27 janeiro, 2014

NO REINO DO URUBU REI, DUQUE FAZ A FESTA


Mulambada,

Demorou um pouquinho, mas cá estamos.

Não seria nada especial se não fossem as reestreias dos come-dorme do ano passado mais a estreia de uns que chegaram e precisam mostrar serviço a fim se justificar a mariola gasta em suas contratações.

Mas a saudade era grande. Passar qualquer tempo sem ver o Manto vestindo os ditos titulares desfilar sobre os gramados do mundo é uma eternidade. E eu, como bom Rubro-Negro não podia deixar de ver.

Mas apenas ver. Pagar para ver e ainda beber cerveja sem álcool, é outra coisa, por isso fomos de televisão mesmo.

Cheguei onde nos reunimos para assistir os embates do Maior de Todos na expectativa de ver um bom jogo e uma boa vitória. Sabia que o fato de estarem em desatividade por um tempo seria um fator preponderante, que poderia por água na cerveja já sem álcool que os incautos bebem no Maraca.

E iniciamos bem. Elano participava com desenvoltura e qualidade. Qualidade pouco vista nos últimos anos vestindo o Manto. Não era nada demais ele apenas estava tratando a bola com mais carinho do que o habitualmente feito por nossos “craques” e ela estava gostando.

Dois lançamentos, duas faltas e algumas jogadas. Tudo bem feitinho, tipo feijão com arroz.

A diferença era tanta que nosso valoroso Brocador se assustou pelas bolas bem chegadas e a surpresa era tamanha que ele se perdeu ao tentar domina-las.

Com isso jogávamos bem, perdíamos algumas chances e dávamos espaço para os de lá fazerem graça.

Estávamos enfrentando o lanterna da competição, com um time tecnicamente superior fatores que nos obrigavam a no mínimo manter nossa trajetória 100% no certame.

A porção ínfima da Nação que se fazia presente estava animada e apoiava incondicionalmente.

Tudo corria bem dentro da normalidade e fazer um gol seria uma questão de tempo.

Mas o futebol as vezes apronta das suas e é isso que o torna atrativo. Com exceção ao foguinho e mais dois ou três tão menores quanto, todo ano todos os times provam isso. Não é atoa que Benjamin Wright disse:

"O futebol é uma caixinha de surprezas."

E anteontem não foi diferente.

O goleirinho dos caras, que passou 2013 meio ano no banco e meio ano tomando frango lá na pocilga de São Januário tava mais aberto que porta de casa de meretrício. Pegava todas e mais algumas.

Aos 27 minutos de pelada o Sobrenatural de Almeida deu o ar de sua graça. Um belo e cagado gol olímpico de um seilá quenzinho, que nunca mais vai fazer isso na vida. 1 x 0 pros caras.

Sentimos o momento.

Os caras passaram a acertar tudo e nós a errar tudo. Bola rebatida, era deles. Bola perdida, era deles. Bola chutada, era deles. Todos os nossos passes passaram a ser bolas divididas com isso nada de útil saia dos pés de nossos “craques”.

Veio o segundo tempo e aos 2 minutos 2 x 0 pros caras em mais uma do Sobrenatural de Almeida. Só que a cagada foi maior. Nem vou escrever como foi. Todo mundo viu.

Aí fica complicado. Já estava difícil jogar na bola...

Mas o jogo, como jogo em si, melhorou. Ao menos em adrenalina. Foi uma correria só e poucos segundos após entrar o cara que veio das fileiras viceinas e galináceas fez o primeiro dele vestindo o Manto. Poucos minutos depois Gabriel empatou a pelada.

E ficou nisso, melhor que a derrota foi o empate mixuruca. Nem vou dizer que perdemos 2 pontos, pois não foi fácil.

Saudações.


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