Mulambada,
Em sua eterna Via Crucis de fazer
calar os entendidos nas artimanhas do popular e violento esporte inventado e
mal jogado pelos bretões, o Flamengo venceu mais uma.
E bem.
Tão certo como é incaível desde
15 de novembro de 1895, que o Maior de Todos é tido pelos pseudos entendidos
como um time escasso de recursos desde essa data; a excetuar-se apenas a década
de 80 quando abiscoitou suas maiores dentre suas inúmeras e inegáveis
conquistas.
Esquecem-se esses pulhas que
glórias não são obtidas apenas com recursos estruturais, técnicos e milhões
investidos. Se assim o fosse, os Vices, o pessoal da carrocinha ou os de
LaranGayras seriam os hegemônicos estaduais, mas a história mostra exatamente
que não é bem assim que a banda toca no terreiro carioca e que no terreiro
nacional, poucos têm que suar muito para tentar se igualar ao Urubu.
Há fatores tão ou mais importantes
a se considerar na busca e obtenção de êxito. Principalmente no que tange ao Mais Querido.
Detentor de OITO incontestes
títulos nacionais, diga-se de passagem, todos obtidos no campo e seguindo as
regras, o Flamengo
é e sempre será o inimigo número um a ser batido. É ele que os desprovidos de
noção, avidamente desejam ver subjugado afogando na lama dos impuros.
Não há outro que desperte nessa
corja ira tão elevada.
Nesta Copa do Brasil os “sábios”
já nos eliminaram contra a raposa graciosa, contra a cachorra que ladra, mas
não morde e ontem foi mais um dia de provação.
Os sabichões de plantão diziam
que ia ser difícil passar pela peiriquita assanhada do centro-oeste brasileiro.
Mesmo depois de o Urubu tomar conta do terreiro lá no centrão do
país eles ainda desconfiavam e insistiam (torciam) em uma possibilidade de derrota.
A parte minúscula da Nação
que se fez presente no Maraca teve momentos de êxtase durante os mais de 90
minutos de pelada.
A rapaziada vestiu e honrou o Manto
como gente grande e nem mesmo a cagada aos 4 minutos de jogo os fez mudar a
atitude.
A zaga segura como há poucos
jogos sofreu alguns percalços, mas nada que pudesse abalar a solidez armada por
Jayme de Almeida. Destaque para a que já está se tornando constante, segurança
de Walace, que se continuar neste crescente será nosso próximo Xerife.
O meio de campo, harmonioso sem muitas
firulas, devido a sua escassa técnica, manteve o ritmo sob os acordes que vêm
sendo tocados nas apresentações pelos gramados do país; mesmo com Carlos
Eduardo em campo. Destaque para Elias que voltou ao normal após passar por
momentos particulares difíceis. Fez um belíssimo gol com uma pancada absurda que
deixou imóvel o golerim das periquitas.
E o ataque? ora! O que dizer de
um ataque que tem o artilheiro estadual, o da competição o do estádio e sei lá
mais o que?
Hernane tem sido um capítulo à
parte dessa História já vitoriosa independente do seu final. Humilde, conciliador,
lutador e o mais puro exemplo de como honrar o Manto Sagrado.
Precisa dizer mais o que?
O resto, desde as bicudas para fora,
às para as redes dos inimigos, passando pela caneta dada no jogo anterior e o
toque de classe no gol de ontem, são apenas consequência de sua tranquilidade
em poder arriscar dada pelo excelente e merecido momento que vive.
Já é preciso fazer
dois gols para um ser considerado. Esse é o preço a se pagar pela inveja dos ignorantes.
VIDA LONGA AO BROCADOR!
O Flamengo deste 2013 é fantástico.
Com sua tradicional humildade trilhou, ladeado apenas por poucos membros de sua
enorme Nação,
caminhos tortuosos e esburacados no primeiro semestre. Suportou as críticas dos
quatro cantos do país pela mídia “entendida”. Sustentou a inveja da Arco-Íris
mal vestida e após longo e tenebroso inverno ressurgiu, como faz quase sempre,
com o brilho da vitória reluzindo ao seu redor. Brilho este oriundo da Raça, do
Amor e
da Paixão
que o eleva e leva para os braços da glória; mesmo que o título, por algum capricho
Divino, não venha.
O Flamengo deste 2013 é magnânimo.
Após aprender com seus muitos erros e poucos acertos, repassa aos infiéis
sabichões toda sabedoria adquirida neste período negro. Mostra que mesmo não
sendo o melhor pode-se ser o Maior. E como Maior de Todos faz sucumbir um a um seus “rivais” no
campo de jogo, sem dó nem piedade.
Como o Senhor severo ele chicoteia
àqueles que não querem admitir sua superioridade, não querem admitir que esta
não vem apenas de objetos empoeirados expostos nas prateleiras e sim da grandeza
de sua História que relata não só suas glórias, mas também seus percalços.
Será
preciso que mares e rios corram, chuvas caiam, ventos soprem, raios brilhem e
trovões ecoem para que os impuros entendam o que é Flamengo.
Que venha o furacão. Iremos
transformá-los em suspiro, o suspiro dos derrotados.
Que tenham elegância na derrota.
Saudações.

SHOW.
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