04 novembro, 2013

A IRA DOS HONESTOS


Mulambada,

Joguim feio e de importância equivalente a um zero à esquerda. Esse Fla x flores não significava nada para nossas aspirações este ano já que se perdêssemos nada iria mudar, já estávamos virtualmente fora da zona dos impuros desde 15 de novembro de 1895 e ainda mais desde 1912 quando um grupo de jogadores de futebol caiu na real e viu que lugar de ômi era vestindo o Manto.

Nossa meta, há pouco mais de um mês, é a copa do Brasil. Matematicamente é possível não sermos campeões, mas a História é rica em fatos que quase sempre mostram o Maior de Todos como o detentor do título em que não era favorito.

O popular:

“Deixou chegar, fudeu!”

À corroborar com essa máxima, a decisão acertada de nosso atual Comandante em poupar meio time para a pelada que  vale meia mariola no meio da semana.

Não é novidade que o Flamengo do Brasileiro é infinitamente inferior ao que desfila Sangue e Suor na Copa do Brasil e que este segundo se sustenta apenas em Raça, Amor, Paixão e obediência tática. Portanto, para os infiéis pode ter soado uma temeridade entrar em campo sem CINCO titulares. Mas contra os flores, não é necessário mais que isso. É certo que em alguns raros momentos de nossa História elas tiveram seus momentos, mas nada de significante e não seria agora que elas, novamente as voltas com a zona dos impuros, iam aprontar alguma.

Não se pode esperar muito de quem já andou chafurdando nas divisões inferiores e que se envergonha de seu quinto título Nacional obtido em 1999.

O que dizer de uma agremiação que obteve a alcunha de “Time de Gayrreiros” no que poderia ser mais uma página desonrosa em sua longa, porém, pobre história?

Hoje, momento histórico em que o país e a minoria esclarecida do povo luta nas ruas por justiça e grandes mudanças; não cabe mais deixar passar em branco atos vergonhosos como a famosa virada de mesa de 1996 nem o súbito e inacreditável retorno da mesma agremiação à primeira divisão em 2000.

Por essas e outras mais do que conhecidas falcatruas o Florminense é hoje o patinho feio do país e se iguala àqueles que estão sendo combatidos pela pesada mão da sociedade carente de ordem, honestidade e correção.

Se no mundo do futebol a bola pune, no mundo dos Homens a justiça falha, mas não tarda e assim sendo, mais cedo ou mais tarde essas chagas serão tratadas pelas mãos poderosas dos honestos.

E engajado nesta luta, alinhado com o Bem e acima do mal, o Flamengo, sempre que possível faz a sua parte. E como em vários outros, este domingo foi um desses dias.

Mesmo em bazofiada inferioridade técnica, mesmo carente de seus melhores lutadores o Mais Querido se portou como se a própria justiça humana que desfila pelas avenidas das cidades. Passou a maior parte do jogo deixando-as pensar que havia possibilidade em obter triunfo.

Elas passaram boa parte do tempo próximos do que as pudesse salvar das profundezas desprovidas de luz. Não foram raros os momentos em eram flertadas pela esperança. Era possível ver em seus semblantes e no fundo de seus olhos a luz cinza a ludibria-los sem dó.

Assim foi por longos 90 minutos e acréscimos quando no derradeiro minuto veio o castigo.

Nos pés de Hernane, mais uma vez ele, o justiceiro, foi enviado para com apenas um movimento certeiro aplicar o merecido castigo.

Foi uma porrada seca cujo som acabou abafado pela Nação de famintos por justiça.

Uma tunda em apenas um único, singelo, mas contundente ato.

Não precisava mais que isso para colocá-los novamente no rumo direto de volta de onde deveriam ter saído com honradez.

Há décadas, desde o fatídico e vergonhoso 1996 que o Profeta deixou gravado em pedra:

“Enquanto não pagarem os pecados de outrora os triunfos serão pequenos como sua própria história.”

Há que se lembrar que a possível queda que ora se anuncia, se acontecer, não os desobrigará das anteriores supra citadas. São dívidas distintas a serem pagas uma a uma sem anistia, pois honra se conquista não se ganha.

Saudações.



Nenhum comentário:

Postar um comentário