17 fevereiro, 2013

O DONO DO TERREIRO


Mulanbada,

O que importa nesse Campeonato chinfrim são as vitórias. Os times médios não são bons o suficiente para testar o nosso, sendo assim, só nos resta contar os pontos ganhos.

Entretanto, não foi fácil.

Entramos em campo com a expectativa da estreia do Cadu. 

Ele passou a semana dizendo:

“Seria bom o Estádio estar cheio.”

Repetia como mantra e acrescentava dizendo que estava animado por ser um clássico.

 Perdoemos, está apenas há poucas semanas no Rio. Breve vai entender que para o Flamengo, clássicos só no Brasileiro.

Confesso que suas palavras me contagiaram mais do que o devido e quase comprei ingresso. E assisti ao jogo esperando dele mais do que eu vi. Perdoa-se novamente, está fora de ritmo e se esse calor "daporra" já mexe com o carioca imagino o que não está fazendo com ele que recém chegou da Rússia?

Ele e o Leo Morto juntos fizeram nosso time entrar com menos um e mesmo com dez vencemos a peleja.

Previsível.

Não gostei do primeiro tempo. Mesmo o gol de Hernane 100% logo no início, não foi suficiente para manter o Urubu calmo e senhor do terreiro. Fizemos o gol e iniciamos uma viagem sem graça, retrocedendo meses à 2012. Demos vários chutões e deixamos o show para o Felipe. Tudo bem que o goleiro está lá para trabalhar, mas prefiro vê-lo de bobeira na área.

Tá certo que chegamos a perder um ou dois gols, mas o pessoal da carrocinha estava a fim de jogo e o Seedorf, fez o de sempre, carregou os outros 10 nas costas.

Nossa zaga estava batendo cabeça o que me fez perguntar no Twitter:

“‏@UMAVOZDANACAO Wellington voltou? Zaga joga como em 2012.”

Mas não era só a defesa, o time todo lembrava 2012. Bolas bobas eram perdidas, entregues aos perebas do outro time e chutões pra onde o nariz estivesse virado.

E veio o segundo tempo no qual começamos jogando melhor, mas só fomos começar a jogar como Flamengo com a entrada de Rodolfo, mas só quando ele e Rafinha começaram a se entender.

A dupla RR deu novas cores ao jogo. Rafinha recuou e começou a armar as jogadas, mostrando outro lado de seu ainda pequeno repertório de jogadas. E Rodolfo mais incisivo que não vestia a 7, mas, para desespero do pessoal da Kombi e guardando-se as proporções, fazia lembrar poucas das muitas peripécias de Garrincha.

O goleiro deles não trabalhou muito, é verdade que também chutamos mal quase todas as bolas e ela cismava em não entrar. Mas estivemos bem mais presentes no ataque do que o adversário que por alguns minutos ficou vendo nossa garotada brincar com a bola.

Ela devia estar muito feliz junto àqueles pés tão jovens e criativos.

E nossos soldados estavam bem, seguros, sem firulas. Todas as jogadas com objetivo no coletivo. Quando faltava a técnica em bolas bisonhamente perdidas a Raça, embalada pelos cânticos da Nação, se fazia presente como há muito não via.

Era um segundo Flamengo em campo.

Mais sério, equilibrado e objetivo. Não fizemos mais um por capricho ou falta de. Sem problemas, estamos fazendo uma campanha bem acima do esperado e o mais significativo nessa história toda é que estamos reavendo nosso sorriso.

Ainda não somos imbatíveis, mas que está ficando divertido está. Não pelas vitórias e sim pela forma como os Flamengos vêm honrando o Manto Sagrado.

O importante não é saber quem é o dono, mas sim quem manda no terreiro. Com esse, são onze jogos invicto no estádio deles (?).

Saudações.


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