Mulambada,
Parece que era esperado. Há algum tempo tenho
lido e/ou ouvido que ele não era quem deveria estar onde estava e que ali só
estava porque era difícil tirá-lo de lá.
É aquela história da tartaruga em cima do
poste que você:
- não acredita que ela esteja lá;
- não sabe como ela foi parar lá;
- sabe que ela não subiu lá sozinha;
- sabe que ela não poderia nem deveria estar
lá;
- sabe que não fará muita coisa enquanto
estiver lá;
- sabe que é difícil ela se manter sozinha
lá;
- e que ninguém consegue tirá-la de lá.
Para muitos, em fim, conseguiram tirá-lo. Vou
ser sincero e dizer que não tenho opinião formada. Tenho dúvidas.
São muitas variáveis a se considerar em
qualquer que seja o problema. Decisões tomadas sob o efeito da emoção e não da
razão trazem resultados inesperados, para o bem ou para o mal, entretanto
devido a natureza da decisão, a probabilidade de “darmerda” é grande.
E era o que estava acontecendo, as decisões há
muito estavam sendo tomadas no calor da emoção, quase sempre na intenção de
tapar um buraco deixado por decisão anterior mal tomada em um círculo vicioso
sem fim.
Nossa situação então, pode ser resumida no
seguinte:
- Vínhamos de anos sob administrações maléficas
em todos os âmbitos que deixaram de herança nada mais que dívidas e mais
dívidas em todos os tamanhos, formas e cores imagináveis.
- Há muito nossos times eram compostos de
peças oriundas dos quatro cantos do planeta com membros sem nenhuma ou pouca
identificação com nossa História e realidade. Diferente até de uma colcha de
retalhos onde a miscigenação de cores diversas e até mesmo que antagônicas
resulta em um conjunto agradável;
Em
um belo movimento de fora para dentro, em dezembro de 2012 elegemos novos
administradores. Homens de renome em suas áreas de atuação, provavelmente, sem
segundas intenções. Uma novidade em nossa não tão recente História.
Iniciaram
os trabalhos e em momentos distintos fizeram partir diversas barcas de diversas
modalidades. Restaram em nossas fileiras, principalmente no futebol, velhos
componentes já não tão competentes e jovens promessas ainda verdes e por isso
inconstantes.
Não
que os que foram fizessem falta.
Restou
o Comandante. Mas era sabido que não foram os méritos que o mantiveram no
cargo.
Os
resultados no início do ano, pouco esperados o mantinham em corda bamba, os responsáveis
não o queriam mais. Talvez por motivos técnicos, financeiros ou outro qualquer,
mas a verdade é que não queriam. E escolheram o financeiro em época em que o
desempenho técnico começou a cair.
Foi
embora por recusar uma redução em seus inoportunos vencimentos.
Contrataram
Jorginho, confesso que preferia a volta de Andrade, os motivos são óbvios.
Mas
veio Jorginho, jogador brilhante que fazia da técnica seu cartão de visitas.
Caladão, mas espirituoso dividiu com Zico, Renato e Cia entre outros, nosso Pentacampeonato
Brasileiro de 1987. Portanto conhece bem nossa História e
consequente Grandeza.
Trabalhou
pouco como treinador e/ou auxiliar técnico, mas passou por momentos bastante
intensos e tensos o que pode ter lhe dado experiência necessária e consequente
casca grossa para estar em nossas fileiras.
Diferente
da época em que esteve empregado pela CBF, suas palavras trazem um misto de
emoção, racionalidade, otimismo e educação o que mostra estar alinhado com a
diretoria e seus critérios; ingredientes importantes para ajudar reconstruir o Mais Querido.
Espero
que, por ter sido especialista, e dos bons, na lateral direita, ele consiga
fazer o Leo Morto entrar em campo.
Seu
primeiro teste será neste sábado contra um time pequeno, mas tinhoso, desejo
sorte.
Lembrem-se,
pode ser o maior pereba, vestiu o Manto temos que apoiar. Estamos em reconstrução em
todos os sentidos sendo assim, qualquer tropeço é natural.
“VAMO
QUE VAMO MENGÃO,
PRA CIMA DOS ALEMÃO!”
Saudações!

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