12 agosto, 2013

PRESENTE DO DIA DOS PAIS


O ESTREANTE QUASE FEZ O DELE


Mulambada,

“Vencemos, 3 x 2. Mas o placar não traduz o que foi o jogo!”

Essas foram as palavras que ouvi ao ligar para um dos com quem vejo os jogos. As comemorações do dia me obrigaram a não receber ao vivo e a cores o meu segundo melhor presente deste dia tão importante.

Passei a tarde toda com amigos familiares e outros pais em uma casa ótima, mas sem “pay-per-view”, então, não pude ver o jogo.

Acompanhei como pude pelo celular junto com meu filho e claro não é a mesma coisa.

Saber do primeiro gol foi um desastre, mas não estar vendo faz o tempo passar mais rápido devido ao papo, a comida e a cerveja. Logo veio o segundo e após o intervalo o terceiro, me fazendo sonhar com uma goleada.

O segundo tempo foi mais lento. Porém, conforme os 90 minutos iam se aproximando, confirmando a vitória, eu ia me acalmando.

Exatamente às 18:08 horas (está no celular) meu amigo proferiu a frase que iniciei o texto seguida de:

“Estou enrolado aqui, depois te ligo com calma para te contar.”

Então, havia algo para ser contado? Isso aliado ao placar de 3 x 1 que durou 89 minutos me deixaram ávido para ver aquilo que as informações colhidas até então diziam ter sido um show de bola do Mais Querido.

Nem as últimas apresentações conseguiam anuviar essas imagens.

Esperar chegar em casa para o VT foi um martírio. Não podia apenas abandonar as pessoas e ir embora, alguns estavam de carona comigo e eu era um dos homenageados.

Estava convicto do baile e o enorme caminho de retorno para diante da minha TV ficava mais longo à cada quilômetro percorrido.

Enfim, Consegui chegar. Liguei a TV e estava começando a retransmissão.

A escalação com dois cabeças de área que sabem jogar e dois meias ofensivos, na estreia de André Santos, confirmava meus devaneios.

E a bola então rolou.

O início confuso mostrava o Flamengo bem na defesa e enrolado do meio para frente. As flores não conseguiam nada, mas nós também nada fazíamos de produtivo. Muitas faltas e passes errados foram uma constante.

Após fazermos duas boas jogadas, Leo Morto enfim estreou no ano e jogava bem, eles então, em sua primeira jogada ofensiva, conseguiram seu gol. Mais um erro da defesa. Walace em vez de isolar a gorducha entregou para o inimigo apenas chutar de prima na cara do Felipe. Sem comentários.

Dada a saída e o jogo continuou morno, faltoso e com muitos passes errados.

“Filho! Ok! Está no começo, estamos com um jogador novo no meio de campo, isso mexe com todo o time, vamos esperar mais.”

O desejo de ver nosso time jogando bola, encurralando as meninas de Larangayras em seu campo e cansando de perder gols que as palavras de meu amigo e o placar sugeriam, era enorme.

Permaneci atento aos movimentos de cada peça do tabuleiro verde listrado.

Alguns minutos depois, aos 25 de jogo, Elias, sempre ele, empata ao receber belo passe de Hernane.

Apenas 6 minutos depois Leo MOURA fez uma LINDA jogada e deu passe milimétrico para Hernane fazer o dele, de letra.

Era VT, não tem intervalo e o Flamengo voltou no mesmo ritmo. Certo que perdeu quatro boas oportunidades, mas o jogo permanecia morno.

Foi preciso 31 sonolentos minutos, que de importante apenas o pênalti claro a nosso favor que o juizinho não marcou, para nosso terceiro gol, o segundo de Hernane.

Mais sonolência e aos 48 minutos, Felipe que vinha bem aceitou, com sua mão de alface, bola lenta em seu canto direito.

A essa hora as palavras de meu amigo eram claras. Fomos superiores é verdade e muito (eu diria menos ruins), mas o jogo não foi bom e 5 gols é um número muito alto para aquilo que aconteceu em campo.

Mais uma vez demos mole, mas dessa vez tínhamos lastro de 3 gols. Os 3 pontos na conta do banco foram o melhor presente para os pais Rubro-Negros.

Ao menos, parece que aprendemos a lição. Todo jogo precisamos ao menos fazer 3 gols, pois sempre levamos um do homenageado (desta vez era o 100º jogo do Sobis vestindo aquele trapo) ou nossa defesa entrega outro. Foi o que aconteceu e desta vez as duas coisas.

As meninas de Laranguayras ficaram assanhadinhas no início e até tiveram seus momentos durante o jogo, mas o destaque deles foram os faniquitos de seu centroavante. Esse menino anda muito nervoso e está tendo umas atitudes covardes, coisa de moleque. Ele está agredindo seus adversários, companheiros de profissão. Tudo bem que há motivos de sobra para esse faniquito todo afinal era o Mengão Poderosão que estava em campo e isso abala as já combalidas estruturas das tricoletes, mas alguém precisa avisar pra esse garoto que a vida é assim mesmo ela flerta com os melhores e os melhores, somos nós.

Saudações.



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