura, etc., etc., etc.
Para a FERJ é uma molezinha. Os
caras só tem que bolar um regulamento fajuto (que no final vai dar merda),
organizar umas coisinhas, manter meia dúzia de come-dorme e no frigir dos ovos
embolsam a maior parcela de toda a bolada.
E para os clubes?
“O salário ó!!!”
Mesmo assim há quem fique
empolgado. Eu não me empolgo muito, mas sou dos que se o Flamengo está competindo, tem que
ganhar. Mesmo sendo a Liberta o foco principal do ano. Temos sim que poupar
jogadores e jogar os torneios menos importantes com reservas. É bom pros caras
que se movimentam e se mantém prontos e motivados para uma eventual necessidade
no time principal.
Até porque, para enfrentar esses
times pequenos e médios recorrentes na 2ª e na 3ª divisões, nossos moleques
bastam.
Para esse ano em que estaremos
lutando em várias frentes, a Diretoria contratou alguns jogadores. Os
entendidos dizem que foram boas contratações e que o Mengão estará mais forte este ano. Espero
que sim.
Já li e ouvi várias análises de
cada uma das contratações e caguei e andei para todas elas. Já está mais do que
sabido que aqui, no Maior de Todos, a banda toca diferente, vivemos
sob ventos, chuvas e raios tempestuosos 24 horas por dia, mesmo em tempos de
alegria. Sendo assim, não importa se o jogador é bom de bola o que importa é
ele continuar sendo após vestir o Manto. E isso, meus caros Mulambos, não é para qualquer um e
só o tempo dirá o que esses chinelinhos vieram fazer na Gávea.
Há em nossa maravilhosa História vários
exemplos disso. O Carlos Eduardo foi o último deles. Neste caso pode ser até
que esse ano o cara vire ômi e passe a jogar bola, mas até agora ...
Não havendo o que elucubrar sobre
isto, passemos a outro assunto, correlato, em que os incautos se esquecem da
matemática e costumam se enrolar.
É sabido que a mídia seja ela
escrita, filmada, falada e suas demais versões estão sempre de olhos e ouvidos
em busca de assunto que as façam vender jornais, revistas, audiência e
consequentes anúncios. Nós, seus únicos clientes somos os que os fazemos correr
atrás para que tenham nossas atenções pelo maior tempo possível e assim
angariar os anunciantes que, com essa exposição, tentam nos vender seus
produtos.
Exatamente aqueles que tiram sua
concentração do seu interesse principal ao adentrarem na sua casa sem serem
chamados dentro de jornais, revistas, filmes, classificados, novelas, etc.
É a lei da sobrevivência baseada
em uma simples formula:
A quantidade de dinheiro investido
no programa é proporcional a quantidade de anúncios que por sua vez, é
proporcional a atratividade do mesmo (programa).
Resumindo, seu interesse atrai os
que te atrapalham.
E não adianta reclamar, pois são
eles que sustentam a “porratoda”. Sem eles, não há programas e/ou, novelas e/ou
reportagens para entretê-los. É um circulo de interdependências sem fim.
Está tudo certo, isso se chama
Marketing e hoje é uma das moedas mais valorizadas do planeta.
É exatamente isso que faz os
clubes de futebol correrem atrás de patrocínios másters e afins, sujando suas
camisas com as logomarcas desses patrocinadores.
Entretanto, há um problema grave
de bastante relevância no cenário marqueteiro em que vivemos.
Trata-se do mau profissional.
Eles vivem e se multiplicam como ratos em todos os seguimentos de nossa sociedade.
No caso do jornalismo, é aquele que a qualquer custo quer conquistar mais
espaço nas grades e pautas dos meios de comunicação, conquistando assim o seu
próprio espaço.
São inescrupulosos que fabricam
notícias ou se utilizam de jogo de palavras nos títulos de suas reportagens
fazendo você pensar uma coisa e quando vai ler é outra, menos impactante. Ou
ainda se utiliza de fatos outros de áreas diferentes daquela em que atua.
Há alguns anos convivemos com
esses inúteis com suas reportagens onde geralmente estão envolvidos jogadores
do Flamengo em
atitudes não condizentes com o que preconizam os dogmas da sociedade. São ações
tomadas fora das quatro linhas que limitam o jogo ou área de treino. E com matérias
sobre elas tentam liga-las ao Mais Querido.
Mas por que isso?
Simples, somos a Nação,
mais de 40 milhões de clientes espalhados pelo mundo, ávidos por notícias do Maior de Todos.
Quanto mais notícias, mais atenção eles têm de nós e mais anúncios são vendidos
fazendo o ciclo girar.
Isso acontece com todos os
clubes?
Claro que sim, mas o pequeno
número de interessados (torcedores) dos demais não atrai os inescrupulosos
fabricantes de notícias com tanta frequência.
Lembram, há alguns anos, quando o
Botafogo foi eleito o maior devedor do planeta?
Nada aconteceu, a notícia nasceu
e morreu em algumas horas. Imaginem se fosse o Flamengo. Aconteceu no ano passado
quando divulgados os 750 milhões de dívidas.
Lembram-se do caso em que faleceu
um jovem nas instalações das categorias de base do Vice? A notícia sobreviveu
por no máximo três dias. Ah se fosse no Flamengo!
E o caso do Jorbisson que foi
criado, saiu e voltou inúmeras vezes, mas ninguém liga suas travessuras
embaladas em cocaína ao dito glorioso.
Ainda hoje o Bruno, há anos nosso
EX-goleiro quando vai a julgamento ou qualquer outra coisa sobre seu caso, vira
notícia ligada ao Mais Querido.
Enquanto isso, em poucos dias os
gambas assassinos do garoto colombiano já foram esquecidos.
Os viceinos e atreticanos que
saíram na porrada outro dia também.
“Mas Geraldo, por que você está
com essa encheção de linguiça, contando o óbvio?”
Ora Mulambada, por conta dessa tal de
Hegemonia na conquista de Campeonatos Cariocas.
Todo início de ano é a mesma
esparrela.
Uma historinha contada para boi
dormir de que nem tão importante fato está há uma edição de ser decidida.
Isso é uma balela sem tamanho,
fabricada por esses inescrupulosos jornalistas pouco preocupados com a
veracidade da notícia, mas sim em vender espaço para vender o seu.
Eu explico.
Assim como você não pode competir
com alguém que não tenha as mesmas características que as suas, ninguém pode
comparar histórias diferentes ainda mais se o fator tempo for uma variável de
importância considerável.
É por isso que existem as
categorias nas lutas, na vela, no automobilismo e as divisões no futebol, entre
outros.
FATO!
No caso específico da Hegemonia Estadual,
não pode ser diferente, principalmente se levarmos em consideração o tempo,
neste caso a 2ª principal variável.
Vejamos então porque:
São muitos anos de História a
serem considerados, sendo assim, consultando a tabela abaixo, temos que até
2013 o pessoal de LaranGayras conquistou 31 títulos; enquanto o Maior de Todos
tem em seu imenso e inigualável Salão de Troféus 32 taças.
Números que aquele repórter mau
caráter usa para dizer que a diferença obtida para a Hegemonia conquistada pelo
Flamengo
é tênue ou 1 título.
E o incauto e bobinho torcedor
cai na esparrela que a mídia constrói para desmerecer nossas conquistas
aumentando a audiência.
Bando de Filhos da Puta!
Os safados que costumam utilizar
números frios e ditos incontestes para mostrar a superioridade de um time sobre
outro em sacouts duvidosos, não os utiliza para definir outras dúvidas no mesmo
esporte.
Uma vergonha!
“Tudo bem Geraldo, o Flamengo
é o detentor da Hegemonia, o que você quer mais?”
Mulambada, quando dizemos que somos
os Maiores do Estado e do país, não o fazemos baseado em diferenças tênues.
Não somos fanfarrões como costuma
urrar a Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida. Temos História e uma imensa
coleção de troféus lá na Gávea para endossar o que os ignorantes chamam de
megalomania.
E no caso específico da Hegemonia
Estadual os números reais a serem considerados, nunca foram ditos. Claro, assim
não vende jornal.
Vejamos.
O 1º postulante ao título de
Hegemônico, o time de futebol lá de LaranGayras foi fundado em 1902 tendo 110
anos de sub-existência,
O 2º postulante, o Clube de Regatas
Flamengo, foi fundado em 15 de novembro de 1895, portanto mais velho
7 anos. Surgiu sim em 1895, mas como um clube exclusivo de remo (Regatas).
Nosso futebol nasceu em 1912, portanto, hoje temos 101 anos futebolísticos, ou
seja, somos mais novos 9 anos do que o 1º postulante.
Esse fato desmente outra
abobrinha “bostejada” pelos menores e ignorantes, de que o Flamengo nasceu do Florminense. Mas
isso é outra história que pretendo escrever quando tiver saco.
Porém, não posso apenas tirar 9 títulos do lado de lá, seria injusto e estaria me igualando aos incompetentes
em uma tremenda safadeza.
Entre 1902 e 1912 elas
conquistaram 6 títulos (veja na tabela marcados na cor rosa), um deles dividido
com o pessoal da carrocinha em 1907 e são apenas esses 5 títulos que vou
desconsiderar dos 31 e teremos 26 títulos das moças do lado de lá.
Dessa forma, os números reais e
corretos a se considerar em uma análise honesta são:
Flamengo 32 Títulos x 26 Flores.
Sendo a diferença 6, o
equivalente a quase 19% de títulos do Flamengo, e 23% dos das meninas, essa
diferença não pode ser considerada tênue.
Mas a história não termina nisso,
estamos esquecendo outra variável bastante importante nessa porratoda.
Ha mais de 12 anos que uma
empresa de plano de saúde passou a comprar jogadores para os falidos lá de LaranGayras.
Trouxeram grandes jogadores é verdade, apesar de debilitados em termos de saúde;
e até conquistaram uns titoloszinhos.
Então, se considerarmos que essa
empresa é que banca a “porratoda” por lá e que sem esses jogadores essas
conquistas seriam impossíveis, podemos dizer que há 12 anos é outro time que
disputa os campeonatos e não o Florminense.
Desta forma, para obtermos
números mais honestos nesta hegemonia, temos que desconsiderar os 3 (trêizinho
apenas - assinalados na tabela na cor
pink) Cariocas conquistados nesta época. Com isso a diferença aumenta para:
Flamengo 32 Títulos x 23 Flores.
Nos dois casos, são números
incontestáveis que nem mesmo uma possível ação em âmbito judicial, como é de praxe
da escória, seja desportivo ou não, não conseguirá invalidar.
Sendo assim, se for para fazer
uso de algum tapetão a que se desenrolar o tapete vermelho para a triunfal
passagem do Inconteste Hegemônico do Estado do Rio de Janeiro, o Portentoso Clube de Regatas
Flamengo.
Sendo assim, meus caros, ao
ouvir, ler ou ver algo sobre o Mais Querido, pare e pense antes de acreditar.
Principalmente aquelas notícias que tentam comparar menores com o Maior de Todos.
Saudações.