15 agosto, 2013

FALTA ALGUMA COISA


Mulambada,

Está virando rotina.

O Flamengo joga uma boa partida, nada de anormal apenas uma partida razoável, vence e logo vem na seguinte um festival de bisonhices nos trazendo a realidade dos fatos. E a realidade dos fatos é que falta alguma coisa, aliás, falta muita coisa ao Mais querido para que este enfim assuma a posição de Maior do Mundo justamente conquistada em mais de 115 anos de glórias.

É necessário descobrirmos o que falta para que isso aconteça.

Mais uma vez vou lembra-los de que estamos em época de vacas magras. Há muito fomos avisados de que esse ano não ia ser molezinha e os motivos todos nós sabemos de cor e salteado.

Temos uma dívida monstruosa que tem de ser paga a todo custo e creio que isso já está entendido por todos os que pensam um mínimo.

Pode até haver outra saída que não seja pagar na forma como estão fazendo, mas se recentemente fomos às ruas em busca de decência no país, não podemos exigir nada diferente de nossa Instituição composta por esta Nação de no mínimo 40 milhões de corações apaixonados e crescendo.

Parte do caminho para descobrir as deficiências já foi percorrido. Sabemos que em média nosso desempenho contra times grandes e médios é superior ao contra os times pequenos.

Isso acontece porque os primeiros parece esquecerem-se de sua inferioridade e tentam jogar de igual para igual. Ao fazê-lo deixam espaços que nossos não mais do que medianos, mas as vezes, valorosos jogadores utilizam como atalhos para as vitórias ou empates. Foi assim com os que jogamos até agora: Vascuzim, Bostafogo, Galinha Mineira e as Flores. Isso só falando dos médios.

Contra os pequenos a situação é diferente. No dia do jogo eles acordam preocupados após uma noite mal dormida devido ao temor do que terão pela frente horas mais tarde. Saber de sua inferioridade faz seus técnicos criarem verdadeiras muralhas de dar inveja ao Prefeito de Jericó, quase que inexpugnáveis.


Transpor essas retrancas já seria tarefa muito difícil para times com bom futebol. Já vi excelentes esquadrões sucumbirem vergonhosamente inúmeras vezes aos miúdos e sem perdão.

O que esperar de um time como o nosso? Medíocre do um ao onze passando pelos reservas.

O Flamengo de hoje é formado por jogadores medianos que de vez em quando resolvem correr um pouco mais para achar seus resultados. Lutador em alguns momentos, sonolento em outros. Nossas jogadas são tramadas por jogadores com pouco ou nenhum dom para fazê-lo.

O outrora bom goleiro falha com certa regularidade, o lateral direito não entra em campo e quando resolve se esforçar um pouco mais se contunde na segunda partida do ano. A zaga só não bate cabeça nas segundas feiras, o outro lateral é inoperante, o meio de campo insuficiente de técnica e o ataque mais ou menos, mas a bola não chega. Como esperar algo melhor do que estamos vendo em campo.

Não podemos acusar os azuis de não tentar. Não trouxeram craques, mas mandaram embora os come-dorme e trouxeram alguns jogadores. Eram apostas e poderiam ser bons, mas infelizmente não são. É isso que temos e nada mais a não ser São Judas Tadeu.

Nossa sorte é que há no certame outros cinco times piores. Mas é preciso rezar.

Ontem, depois de uma exibição razoável contra os Flores no domingo, nosso técnico em vez de manter o time e apenas substituir o ausente convocado Gonzalez o que fez?

Mexeu no meio de campo. Já tínhamos um zagueiro desentrosado, pra que mexer mais no time vencedor?

Resultado, sufoco nos primeiros 14 minutos, gol dos caras, depois 37 minutos de erros de passe, bicudas pra todo lado, faltas em demasia, um gol de falta magistralmente batida pelo novato e mais 39 minutos de desespero.

Se não fosse a marcação daquela falta, íamos ficar uns quinze dias tentando e o gol não ia sair.

Detalhe para o locutor da TV Globo. Nem sei se ele é, mas em tempos de fervorosa apologia em que vivemos, é bom ficar atento. O cara ficou o 1º tempo todo falando do bom jogadorzinho do time de lá. O entusiasmo era tanto que só faltou se masturbar na frente de tudo e todos, tamanho êxtase. Quero lembrar a este rapaz que, se ele for, não há problema nisso, mas existem formas mais nobres de sair do armário.

Saudações.



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