08 abril, 2013

A SÍNDROME DO 3 E SEUS MÚLTIPLOS




Mulambada,

Felizmente não pude ver o jogo.

Estava no aniversário de minha filha e ela pediu para não ligarmos a TV. Foi o que fizemos.

No começo foi complicado.

Não foram aos 3 minutos, mas sim em múltiplo de 3. Foi aos trinta que levamos o gol.

Relaxei e parei de buscar informações no celular. Se aos 3 já vinha sendo difícil empatar, ganhar nem pensar, imagine aos 30.

Só fui saber do resultado no dia seguinte à noite enquanto passeava com meu cão e encontrei um dos com quem vejo os jogos.

“Sofrível!”

E teceu uma série infindável de comentários repetidos de jogos anteriores.

A novidade foi constatar que agora o Flamengo precisa fazer 3 gols para valer um.

Não importa se legítimos ou não. Desde quando isso vale no país onde a lei dos espertos prevalece? O que importa é que mesmo jogando mal, sem raça, perdidos em campo como esbravejou meu amigo, é que em fim fizemos os gols.

Mas de nada valeram. Sem problemas, não vou discutir árbitro de futebol.

Não acho, em hipótese alguma, que haja complô ou algo parecido. Por mais espertos que sejam, não os acho capazes o suficiente para bolar uma trama dessas sem deixar um enorme e escamoso rabo balançando para trás.

Por muito menos outros, não muitos, foram pegos e enquadrados. Tenho total certeza que são erros fruto de incapacidade técnica e física desses senhores e seus superiores.

Sendo assim, não há o que discutir nesse sentido. Vida que segue.

O que não consigo entender é que muitos membros da arco-íris invejosa e mal vestida ainda acham que o Mais Querido é o time da mídia, da CBF, da Federação e sei lá mais o que.

Só mesmo um bando de ignorantes para imaginar tal coisa.

Sabíamos que esse começo seria difícil, mas não que seria vexaminoso.

Não tenho a menor dúvida que tempos melhores virão, mas que está complicado está.

Saudações.


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