15 julho, 2013

PERSISTE A DÚVIDA...


Mulambada,

Enfim fechamos com o Consórcio do Bolha. Sim, agora o Flamengo vai voltar ao pedaço de terra que lhe pertence por direito. Direito adquirido pelas conquistas obtidas e pela presença constante da Nação.

Se fossemos um povo sério, seria como usucapião.

Após longa novela em breve iremos voltar a mandar nossos jogos no Maraca que absurdamente será gerido pelo consórcio do Eike.

Tenho minha opinião sobre esse assunto e, se tiver saco, um dia volto a escrever sobre. Por hora, fica só o registro de que não concordo com essa molezinha que deram pro Bolha.

O assunto a ser tratado hoje é outro, o jogo de ontem.

Não estava ansioso, nem reticente. Afinal faz tempo que esse ex-clássico deixou de merecer a alcunha de Clássico dos Milhões.

Por falta de oponente descente o Flamengo hoje é o Sócio Majoritário dessa bodega e o Sócio Capitalista, pois ha muito que a Nação banca “aporratoda” sem um único subsídio do BNDS ou outras autarquias acostumadas a desordem de só sustentar vagabundos, atravancando o progresso.

Como pode neguim ter ordem se não se tem progresso? Ou vasco-versa.

Com exceção aos primeiros minutos, quando ainda estava me arrumando na poltrona, todo o primeiro tempo foi uma tremenda novidade. Cheguei a perguntar quem eram os jogadores em campo, mesmo vendo que fisicamente pareciam ser os mesmos.

O time estava irreconhecível.

Olhava para a televisão e não conseguia entender o que estava acontecendo. Via os mesmos pseudos jogadores de sempre agora se comportando como profissionais que há muito recebem seu alto salário em dia.

Estavam concentrados, quase não errando passes (apenas 27 em todo o jogo) e fazendo uma marcação descente em 80% do campo. Todos jogavam bem tanto atacando quanto defendendo. Cadu enfim organizava as jogadas no meio de campo muito bem assessorado por um Elias inspirado. Carceres bem no desarme e nos poucos avanços que tentou. Paulinho se apresentava nos espaços vazios e não foi raro ver Moreno, que estava bem na frente, aparecer na defesa ajudando a turma da cozinha nos poucos ataques do inimigo.

E os da cozinha jogando como nunca vi. Estavam seguros. Felipe assistiu ao jogo.

Não foi a primeira vez que vejo o Walace avançar e foi exatamente em uma dessas jogadas que se iniciou a bela jogada do único gol da peleja. Paulinho.

A galera já ficou animadinha e já tem neguim dizendo que esse progresso é consequência do dedo do Mano.

A turma do outro lado sem opções isolava a redonda para o lado em que o nariz apontava e nosso meio de campo ganhava quase todas as segundas bolas. Não foram poucas as vezes em que nossa marcação à partir da intermediária deles, recuperava bolas preciosas iniciando contra ataques perigosos que só não se convertiam em gol devido a precipitação de alguns ou por  pura falta de sorte.

Foram 15 finalizações, um número bastante superior ao dos jogos anteriores.

Mais morno, veio o segundo tempo. Diante da inoperância dos caras do lado de lá, Mano resolveu meter o dedo novamente. Tirou Cadu que vinha muito bem (registre-se que esse muito bem significa apenas que ele melhorou um pouco em relação ao que vinha jogando e como não vinha jogando nada, daí o muito bem) foi substituído por Nixon que desta vez, ao contrário do jogo anterior, pouco fez. Val entrou no lugar de Gabriel e manteve seu scout particular, ou seja, mais uma vez errou tudo.

Rafinha quando entrou no lugar do autor do gol eu falei:

“Vamos lá Rafinha, foi em cima desses perebas que você fez seu nome, vê se repete!”

Não adiantou, ele foi o Rafinha.

Mesmo assim, continuamos mandando no jogo e nas demais instalações do futuro Elefante Branco da Capital Federal. A Nação esteve presente em maioria absoluta e foi perfeita. Merecia mais gols.

No final das contas, valem os 3 pontos de nossa 2ª vitória no certame.

Foi um bom jogo no primeiro tempo, eu diria excelente se compararmos com as últimas 257 peladas que fomos obrigados a assistir, mas é preciso baixar a bola e aguardar outros 90 minutos ou mais para enfim sanamos a persistente dúvida:

“O time está evoluindo ou os vices é que são ruins mesmo?”

Saudações.



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