18 janeiro, 2014

HEGEMONIA


Mulambada,

Está para começar mais um deficitário Carioqueta. Deficitário para os clubes, que investem, formam ou compram jogadores, montam estrutura, etc., etc., etc.

Para a FERJ é uma molezinha. Os caras só tem que bolar um regulamento fajuto (que no final vai dar merda), organizar umas coisinhas, manter meia dúzia de come-dorme e no frigir dos ovos embolsam a maior parcela de toda a bolada.


E para os clubes?

“O salário ó!!!”

Mesmo assim há quem fique empolgado. Eu não me empolgo muito, mas sou dos que se o Flamengo está competindo, tem que ganhar. Mesmo sendo a Liberta o foco principal do ano. Temos sim que poupar jogadores e jogar os torneios menos importantes com reservas. É bom pros caras que se movimentam e se mantém prontos e motivados para uma eventual necessidade no time principal.

Até porque, para enfrentar esses times pequenos e médios recorrentes na 2ª e na 3ª divisões, nossos moleques bastam.

Para esse ano em que estaremos lutando em várias frentes, a Diretoria contratou alguns jogadores. Os entendidos dizem que foram boas contratações e que o Mengão estará mais forte este ano. Espero que sim.

Já li e ouvi várias análises de cada uma das contratações e caguei e andei para todas elas. Já está mais do que sabido que aqui, no Maior de Todos, a banda toca diferente, vivemos sob ventos, chuvas e raios tempestuosos 24 horas por dia, mesmo em tempos de alegria. Sendo assim, não importa se o jogador é bom de bola o que importa é ele continuar sendo após vestir o Manto. E isso, meus caros Mulambos, não é para qualquer um e só o tempo dirá o que esses chinelinhos vieram fazer na Gávea.

Há em nossa maravilhosa História vários exemplos disso. O Carlos Eduardo foi o último deles. Neste caso pode ser até que esse ano o cara vire ômi e passe a jogar bola, mas até agora ...

Não havendo o que elucubrar sobre isto, passemos a outro assunto, correlato, em que os incautos se esquecem da matemática e costumam se enrolar.

É sabido que a mídia seja ela escrita, filmada, falada e suas demais versões estão sempre de olhos e ouvidos em busca de assunto que as façam vender jornais, revistas, audiência e consequentes anúncios. Nós, seus únicos clientes somos os que os fazemos correr atrás para que tenham nossas atenções pelo maior tempo possível e assim angariar os anunciantes que, com essa exposição, tentam nos vender seus produtos.

Exatamente aqueles que tiram sua concentração do seu interesse principal ao adentrarem na sua casa sem serem chamados dentro de jornais, revistas, filmes, classificados, novelas, etc.

É a lei da sobrevivência baseada em uma simples formula:

A quantidade de dinheiro investido no programa é proporcional a quantidade de anúncios que por sua vez, é proporcional a atratividade do mesmo (programa).

Resumindo, seu interesse atrai os que te atrapalham.

E não adianta reclamar, pois são eles que sustentam a “porratoda”. Sem eles, não há programas e/ou, novelas e/ou reportagens para entretê-los. É um circulo de interdependências sem fim.

Está tudo certo, isso se chama Marketing e hoje é uma das moedas mais valorizadas do planeta.

É exatamente isso que faz os clubes de futebol correrem atrás de patrocínios másters e afins, sujando suas camisas com as logomarcas desses patrocinadores.

Entretanto, há um problema grave de bastante relevância no cenário marqueteiro em que vivemos.

Trata-se do mau profissional. Eles vivem e se multiplicam como ratos em todos os seguimentos de nossa sociedade. No caso do jornalismo, é aquele que a qualquer custo quer conquistar mais espaço nas grades e pautas dos meios de comunicação, conquistando assim o seu próprio  espaço.

São inescrupulosos que fabricam notícias ou se utilizam de jogo de palavras nos títulos de suas reportagens fazendo você pensar uma coisa e quando vai ler é outra, menos impactante. Ou ainda se utiliza de fatos outros de áreas diferentes daquela em que atua.

Há alguns anos convivemos com esses inúteis com suas reportagens onde geralmente estão envolvidos jogadores do Flamengo em atitudes não condizentes com o que preconizam os dogmas da sociedade. São ações tomadas fora das quatro linhas que limitam o jogo ou área de treino. E com matérias sobre elas tentam liga-las ao Mais Querido.

Mas por que isso?

Simples, somos a Nação, mais de 40 milhões de clientes espalhados pelo mundo, ávidos por notícias do Maior de Todos. Quanto mais notícias, mais atenção eles têm de nós e mais anúncios são vendidos fazendo o ciclo girar.

Isso acontece com todos os clubes?

Claro que sim, mas o pequeno número de interessados (torcedores) dos demais não atrai os inescrupulosos fabricantes de notícias com tanta frequência.

Lembram, há alguns anos, quando o Botafogo foi eleito o maior devedor do planeta?

Nada aconteceu, a notícia nasceu e morreu em algumas horas. Imaginem se fosse o Flamengo. Aconteceu no ano passado quando divulgados os 750 milhões de dívidas.

Lembram-se do caso em que faleceu um jovem nas instalações das categorias de base do Vice? A notícia sobreviveu por no máximo três dias. Ah se fosse  no Flamengo!

E o caso do Jorbisson que foi criado, saiu e voltou inúmeras vezes, mas ninguém liga suas travessuras embaladas em cocaína ao dito glorioso.

Ainda hoje o Bruno, há anos nosso EX-goleiro quando vai a julgamento ou qualquer outra coisa sobre seu caso, vira notícia ligada ao Mais Querido.

Enquanto isso, em poucos dias os gambas assassinos do garoto colombiano já foram esquecidos.

Os viceinos e atreticanos que saíram na porrada outro dia também.

“Mas Geraldo, por que você está com essa encheção de linguiça, contando o óbvio?”

Ora Mulambada, por conta dessa tal de Hegemonia na conquista de Campeonatos Cariocas.

Todo início de ano é a mesma esparrela.

Uma historinha contada para boi dormir de que nem tão importante fato está há uma edição de ser decidida.

Isso é uma balela sem tamanho, fabricada por esses inescrupulosos jornalistas pouco preocupados com a veracidade da notícia, mas sim em vender espaço para vender o seu.

Eu explico.

Assim como você não pode competir com alguém que não tenha as mesmas características que as suas, ninguém pode comparar histórias diferentes ainda mais se o fator tempo for uma variável de importância considerável.

É por isso que existem as categorias nas lutas, na vela, no automobilismo e as divisões no futebol, entre outros.

FATO!

No caso específico da Hegemonia Estadual, não pode ser diferente, principalmente se levarmos em consideração o tempo, neste caso a 2ª principal variável.

Vejamos então porque:

São muitos anos de História a serem considerados, sendo assim, consultando a tabela abaixo, temos que até 2013 o pessoal de LaranGayras conquistou 31 títulos; enquanto o Maior de Todos tem em seu imenso e inigualável Salão de Troféus 32 taças.


Números que aquele repórter mau caráter usa para dizer que a diferença obtida para a Hegemonia conquistada pelo Flamengo é tênue ou 1 título.

E o incauto e bobinho torcedor cai na esparrela que a mídia constrói para desmerecer nossas conquistas aumentando a audiência.

Bando de Filhos da Puta!

Os safados que costumam utilizar números frios e ditos incontestes para mostrar a superioridade de um time sobre outro em sacouts duvidosos, não os utiliza para definir outras dúvidas no mesmo esporte.

Uma vergonha!

“Tudo bem Geraldo, o Flamengo é o detentor da Hegemonia, o que você quer mais?”

Mulambada, quando dizemos que somos os Maiores do Estado e do país, não o fazemos baseado em diferenças tênues.

Não somos fanfarrões como costuma urrar a Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida. Temos História e uma imensa coleção de troféus lá na Gávea para endossar o que os ignorantes chamam de megalomania.

E no caso específico da Hegemonia Estadual os números reais a serem considerados, nunca foram ditos. Claro, assim não vende jornal.

Vejamos.

O 1º postulante ao título de Hegemônico, o time de futebol lá de LaranGayras foi fundado em 1902 tendo 110 anos de sub-existência,

O 2º postulante, o Clube de Regatas Flamengo, foi fundado em 15 de novembro de 1895, portanto mais velho 7 anos. Surgiu sim em 1895, mas como um clube exclusivo de remo (Regatas). Nosso futebol nasceu em 1912, portanto, hoje temos 101 anos futebolísticos, ou seja, somos mais novos 9 anos do que o 1º postulante.

Esse fato desmente outra abobrinha “bostejada” pelos menores e ignorantes, de que o Flamengo nasceu do Florminense. Mas isso é outra história que pretendo escrever quando tiver saco.

Porém, não posso apenas tirar 9 títulos do lado de lá, seria injusto e estaria me igualando aos incompetentes em uma tremenda safadeza.

Entre 1902 e 1912 elas conquistaram 6 títulos (veja na tabela marcados na cor rosa), um deles dividido com o pessoal da carrocinha em 1907 e são apenas esses 5 títulos que vou desconsiderar dos 31 e teremos 26 títulos das moças do lado de lá.

Dessa forma, os números reais e corretos a se considerar em uma análise honesta são:

Flamengo 32 Títulos x 26 Flores.

Sendo a diferença 6, o equivalente a quase 19% de títulos do Flamengo, e 23% dos das meninas, essa diferença não pode ser considerada tênue.

Mas a história não termina nisso, estamos esquecendo outra variável bastante importante nessa porratoda.

Ha mais de 12 anos que uma empresa de plano de saúde passou a comprar jogadores para os falidos lá de LaranGayras. Trouxeram grandes jogadores é verdade, apesar de debilitados em termos de saúde; e até conquistaram uns titoloszinhos.

Então, se considerarmos que essa empresa é que banca a “porratoda” por lá e que sem esses jogadores essas conquistas seriam impossíveis, podemos dizer que há 12 anos é outro time que disputa os campeonatos e não o Florminense.

Desta forma, para obtermos números mais honestos nesta hegemonia, temos que desconsiderar os 3 (trêizinho apenas -  assinalados na tabela na cor pink) Cariocas conquistados nesta época. Com isso a diferença aumenta para:

Flamengo 32 Títulos x 23 Flores.

Nos dois casos, são números incontestáveis que nem mesmo uma possível ação em âmbito judicial, como é de praxe da escória, seja desportivo ou não, não conseguirá invalidar.

Sendo assim, se for para fazer uso de algum tapetão a que se desenrolar o tapete vermelho para a triunfal passagem do Inconteste Hegemônico do Estado do Rio de Janeiro, o Portentoso Clube de Regatas Flamengo.

Sendo assim, meus caros, ao ouvir, ler ou ver algo sobre o Mais Querido, pare e pense antes de acreditar. Principalmente aquelas notícias que tentam comparar menores com o Maior de Todos.

Saudações.


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