09 dezembro, 2013

AS QUESTÕES, OS PRISMAS E A MATEMÁTICA


Mulambada,

Eu escrevi no último texto que só retornaria se o assunto fosse relevante e merecedor do sacrifício de largar meu merecido recesso.

E cá estou!

Não se passaram muitos dias que li nos jornais que o brasileiro gastará no mínimo pouco mais de R$ 5.650,00 para ver os jogos do Brasil na copa E aqui já cabe uma singela questão:

“Onde está a Senhora Secretária de defesa do Consumidor para juntar seus pares Federais, o PROCOM e o Ministério Público para defender os pobres incautos?”

Cadê aqueles que acham que o povo brasileiro, mais precisamente o povão que se sustenta das Bolsas Assistencialistas distribuídas com pouco ou nenhum critério, não deve ser tratado como cachorro?

Pois é meus caríssimos Mulambos e membros da Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida, isso mostra que o interesse desses caras é apenas aparecer. Eles não estão nem aí para o povo e seus anseios, só querem saber de sair nas primeiras páginas dos tabloides de 5ª e depois voltar para seus desfazeres de sempre.

E não há escada mais altiva, mais significativa, que leve tão alto para essa cambada subir do que as largas e impávidas costas do Flamengo, único que vende notícia, seja ela qual for.

Aquele que sustenta a “porratoda” é sempre o assediado por essa turma que só visa aparecer e se mostrar operante escondendo sua verdadeira cara de pau.

Já dizia o poeta:

“Brasil! Mostra a tua cara...”

Os dias se passaram e hoje, após o término da 38ª rodada do Campeonato Brasileiro vemos um cenário à comentar.

Visto por prismas diferentes; o primeiro como carioca defensor da cidade e seus valores, mesmo que esses passem por instituições de pouca relevância no cenário nacional.

É um absurdo hoje, em pleno século 21 termos dois times dos chamados “grandes” confirmados à disputar o Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão.

A desonra se deve a anos de administrações incompetentes e extrativistas onde a última preocupação é com o futuro das instituições.

É uma vergonha para nosso estado e até para nós que somos rivais em campo mesmo superiores nas conquistas e retrospectos, quaisquer que sejam e por isso desde muito imune por DNA contra tais vexames.

A repetição quase que trienal de tais “feitos” faz de nosso estado e mais ainda de nossa linda Cidade Maravilhosa a chacota nacional.

Há muito que o descaso daqueles que geram o esporte carioca proporciona a seus torcedores tais desconfortos e o pior é que mesmo sabendo a origem, os culpados permanecem livres leves e soltos agindo como se nada estivesse acontecendo. É uma sucessão de falcatruas que nos leva cada vez mais fundo do poço da safadeza sem fim.

E aqui cabe outra questão simples e singela:

“Onde estão a Senhora Secretária de defesa do Consumidor, o PROCOM e o Ministério Público para defender os pobres incautos?”

Só piorando o cenário, em época onde os ativistas se esmeram em defender animais em vez de buscar a solução dos problemas da raça humana que se multiplica como ratos sem que haja uma única preocupação em se reduzir esse crescimento com medidas efetivas na causa em vez de ações paliativas que só fazem adiar o caos; cenas de horror invadem nossos lares, oriundas de onde deveria se realizar apenas mais uma partida de futebol.


Mais vexame, mais desonra para a história de nosso estado.

Mas eu não tenho nada a ver com isso. Não sou dirigente, não sou da imprensa, não sou político nem muito menos fiscal de “porranenhuma”.

Sou torcedor e como tal vejo a situação por outro prisma.

Após vários meses sendo sacaneados devido a nossa “deficiência” técnica, deficiência que nos levou ao nosso NONO título nacional, já havíamos chegado ao início do fim do ano esportivo em situação invejada pela maioria da Arco-Íris fétida, invejosa e mal vestida.

Foram meses de sacrifício onde o exercício diário de ser Flamengo era arduamente testado. Exercício que para muitos, estava deveras difícil de exercer. Nossa altivez estava sendo minada a cada segundo que passava nas quartas, quintas, sábados ou domingos em que o Maior de Todos entrava em campo.

A Arco-Íris se juntava como porcos à torcer contra na espera da impossível queda do Mais Querido. Suportamos cada segundo de ironias até porque tínhamos consciência de que os que trajavam o Manto não o respeitavam como deveriam, portanto, não o mereciam e dele nada recebiam.

Foi preciso uma 3ª troca de comando quando foi dito que ninguém nada queria para verem que os verdadeiros culpados eram eles. Mudaram a postura com isso conquistaram a Nação e ela os elevou ao triunfo inesperado.

Somos Tricampeões da Copa do Brasil! Agora somos detentores de 9 títulos nacionais! E não canso de repetir que TODOS foram conquistados dentro de campo, seguindo as regras como deve ser.

Enquanto isso, 2 dos 3 times médios do estado cujos torcedores se juntaram à torcer contra o Maior de Todos em vez de se preocupar com sua precária situação, escorriam vergonhosamente ladeira abaixo rumo ao Reino dos Impuros, mais uma vez.

O que para lá se foi pela 2ª vez tomou uma tunda e literalmente caiu de cinco e seus torcedores ainda são vistos perambulando pelas ruas da cidade desnorteados tamanha vergonha. Como se não bastasse sua coleção de Vices.

Para piorar, seu futuro promete negro diante da possibilidade de retorno de conceitos arcaicos à pouco banidos em uma heroica tentativa de mudança.

O outro, pobre instituição. Desfigurada pela ascendência de uma empresa de plano de saúde, chegou a ter alguns dias de suspeitas glórias, mas seu passado desonrado pela dívida moral há muito adquirida tirava o sono de seus adeptos a cada 24 horas.

Tirava?

Não senhores, esquecem-se os de pouca memória que a dívida é maior do que aquela que declaram os que a cobram.

Até ontem haviam sido três rebaixamentos:

1996 – o primeiro, que em mais uma mamata das muitas que perpetuam sua pequena história, não foi cumprido.

1997 – o segundo, cumprido como se deve, mas com outro final trágico devido ao 3º rebaixamento, desta vez para a 3ª divisão.

1998 – o terceiro, o acima citado para a 3ª divisão de onde saiu sagrando-se Campeão, seu quarto título nacional que por vergonha não consideram. Daí foram catapultados direto para a 1ª divisão deixando de cumprir a 2ª como seria honesto.

Como se vê, dos três rebaixamentos apenas um foi cumprido. Sendo assim, a verdadeira dívida a ser computada é de DOIS rebaixamentos e não apenas UM como dizem os de pouca retentiva.

Piora a situação aqueles que, talvez influenciados pelas últimas falcatruas mensaleiras, dizem que o rebaixamento deste 2013, conquistado ontem, sem dó nem piedade, vale como pagamento da referida dívida.

A matemática lhes foge ao cérebro assim como as regras de economia.

Não entenderam?

Ora meu caro, vejamos uma situação hipotética:

Joãozinho empresta 50 reaus para Juquinha, para serem pagos em 30 dias. Passam os 30 dias e em vez de pagar Juquinha pede mais 50 reaus para mais 30 dias. E Joãozinho, que é muito amigo do Juquinha, empresta. Vence o prazo e Juquinha paga 50 reaus.

E eu pergunto:

“A dívida está paga?”

Claro que não! Ainda faltam 50 reaus a serem pagos. Que só serão quitados se Juquinha o fizer de livre e espontânea vontade ou se Joãozinho meter a porrada no devedor.,

Certo?

Então, considerem cada rebaixamento devido como se fossem os 50 reaus do problema acima. Acrescentem mais 50 reaus do rebaixamento de ontem e verão que os Flores devem agora 3 rebaixamentos dos quais pagarão apenas um, o conquistado ontem.

Os anteriores permanecem em aberto, ou seja, a serem pagos e só o serão se por livre e espontânea vontade o pessoal de LaranGayras descer mais 2 vezes; ou...

Não se esqueçam que considerei apenas as regras matemáticas simples, se considerasse as regras econômicas há que se fazer valerem os devidos juros e correções monetárias que em terras brasilis estão pela hora da morte.

Mulambada, para um ano que começou sem muitas esperanças e foi se desenrolando bastante triste, um final desses é algo para ficar na história, melhor, na nossa História.

E mais uma vez, parabéns a nós, ENEACAMPEÕES NACIONAIS.


Saudações.

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