REDUNDÂNCIA
Mulambada,
Não há muito
que comentar do jogo de ontem.
Nosso treinador
modificou o time que adentrou ao gramado sem João Paulo e Nixon cujos lugares
foram ocupados por Samir e Fernando.
Achei arriscado,
na realidade achei muito arriscado e temi pelo mais que pior.
Na casa dos malucos,
mesmo com a Nação fazendo barulho, proceder a modificações tão significativas em
um time já desfigurado pela falta de Luiz Antônio no meio devido a “ausência”
de Leo Morto na lateral e contra um time arrumadinho como o deles me parecia
ousadia demais.
Entretanto, o
fato de estarmos enfrentando um time médio me fez dar crédito já que é contra
esses pela-sacos que conseguimos nossas escassas vitórias.
Está mais que
claro que nosso maior problema esse ano, depois da falta de dinheiro e técnica,
são os times miúdos.
A pelada teve
início e como sempre após relativo sufoco encontramos firmeza na marcação.
Tínhamos a
redonda no território entre a nossa linha de fundo e pouco mais de metro e meio
após o círculo central. A partir daí, como de costume, errávamos passes. Errávamos
todos os tipos de passes, desde os mais ridículos até os pretensos mais agudos.
Chegamos a
dominar bons 25 minutos no primeiro tempo, muito por conta da ineficiência dos
caras do outro lado, porém eles acertavam mais os chutes e Felipe teve de se
desdobrar em dois ou três momentos.
Poucos minutos
após uma de nossas raras chances, a bola bateu na trave; foi no rebote de uma
dessas boas defesas de Felipe que, aos 27, a bola que poderia ter ido para
qualquer outra direção, foi cair caprichosamente nos pés de unzinho lá que,
comprovando aquelas coincidências que só acontecem contra o Flamengo,
fez seu primeiro gol com a camisa azul.
Nosso ataque,
que quando municiado já é um desastre, não tinha como tentar alguma coisa, pois
a pelota pouco chegava em condições e nas raríssimas vezes que isso acontecia
os chutes eram bisonhos.
Dada nossa
inoperância, já no segundo tempo, eles perderam total respeito pelo Mais Querido
e nos bombardearam com um gol perdido, uma bola na trave e o segundo gol.
Passavam-se apenas 11 minutos dessa etapa.
Tenho a
impressão que a bola saiu no início da jogada deste gol. A TV repetiu o lance
depois, mas congelou a imagem antes de a bola ter atingido o pé do peladeiro
deles, que estava bem longe da linha que limita a lateral do campo. Mas o que
vale é o que tá escrito na súmula e lá está escrito que foi gol, por sinal um GOLAÇO!
Como no
primeiro tempo, Gabriel se arrastava em campo. Cárceres esforçado, mas é
jogador para o Paraguai apenas e por aí vai.
Por algum
motivo que foge a razão, eles pararam de jogar e em uma falha de Dedé, mais
uma, Marcelo Moreno meteu outra na trave e no rebote Carlos Eduardo, que havia
entrado há pouco, achou seu gol.
A partir daí,
aos trancos e barrancos conseguimos manter ligeiro domínio com vários contra-ataques
mancos. Iniciados, mas nunca finalizados.
Só um cego não
vê que estamos perdendo os jogos por nossa ineficiência técnica. O Mano pode
ter errado em alguns momentos, mas não lhe resta muitas opções. Os caras são
ruins. Há jogadores razoáveis, sim, mas não o suficiente para sequer vestir o Manto quanto
mais defende-lo oficialmente.
Não há um
armador de qualidade. Estamos utilizando um segundo cabeça de área para esta
função e um lateral para dividir com ele essa responsabilidade. São bons em
suas funções mas são tapa-buraco na armação.
Vocês vão
lembrar do Junior, excelente lateral e um armador melhor ainda, mas não se acha
um Junior na prateleira do supermercado, não lembro de outro lateral com tanto
sucesso no meio como o Leovegildo. Não será o André Santos outra exceção.
As modificações
feitas no time antes do jogo me trazem a dúvida:
“Seria desespero
pela ausência de coisa melhor?”

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