22 agosto, 2013

REDUNDÂNCIA

REDUNDÂNCIA




Mulambada,

Não há muito que comentar do jogo de ontem.

Nosso treinador modificou o time que adentrou ao gramado sem João Paulo e Nixon cujos lugares foram ocupados por Samir e Fernando.

Achei arriscado, na realidade achei muito arriscado e temi pelo mais que pior.

Na casa dos malucos, mesmo com a Nação fazendo barulho, proceder a modificações tão significativas em um time já desfigurado pela falta de Luiz Antônio no meio devido a “ausência” de Leo Morto na lateral e contra um time arrumadinho como o deles me parecia ousadia demais.

Entretanto, o fato de estarmos enfrentando um time médio me fez dar crédito já que é contra esses pela-sacos que conseguimos nossas escassas vitórias.

Está mais que claro que nosso maior problema esse ano, depois da falta de dinheiro e técnica, são os times miúdos.

A pelada teve início e como sempre após relativo sufoco encontramos firmeza na marcação.

Tínhamos a redonda no território entre a nossa linha de fundo e pouco mais de metro e meio após o círculo central. A partir daí, como de costume, errávamos passes. Errávamos todos os tipos de passes, desde os mais ridículos até os pretensos mais agudos.

Chegamos a dominar bons 25 minutos no primeiro tempo, muito por conta da ineficiência dos caras do outro lado, porém eles acertavam mais os chutes e Felipe teve de se desdobrar em dois ou três momentos.

Poucos minutos após uma de nossas raras chances, a bola bateu na trave; foi no rebote de uma dessas boas defesas de Felipe que, aos 27, a bola que poderia ter ido para qualquer outra direção, foi cair caprichosamente nos pés de unzinho lá que, comprovando aquelas coincidências que só acontecem contra o Flamengo, fez seu primeiro gol com a camisa azul.

Nosso ataque, que quando municiado já é um desastre, não tinha como tentar alguma coisa, pois a pelota pouco chegava em condições e nas raríssimas vezes que isso acontecia os chutes eram bisonhos.

Dada nossa inoperância, já no segundo tempo, eles perderam total respeito pelo Mais Querido e nos bombardearam com um gol perdido, uma bola na trave e o segundo gol. Passavam-se apenas 11 minutos dessa etapa.

Tenho a impressão que a bola saiu no início da jogada deste gol. A TV repetiu o lance depois, mas congelou a imagem antes de a bola ter atingido o pé do peladeiro deles, que estava bem longe da linha que limita a lateral do campo. Mas o que vale é o que tá escrito na súmula e lá está escrito que foi gol, por sinal um GOLAÇO!

Como no primeiro tempo, Gabriel se arrastava em campo. Cárceres esforçado, mas é jogador para o Paraguai apenas e por aí vai.

Por algum motivo que foge a razão, eles pararam de jogar e em uma falha de Dedé, mais uma, Marcelo Moreno meteu outra na trave e no rebote Carlos Eduardo, que havia entrado há pouco, achou seu gol.

A partir daí, aos trancos e barrancos conseguimos manter ligeiro domínio com vários contra-ataques mancos. Iniciados, mas nunca finalizados.

Só um cego não vê que estamos perdendo os jogos por nossa ineficiência técnica. O Mano pode ter errado em alguns momentos, mas não lhe resta muitas opções. Os caras são ruins. Há jogadores razoáveis, sim, mas não o suficiente para sequer vestir o Manto quanto mais defende-lo oficialmente.

Não há um armador de qualidade. Estamos utilizando um segundo cabeça de área para esta função e um lateral para dividir com ele essa responsabilidade. São bons em suas funções mas são tapa-buraco na armação.

Vocês vão lembrar do Junior, excelente lateral e um armador melhor ainda, mas não se acha um Junior na prateleira do supermercado, não lembro de outro lateral com tanto sucesso no meio como o Leovegildo. Não será o André Santos outra exceção.

As modificações feitas no time antes do jogo me trazem a dúvida:

“Seria desespero pela ausência de coisa melhor?”


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