O
ESTREANTE QUASE FEZ O DELE
Mulambada,
“Vencemos, 3 x 2. Mas o placar não
traduz o que foi o jogo!”
Essas foram as palavras que ouvi
ao ligar para um dos com quem vejo os jogos. As comemorações do dia me
obrigaram a não receber ao vivo e a cores o meu segundo melhor presente deste
dia tão importante.
Passei a tarde toda com amigos familiares
e outros pais em uma casa ótima, mas sem “pay-per-view”, então, não pude ver o
jogo.
Acompanhei como pude pelo celular
junto com meu filho e claro não é a mesma coisa.
Saber do primeiro gol foi um
desastre, mas não estar vendo faz o tempo passar mais rápido devido ao papo, a comida
e a cerveja. Logo veio o segundo e após o intervalo o terceiro, me fazendo
sonhar com uma goleada.
O segundo tempo foi mais lento.
Porém, conforme os 90 minutos iam se aproximando, confirmando a vitória, eu ia
me acalmando.
Exatamente às 18:08 horas (está
no celular) meu amigo proferiu a frase que iniciei o texto seguida de:
“Estou enrolado aqui, depois te
ligo com calma para te contar.”
Então, havia algo para ser
contado? Isso aliado ao placar de 3 x 1 que durou 89 minutos me deixaram ávido
para ver aquilo que as informações colhidas até então diziam ter sido um show
de bola do Mais
Querido.
Nem as últimas apresentações
conseguiam anuviar essas imagens.
Esperar chegar em casa para o VT
foi um martírio. Não podia apenas abandonar as pessoas e ir embora, alguns
estavam de carona comigo e eu era um dos homenageados.
Estava convicto do baile e o
enorme caminho de retorno para diante da minha TV ficava mais longo à cada
quilômetro percorrido.
Enfim, Consegui chegar. Liguei a
TV e estava começando a retransmissão.
A escalação com dois cabeças de
área que sabem jogar e dois meias ofensivos, na estreia de André Santos,
confirmava meus devaneios.
E a bola então rolou.
O início confuso mostrava o Flamengo
bem na defesa e enrolado do meio para frente. As flores não conseguiam nada,
mas nós também nada fazíamos de produtivo. Muitas faltas e passes errados foram
uma constante.
Após fazermos duas boas jogadas,
Leo Morto enfim estreou no ano e jogava bem, eles então, em sua primeira jogada
ofensiva, conseguiram seu gol. Mais um erro da defesa. Walace em vez de isolar
a gorducha entregou para o inimigo apenas chutar de prima na cara do Felipe. Sem
comentários.
Dada a saída e o jogo continuou
morno, faltoso e com muitos passes errados.
“Filho! Ok! Está no começo, estamos
com um jogador novo no meio de campo, isso mexe com todo o time, vamos esperar
mais.”
O desejo de ver nosso time
jogando bola, encurralando as meninas de Larangayras em seu campo e cansando de
perder gols que as palavras de meu amigo e o placar sugeriam, era enorme.
Permaneci atento aos movimentos
de cada peça do tabuleiro verde listrado.
Alguns minutos depois, aos 25 de
jogo, Elias, sempre ele, empata ao receber belo passe de Hernane.
Apenas 6 minutos depois Leo MOURA
fez uma LINDA jogada e deu passe milimétrico para Hernane fazer o dele, de
letra.
Era VT, não tem intervalo e o
Flamengo voltou no mesmo ritmo. Certo que perdeu quatro boas oportunidades, mas
o jogo permanecia morno.
Foi preciso 31 sonolentos minutos,
que de importante apenas o pênalti claro a nosso favor que o juizinho não marcou,
para nosso terceiro gol, o segundo de Hernane.
Mais sonolência e aos 48 minutos,
Felipe que vinha bem aceitou, com sua mão de alface, bola lenta em seu canto
direito.
A essa hora as palavras de meu
amigo eram claras. Fomos superiores é verdade e muito (eu diria menos ruins),
mas o jogo não foi bom e 5 gols é um número muito alto para aquilo que aconteceu
em campo.
Mais uma vez demos mole, mas dessa
vez tínhamos lastro de 3 gols. Os 3 pontos na conta do banco foram o melhor
presente para os pais Rubro-Negros.
Ao menos, parece que aprendemos a
lição. Todo jogo precisamos ao menos fazer 3 gols, pois sempre levamos um do homenageado
(desta vez era o 100º jogo do Sobis vestindo aquele trapo) ou nossa defesa entrega
outro. Foi o que aconteceu e desta vez as duas coisas.
As meninas de Laranguayras
ficaram assanhadinhas no início e até tiveram seus momentos durante o jogo, mas
o destaque deles foram os faniquitos de seu centroavante. Esse menino anda
muito nervoso e está tendo umas atitudes covardes, coisa de moleque. Ele está agredindo
seus adversários, companheiros de profissão. Tudo bem que há motivos de sobra
para esse faniquito todo afinal era o Mengão Poderosão que estava em campo e isso abala
as já combalidas estruturas das tricoletes, mas alguém precisa avisar pra esse
garoto que a vida é assim mesmo ela flerta com os melhores e os melhores, somos
nós.
Saudações.

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