07 novembro, 2013

FALTAM DUAS ...


Mulambada,

Em sua eterna Via Crucis de fazer calar os entendidos nas artimanhas do popular e violento esporte inventado e mal jogado pelos bretões, o Flamengo venceu mais uma.

E bem.

Tão certo como é incaível desde 15 de novembro de 1895, que o Maior de Todos é tido pelos pseudos entendidos como um time escasso de recursos desde essa data; a excetuar-se apenas a década de 80 quando abiscoitou suas maiores dentre suas inúmeras e inegáveis conquistas.

Esquecem-se esses pulhas que glórias não são obtidas apenas com recursos estruturais, técnicos e milhões investidos. Se assim o fosse, os Vices, o pessoal da carrocinha ou os de LaranGayras seriam os hegemônicos estaduais, mas a história mostra exatamente que não é bem assim que a banda toca no terreiro carioca e que no terreiro nacional, poucos têm que suar muito para tentar se igualar ao Urubu.

Há fatores tão ou mais importantes a se considerar na busca e obtenção de êxito. Principalmente no que tange ao Mais Querido.

Detentor de OITO incontestes títulos nacionais, diga-se de passagem, todos obtidos no campo e seguindo as regras, o Flamengo é e sempre será o inimigo número um a ser batido. É ele que os desprovidos de noção, avidamente desejam ver subjugado afogando na lama dos impuros.

Não há outro que desperte nessa corja ira tão elevada.

Nesta Copa do Brasil os “sábios” já nos eliminaram contra a raposa graciosa, contra a cachorra que ladra, mas não morde e ontem foi mais um dia de provação.

Os sabichões de plantão diziam que ia ser difícil passar pela peiriquita assanhada do centro-oeste brasileiro. Mesmo depois de o Urubu tomar conta do terreiro lá no centrão do país eles ainda desconfiavam e insistiam (torciam) em uma possibilidade de derrota.

A parte minúscula da Nação que se fez presente no Maraca teve momentos de êxtase durante os mais de 90 minutos de pelada.

A rapaziada vestiu e honrou o Manto como gente grande e nem mesmo a cagada aos 4 minutos de jogo os fez mudar a atitude.

A zaga segura como há poucos jogos sofreu alguns percalços, mas nada que pudesse abalar a solidez armada por Jayme de Almeida. Destaque para a que já está se tornando constante, segurança de Walace, que se continuar neste crescente será nosso próximo Xerife.

O meio de campo, harmonioso sem muitas firulas, devido a sua escassa técnica, manteve o ritmo sob os acordes que vêm sendo tocados nas apresentações pelos gramados do país; mesmo com Carlos Eduardo em campo. Destaque para Elias que voltou ao normal após passar por momentos particulares difíceis. Fez um belíssimo gol com uma pancada absurda que deixou imóvel o golerim das periquitas.

E o ataque? ora! O que dizer de um ataque que tem o artilheiro estadual, o da competição o do estádio e sei lá mais o que?

Hernane tem sido um capítulo à parte dessa História já vitoriosa independente do seu final. Humilde, conciliador, lutador e o mais puro exemplo de como honrar o Manto Sagrado.

Precisa dizer mais o que?

O resto, desde as bicudas para fora, às para as redes dos inimigos, passando pela caneta dada no jogo anterior e o toque de classe no gol de ontem, são apenas consequência de sua tranquilidade em poder arriscar dada pelo excelente e merecido momento que vive.

Já é preciso fazer dois gols para um ser considerado. Esse é o preço a se pagar pela inveja dos ignorantes.

VIDA LONGA AO BROCADOR!

O Flamengo deste 2013 é fantástico. Com sua tradicional humildade trilhou, ladeado apenas por poucos membros de sua enorme Nação, caminhos tortuosos e esburacados no primeiro semestre. Suportou as críticas dos quatro cantos do país pela mídia “entendida”. Sustentou a inveja da Arco-Íris mal vestida e após longo e tenebroso inverno ressurgiu, como faz quase sempre, com o brilho da vitória reluzindo ao seu redor. Brilho este oriundo da Raça, do Amor e da Paixão que o eleva e leva para os braços da glória; mesmo que o título, por algum capricho Divino, não venha.

O Flamengo deste 2013 é magnânimo. Após aprender com seus muitos erros e poucos acertos, repassa aos infiéis sabichões toda sabedoria adquirida neste período negro. Mostra que mesmo não sendo o melhor pode-se ser o Maior. E como Maior de Todos faz sucumbir um a um seus “rivais” no campo de jogo, sem dó nem piedade.

Como o Senhor severo ele chicoteia àqueles que não querem admitir sua superioridade, não querem admitir que esta não vem apenas de objetos empoeirados expostos nas prateleiras e sim da grandeza de sua História que relata não só suas glórias, mas também seus percalços.

Será preciso que mares e rios corram, chuvas caiam, ventos soprem, raios brilhem e trovões ecoem para que os impuros entendam o que é Flamengo.

Que venha o furacão. Iremos transformá-los em suspiro, o suspiro dos derrotados.

Que tenham elegância na derrota.

Saudações.


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