Mulambada,
Era pra ser um joguim muquirana
para ocupar o tempo entre a saída da praia e o início da noite.
Nada que merecesse maior atenção de qualquer Mulambo de bom gosto. Nosso objetivo de 2013 já está
bem encaminhado. Claro que temos o furacão pela frente, mas se não fossem eles,
seriam outros. Vida que segue.
Era o quarto jogo contra as
periquitas do centrão do país e cá pra nós, três jogos seguidos contra elas não
há paciência que aguente.
Até então, nesse 2013, foram um
empate de 1x1 na 14ª rodada do Brasileirão e as duas vitórias na Copa do
Brasil. Histórico mais que revelador do que iria acontecer nesses últimos 90
minutos mais acréscimos contra as periquitas esse ano. Salvo houvesse alguma
pegadinha para animar a festa.
E por conta do escrito nos
parágrafos acima, o Escrete “C” de Jayme adentrou as quatro linhas reforçado de
6 titulares do Escrete “B”.
Explicando Escrete “C”; é porque
o time titular desse ano pode até estar dando conta do recado, mas está bem longe
de ser o time “A” do Flamengo. Ok?
Eu que não tinha nada para fazer
resolvi dar uma espiada. Sentei à mesa do bar, pedi um chope e o jogo começou.
A possibilidade de que o
resultado pudesse ajudar à cachorrada a consolidar sua vaga na Sulamericana de
2014 era tentadora, mas o Mulambo, que é Mulambo mesmo, não quer perder nem
par ou ímpar. Além de que, os caras não precisam de ajuda, eles já se enrolam
sozinhos. Todo ano é a mesma coisa.
Para minha grata surpresa, após
alguns minutos de escasso futebol nosso time resolveu fazer a redonda rolar onde
ela mais gosta, no chão. Com a melhora no tratamento, ela começou a rolar de pé
em pé como muito pouco vimos esse ano.
Não havia destaque, a
coletividade imperava em campo e os passes, mesmo que simples, eram trocados
com poucos erros. Estávamos bem no jogo, com maior posse de bola e perspectivas
claras de vitória; mesmo com a nulidade que a presença de Gabriel impõe ao
time. Só mudou o nome, pois sabemos que jogar com um a menos não é novidade nem
nas mesas de carteado da concentração.
#Quem tem Carlos Eduardo em campo
joga com dez.
E foi com dez que Hernane (já
está ficando chato pro Moreno e para quem o trouxe) o Brocador Justiceiro abriu
o placar, ampliando sua artilharia.
Aqui cabe um conselho:
“Hernane, pare com essa viadagem de
chuteiras de cores diferentes. Isso não é coisa de quem é Flamengo, tá mais para o pessoal de ...
bem você sabe de onde.”
Com a expulsão de um jogador deles
passamos a ver um jogo mais parelho. Com dez contra dez o campo aumenta e com
ele os espaços livres.
E, naquela que seria sua terceira
mal sucedida investida ganharam uma falta e nos moldes do seu gol na partida
anterior empataram o jogo.
Tremenda injustiça! Mas o futebol
é assim mesmo, o que vale 3 pontos é a redonda morrer no filó, o resto, é
conversinha de perdedor.
Não fizemos a Trifeta, mas
chegamos aos 45 pontos que, contrariando os nobres matemáticos, já me parecem suficientes
para podermos nos concentrar 100% em nosso maior objetivo de 2013. Afinal,
temos os vices e os flores lutando bravamente para voltar a sua realidade, isso
deve ser suficiente para nos tranquilizar.
E como temos alguns dias para
iniciar o Planejamento de 2014, faço aqui uma sugestão. Que a diretoria, renove
com o Jayme e com a concordância deste, à exemplo da CBF em 1994 e agora, contrate
o Andrade para um Biunvirato vencedor.
Saudações.

Nenhum comentário:
Postar um comentário