Mulambada,
Joguim feio e de importância
equivalente a um zero à esquerda. Esse Fla x flores não significava nada para
nossas aspirações este ano já que se perdêssemos nada iria mudar, já estávamos
virtualmente fora da zona dos impuros desde 15 de novembro de 1895 e ainda mais
desde 1912 quando um grupo de jogadores de futebol caiu na real e viu que lugar
de ômi era vestindo o Manto.
Nossa meta, há pouco mais de um
mês, é a copa do Brasil. Matematicamente é possível não sermos campeões, mas a
História é rica em fatos que quase sempre mostram o Maior de Todos como o detentor do
título em que não era favorito.
O popular:
“Deixou chegar, fudeu!”
À corroborar com essa máxima, a
decisão acertada de nosso atual Comandante em poupar meio time para a pelada
que vale meia mariola no meio da semana.
Não é novidade que o Flamengo
do Brasileiro é infinitamente inferior ao que desfila Sangue e Suor na Copa do
Brasil e que este segundo se sustenta apenas em Raça, Amor, Paixão e obediência
tática. Portanto, para os infiéis pode ter soado uma temeridade entrar em campo
sem CINCO titulares. Mas contra os flores, não é necessário mais que isso. É
certo que em alguns raros momentos de nossa História elas tiveram seus
momentos, mas nada de significante e não seria agora que elas, novamente as voltas com a
zona dos impuros, iam aprontar alguma.
Não se pode esperar muito de quem
já andou chafurdando nas divisões inferiores e que se envergonha de seu quinto
título Nacional obtido em 1999.
O que dizer de uma agremiação que
obteve a alcunha de “Time de Gayrreiros” no que poderia ser mais uma página
desonrosa em sua longa, porém, pobre história?
Hoje, momento histórico em que o
país e a minoria esclarecida do povo luta nas ruas por justiça e grandes
mudanças; não cabe mais deixar passar em branco atos vergonhosos como a famosa
virada de mesa de 1996 nem o súbito e inacreditável retorno da mesma agremiação
à primeira divisão em 2000.
Por essas e outras mais do que
conhecidas falcatruas o Florminense é hoje o patinho feio do país e se iguala
àqueles que estão sendo combatidos pela pesada mão da sociedade carente de
ordem, honestidade e correção.
Se no mundo do futebol a bola
pune, no mundo dos Homens a justiça falha, mas não tarda e assim sendo, mais
cedo ou mais tarde essas chagas serão tratadas pelas mãos poderosas dos
honestos.
E engajado nesta luta, alinhado
com o Bem e acima do mal, o Flamengo, sempre que possível faz a sua parte. E
como em vários outros, este domingo foi um desses dias.
Mesmo em bazofiada inferioridade técnica,
mesmo carente de seus melhores lutadores o Mais Querido se portou como se a própria justiça
humana que desfila pelas avenidas das cidades. Passou a maior parte do jogo
deixando-as pensar que havia possibilidade em obter triunfo.
Elas passaram boa parte do tempo
próximos do que as pudesse salvar das profundezas desprovidas de luz. Não foram
raros os momentos em eram flertadas pela esperança. Era possível ver em seus
semblantes e no fundo de seus olhos a luz cinza a ludibria-los sem dó.
Assim foi por longos 90 minutos e
acréscimos quando no derradeiro minuto veio o castigo.
Nos pés de Hernane, mais uma vez
ele, o justiceiro, foi enviado para com apenas um movimento certeiro aplicar o
merecido castigo.
Foi uma porrada seca cujo som acabou
abafado pela Nação
de famintos por justiça.
Uma tunda em apenas um único, singelo,
mas contundente ato.
Não precisava mais que isso para
colocá-los novamente no rumo direto de volta de onde deveriam ter saído com
honradez.
Há décadas, desde o fatídico e
vergonhoso 1996 que o Profeta deixou gravado em pedra:
“Enquanto não pagarem os pecados de
outrora os triunfos serão pequenos como sua própria história.”
Há que se lembrar que a possível
queda que ora se anuncia, se acontecer, não os desobrigará das anteriores supra
citadas. São dívidas distintas a serem pagas uma a uma sem anistia, pois honra
se conquista não se ganha.
Saudações.

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