Mulambada,
Enfim fechamos com o Consórcio do
Bolha. Sim, agora o Flamengo vai voltar ao pedaço de terra que lhe pertence
por direito. Direito adquirido pelas conquistas obtidas e pela presença
constante da Nação.
Se fossemos um povo sério, seria como
usucapião.
Após longa novela em breve iremos
voltar a mandar nossos jogos no Maraca que absurdamente será gerido pelo
consórcio do Eike.
Tenho minha opinião sobre esse
assunto e, se tiver saco, um dia volto a escrever sobre. Por hora, fica só o
registro de que não concordo com essa molezinha que deram pro Bolha.
O assunto a ser tratado hoje é
outro, o jogo de ontem.
Não estava ansioso, nem
reticente. Afinal faz tempo que esse ex-clássico deixou de merecer a alcunha de
Clássico dos Milhões.
Por falta de oponente descente o Flamengo
hoje é o Sócio Majoritário dessa bodega e o Sócio Capitalista, pois ha muito
que a Nação
banca “aporratoda” sem um único subsídio do BNDS ou outras autarquias
acostumadas a desordem de só sustentar vagabundos, atravancando o progresso.
Como pode neguim ter ordem se não
se tem progresso? Ou vasco-versa.
Com exceção aos primeiros
minutos, quando ainda estava me arrumando na poltrona, todo o primeiro tempo
foi uma tremenda novidade. Cheguei a perguntar quem eram os jogadores em campo,
mesmo vendo que fisicamente pareciam ser os mesmos.
O time estava irreconhecível.
Olhava para a televisão e não
conseguia entender o que estava acontecendo. Via os mesmos pseudos jogadores de
sempre agora se comportando como profissionais que há muito recebem seu alto
salário em dia.
Estavam concentrados, quase não
errando passes (apenas 27 em todo o jogo) e fazendo uma marcação descente em 80%
do campo. Todos jogavam bem tanto atacando quanto defendendo. Cadu enfim organizava
as jogadas no meio de campo muito bem assessorado por um Elias inspirado. Carceres
bem no desarme e nos poucos avanços que tentou. Paulinho se apresentava nos
espaços vazios e não foi raro ver Moreno, que estava bem na frente, aparecer na
defesa ajudando a turma da cozinha nos poucos ataques do inimigo.
E os da cozinha jogando como
nunca vi. Estavam seguros. Felipe assistiu ao jogo.
Não foi a primeira vez que vejo o
Walace avançar e foi exatamente em uma dessas jogadas que se iniciou a bela
jogada do único gol da peleja. Paulinho.
A galera já ficou animadinha e já
tem neguim dizendo que esse progresso é consequência do dedo do Mano.
A turma do outro lado sem opções
isolava a redonda para o lado em que o nariz apontava e nosso meio de campo ganhava
quase todas as segundas bolas. Não foram poucas as vezes em que nossa marcação
à partir da intermediária deles, recuperava bolas preciosas iniciando contra
ataques perigosos que só não se convertiam em gol devido a precipitação de
alguns ou por pura falta de sorte.
Foram 15 finalizações, um número
bastante superior ao dos jogos anteriores.
Mais morno, veio o segundo tempo.
Diante da inoperância dos caras do lado de lá, Mano resolveu meter o dedo
novamente. Tirou Cadu que vinha muito bem (registre-se que esse muito bem
significa apenas que ele melhorou um pouco em relação ao que vinha jogando e
como não vinha jogando nada, daí o muito bem) foi substituído por Nixon que
desta vez, ao contrário do jogo anterior, pouco fez. Val entrou no lugar de
Gabriel e manteve seu scout particular, ou seja, mais uma vez errou tudo.
Rafinha quando entrou no lugar do
autor do gol eu falei:
“Vamos lá Rafinha, foi em cima
desses perebas que você fez seu nome, vê se repete!”
Não adiantou, ele foi o Rafinha.
Mesmo assim, continuamos mandando
no jogo e nas demais instalações do futuro Elefante Branco da Capital Federal.
A Nação
esteve presente em maioria absoluta e foi perfeita. Merecia mais gols.
No final das contas, valem os 3 pontos
de nossa 2ª vitória no certame.
Foi um bom jogo no primeiro tempo,
eu diria excelente se compararmos com as últimas 257 peladas que fomos
obrigados a assistir, mas é preciso baixar a bola e aguardar outros 90 minutos
ou mais para enfim sanamos a persistente dúvida:
“O time está evoluindo ou os
vices é que são ruins mesmo?”
Saudações.

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