Mulambada,
Já foi difícil afirmar, mas
depois de ontem não resta dúvida que em 2013 estamos lidando com 2 Flamengos.
Um é molóide, sem vergonha, que
se omite e caminha aos trancos e barrancos pelas trilhas tortuosas do
Campeonato Brasileiro. Um bando desorganizado, mais atordoado que bêbado em fim
de festa.
É o Flamengo que ninguém quer ver, mas
que alimenta e mantem viva a Arco-Íris invejosa e mal vestida.
Sua claudicância é o Único alento
dos pequenos e pseudos rivais que lutam desesperadamente para não cair, MAIS
UMA VEZ, para a zona dos impuros.
O outro esteve em campo ontem.
Por apenas 70 minutos é verdade, mas esteve.
Com minúscula parte da Nação que
foi autorizada entrar no bonito Serra Dourada, Jayme, que inexplicavelmente
desconsidera a prata da casa, pôs em campo o que há de melhor no Mais Querido
hoje em dia. O esquema foi o mesmo de quarta passada contra a cachorrada pulguenta
e como àquele, deu o resultado esperado.
Como escrevi no texto de ontem, não foi tão
fácil quanto, afinal ainda há no mundo uns poucos que apesar do temor, conseguem
se manter em pé diante do Manto.
No começo, por estarem em casa, na
frente de seus parentes, eles até que botaram pressão. Nada que a excelente
atuação de nossa zaga, outrora anfibológica, não pudesse resolver.
Se cornetar é permitido, elogiar,
mesmo sendo redundante, é necessário, portanto, obrigação.
Todo o time jogou bem, não tão
bem como na 4ª passada, mas foram muito bem durante quase todo o primeiro tempo
e o final do segundo.
Paulinho, mais uma vez, o nome do
jogo, dessa vez flanqueado por Wallace, um monstro em campo e Chicão que esteve
muito bem.
O primeiro gol foi uma pintura à
4 pés de André Soneca Santos e o probo Paulinho que finalizou com um toque
magistral sob o goleiro após driblar o zagueiro.
Pode se dizer que só não entrou
com bola e tudo porque teve humildade em gol.
O deles teve origem em uma cagada
de Elias que tem crédito, mas não pode vacilar mais desse jeito. Afinal, aqui é
Flamengo,
porra!
Nosso segundo saiu em mais uma muito
bem batida falta de Chicão, depois de jogada do, pasmem, Carlos Eduardo. Ele
lançou Hernane que sofreu o pênalti no jogo de 4ª passada, lembram?
No segundo tempo éramos outro
time o que fez testar nossos cascudos corações.
Foi um inusitado exercício de
ataque contra defesa onde nosso ataque perdia quase todas as bolas lá na frente
testando nossa defesa deixando-a a mercê dos contra ataques dos caras que por
pura incompetência não souberam o que fazer.
As poucas que iam em direção ao
gol deixavam Paulo Victor ligado. Arrisco dizer que a única diferença entre nossos
goleiros é a cor da pele.
Mesmo em minoria, tomamos o Serra
Dourada de assalto e o Urubu triturou o Papagaio que deve estar até agora
procurando a periquita.
Voltamos para casa com um
excelente resultado no bolso e com o pé direito na final. Vai ser preciso fazer
muita merda para perder essa vaga.
É certo que na Copa do Brasil tá
tudo redondinho e em casa.
O Urubu deitou e rolou em campo
enquanto o gordinho de lá deitou e rolou à noite toda na cama tentando dormir.
A única dúvida que resta sanar é
se Carlos Eduardo, mesmo tecnicamente fraco e necessitando urgentemente de uma
transfusão de sangue faz falta na organização tática do time.
Eu, que nada manjo dessa coisa
que hoje chamam de futebol, acho que sim. Está claro para mim que o Flamengo é outro
com o eterno promissor Cadu.
Baseado nisso, sugiro uma trégua.
Com isso deixamos o cara jogar tranquilo dando-lhe MAIS UMA (putz!) oportunidade
de justificar a imensa fortuna investida em seus pés. Afinal, não há outra
opção já que os que podem melhorar a situação são preteridos sabe-se lá o
motivo!
Voltemos nossas baterias para o
Brasileirão onde pegaremos os flores em situação grave. Fregueses eternos, não
deve ser grande problema.
“Vamo que vamo Mengão! Pra cima
dos alemão!”
Saudações.

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