Segunda pelada do ano e já caiu nosso índice de aproveitamento. Esse empatezinho furreca com o ilustre tricolor suburbano não era esperado. Certo?
Errado!
Ô Mulambada! Pé no chão! Sei que é difícil, mas tentem não esquecer que estamos em tempos de saneamento e sendo assim o foco é no time que joga FORA das quatro linhas. A galera da limpeza PRECISA fazer uma faxina geral nas dependências do Mais querido; não só na Gávea como também no Ninho do Urubu, no Morro da Viúva e até na Sede de São Conrado, onde ninguém vai faz tempo.
É necessário tirar a inhaca que ficou das nefastas administrações anteriores nem que para isso seja necessário importar toneladas de sal de Cabo Frio.
Com relação ao jogo, eu estava trabalhando. Pode parecer estranho para a turma da Federação e da TV, mas os Flamengos também trabalham e muito. Sendo assim, pra ver jogo às 16:30 horas tem que ser um jogaço e cá pra nós hoje em dia, com esse time ruim que está defendendo o Manto, nem se fosse contra o Barcelona.
É certo que exemplo não falta pros come e dorme e nem está muito longe. Temos treinando ou jogando dia à dia a galera do Basquete que mesmo com meses sem receber (agora parece que o salário está quase em dia) está sacudindo tudo que aparece pela frente. Mal acabamos de sair de nossa 15ª vitória (RECORDE ABSOLUTO) e já vamos partir para mais um jogo. A galera da lixeira suspensa não descansa e diferente de meia dúzia de vagabundos, honra o Manto de verdade.
Fica aqui minha humilde homenagem e agradecimento.
Por isso precisamos ter paciência. Pelo menos até as novas contratações (que não são “essacocacolatoda”) estrearem. Afinal um time onde o sênior Ibson vem sendo eleito o melhor em campo, não pode ser levado a sério.
Não esperem muito amanhã, contra o valoroso time da Cidade do Aço. O jogo vai ser em Bangú, onde as instalações são precárias e vai estar quente pra dedéu. Os Heróis da Nação que comparecerem merecerão ao menos uma vitória nem que seja de 0 x 0.
Sendo assim, segurem as pontas aí que a galera recém empossada, parece que está trabalhando muito, já confirmaram 5 reforços (?) e em breve, espero, teremos mais boas notícias.
E já que vamos ter de colocar nossas barbas de molho, vamos fazer um arrazoamento sobre outro assunto, por hora, mais importante.
Não é raro ouvirmos gozações pelo fato de o Flamengo não possuir instalações onde mandar seus espetáculos. Vêm de todos os lados, de vários tipos, cores e opções sexuais. A rapaziada da Arco-Íris malacafenta não se emenda e por falta de assunto, vira e mexe está por aí inventando historinha.
Outro dia foram dois adeptos dos imigrantes perdidos da Península Ibérica ou os popularmente chamados de “Filhos da Bigoduda” que começaram com a seguinte pergunta recebida na net:
“Por que o Flamenguista não pode montar quebra cabeça?”
Faz parte da brincadeira a imagem abaixo que mostra os estádios do pessoal da bigoduda, o de Larangayras e o popularíssimo Vazião.
Respondi prontamente, tentando fazer cara e voz de quem já está de saco cheio, mas o fiz de forma tranquila e sarcastica:
“Porque o Flamengo não tem estádio!”
E emendei:
“Meus caros nós não temos apenas um estádio, temos um em cada capital do país e em quase todos sempre somos maioria. Nossa torcida é nacional, ops! É internacional, não se restringe apenas a um mísero estado. Os clubes de futebol existem para conquistar títulos e colecionar taças. Se estádio desse título, nós teríamos um monte deles. Vejam o pessoal que ganhou de mão beijada o Vazião, desde que se consolidou a mamata, quantos títulos eles conquistaram? Nesse mesmo período nós conquistamos muitos Carioquetas safados e nosso inconteste HEXAnacional. FATÍSSIMO! E vocês, nossos demais pseudos concorrentes, o que têm pra contar?”
Eles enfiaram a viola no saco e começamos uma discussão séria e sadia sobre o assunto.
Dissertamos sobre o próprio Vazião: O porque e localização da construção (este o segundo real motivo de ele estar sempre vazio, o primeiro é que no estacionamento cabe muitas Kombis) e a forma como foi entregue ao pessoal da carrocinha.
Falamos do pseudo estádio de Larangayras que se fosse estádio mesmo elas mandariam seus jogos lá e não em São Januário.
E este o único dos três que realmente serve ao seu clube desde que foi inaugurado.
Discutimos também sobre a construção do estádio das Tricoletes lá dos Pampas. Uma belíssima obra que, pelo que consta, foi construída as próprias custas e de empresários simpatizantes.
E o papo foi rolando até chegarmos a como foram escolhidas as cidades sede da Copa de 14 e a vergonha maior de todas que é a história imunda do ainda nem inaugurado Itaquerão.
Nesse caso específico, lembro que quando criança tinha um primo mais velho maloqueiro fanático e quando eu estava em Sampa, de férias, íamos aos jogos. Acabei simpatizando, mas depois que sujaram sua pequena história com certas conquistas obtidas de forma estranha e com essa história do Itaquerão, a simpatia acabou.
Quando deixei meus colegas, fiquei com as imagens do desafio na cabeça e pensando...
Realmente, brincadeiras à parte, precisamos de um estádio. Não para mostrar nada para ninguém e sim para sabermos que se estamos pagando ingresso, a maior parte da grana irá para o Mais Querido (fora roubos internos o que é um problema nosso, diga-se de passagem.) e dificilmente terá destino amoral como as rendas do Maracanã ou outros estádios.
Na minha concepção, seria uma construção simples, entretanto bem localizado. Com amplo estacionamento e acesso fácil. Arquibancadas de concreto, sem cadeiras a não ser em área específica.
Em forma de retângulo, com as arquibancadas bem próximas ao gramado e em vários níveis, 3 seria o ideal, para potencializar o poder de nossa torcida. Com capacidade para aproximadamente 50.000 membros da Nação.
Seria inaugurado no nosso Natal, 02 de março. O nome:
“Arena Arthur Antunes Coimbra” ou o popular “Zicão”.
Faria parte de um complexo que idealizei há algum tempo, publiquei em outro blog e pretendo publicar em breve aqui neste democrático espaço.
Uns falam do Maracanã como nossa casa, sim eu concordo, temos muitas casas e hoje, a saudade ratifica a cada segundo de distância o quão importante nos é o Mário Filho.
Mas precisamos de um quintal para essa casa, construído com nossas forças e não presente de uma empresa ou do governo, à custa dos impostos pagos pelo povo, mesmo sabendo que a maioria deste é Flamengo de quatro costados.
Já vi e revi muitos projetos e maquetes do estádio do Flamengo, mas a realidade de roubos e más administrações sempre nos foi ingrata.
Quem sabe não chegou a hora?
Saudações.



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