1º TEMPO FUTEBOL?
Mulambada,
Nada de movo?
Pois é, faz tempo que não vejo
algo parecido. Talvez na decisão da Copa das Confederações, na vitória contra a
poderosa Esquadra Espanhola em que jogamos com muita gana, sorte e pouco de
futebol.
Ontem foi o mesmo, guardando-se
as proporções é lógico, estou falando da comparação da Espanha com nosso pseudo
adversário de ontem; registre-se.
Não sei se já repararam que pouco
escrevo sobre o adversário em meus textos. Só o faço quando há algo merecedor
de elogio ou crítica extremos no mais, a mediocridade dos outros passa por aqui
batida. Eles que cuidem de seus problemas ou promovam suas escassas alegrias.
Isto posto, não vou falar nada
sobre o primeiro tempo, pois o Flamengo só esteve em campo na segunda metade dos
90 minutos regulamentares e acréscimos. FATO!
Entramos no jogo com Adryan e
Hernane que se tornaram as gratas surpresas deste nosso reencontro com nossa
ex-casa.
Ex-casa?
Sim meus caros, fizeram uma
reforma que não pedimos e depois, sem mais nem menos tiraram nossa posse que há
muito adquirimos com Raça, Amor, lágrimas, suor e paixão. Depois, entregaram em uma
das maiores molezinhas da história, para meia dúzia de ratos que de tão insignificantes
nem sabem o que fazer. Desde as negociações com os principais responsáveis por
encher aquela baiuca até a venda dos ingressos todas as ações passam ao largo
do tão bostejado profissionalismo Padrão FIFA.
Os dois entraram e mudaram todo o
panorama do jogo e nosso futuro na partida. Com uma melhor saída de bola e
consequente domínio da região central do campo de batalha os demais pernas de
pau, contagiados pelas forças emanadas pelo Manto Sagrado e a parte da Nação
que se fez presente, obtiveram sensível melhora em seus desempenhos.
Com exceção ao Leo Morto que definitivamente
não sabe mais qual é o caminho para a linha de fundo. É grande a dificuldade
deste rapaz, mesmo este sendo uma simples reta. Acho que nem com bússola ou
GPS. É um caso perdido. Renato Canelada e Ibson eram mais efetivos.
E o Elias?
Ora meus caros o cara deixou de
ser surpresa faz tempo. O cara é o Cara do time. No par ou impar é o primeiro a
ser escolhido. Não há mais o que escrever a não ser redundâncias, mesmices e
pleonasmos.
O cara desarma, inicia contra ataques,
lança, erra poucos passes, parte pra cima com a bola, tem raça e ainda por cima faz gol! O que
vocês querem mais que eu escreva? Só falta ele agarrar um pênalti. Se ele
tivesse mais um pouco de futebol seria um cracaço de bola.
O Cara, mesmo torcendo por outra
agremiação, honra o Manto mais que muitos que se dizem Flamengo.
Não sei quanto a vocês, mas só isso bastaria para mim.
Eu não vi, tenho mais o que
fazer, mas deve ter pedido música naquele programa de fim de domingo. O Cara
não só fez gol como fez 3. Tem gente que ganha, muito e em dia só para isso e
não fez unzinho sequer. Aliás, não faz há um bom tempo.
Considerando o cenário do atual
futebol brasileiro onde os que fazem diferença têm mais de 35 anos e as jovens
promessas são escassas, gostei de como o time se apresentou ontem. Vamos torcer
para que este enfim seja o início de uma efetiva evolução mesmo que venhamos a
oscilar como disse o Mano após o jogo.
Os pseudos adversários foram
superiores no primeiro tempo? Sim, mas no segundo nossa superioridade foi bem
maior. Isso não ganha jogo é verdade, mas pode ser um indício de que o famoso
dedo do Mano está surtindo efeito. Após o jogo fiquei com duas dúvidas:
“Se o Adryan e o Hernane entrarem
no início do próximo jogo renderão o mesmo?”
E
“No primeiro tempo, onde o Mano
enfiou o dedo?”
Saudações.

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