20 janeiro, 2013

UM DIVISOR DE ÁGUAS?


Prezados,

Após muito tempo, volto a escrever sobre um tema que poucos não gostam, mas esses poucos existem sendo assim, mesmo sendo minoria, devem ser respeitados.

Porém, a atual situação não me deixa ficar parado. Talvez aguardar mais alguns acontecimentos para só então tecer meus comentários fosse o mais prudente, entretanto, as palavras estão fazendo ferver meu cérebro já gasto pelo tempo.

A ansiedade me pôs em xeque e a grande dúvida era se postava no meu tradicional espaço de devaneios ou criava outro específico para o assunto. Algo que vinha sendo pensado há um tempo.

A primeira opção era a mais conservadora e permitia manter-me em minha zona de conforto e teria mais um texto a entreter leitores já conquistados. Poucos é verdade, mas fieis.

A segunda, mais arrojada, me daria a oportunidade de quando quisesse, escrever sobre um assunto que tanto gosto e em vez de fazê-lo como vinha fazendo, através de comentários em outros blogs que dissertam sobre o mesmo tema, o faria em um espaço livre e novo.

Seriam dois problemas a administrar, um a necessidade de conquistar leitores, tarefa árdua nesse mundo onde teria concorrentes de peso já consolidados e o outro, consequente do primeiro, manter o blog vivo, alimentando-o constantemente tarefa que seria bastante sacrificada devido aos meus afazeres profissionais.

Decidi pela segunda. Precisava de algo novo esse ano. Dessa forma, estou aliando o útil ao agradável.

A proposta é discutir sadiamente o tema, de forma menos passional, como se isso fosse possível, elencando os assuntos que julgo mais importantes de maneira séria ou não, mas educada.

Contundente se necessário e paternalista quando possível. Sempre com educação e civilidade.

Dificilmente haverá furos de reportagem ou informações de bastidores, mas haverá coerência nas palavras e entendimento de cada texto.

Espero que gostem. Gostando ou não, comentem lá em baixo.

Segue o primeiro.

Como outras, esta encontra-se espalhada pelos quatro cantos do planeta e justamente por isso torna-se impossível quantifica-la. Os mais modestos estimam em 40 milhões e crescendo.

Faz parte dessa Nação todo tipo de ser. É uma mistura de raças, credos, cores, opções políticas, opções sexuais, situação social e econômica, nível cultural, etc.; o que faz desta a verdadeira e única representação da miscigenação de que é composto o povo deste imenso e maravilhoso país; Brasil.

Eu, orgulhosamente faço parte dela.

Diferente de outras, esta tem seus felizardos membros, apesar de tantas diferenças, partilhando do mesmo amor por uma mesma entidade, quebrando assim o paradigma de que toda a unanimidade é burra.

Amor cultivado a cada uma das inúmeras conquistas, na mesma intensidade de emoções, razões ou não, de cada uma das poucas perdas, da brilhante História do Clube de Regatas Flamengo.

História que vinha sendo castigada há um bom par ou mais de anos. Manchada com perdas não condizentes com sua natureza.

Perdas fazem parte da realidade e servem para um aprendizado que deve ser usado no crescimento e na obtenção de vitórias. Fato!

Obstáculos fazem parte do caminho a ser seguido na busca por novas conquistas. Outro Fato. 

Conquistas que mostram aos incrédulos o poder daquele que luta bravamente respeitando as regras do jogo. Novidade?

Mas não essas últimas.

Estas últimas perdas nada tiveram de edificante, nada de construtivo. Nada além do que já sabíamos foi aprendido durante esses escassos, porém contundentes anos.

Período Negro em que a Nação esteve a mercê de poucos de seus membros que dela não deveriam fazer parte. Membros que nada têm a oferecer de positivo, a não ser poucas e respeitadas medalhas de natação. Poucos que rastejam na lama de suas falcatruas dilapidando o patrimônio obtido em mais de 125 anos de glórias.

Houve outras é verdade. As mascaradas por escassos títulos do chinfrim Campeonato Carioca ou até de Brasileiros. Ou as intermináveis aquisições de medalhões que nada fizeram de louvável dentro e fora das quatro linhas e que de produtivo tinham apenas a função de alimentar os já abastados bolsos dos infiéis que se perpetuavam trienalmente.

“Panem et circenses”.

Entretanto, poucas foram tão danosas. Esta última não só malbaratou-nos financeiramente como também moralmente. Ao ponto de grande parte da Nação, a parte menos esclarecida é verdade, sentir vergonha de vestir o Manto; em um ato de extrema injúria perante a grandeza do símbolo Sagrado.


Poucos faziam de muito nada, deixando sem nada muitos, em uma ciranda sem fim.

Uma vergonha!

Diante desta situação, os muitos resolveram se pronunciar e diferentemente de outras oportunidades o fizeram de forma limpa, honesta, organizada, sem muitos alardes, mas com muita eficácia. Foi um movimento consistente cuja força mostrou-se nas urnas no resultado do último pleito eleitoral que deu encerramento ao esquecível último triênio.


A Nação se sentiu vingada e agora consciente de seu poder, mesmo que desprovida do voto. 

Num país onde a maioria do povo nasce, vive e morre a mercê de atitudes indignas, tirar a corja do poder já foi um passo enorme.

Mas parece que não será apenas isso e essa notícia me trouxe esperança. Esperança que estava se corroendo diante os anos insalubres que se acumulavam.

Iniciou-se então o ano de 2013 e logo em seu primeiro discurso o novo Mandatário mostrou conhecer nossas forças e o mais importante, nossas fraquezas e consequentes necessidades para um dia voltarmos ao lugar de que nunca deveríamos ter saído.

Ele mostrou seriedade nas palavras que resumiam o árduo trabalho que teria e ainda tem pela frente.

E dentre essas palavras àquelas que diziam que precisamos voltar a ser respeitados por cumprir nossos compromissos, foram as que mais me agradaram. Afinal não basta sermos respeitados apenas por nossas inúmeras conquistas.

Entretanto tinha dúvidas se agradariam a Nação.

Sim meus caros a Nação é eclética e como os brasileiros, possui em suas fileiras apenas 6% em condições de discernir e entre eles muitos são pouco confiáveis.

Os outros 94% precisam de ações impactantes, precisam de retorno imediato para manter a esperança no “bumbumbaticubum” de cada um de seus corações Rubro Negros.

Os dias foram passando e estamos apenas próximos do fim do primeiro dos 36 meses que tem para conseguir o objetivo e ele já tomou algumas providências:

- Iniciou uma guerra composta de inúmeras batalhas em forma de negociações para fazer com que os órgãos públicos deixem de se apoderar de nossas receitas na fonte, possibilitando o saneamento, a longo prazo, das dívidas oriundas de “administrações” anteriores e assim sobrevivermos.

- Não contratou grandes jogadores como faziam antes em transações econômicas absurdas quase sempre prejudiciais aos cofres e moral da instituição.

- E para piorar, se desfez de um de seus principais jogadores. Tá certo que não vinha rendendo o que para o qual estava sendo muito bem pago, mas era o que tínhamos.

Foi como se um prefeito ou governador investisse em infraestrutura, que o povo não vê. E se o povo não vê perde o valor.

Atitudes totalmente impopulares principalmente para aqueles 94% sem condições de bispar.

Mas é exatamente nesse ponto que causou-me espanto.

Noto no ar uma conscientização de membros desta imensa Nação em torno de uma proposta, transformando esta em uma situação inusitada.

Onde eram esperadas manifestações contrárias e até mesmo o surgimento de um sentimento de revolta vê-se a maioria dos membros da Nação perfeitamente conscientes de que é necessário sanear para só então vislumbrar as grandes conquistas que nos foram tão comuns em priscas eras.

É nos comentários das notícias dos diversos meios de comunicação, nos bares, ruas, escritórios, nos blogs, etc. É esmagadora a aceitação mesmo depois de medidas teoricamente mal vindas.

O espanto torna-se maior quando lemos, vemos e ouvimos membros da Arco-Íris mal vestida se pronunciando com palavras chulas, de baixo calão, ou argumentos pífios exatamente por não ter o que dizer diante das perspectivas que surgem em nosso horizonte.

Natural, pois sabem que se chegamos onde chegamos em nossos mais brilhantes anos, sendo mal administrados imagine nossas realizações se bem administrados.

É muito cedo para afirmar por isso deixo no ar a pergunta:

Seriam, os recém empossados, um divisor de águas?

Saudações Rubro Negras

2 comentários:

  1. GG! É isso aí, meu lindo!!! Vamos ter mais de um blog não é? 1 beijo!

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  2. É verdade,

    Essa é uma coisa que sempre quis, vamos ver no que dá.
    Beijo

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