Mulambada,
Havia no ar uma atmosfera de
temor devido ao desempenho do adversário nas duas frentes de batalha.
A imprensa “especializada” passou
quase 10 dias, desde a semifinal contra os gayanos, bostejando que o Atlético
era melhor, que eles iam acabar com o jogo, que o Flamengo não ganhava deles à
não sei quantos jogos, que nossos “craques” iam tremer diante da fanática
torcida dos caras, que o acanhado estádio da cidade ia virar um caldeirão, blá,
blá, blá!
Nas ruas da Cidade Maravilhosa,
viceinos, flores e a cachorrada sem vergonha se uniam no inócuo e inofensivo
ato de torcer contra, sua única esperança de alegria no ano.
No canal “campeão” e diversos
programas esportivos, davam como certa a vitória dos alemão tecendo palavras
que sutilmente elegiam o Urubu como a vítima a ser abatida, como um peru em
véspera de Natal.
O locutor da TV, possível membro
dos mais importantes da Arco-íris invejosa e mal vestida, passou quase todos os
90 minutos azarando o Maior de Todos na pessoa de seu recém operado
goleiro.
Nada de anormal. É assim que a
corja se comporta diante das proezas do Mengão. Não são humildes em reconhecer que o Flamengo
é diferente de tudo e de todos.
Mesmo depois de presenciar
magníficos renascimentos de nossos times considerados mortos em direção ao
triunfo final esses peles não aprendem.
Aqui mermão, tudo é
perrengado. Nem nos áureos tempos em que nosso time era o melhor do mundo
tínhamos molezinha.
Ser campeão com rodadas de
antecedência, como melhor time é fácil, quero ver fazer como o Mais Querido
faz. Juntar meia dúzia de pés-rapados, sair lá do lugar onde ninguém acredita
em você, nem mesmo muitos de seus torcedores, para, ao final do certame,
brilhar com a taça na mão.
Aí sim Mulambada, é coisa de homi.
E foi assim lá na chuvosa terra
do café.
Chegamos humildes.
Mais uma vez éramos a zebra. Já a
fomos contra o Cuzeiro, Bostafogo, Gayás e estávamos sendo contra o Patético.
Adentramos ao gramado repetindo a
escalação do último jogo sério que jogamos.
Os caras cantavam, faziam
coreografias e os “analistas” de plantão admirados com tanta “beleza” e
barulho.
Enquanto isso nossos “craques” se
aqueciam em campo a fim de se ambientar. Tudo certinho. Tudo muito bem planejado.
Iniciado o jogo a esperada pressão
de 15 minutos durou apenas 2 e a partir daí dominamos a zaga, o meio de campo,
o ataque, em resumo, dominamos aporratoda.
Estávamos em casa, mesmo com o
barulho que faziam.
Mesmo compenetrados, errávamos
alguns passes o que permitia aos “de casa” alguma esperança. Uma falha de Léo Morto resultou em lateral que resultou em um apagão da zaga e os caras fizeram
o deles. Eram perto dos 17 minutos de pelada.
Mais 10 minutos e o campo em
péssimo estado começou a jogar por eles e dois de nossa defesa foram pro
chuveiro mais cedo. Não fizeram falta.
Nesse ínterim, a torcidinha deles
festejava. Mas Amaral Pitbull que não foi a campo apenas para desarmar, arregaçou
os caras em uma pancada de 108 km por hora.
O empate que calou o estádio
apagando o fogo que aquecia o caldeirão e a partir daí só deu a minúscula
porção da Nação
que pôde estar presente.
Não era um barulho ensurdecedor,
mas a Mulambada
estava mais em casa e feliz do que Urubu no lixo.
Os experts, mais uma vez quebraram
a cara, pois o Mengão
deitou e rolou. Foi superior na posse de bola, em chutes à gol e gols perdidos.
Não seria injusto se saíssemos com a vitória.
Empate com gosto de derrota sim
senhor! Mas vale o empate aqui no Maraca e deu para mostrar, mais uma vez, que
quando é a vera quem bota medo é o Mengão.
Saudações.

Nenhum comentário:
Postar um comentário