Mulambada,
Enfim acabou a pré-temporada.
Não foi muito boa para nós como
no ano anterior, mas deu para ver que se continuar assim passaremos mais um ano
na mediocridade.
Mediocridade que, em se tratando
de futebol brasileiro nela estar é um péssimo lugar para ficar.
Mas também é onde a maioria
estará sendo assim, não correremos grandes riscos o que, levando-se em
consideração os últimos anos, é uma tremenda evolução.
Nesta pré-temporada ganhou, na
minha humilde opinião de que se não for o Flamengo qualquer um serve, quem mereceu. Não
tinha o melhor time, mas um bom e em evolução técnico, uma rapaziada a fim de
alguma coisa e um cão de guarda de respeito.
Durante a primeira fase do
certame, claudicaram como todos, mas jogaram melhor os últimos e “importantes”
jogos.
Foi justo?
Não acho. Porque se há uma
justiça divina o vencedor deveria ser aquele mais bem administrado, sem
atitudes antiesportivas e bla, bla, bla. Mas como o futebol é uma caixinha de
surpresas, precisou a volta de pessoas não muito afeitas ao esporte jogado no
campo e sob regras claras, para que após 12 anos de surras homéricas levarem
uma tacinha para ajudar a diminuir o eco que soa em sua sala de troféus.
Se dentro de campo foi uma
chatice, fora dele foi vergonhosamente movimentado. Era um tal de punir quem
falava mal de uns, de punir quem defendia o cumprimento de contratos firmados,
de punir quem defendia uma melhor distribuição financeira, etc.
Eram como crianças, filhinhos de
mamãe, fracas que sem capacidade de se defender civilizadamente recorrem à
violação de direitos ou a violência para fazê-lo.
Direitos constituídos há muito na
Constituição Nacional foram usurpados sob as barbas de muitos e estes nada
fizeram para manter a ordem. O Carioqueta mais parecia uma republiqueta sem
vergonha da América do Sul, Central, África ou adjacências do que uma
instituição séria a ser respeitada.
E ninguém foi ao menos cutucado
pelos órgãos do Direito. Por muito menos esses mesos órgãos aparecem para dar
pitaco onde não devem; ilustrando o cenário de incoerências em que vivemos.
Nos campos a chatice, vez ou
outra, era quebrada pela violência e conivência daqueles que deveriam puni-la
no ato. A arbitragem uma vergonha que por seus “atos” perdia seu respeito
tornando-se alvo cada vez mais fácil e fraco dos animais fantasiados de
jogadores.
A proliferação de botinudos é
cada vez maior o que torna o futuro do esporte incerto. Há muito que futebol é
o que menos se joga nos campos do país, muito menos aqui em terras Cariocas.
A crise é tanta que outro dia, em
uma escola me estarreci ao ver e ouvir um garoto com seus 12 anos cantando e
gesticulando efusivamente uma musica que pela letra tinha provável origem em
uma torcida organizada, que dizia algo como:
“Vai pitbull, vai pra cima ...”
Ou seja, não se exalta bons jogadores,
craques de bola nem pensar, agora são os raçudos, os xerifões e seus pares que
são os bambambans.
Não é a toa que tomamos de 7 x 1
e depois 3 x 0, que no agregado (palavra da moda) formam o trágico 10 x 1.
E ... gol da Alemanha!
Quanto a nós, Flamengos,
apesar do excelente trabalho que os Azuis vêm fazendo fora das quatro linhas, no
quesito contratações a coisa está meio devagar. Mas a culpa não é só deles. Faz
tempo que estamos precisando de reforços. Pontuais, concordo, mas com a
escassez de gente que trate a bola com o mínimo de decência, fica complicado
contratar com qualidade.
Prejudica essa ação a ainda falta de dinheiro. Baseado nisso, tudo indica que, mesmo estando na mediocridade ainda cortaremos um belo dobrado esse ano.
Prejudica essa ação a ainda falta de dinheiro. Baseado nisso, tudo indica que, mesmo estando na mediocridade ainda cortaremos um belo dobrado esse ano.
Espero sinceramente estar errado,
mas ...
Se formos seguir os passos do nosso
time de botões o futuro é promissor.
E ... gol da Alemanha!
Que venha o Brasileirão e seja o
que Deus e São Judas Tadeu desejarem.
Saudações!


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