10 novembro, 2013

FALTOU POUCO PARA A TRIFETA


Mulambada,

Era pra ser um joguim muquirana para ocupar o tempo entre a saída da praia e o início da noite.

Nada que merecesse maior atenção de qualquer Mulambo de bom gosto. Nosso objetivo de 2013 já está bem encaminhado. Claro que temos o furacão pela frente, mas se não fossem eles, seriam outros. Vida que segue.

Era o quarto jogo contra as periquitas do centrão do país e cá pra nós, três jogos seguidos contra elas não há paciência que aguente.

Até então, nesse 2013, foram um empate de 1x1 na 14ª rodada do Brasileirão e as duas vitórias na Copa do Brasil. Histórico mais que revelador do que iria acontecer nesses últimos 90 minutos mais acréscimos contra as periquitas esse ano. Salvo houvesse alguma pegadinha para animar a festa.

E por conta do escrito nos parágrafos acima, o Escrete “C” de Jayme adentrou as quatro linhas reforçado de 6 titulares do Escrete “B”.

Explicando Escrete “C”; é porque o time titular desse ano pode até estar dando conta do recado, mas está bem longe de ser o time “A” do Flamengo. Ok?

Eu que não tinha nada para fazer resolvi dar uma espiada. Sentei à mesa do bar, pedi um chope e o jogo começou.

A possibilidade de que o resultado pudesse ajudar à cachorrada a consolidar sua vaga na Sulamericana de 2014 era tentadora, mas o Mulambo, que é Mulambo mesmo, não quer perder nem par ou ímpar. Além de que, os caras não precisam de ajuda, eles já se enrolam sozinhos. Todo ano é a mesma coisa.

Para minha grata surpresa, após alguns minutos de escasso futebol nosso time resolveu fazer a redonda rolar onde ela mais gosta, no chão. Com a melhora no tratamento, ela começou a rolar de pé em pé como muito pouco vimos esse ano.

Não havia destaque, a coletividade imperava em campo e os passes, mesmo que simples, eram trocados com poucos erros. Estávamos bem no jogo, com maior posse de bola e perspectivas claras de vitória; mesmo com a nulidade que a presença de Gabriel impõe ao time. Só mudou o nome, pois sabemos que jogar com um a menos não é novidade nem nas mesas de carteado da concentração.

#Quem tem Carlos Eduardo em campo joga com dez.

E foi com dez que Hernane (já está ficando chato pro Moreno e para quem o trouxe) o Brocador Justiceiro abriu o placar, ampliando sua artilharia.

Aqui cabe um conselho:

“Hernane, pare com essa viadagem de chuteiras de cores diferentes. Isso não é coisa de quem é Flamengo, tá mais para o pessoal de ... bem você sabe de onde.”

Com a expulsão de um jogador deles passamos a ver um jogo mais parelho. Com dez contra dez o campo aumenta e com ele os espaços livres.

E, naquela que seria sua terceira mal sucedida investida ganharam uma falta e nos moldes do seu gol na partida anterior empataram o jogo.

Tremenda injustiça! Mas o futebol é assim mesmo, o que vale 3 pontos é a redonda morrer no filó, o resto, é conversinha de perdedor.

Não fizemos a Trifeta, mas chegamos aos 45 pontos que, contrariando os nobres matemáticos, já me parecem suficientes para podermos nos concentrar 100% em nosso maior objetivo de 2013. Afinal, temos os vices e os flores lutando bravamente para voltar a sua realidade, isso deve ser suficiente para nos tranquilizar.

E como temos alguns dias para iniciar o Planejamento de 2014, faço aqui uma sugestão. Que a diretoria, renove com o Jayme e com a concordância deste, à exemplo da CBF em 1994 e agora, contrate o Andrade para um Biunvirato vencedor.

Enquanto você lê isso, mais um gol do Brocador!

Saudações.


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