09 dezembro, 2013

AS QUESTÕES, OS PRISMAS E A MATEMÁTICA


Mulambada,

Eu escrevi no último texto que só retornaria se o assunto fosse relevante e merecedor do sacrifício de largar meu merecido recesso.

E cá estou!

Não se passaram muitos dias que li nos jornais que o brasileiro gastará no mínimo pouco mais de R$ 5.650,00 para ver os jogos do Brasil na copa E aqui já cabe uma singela questão:

“Onde está a Senhora Secretária de defesa do Consumidor para juntar seus pares Federais, o PROCOM e o Ministério Público para defender os pobres incautos?”

Cadê aqueles que acham que o povo brasileiro, mais precisamente o povão que se sustenta das Bolsas Assistencialistas distribuídas com pouco ou nenhum critério, não deve ser tratado como cachorro?

Pois é meus caríssimos Mulambos e membros da Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida, isso mostra que o interesse desses caras é apenas aparecer. Eles não estão nem aí para o povo e seus anseios, só querem saber de sair nas primeiras páginas dos tabloides de 5ª e depois voltar para seus desfazeres de sempre.

E não há escada mais altiva, mais significativa, que leve tão alto para essa cambada subir do que as largas e impávidas costas do Flamengo, único que vende notícia, seja ela qual for.

Aquele que sustenta a “porratoda” é sempre o assediado por essa turma que só visa aparecer e se mostrar operante escondendo sua verdadeira cara de pau.

Já dizia o poeta:

“Brasil! Mostra a tua cara...”

Os dias se passaram e hoje, após o término da 38ª rodada do Campeonato Brasileiro vemos um cenário à comentar.

Visto por prismas diferentes; o primeiro como carioca defensor da cidade e seus valores, mesmo que esses passem por instituições de pouca relevância no cenário nacional.

É um absurdo hoje, em pleno século 21 termos dois times dos chamados “grandes” confirmados à disputar o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão.

A desonra se deve a anos de administrações incompetentes e extrativistas onde a última preocupação é com o futuro das instituições.

É uma vergonha para nosso estado e até para nós que somos rivais em campo mesmo superiores nas conquistas e retrospectos, quaisquer que sejam e por isso desde muito imune por DNA contra tais vexames.

A repetição quase que trienal de tais “feitos” faz de nosso estado e mais ainda de nossa linda Cidade Maravilhosa a chacota nacional.

Há muito que o descaso daqueles que geram o esporte carioca proporciona a seus torcedores tais desconfortos e o pior é que mesmo sabendo a origem, os culpados permanecem livres leves e soltos agindo como se nada estivesse acontecendo. É uma sucessão de falcatruas que nos leva cada vez mais fundo do poço da safadeza sem fim.

E aqui cabe outra questão simples e singela:

“Onde estão a Senhora Secretária de defesa do Consumidor, o PROCOM e o Ministério Público para defender os pobres incautos?”

Só piorando o cenário, em época onde os ativistas se esmeram em defender animais em vez de buscar a solução dos problemas da raça humana que se multiplica como ratos sem que haja uma única preocupação em se reduzir esse crescimento com medidas efetivas na causa em vez de ações paliativas que só fazem adiar o caos; cenas de horror invadem nossos lares, oriundas de onde deveria se realizar apenas mais uma partida de futebol.


Mais vexame, mais desonra para a história de nosso estado.

Mas eu não tenho nada a ver com isso. Não sou dirigente, não sou da imprensa, não sou político nem muito menos fiscal de “porranenhuma”.

Sou torcedor e como tal vejo a situação por outro prisma.

Após vários meses sendo sacaneados devido a nossa “deficiência” técnica, deficiência que nos levou ao nosso NONO título nacional, já havíamos chegado ao início do fim do ano esportivo em situação invejada pela maioria da Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida.

Foram meses de sacrifício onde o exercício diário de ser Flamengo era arduamente testado. Exercício que para muitos, estava deveras difícil de exercer. Nossa altivez estava sendo minada a cada segundo que passava nas quartas, quintas, sábados ou domingos em que o Maior de Todos entrava em campo.

A Arco-Íris se juntava como porcos à torcer contra na espera da impossível queda do Mais Querido. Suportamos cada segundo de ironias até porque tínhamos consciência de que os que trajavam o Manto não o respeitavam como deveriam, portanto, não o mereciam e dele nada recebiam.

Foi preciso uma 3ª troca de comando quando foi dito que ninguém nada queria para verem que os verdadeiros culpados eram eles. Mudaram a postura com isso conquistaram a Nação e ela os elevou ao triunfo inesperado.

Somos Tricampeões da Copa do Brasil! Agora somos detentores de 9 títulos nacionais! E não canso de repetir que TODOS foram conquistados dentro de campo, seguindo as regras como deve ser.

Enquanto isso, 2 dos 3 times médios do estado cujos torcedores se juntaram à torcer contra o Maior de Todos em vez de se preocupar com sua precária situação, escorriam vergonhosamente ladeira abaixo rumo ao Reino dos Impuros, mais uma vez.

O que para lá se foi pela 2ª vez tomou uma tunda e literalmente caiu de cinco e seus torcedores ainda são vistos perambulando pelas ruas da cidade desnorteados tamanha vergonha. Como se não bastasse sua coleção de Vices.

Para piorar, seu futuro promete negro diante da possibilidade de retorno de conceitos arcaicos à pouco banidos em uma heroica tentativa de mudança.

O outro, pobre instituição. Desfigurada pela ascendência de uma empresa de plano de saúde, chegou a ter alguns dias de suspeitas glórias, mas seu passado desonrado pela dívida moral há muito adquirida tirava o sono de seus adeptos a cada 24 horas.

Tirava?

Não senhores, esquecem-se os de pouca memória que a dívida é maior do que aquela que declaram os que a cobram.

Até ontem haviam sido três rebaixamentos:

1996 – o primeiro, que em mais uma mamata das muitas que perpetuam sua pequena história, não foi cumprido.

1997 – o segundo, cumprido como se deve, mas com outro final trágico devido ao 3º rebaixamento, desta vez para a 3ª divisão.

1998 – o terceiro, o acima citado para a 3ª divisão de onde saiu sagrando-se Campeão, seu quarto título nacional que por vergonha não consideram. Daí foram catapultados direto para a 1ª divisão deixando de cumprir a 2ª como seria honesto.

Como se vê, dos três rebaixamentos apenas um foi cumprido. Sendo assim, a verdadeira dívida a ser computada é de DOIS rebaixamentos e não apenas UM como dizem os de pouca retentiva.

Piora a situação aqueles que, talvez influenciados pelas últimas falcatruas mensaleiras, dizem que o rebaixamento deste 2013, conquistado ontem, sem dó nem piedade, vale como pagamento da referida dívida.

A matemática lhes foge ao cérebro assim como as regras de economia.

Não entenderam?

Ora meu caro, vejamos uma situação hipotética:

Joãozinho empresta 50 reaus para Juquinha, para serem pagos em 30 dias. Passam os 30 dias e em vez de pagar Juquinha pede mais 50 reaus para mais 30 dias. E Joãozinho, que é muito amigo do Juquinha, empresta. Vence o prazo e Juquinha paga 50 reaus.

E eu pergunto:

“A dívida está paga?”

Claro que não! Ainda faltam 50 reaus a serem pagos. Que só serão quitados se Juquinha o fizer de livre e espontânea vontade ou se Joãozinho meter a porrada no devedor.,

Certo?

Então, considerem cada rebaixamento devido como se fossem os 50 reaus do problema acima. Acrescentem mais 50 reaus do rebaixamento de ontem e verão que os Flores devem agora 3 rebaixamentos dos quais pagarão apenas um, o conquistado ontem.

Os anteriores permanecem em aberto, ou seja, a serem pagos e só o serão se por livre e espontânea vontade o pessoal de LaranGayras descer mais 2 vezes; ou...

Não se esqueçam que considerei apenas as regras matemáticas simples, se considerasse as regras econômicas há que se fazer valerem os devidos juros e correções monetárias que em terras brasilis estão pela hora da morte.

Mulambada, para um ano que começou sem muitas esperanças e foi se desenrolando bastante triste, um final desses é algo para ficar na história, melhor, na nossa História.

E mais uma vez, parabéns a nós, ENEACAMPEÕES NACIONAIS.


Saudações.

29 novembro, 2013

ENQUANTO VOCÊ FALA MAL . . .


Mulambada,

Desculpem a demora. Nem foi por conta de ressaca ou similares, afinal já estou acostumado.

Nasci em 1961 e já era Flamengo, mas foi só a partir de 1968 que comecei a ter noção do quanto isso era importante.

Desde então que desfruto das alegrias de vestir o Manto Sagrado. Foram inúmeras Taças Guanabaras e Taças Rio, Incontáveis Campeonatos Cariocas, 6 Brasileiros, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores e 1 Mundial. Sem contar os Torneios nacionais e internacionais.

E estou falando apenas de futebol.

Vi Paulo Henrique, Doval, Fio Maravilha e Dionísio. Sofri com Buião, Caldeira, Dendê e Merica, Fui feliz com Fillol, Jayme, Claudio Adão e Luizinho  Tombo. E atingi o ápice com Zico e ilustríssimos membros de sua cia.

É muita coisa para apenas um ser humano comum.

Comum nada! SOU FLAMENGO PORRA!

E se levarmos em consideração que ainda tenho pouco menos de meia vida para viver, posso afirmar que sou um homem feliz e serei ainda mais!

A demora foi por conta de afazeres particulares que me impediram de estar aqui.

Nesse tempo, já falaram da importância da Nação, na secação dos torcedores dos 2 ½ (dois e meio) times médios do Rio e demais nacionais membros da Arco-Íris safada, fedida, invejosa e mal vestida. Falaram da importância do Jayme de Almeida, da ignorância da imprensa “especializada” em julgar o Maior de Todos como qualquer, blá, blá, blá!

E enquanto você lia tudo isso com fervor, mais um gol do Brocador!


Restou pouco a escrever.

Estando mais uma vez fundamentada nossa natural arrogância com a conquista de nosso NONO título nacional, vencido no campo e cumprindo as regras, temos de baixar a bola e pensar no futuro.

Temos um ano promissor pela frente e depois de várias recentes oportunidades perdidas, não podemos deixar mais essa escapar. Afinal faz um bom tempo que não comemoro um título internacional.

Diante do que vimos em 2013; o início do saneamento das contas, o início da organização do Clube como um todo; trazendo austeridade à uma Instituição tradicionalmente bagunçada; podemos esperar algo mais condizente com nossa História.

Ainda não somos um Clube milionário, mas acho que já podemos ousar em duas ou três contratações descentes.

Um meio de campo capacitado tecnicamente é uma prioridade. Mas não pode ser só bom de bola, o cara tem que ser ômi para vestir o Manto. Vocês estão carecas de saber que para aqueles de pouca fé o Manto pesa e muito.

Não vou ficar aqui dando uma de gato mestre, há outras posições carentes, ou por deficiência técnica ou por deficiência etária e espero que na Comissão Técnica tenha gente capaz de julgar quais são, pesquisar o mercado e contratar gente que preste.

E se há no elenco valorosos membros que querem ir embora por conta de uma estrutura melhor ou mais grana, deixem o cara ir. Não precisamos ficar de pires na mão. Manda fazer uma plaquinha e comprar um relógio de estanho escovado e entregar como sinal de nosso agradecimento pelos serviços prestados.

A taça já está na Gávea e é isso que importa.

Sendo assim, não vou mais perder tempo com lengalenga. Aí estão mais fotos homenageando os reais conquistadores deste título.


Durante esse período de especulações infrutíferas que está por vir e que só faz encher os olhos e bolsos de empresários e dirigentes venais, este humilde espaço fará como a justiça deste país, entrará em recesso até que haja algo descente a comentar.

E estando os pseudos rivais devidamente sacaneados assim como o está também a imprensa “especializada” só tenho a dizer que:

“Enquanto você zoava e falava mal, MAIS UM TÍTULO NACIONAL!”



Saudações.


25 novembro, 2013

TÁ BOM PROCÊS? IDIOTAS!


Mulambada,

Segundo o dito popular:

“Para bom entendedor meia palavra basta:”

Como sei que a Mulambada de burra nada tem, o problema é a falta de escolas e demais necessário a uma vida descente, tenho certeza de que todos que vestem Vermelho e Preto e moram no planeta terra se lessem meus últimos textos já entenderiam que para mim o Brasileiro de 2013 nada mais significa. E, por conta dessa verdade nada mais postei sobre ele.

Sei que não sou o único e desde que somamos os 45 pontos que escrevi que o Flamengo é incaível desde a data de sua fundação. E assim permanecerá até o final dos tempos.

“Os Deuses saberão que no dia que o Maior de Todos cair para o Reino dos Impuros, este será o primeiro aviso para ordenarem toar as trombetas de anuncio ao apocalipse!”

A máxima “Time grande não cai!” traduz de maneira simples e direta a verdade dos fatos.

Mas a “ecletividade” da raça humana ainda faz nascer seres desprovidos de qualquer senso de realidade. Talvez devido ao a partir de 14 de julho de 1789, quando da queda da Monarquia Francesa, devido aos longos anos em que muitos passaram a ser doutrinados pelas leis da tríade “Liberté, Égalité, Fraternité.

Poucos sabem que as palavras que formam essa tríade são completamente excludentes umas das outras. É impossível haver uma sem que as outras duas não sejam sufocadas por esta. A política está aí para ilustrar de forma inconteste essa afirmação.

E com o Flamengo, não é diferente. Não é possível fazer comparações entre nós e os demais que compõem a cadeia de interdependência do futebol nacional e talvez mundial, por nós liderada.

Mesmo assim, aqueles que não entendem a diferença continuam tecendo comentários infundados ao tentar explicar o Maior de Todos.

Se apoiam nas leis da física e matemática para projetar futuros escabrosos a cada ano que entra. Veem em uma fantasiosa bola de cristal coisas de fazer inveja à Mula Sem Cabeça e seu companheiro Boi da Cara Preta.

Estariam certos se estivessem se referindo ao comum. Aos que obtém suas conquistas sob o véu da dúvida e desonestidade. Aqueles que recebem convites à abandonar divisões inferiores, à participar de Mundiais arranjados, à receber taças de campeonatos de divisões em que não participaram, ou taças aos montes como xepa de fim de feira.

Para eles a matemática também não vale a física muito menos. Albert Einsten e seus colegas se contorcem em suas tumbas a cada armação consolidada.

E essas armações são frequentes, parece que anteontem teve mais uma lá no Maracanã.

Neste caso, não acredito que a Instituição Campeã tenha algo a ver, mas a amizade entre seus jogadores talvez tenha os feito amolecer em prol de evitar uma quase que já consolidada queda dos Vices ao Reino dos Impuros.

E se confirmado deplorável ato, deixa a dúvida de quão profissionais são esses atletas e quão válido é o Movimento “Bom Senso” Futebol Clube.

Mas o Mais Querido é diferente, mesmo com todos os “experts” afirmando que estamos sempre rondando o supra referido Reino dos impuros, mesmo com todos eles afirmando que somos inferiores e antecipando que perderemos todos os jogos; nós mostramos em campo, onde as coisas são decididas por homens ilibados, que na Gávea não é assim que a banda toca.

E quando menos se espera, surge no horizonte nem que um amontoado de ditos jogadores trajando o Manto Sagrado em retumbante renascimento rumo à glória.

Resta aos “experts” e seus pares membros da Arco-íris, safada, invejosa e mal vestida, sorver este fato como o veneno que anualmente os deixa estupefatos com tamanha capacidade que o Flamengo tem de ressurgir de suas infundadas profecias.

É o insosso presente de Natal que a Mulambada confere a esses peles, à ruminar enquanto tramam novas asneiras a espera do ano seguinte.

À 50 anos atrás, exatamente em 25 de novembro de 1963, Nelson Rodrigues, um dos poucos tricolores de bom senso escreveu, após mais uma vitória do Mengão:

“(...) Meu obrigatório personagem da semana é e só pode ser a camisa rubro-negra. Amigos, para os idiotas da objetividade, a camisa é um vago trapo, mas para quem conhece o Flamengo, a coisa é muito mais misteriosa, muito mais dramática. Nos momentos de catástrofe, o rubro-negro iça a camisa como um estandarte de chama. (...)”

E ontem, como sempre, o Flamengo mostrou aos atuais idiotas da objetividade que:

“O FLAMENGO É O FLAMENGO! PORRA!”

Estando todos os idiotas insatisfeitos com mais um ato disciplinador do portentoso Clube de Regatas Flamengo, passemos ao que realmente interessa nessa “porratoda”.

Vemo-nos no Maraca daqui a dois dias. E que os Deuses nos premiem por nossa Raça, nosso Amor e nossa Paixão.

Saudações,

21 novembro, 2013

QUE MEDA...


Mulambada,

Havia no ar uma atmosfera de temor devido ao desempenho do adversário nas duas frentes de batalha.

A imprensa “especializada” passou quase 10 dias, desde a semifinal contra os gayanos, bostejando que o Atlético era melhor, que eles iam acabar com o jogo, que o Flamengo não ganhava deles à não sei quantos jogos, que nossos “craques” iam tremer diante da fanática torcida dos caras, que o acanhado estádio da cidade ia virar um caldeirão, blá, blá, blá!

Nas ruas da Cidade Maravilhosa, viceinos, flores e a cachorrada sem vergonha se uniam no inócuo e inofensivo ato de torcer contra, sua única esperança de alegria no ano.

No canal “campeão” e diversos programas esportivos, davam como certa a vitória dos alemão tecendo palavras que sutilmente elegiam o Urubu como a vítima a ser abatida, como um peru em véspera de Natal.

O locutor da TV, possível membro dos mais importantes da Arco-íris invejosa e mal vestida, passou quase todos os 90 minutos azarando o Maior de Todos na pessoa de seu recém operado goleiro.

Nada de anormal. É assim que a corja se comporta diante das proezas do Mengão. Não são humildes em reconhecer que o Flamengo é diferente de tudo e de todos.

Mesmo depois de presenciar magníficos renascimentos de nossos times considerados mortos em direção ao triunfo final esses peles não aprendem.

Aqui mermão, tudo é perrengado. Nem nos áureos tempos em que nosso time era o melhor do mundo tínhamos molezinha.

Ser campeão com rodadas de antecedência, como melhor time é fácil, quero ver fazer como o Mais Querido faz. Juntar meia dúzia de pés-rapados, sair lá do lugar onde ninguém acredita em você, nem mesmo muitos de seus torcedores, para, ao final do certame, brilhar com a taça na mão.

Aí sim Mulambada, é coisa de homi.

E foi assim lá na chuvosa terra do café.          

Chegamos humildes.

Mais uma vez éramos a zebra. Já a fomos contra o Cuzeiro, Bostafogo, Gayás e estávamos sendo contra o Patético.

Adentramos ao gramado repetindo a escalação do último jogo sério que jogamos.

Os caras cantavam, faziam coreografias e os “analistas” de plantão admirados com tanta “beleza” e barulho.

Enquanto isso nossos “craques” se aqueciam em campo a fim de se ambientar. Tudo certinho. Tudo muito bem planejado.

Iniciado o jogo a esperada pressão de 15 minutos durou apenas 2 e a partir daí dominamos a zaga, o meio de campo, o ataque, em resumo, dominamos aporratoda.

Estávamos em casa, mesmo com o barulho que faziam.

Mesmo compenetrados, errávamos alguns passes o que permitia aos “de casa” alguma esperança. Uma falha de Léo Morto resultou em lateral que resultou em um apagão da zaga e os caras fizeram o deles. Eram perto dos 17 minutos de pelada.

Mais 10 minutos e o campo em péssimo estado começou a jogar por eles e dois de nossa defesa foram pro chuveiro mais cedo. Não fizeram falta.

Nesse ínterim, a torcidinha deles festejava. Mas Amaral Pitbull que não foi a campo apenas para desarmar, arregaçou os caras em uma pancada de 108 km por hora.

O empate que calou o estádio apagando o fogo que aquecia o caldeirão e a partir daí só deu a minúscula porção da Nação que pôde estar presente.

Não era um barulho ensurdecedor, mas a Mulambada estava mais em casa e feliz do que Urubu no lixo.

Os experts, mais uma vez quebraram a cara, pois o Mengão deitou e rolou. Foi superior na posse de bola, em chutes à gol e gols perdidos. Não seria injusto se saíssemos com a vitória.

Empate com gosto de derrota sim senhor! Mas vale o empate aqui no Maraca e deu para mostrar, mais uma vez, que quando é a vera quem bota medo é o Mengão.

Saudações.



15 novembro, 2013

PARABÉNS À VOCÊ...!


Mulambada,

Hoje é dia do nosso 118º aniversário (que na realidade será depois de amanhã).

À bordo do Pherusa, na carona de 6 jovens remadores teve início a mais bela e gloriosa História do desporto nacional, quiçá mundial.

São décadas que juntas formam mais que um centenário de muitos sucessos e alguns percalços. Monstros de vários esportes desfilaram o Manto Sagrado em suas modalidades para elevarem o nome do Flamengo ao mais alto posto de suas competições.

Outros ficaram no desejo reprimido pela insanidade dos que pensam pequeno.

E você que é Rubro-Negro deve se orgulhar disso. Não deve haver no mundo um Clube com tantas glórias em tantos esportes. Você deve aprender, se é que já não sabe, que isso é que faz do Flamengo o Maior de Todos, o inimigo a ser batido sempre. Nossa grandeza é múltipla, não se resume apenas a um ou dois esportes.

Não tenho dúvidas de que somos a Instituição Esportiva mais eclética devido a essa diversidade de modalidades em que competimos e somos grandes.

Remo, Tênis, Bocha, Judô, Natação, Ginástica Olímpica, Atletismo, Nado Sincronizado, Basquete, Ginástica Rítmica, Vôlei, MMA, Futebol de Botão, Bolinha de Gude, Cuspe à Distância e muitos outros.

Sim meus caros não é só no futebol que o Mais Querido triunfa. Há em nossos depósitos, para serem expostos após as obras, milhares de medalhas, placas e troféus para ilustrar essa verdade.

Não somos mais de 40 milhões à toa. Somos uma imensa e miscigenada Nação em constante crescimento. Nascemos com o estigma da vitória encrustado em nossos corações e das improváveis derrotas tiramos lições para, sempre de cabeça erguida, persistirmos em nosso caminho em busca de glórias.

Nossa trajetória nos faz admirados por poucos. Nossa História nos faz invejados e muitas vezes odiados por muitos. A admiração nossa humildade agradece; mas da inveja e do ódio fazemos de aditivo ao combustível que carregamos em nossas veias para nos fazer cada vez maiores. E assim permanecemos em constante crescimento em um ciclo vicioso, como um moto contínuo.

Esse é o nosso destino, nosso carma.

Orgulhe-se de ser Flamengo, ele é o que é não por ter passado pela história por acaso, ele é o que é não por ter passado pela história a convite, ele é o que é porque faz a História.

PARABÉNS FLAMENGO!

Saudações.


13 novembro, 2013

O PAÍS DOS ESPERTOS!


Mulambada,

Não sou nenhum expert nas áreas de marketing e finanças e também não gosto de comentar neste espaço nada que não tenha a ver com o que rola dentro das 4 linhas estejam elas onde estiverem. Mas as vezes é necessário meter o bedelho onde não se é chamado nem que seja para externar minhas considerações.

Mais importante do que o jogo de hoje contra as meninas alegres lá da terra da garoa está sendo essa discussão a cerca dos valores dos ingressos para a 2ª partida da decisão da Copa do Brasil.

Esclarecendo o título deste post, o país dos espertos é o nosso e as ações que originaram o tema e as que surgiram em consequência dele comprovam a tese.

A diretoria recém empossada apresentou medidas de saneamento, demissões, aquisição de jogadores, entre outras e avisou que este seria um ano de vacas magras. Todos concordamos com quase tudo. Éramos quase uma unanimidade.

O ano se mostrou como o previsto, principalmente no futebol, a mola mestra que sustenta a “porratoda”. Com isso a presença da Mulambada nos estádios e consequente retorno financeiro eram escassos.

Veio o segundo semestre e o aproveitamento de 100% neste certame foi nos trazendo às finais contra o genérico lá da terra do café.

Espertos que são, os da diretoria vislumbraram a possibilidade de considerável aumento da arrecadação na majoração dos preços dos ingressos. Utilizam-se do plano de Sócio Torcedor, os estudantes e os cambistas como variáveis claras a mexer no valor desses ingressos.

E apostaram todas as fichas na ânsia da Mulambada em um outrora inesperado título que acontecendo, terá o poder de fazer esquecer todas as tristezas do ano e zoações ouvidas até a bem pouco tempo. Tudo baseado na lei da oferta e da procura.

Perfeito!

Mas a Mulambada chiou! E chiou feio! Argumentam que são na sua maioria humildes trabalhadores, cujos vencimentos mal dão para o sustento da família mesmo com o advento das Bolsas Assistencialistas que se multiplicam de tempos em tempos.

Alegam ainda serem eles os verdadeiros Flamengos que há anos jogo após jogo dão o sangue e raça aos diversos times alquebrados montados pelas diretorias, em forma de cânticos e gritos de incentivo e não os de melhor situação econômica que por causa disso são os que estarão no Maraca na melhor hora e poderão não ser tão eficientes ao time.

Perfeito!

Ambos estão corretos.

A diretoria deseja sanear o mais rápido possível e quando vê uma possibilidade à põe em prática; pois só assim poderão estar livres para investir em um grande time para o ano de 2014 que promete ser mais atrativo.

A Mulambada pela realidade socioeconômica de nosso país dos espertos, que não permite que os menos favorecidos usufruam do melhor.


À reboque dessa discussão surgem do nada o PROCOM, o Ministério Público e a Sra. Secretária de Proteção ao Consumidor, meter o dedo onde não foram chamados para, provavelmente devido a grandeza do Maior de Todos tirar uma casquinha.

Alegam que o aumento é desproporcional e abusivo, que o Mulambo passou o ano como cachorro tendo péssimas perspectivas, blá, blá, blá!

Como resolver?

Simples!

Primeiro é necessário dizer que há coisas mais importantes que o futebol.

Segundo, é preciso que o PROCOM, o Ministério Público, a Sra. Secretária de Proteção ao Consumidor e demais que administram o país dos espertos façam aquilo para o qual foram colocados onde estão.

Se o fizessem, com certeza haveria hospitais, escolas e emprego decentes para todos. O povo teria saúde, seria educado, civilizado e bem remunerado. Dessa forma, o Flamengo não estaria na penúria em que se encontra, os ingressos seriam majorados apenas proporcionalmente a importância do jogo, todos poderiam arcar com o custo dos mesmos, os cambistas assim como os corruptos estariam TODOS presos e o problema seria apenas chegar primeiro na fila que seria organizada devido a civilidade do povo.

Hehehe! Viram como seria fácil?

E lembrem-se, ainda temos de obter um bom resultado na partida de hoje pelo Brasileiro e outro na de ida da final Copa do Brasil.


Saudações.

10 novembro, 2013

FALTOU POUCO PARA A TRIFETA


Mulambada,

Era pra ser um joguim muquirana para ocupar o tempo entre a saída da praia e o início da noite.

Nada que merecesse maior atenção de qualquer Mulambo de bom gosto. Nosso objetivo de 2013 já está bem encaminhado. Claro que temos o furacão pela frente, mas se não fossem eles, seriam outros. Vida que segue.

Era o quarto jogo contra as periquitas do centrão do país e cá pra nós, três jogos seguidos contra elas não há paciência que aguente.

Até então, nesse 2013, foram um empate de 1x1 na 14ª rodada do Brasileirão e as duas vitórias na Copa do Brasil. Histórico mais que revelador do que iria acontecer nesses últimos 90 minutos mais acréscimos contra as periquitas esse ano. Salvo houvesse alguma pegadinha para animar a festa.

E por conta do escrito nos parágrafos acima, o Escrete “C” de Jayme adentrou as quatro linhas reforçado de 6 titulares do Escrete “B”.

Explicando Escrete “C”; é porque o time titular desse ano pode até estar dando conta do recado, mas está bem longe de ser o time “A” do Flamengo. Ok?

Eu que não tinha nada para fazer resolvi dar uma espiada. Sentei à mesa do bar, pedi um chope e o jogo começou.

A possibilidade de que o resultado pudesse ajudar à cachorrada a consolidar sua vaga na Sulamericana de 2014 era tentadora, mas o Mulambo, que é Mulambo mesmo, não quer perder nem par ou ímpar. Além de que, os caras não precisam de ajuda, eles já se enrolam sozinhos. Todo ano é a mesma coisa.

Para minha grata surpresa, após alguns minutos de escasso futebol nosso time resolveu fazer a redonda rolar onde ela mais gosta, no chão. Com a melhora no tratamento, ela começou a rolar de pé em pé como muito pouco vimos esse ano.

Não havia destaque, a coletividade imperava em campo e os passes, mesmo que simples, eram trocados com poucos erros. Estávamos bem no jogo, com maior posse de bola e perspectivas claras de vitória; mesmo com a nulidade que a presença de Gabriel impõe ao time. Só mudou o nome, pois sabemos que jogar com um a menos não é novidade nem nas mesas de carteado da concentração.

#Quem tem Carlos Eduardo em campo joga com dez.

E foi com dez que Hernane (já está ficando chato pro Moreno e para quem o trouxe) o Brocador Justiceiro abriu o placar, ampliando sua artilharia.

Aqui cabe um conselho:

“Hernane, pare com essa viadagem de chuteiras de cores diferentes. Isso não é coisa de quem é Flamengo, tá mais para o pessoal de ... bem você sabe de onde.”

Com a expulsão de um jogador deles passamos a ver um jogo mais parelho. Com dez contra dez o campo aumenta e com ele os espaços livres.

E, naquela que seria sua terceira mal sucedida investida ganharam uma falta e nos moldes do seu gol na partida anterior empataram o jogo.

Tremenda injustiça! Mas o futebol é assim mesmo, o que vale 3 pontos é a redonda morrer no filó, o resto, é conversinha de perdedor.

Não fizemos a Trifeta, mas chegamos aos 45 pontos que, contrariando os nobres matemáticos, já me parecem suficientes para podermos nos concentrar 100% em nosso maior objetivo de 2013. Afinal, temos os vices e os flores lutando bravamente para voltar a sua realidade, isso deve ser suficiente para nos tranquilizar.

E como temos alguns dias para iniciar o Planejamento de 2014, faço aqui uma sugestão. Que a diretoria, renove com o Jayme e com a concordância deste, à exemplo da CBF em 1994 e agora, contrate o Andrade para um Biunvirato vencedor.

Enquanto você lê isso, mais um gol do Brocador!

Saudações.


07 novembro, 2013

FALTAM DUAS ...


Mulambada,

Em sua eterna Via Crucis de fazer calar os entendidos nas artimanhas do popular e violento esporte inventado e mal jogado pelos bretões, o Flamengo venceu mais uma.

E bem.

Tão certo como é incaível desde 15 de novembro de 1895, que o Maior de Todos é tido pelos pseudos entendidos como um time escasso de recursos desde essa data; a excetuar-se apenas a década de 80 quando abiscoitou suas maiores dentre suas inúmeras e inegáveis conquistas.

Esquecem-se esses pulhas que glórias não são obtidas apenas com recursos estruturais, técnicos e milhões investidos. Se assim o fosse, os Vices, o pessoal da carrocinha ou os de LaranGayras seriam os hegemônicos estaduais, mas a história mostra exatamente que não é bem assim que a banda toca no terreiro carioca e que no terreiro nacional, poucos têm que suar muito para tentar se igualar ao Urubu.

Há fatores tão ou mais importantes a se considerar na busca e obtenção de êxito. Principalmente no que tange ao Mais Querido.

Detentor de OITO incontestes títulos nacionais, diga-se de passagem, todos obtidos no campo e seguindo as regras, o Flamengo é e sempre será o inimigo número um a ser batido. É ele que os desprovidos de noção, avidamente desejam ver subjugado afogando na lama dos impuros.

Não há outro que desperte nessa corja ira tão elevada.

Nesta Copa do Brasil os “sábios” já nos eliminaram contra a raposa graciosa, contra a cachorra que ladra, mas não morde e ontem foi mais um dia de provação.

Os sabichões de plantão diziam que ia ser difícil passar pela peiriquita assanhada do centro-oeste brasileiro. Mesmo depois de o Urubu tomar conta do terreiro lá no centrão do país eles ainda desconfiavam e insistiam (torciam) em uma possibilidade de derrota.

A parte minúscula da Nação que se fez presente no Maraca teve momentos de êxtase durante os mais de 90 minutos de pelada.

A rapaziada vestiu e honrou o Manto como gente grande e nem mesmo a cagada aos 4 minutos de jogo os fez mudar a atitude.

A zaga segura como há poucos jogos sofreu alguns percalços, mas nada que pudesse abalar a solidez armada por Jayme de Almeida. Destaque para a que já está se tornando constante, segurança de Walace, que se continuar neste crescente será nosso próximo Xerife.

O meio de campo, harmonioso sem muitas firulas, devido a sua escassa técnica, manteve o ritmo sob os acordes que vêm sendo tocados nas apresentações pelos gramados do país; mesmo com Carlos Eduardo em campo. Destaque para Elias que voltou ao normal após passar por momentos particulares difíceis. Fez um belíssimo gol com uma pancada absurda que deixou imóvel o golerim das periquitas.

E o ataque? ora! O que dizer de um ataque que tem o artilheiro estadual, o da competição o do estádio e sei lá mais o que?

Hernane tem sido um capítulo à parte dessa História já vitoriosa independente do seu final. Humilde, conciliador, lutador e o mais puro exemplo de como honrar o Manto Sagrado.

Precisa dizer mais o que?

O resto, desde as bicudas para fora, às para as redes dos inimigos, passando pela caneta dada no jogo anterior e o toque de classe no gol de ontem, são apenas consequência de sua tranquilidade em poder arriscar dada pelo excelente e merecido momento que vive.

Já é preciso fazer dois gols para um ser considerado. Esse é o preço a se pagar pela inveja dos ignorantes.

VIDA LONGA AO BROCADOR!

O Flamengo deste 2013 é fantástico. Com sua tradicional humildade trilhou, ladeado apenas por poucos membros de sua enorme Nação, caminhos tortuosos e esburacados no primeiro semestre. Suportou as críticas dos quatro cantos do país pela mídia “entendida”. Sustentou a inveja da Arco-Íris mal vestida e após longo e tenebroso inverno ressurgiu, como faz quase sempre, com o brilho da vitória reluzindo ao seu redor. Brilho este oriundo da Raça, do Amor e da Paixão que o eleva e leva para os braços da glória; mesmo que o título, por algum capricho Divino, não venha.

O Flamengo deste 2013 é magnânimo. Após aprender com seus muitos erros e poucos acertos, repassa aos infiéis sabichões toda sabedoria adquirida neste período negro. Mostra que mesmo não sendo o melhor pode-se ser o Maior. E como Maior de Todos faz sucumbir um a um seus “rivais” no campo de jogo, sem dó nem piedade.

Como o Senhor severo ele chicoteia àqueles que não querem admitir sua superioridade, não querem admitir que esta não vem apenas de objetos empoeirados expostos nas prateleiras e sim da grandeza de sua História que relata não só suas glórias, mas também seus percalços.

Será preciso que mares e rios corram, chuvas caiam, ventos soprem, raios brilhem e trovões ecoem para que os impuros entendam o que é Flamengo.

Que venha o furacão. Iremos transformá-los em suspiro, o suspiro dos derrotados.

Que tenham elegância na derrota.

Saudações.


04 novembro, 2013

A IRA DOS HONESTOS


Mulambada,

Joguim feio e de importância equivalente a um zero à esquerda. Esse Fla x flores não significava nada para nossas aspirações este ano já que se perdêssemos nada iria mudar, já estávamos virtualmente fora da zona dos impuros desde 15 de novembro de 1895 e ainda mais desde 1912 quando um grupo de jogadores de futebol caiu na real e viu que lugar de ômi era vestindo o Manto.

Nossa meta, há pouco mais de um mês, é a copa do Brasil. Matematicamente é possível não sermos campeões, mas a História é rica em fatos que quase sempre mostram o Maior de Todos como o detentor do título em que não era favorito.

O popular:

“Deixou chegar, fudeu!”

À corroborar com essa máxima, a decisão acertada de nosso atual Comandante em poupar meio time para a pelada que  vale meia mariola no meio da semana.

Não é novidade que o Flamengo do Brasileiro é infinitamente inferior ao que desfila Sangue e Suor na Copa do Brasil e que este segundo se sustenta apenas em Raça, Amor, Paixão e obediência tática. Portanto, para os infiéis pode ter soado uma temeridade entrar em campo sem CINCO titulares. Mas contra os flores, não é necessário mais que isso. É certo que em alguns raros momentos de nossa História elas tiveram seus momentos, mas nada de significante e não seria agora que elas, novamente as voltas com a zona dos impuros, iam aprontar alguma.

Não se pode esperar muito de quem já andou chafurdando nas divisões inferiores e que se envergonha de seu quinto título Nacional obtido em 1999.

O que dizer de uma agremiação que obteve a alcunha de “Time de Gayrreiros” no que poderia ser mais uma página desonrosa em sua longa, porém, pobre história?

Hoje, momento histórico em que o país e a minoria esclarecida do povo luta nas ruas por justiça e grandes mudanças; não cabe mais deixar passar em branco atos vergonhosos como a famosa virada de mesa de 1996 nem o súbito e inacreditável retorno da mesma agremiação à primeira divisão em 2000.

Por essas e outras mais do que conhecidas falcatruas o Florminense é hoje o patinho feio do país e se iguala àqueles que estão sendo combatidos pela pesada mão da sociedade carente de ordem, honestidade e correção.

Se no mundo do futebol a bola pune, no mundo dos Homens a justiça falha, mas não tarda e assim sendo, mais cedo ou mais tarde essas chagas serão tratadas pelas mãos poderosas dos honestos.

E engajado nesta luta, alinhado com o Bem e acima do mal, o Flamengo, sempre que possível faz a sua parte. E como em vários outros, este domingo foi um desses dias.

Mesmo em bazofiada inferioridade técnica, mesmo carente de seus melhores lutadores o Mais Querido se portou como se a própria justiça humana que desfila pelas avenidas das cidades. Passou a maior parte do jogo deixando-as pensar que havia possibilidade em obter triunfo.

Elas passaram boa parte do tempo próximos do que as pudesse salvar das profundezas desprovidas de luz. Não foram raros os momentos em eram flertadas pela esperança. Era possível ver em seus semblantes e no fundo de seus olhos a luz cinza a ludibria-los sem dó.

Assim foi por longos 90 minutos e acréscimos quando no derradeiro minuto veio o castigo.

Nos pés de Hernane, mais uma vez ele, o justiceiro, foi enviado para com apenas um movimento certeiro aplicar o merecido castigo.

Foi uma porrada seca cujo som acabou abafado pela Nação de famintos por justiça.

Uma tunda em apenas um único, singelo, mas contundente ato.

Não precisava mais que isso para colocá-los novamente no rumo direto de volta de onde deveriam ter saído com honradez.

Há décadas, desde o fatídico e vergonhoso 1996 que o Profeta deixou gravado em pedra:

“Enquanto não pagarem os pecados de outrora os triunfos serão pequenos como sua própria história.”

Há que se lembrar que a possível queda que ora se anuncia, se acontecer, não os desobrigará das anteriores supra citadas. São dívidas distintas a serem pagas uma a uma sem anistia, pois honra se conquista não se ganha.

Saudações.