01 agosto, 2013

SEGUINDO O CALVÁRIO


Mulambada,

Todos sabem que não sou comentarista de porranenhuma e que nada entendo desse negócio que hoje chamam de futebol. Sendo assim, sabem que não tenho condições de traçar palavras sobre um assunto que deveria ser secundário à este que chamam de Violento Esporte Bretão. Não costumo e não gosto de citar qualquer coisa, por menor que seja sobre este tema que deveria passar despercebido em qualquer situação quando o assunto é futebol.

Também não alimento essa história de que aqueles que fazem a gestão desta atividade tenham armado sinistras artimanhas, planos abjetos ou estratégias obscuras a fim de prejudicar qualquer instituição que pertença a este mundo cheio de falcatruas. Não consigo ver nessa turma inteligência suficiente para a elaboração de qualquer tipo de ardil.

O problema é incompetência mesmo.

A falta de preparo e a não profissionalização e consequente má remuneração desta atividade faz com que aqueles que a exercem a considerem uma atividade tapa buraco cujos frutos tem a função de engordar os honorários obtidos em sua atividade principal e real fornecedora do leite das crianças. É como se ser Árbitro de futebol fosse a cobertura do bolo, desnecessária para a razão, mas significativa para a emoção.

É exercendo essa atividade que os chamados juízes conseguem conhecer o país e alguns até o exterior. É essa atividade que os possibilita viver suas fantasias nos quartos dos hotéis espalhados por esse imenso Brasil, à custa do esporte e ainda receberem por isso.

Dessa forma, o mais importante, o objetivo para o qual essa atividade foi criada é deixado em segundo plano restando a ela apenas o valor de um álibi vil.

Muitas medidas já foram tomadas:

- A introdução da tecnologia com a implementação de comunicadores entre os membros da equipe traria agilidade nas decisões. Antes o árbitro era o senhor em campo e se utilizava dos auxiliares apenas quando necessário. Seus erros e acertos eram claros e a responsabilidade por eles também. Com o rádio são mais dois à dar opinião e o possível ganho de tempo é perdido nas confabulações antes das decisões que deixaram de ter um responsável.

- A última foi aumentar o número de fiscais em campo. Ao alegar que mais olhos colocados em pontos estratégicos trariam mais segurança nas decisões dentro de campo, os gênios colocaram mais cérebros incompetentes em campo, ou seja, mais gente para errar.

Muitos são adeptos a utilização das imagens produzidas pela TV a fim de dirimir as tantas dúvidas de uma peleja futebolística; como já fazem outros esportes.

Eu não tenho opinião formada, mas há muito penso na questão. É latente a queda da qualidade técnica do futebol. Faz anos que não produzimos jogadores excelentes em quantidade como fazíamos há algum tempo, tanto é verdade que hoje no Brasileirão de 2013 os que se sobressaem têm mais de 35 anos. Desta forma, os jogos têm sido verdadeiras peladas onde o sono é nosso principal companheiro de muitas tardes e noites. São muitas faltas, agarrões dentro das áreas, impedimentos, bolas na mão ou mãos nas bolas, agressões e demais derivados da violência em que se transformou a técnica. São tantos os itens que dependendo do jogo este ficaria picado demais devido às diversas solicitações de averiguação via imagens.

Muitos jogos já são ruins de ver, como ficariam com tantas paralizações?

Ah! Os gênios viriam com a solução de permitir apenas um determinado número de solicitações por time por tempo de jogo; como faz o tênis. E eu pergunto:

“Como seria, por exemplo, no jogo de ontem depois de o Flamengo ter utilizado suas solicitações, acontecesse o lance do primeiro gol do Bahia? E no lance do gol anulado do Elias domingo passado?”

Foram dois lances capitais que poderiam ter mudado consideravelmente a história da partida e não poderiam ser considerados tirando o objetivo da medida.

Nestes dois casos e em muitas outras situações o prejudicado foi o Flamengo e em inúmeras outras, foram outros times.

É preciso que as cabeças pensantes, se é que elas existem, achem uma solução para o problema crescente há anos. Problemas que prejudicam várias Instituições e o esporte como um todo.

Posso não ter opinião formada quanto ao uso de imagens, mas tenho certeza que profissionalizar a atividade de Árbitro e Assistente de Futebol seria um grande passo para a melhoria da qualidade da atividade e do futebol como um todo, pois mais rigor iria contribuir com o surgimento de novos craques e a extinção desses cavalos que desfilam atualmente nos relvados deste que já foi o País do Futebol.

E aí sim, com mais qualidade em campo poderemos utilizar as imagens para tirar as dúvidas que provavelmente não serão tantas.

E vocês vão perguntar:

“E o jogo de ontem?”

Mulambada, não tenho palavras para definir o que foi aquilo. O Bahia deu um banho de bola, fez 3 gols e venceu.

Simples assim.

É fato que nosso time é ruim. Pode melhorar? Sim pode. Principalmente com a evolução dos moleques que por serem moleques estão sujeitos aos altos e baixos de início da profissionalização.

Dos mais experientes, tirando o Elias que ontem nada jogou, não espero muito, pois são ruins mesmo e dos idosos, só posso pedir que a diretoria mande fazer meia dúzia de placas de agradecimento aos bons serviços prestados e os mande plantar batatas.

Ao Mano, humildemente lembro que empates e derrotas levam à 2ª divisão.

E que São Judas Tadeu nos ajude.

Saudações.


Nenhum comentário:

Postar um comentário