19 março, 2013

E AÍ?


Mulambada,
                     
Parece que era esperado. Há algum tempo tenho lido e/ou ouvido que ele não era quem deveria estar onde estava e que ali só estava porque era difícil tirá-lo de lá.

É aquela história da tartaruga em cima do poste que você:

- não acredita que ela esteja lá;
- não sabe como ela foi parar lá;
- sabe que ela não subiu lá sozinha;
- sabe que ela não poderia nem deveria estar lá;
- sabe que não fará muita coisa enquanto estiver lá;
- sabe que é difícil ela se manter sozinha lá;
- e que ninguém consegue tirá-la de lá.

Para muitos, em fim, conseguiram tirá-lo. Vou ser sincero e dizer que não tenho opinião formada. Tenho dúvidas.

São muitas variáveis a se considerar em qualquer que seja o problema. Decisões tomadas sob o efeito da emoção e não da razão trazem resultados inesperados, para o bem ou para o mal, entretanto devido a natureza da decisão, a probabilidade de “darmerda” é grande.

E era o que estava acontecendo, as decisões há muito estavam sendo tomadas no calor da emoção, quase sempre na intenção de tapar um buraco deixado por decisão anterior mal tomada em um círculo vicioso sem fim.

Nossa situação então, pode ser resumida no seguinte:

- Vínhamos de anos sob administrações maléficas em todos os âmbitos que deixaram de herança nada mais que dívidas e mais dívidas em todos os tamanhos, formas e cores imagináveis.

- Há muito nossos times eram compostos de peças oriundas dos quatro cantos do planeta com membros sem nenhuma ou pouca identificação com nossa História e realidade. Diferente até de uma colcha de retalhos onde a miscigenação de cores diversas e até mesmo que antagônicas resulta em um conjunto agradável;

Em um belo movimento de fora para dentro, em dezembro de 2012 elegemos novos administradores. Homens de renome em suas áreas de atuação, provavelmente, sem segundas intenções. Uma novidade em nossa não tão recente História.

Iniciaram os trabalhos e em momentos distintos fizeram partir diversas barcas de diversas modalidades. Restaram em nossas fileiras, principalmente no futebol, velhos componentes já não tão competentes e jovens promessas ainda verdes e por isso inconstantes.

Não que os que foram fizessem falta.

Restou o Comandante. Mas era sabido que não foram os méritos que o mantiveram no cargo.

Os resultados no início do ano, pouco esperados o mantinham em corda bamba, os responsáveis não o queriam mais. Talvez por motivos técnicos, financeiros ou outro qualquer, mas a verdade é que não queriam. E escolheram o financeiro em época em que o desempenho técnico começou a cair.

Foi embora por recusar uma redução em seus inoportunos vencimentos.

Contrataram Jorginho, confesso que preferia a volta de Andrade, os motivos são óbvios.

Mas veio Jorginho, jogador brilhante que fazia da técnica seu cartão de visitas. Caladão, mas espirituoso dividiu com Zico, Renato e Cia entre outros, nosso Pentacampeonato Brasileiro de 1987. Portanto conhece bem nossa História e consequente Grandeza.

Trabalhou pouco como treinador e/ou auxiliar técnico, mas passou por momentos bastante intensos e tensos o que pode ter lhe dado experiência necessária e consequente casca grossa para estar em nossas fileiras.

Diferente da época em que esteve empregado pela CBF, suas palavras trazem um misto de emoção, racionalidade, otimismo e educação o que mostra estar alinhado com a diretoria e seus critérios; ingredientes importantes para ajudar reconstruir o Mais Querido.

Espero que, por ter sido especialista, e dos bons, na lateral direita, ele consiga fazer o Leo Morto entrar em campo.

Seu primeiro teste será neste sábado contra um time pequeno, mas tinhoso, desejo sorte.

Lembrem-se, pode ser o maior pereba, vestiu o Manto temos que apoiar. Estamos em reconstrução em todos os sentidos sendo assim, qualquer tropeço é natural.

“VAMO QUE VAMO MENGÃO, PRA CIMA DOS ALEMÃO!”

Saudações!


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