21 novembro, 2013

QUE MEDA...


Mulambada,

Havia no ar uma atmosfera de temor devido ao desempenho do adversário nas duas frentes de batalha.

A imprensa “especializada” passou quase 10 dias, desde a semifinal contra os gayanos, bostejando que o Atlético era melhor, que eles iam acabar com o jogo, que o Flamengo não ganhava deles à não sei quantos jogos, que nossos “craques” iam tremer diante da fanática torcida dos caras, que o acanhado estádio da cidade ia virar um caldeirão, blá, blá, blá!

Nas ruas da Cidade Maravilhosa, viceinos, flores e a cachorrada sem vergonha se uniam no inócuo e inofensivo ato de torcer contra, sua única esperança de alegria no ano.

No canal “campeão” e diversos programas esportivos, davam como certa a vitória dos alemão tecendo palavras que sutilmente elegiam o Urubu como a vítima a ser abatida, como um peru em véspera de Natal.

O locutor da TV, possível membro dos mais importantes da Arco-íris invejosa e mal vestida, passou quase todos os 90 minutos azarando o Maior de Todos na pessoa de seu recém operado goleiro.

Nada de anormal. É assim que a corja se comporta diante das proezas do Mengão. Não são humildes em reconhecer que o Flamengo é diferente de tudo e de todos.

Mesmo depois de presenciar magníficos renascimentos de nossos times considerados mortos em direção ao triunfo final esses peles não aprendem.

Aqui mermão, tudo é perrengado. Nem nos áureos tempos em que nosso time era o melhor do mundo tínhamos molezinha.

Ser campeão com rodadas de antecedência, como melhor time é fácil, quero ver fazer como o Mais Querido faz. Juntar meia dúzia de pés-rapados, sair lá do lugar onde ninguém acredita em você, nem mesmo muitos de seus torcedores, para, ao final do certame, brilhar com a taça na mão.

Aí sim Mulambada, é coisa de homi.

E foi assim lá na chuvosa terra do café.          

Chegamos humildes.

Mais uma vez éramos a zebra. Já a fomos contra o Cuzeiro, Bostafogo, Gayás e estávamos sendo contra o Patético.

Adentramos ao gramado repetindo a escalação do último jogo sério que jogamos.

Os caras cantavam, faziam coreografias e os “analistas” de plantão admirados com tanta “beleza” e barulho.

Enquanto isso nossos “craques” se aqueciam em campo a fim de se ambientar. Tudo certinho. Tudo muito bem planejado.

Iniciado o jogo a esperada pressão de 15 minutos durou apenas 2 e a partir daí dominamos a zaga, o meio de campo, o ataque, em resumo, dominamos aporratoda.

Estávamos em casa, mesmo com o barulho que faziam.

Mesmo compenetrados, errávamos alguns passes o que permitia aos “de casa” alguma esperança. Uma falha de Léo Morto resultou em lateral que resultou em um apagão da zaga e os caras fizeram o deles. Eram perto dos 17 minutos de pelada.

Mais 10 minutos e o campo em péssimo estado começou a jogar por eles e dois de nossa defesa foram pro chuveiro mais cedo. Não fizeram falta.

Nesse ínterim, a torcidinha deles festejava. Mas Amaral Pitbull que não foi a campo apenas para desarmar, arregaçou os caras em uma pancada de 108 km por hora.

O empate que calou o estádio apagando o fogo que aquecia o caldeirão e a partir daí só deu a minúscula porção da Nação que pôde estar presente.

Não era um barulho ensurdecedor, mas a Mulambada estava mais em casa e feliz do que Urubu no lixo.

Os experts, mais uma vez quebraram a cara, pois o Mengão deitou e rolou. Foi superior na posse de bola, em chutes à gol e gols perdidos. Não seria injusto se saíssemos com a vitória.

Empate com gosto de derrota sim senhor! Mas vale o empate aqui no Maraca e deu para mostrar, mais uma vez, que quando é a vera quem bota medo é o Mengão.

Saudações.



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