07 fevereiro, 2013

EVOLUÇÃO

 
Menbros da Nação,
 
Não se trata apenas de uma partida de futebol, não se trata apenas de uma vitória e não se trata da fragilidade do adversário.
 
“Ué! Não foi esse o time que quase bateu o atual campeão brasileiro na semana passada?”
 
Sim meus caros, foi esse mesmo! Mas isso também não importa em nada.
 
Em uma noite em que nos presenteiam com a presença de três estupendos craques de tempos não muito longínquos, tivemos gratas surpresas.
 
Junior, Pet, Zico e Cadu tabelando na telinha como se estivessem em campo em um devaneio indiferente a diferença de gerações.
 
Enquanto isso, no não tão verde gramado do Moacyrsão o Mais Querido travava mais uma batalha na sua árdua tarefa de recuperar brios esquecidos em algum canto por gerações de diretorias pobres de honra.
 
Foram mais 4 gols, dois de Hernane mantendo seus 100% que começam a nos fazer esquecer de outros menos favorecidos devido a névoa infecta que pairava nos ares Rubro-Negros há poucos e esquecíveis anos.
 
Gols que fizeram um da Nação pertinentemente “twittar”:
 
“O Flamengo só faz 4 gols em time pequeno.”
 
Mas não foram os gols que me chamaram atenção, mesmo o de Rafinha, gol maroto de garoto pé no chão que se dá ao direito de ser moleque sacana de vez em quando.
 
“Obrigado mais uma vez, Zico. Você realmente só nos dá alegria! Ao contrário de alguns capitães que deveriam nem soldados ser de tão rasos que são.”
 
Perco as contas de quanto já agradeci a este senhor, prestes a fazer sessenta anos.
 
A grata surpresa se traduz na forma com que o time se apresenta a cada jogo. É uma mistura de ainda pequenas porções de raça, técnica, postura, atitude positiva e união.
 
Ingredientes cujas porções aumentam a cada apresentação com promessa de serem doses cada vez maiores com as estreias e contratações que estão por vir.
 
Não meus caros não se trata de empolgação. É certo que faz anos que não vemos o que estamos vendo surgir e esta pequenina centelha poderia nos cegar em um deslumbramento devido à tantos anos órfãos de alegrias.
 
Mas o Flamengo não é mais um bando, isso podemos ter certeza. O time está se acertando em uma mistura de sorte, trabalho, seriedade e discrição.
 
Fórmula simples que poucos conhecem, mas de efeito devastador.
 
Podemos não ser campeões, aliás, esse não é o objetivo do semestre não se esqueçam, mas já é possível notar a Arco-Íris imunda e mal vestida inquieta caminhando à passos largos de encontro ao desespero.
 
Sem meRdalhões criadores de caso que mancham a História do Maior de Todos, vemos claramente uma evolução quando nas saídas de bola ao passarmos da defesa para o meio campo e daí ao ataque o fazemos com passes ainda imperfeitos devido ao início de temporada, mas de estupenda qualidade quando comparamos com jogos de poucos meses atrás. Se não estou errado, anotei nossa primeira e única bicuda aos 24 do segundo tempo.
 
No ataque não nos restringimos apenas a bolas paradas ou cruzamentos quase inférteis sobre a área. Nossos gols vêm sendo feitos apenas e unicamente por atacantes, seu dever de ofício. Não estamos restritos a gols de defensores que para fazê-los deixavam de defender, seu dever de ofício.
 
Hoje os zagueiros e cabeças de área são presenças surpresa em jogadas específicas e não constantes como salvadores da pátria porque o atacante que deveria estar lá queimou o pé no jardim de casa ou se enrola todo com a redonda entre as patas.
 
A bola, carinhosamente agradece, eu também, e quando ela está feliz corrobora para que as coisas continuem caminhando para o seu devido lugar.
 
Lugar de onde nunca deveríamos ter saído.
 
Saudações .
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário