31 outubro, 2013

DÚVIDA?


Mulambada,

Já foi difícil afirmar, mas depois de ontem não resta dúvida que em 2013 estamos lidando com 2 Flamengos.

Um é molóide, sem vergonha, que se omite e caminha aos trancos e barrancos pelas trilhas tortuosas do Campeonato Brasileiro. Um bando desorganizado, mais atordoado que bêbado em fim de festa.

É o Flamengo que ninguém quer ver, mas que alimenta e mantem viva a Arco-Íris invejosa e mal vestida.

Sua claudicância é o Único alento dos pequenos e pseudos rivais que lutam desesperadamente para não cair, MAIS UMA VEZ, para a zona dos impuros.

O outro esteve em campo ontem. Por apenas 70 minutos é verdade, mas esteve.

Com minúscula parte da Nação que foi autorizada entrar no bonito Serra Dourada, Jayme, que inexplicavelmente desconsidera a prata da casa, pôs em campo o que há de melhor no Mais Querido hoje em dia. O esquema foi o mesmo de quarta passada contra a cachorrada pulguenta e como àquele, deu o resultado esperado.

Como escrevi no texto de ontem, não foi tão fácil quanto, afinal ainda há no mundo uns poucos que apesar do temor, conseguem se manter em pé diante do Manto.

No começo, por estarem em casa, na frente de seus parentes, eles até que botaram pressão. Nada que a excelente atuação de nossa zaga, outrora anfibológica, não pudesse resolver.

Se cornetar é permitido, elogiar, mesmo sendo redundante, é necessário, portanto, obrigação.

Todo o time jogou bem, não tão bem como na 4ª passada, mas foram muito bem durante quase todo o primeiro tempo e o final do segundo.

Paulinho, mais uma vez, o nome do jogo, dessa vez flanqueado por Wallace, um monstro em campo e Chicão que esteve muito bem.

O primeiro gol foi uma pintura à 4 pés de André Soneca Santos e o probo Paulinho que finalizou com um toque magistral sob o goleiro após driblar o zagueiro.

Pode se dizer que só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol.

O deles teve origem em uma cagada de Elias que tem crédito, mas não pode vacilar mais desse jeito. Afinal, aqui é Flamengo, porra!

Nosso segundo saiu em mais uma muito bem batida falta de Chicão, depois de jogada do, pasmem, Carlos Eduardo. Ele lançou Hernane que sofreu o pênalti no jogo de 4ª passada, lembram?

No segundo tempo éramos outro time o que fez testar nossos cascudos corações.

Foi um inusitado exercício de ataque contra defesa onde nosso ataque perdia quase todas as bolas lá na frente testando nossa defesa deixando-a a mercê dos contra ataques dos caras que por pura incompetência não souberam o que fazer.

As poucas que iam em direção ao gol deixavam Paulo Victor ligado. Arrisco dizer que a única diferença entre nossos goleiros é a cor da pele.

Mesmo em minoria, tomamos o Serra Dourada de assalto e o Urubu triturou o Papagaio que deve estar até agora procurando a periquita.

Voltamos para casa com um excelente resultado no bolso e com o pé direito na final. Vai ser preciso fazer muita merda para perder essa vaga.

É certo que na Copa do Brasil tá tudo redondinho e em casa.

O Urubu deitou e rolou em campo enquanto o gordinho de lá deitou e rolou à noite toda na cama tentando dormir.

A única dúvida que resta sanar é se Carlos Eduardo, mesmo tecnicamente fraco e necessitando urgentemente de uma transfusão de sangue faz falta na organização tática do time.

Eu, que nada manjo dessa coisa que hoje chamam de futebol, acho que sim. Está claro para mim que o Flamengo é outro com o eterno promissor Cadu.

Baseado nisso, sugiro uma trégua. Com isso deixamos o cara jogar tranquilo dando-lhe MAIS UMA (putz!) oportunidade de justificar a imensa fortuna investida em seus pés. Afinal, não há outra opção já que os que podem melhorar a situação são preteridos sabe-se lá o motivo!

Voltemos nossas baterias para o Brasileirão onde pegaremos os flores em situação grave. Fregueses eternos, não deve ser grande problema.

“Vamo que vamo Mengão! Pra cima dos alemão!”

Saudações.


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