30 setembro, 2013

NOSSA ARROGÂNCIA TEM BASE EM NÚMEROS


Mulambada,

“Em fim vencemos!”

“E vencemos bem!”

“Êpa! Guenta aí mermão! Também não vamos exagerar. Não foi um jogo tão bom assim.”

“Mas cara, vencemos isso é que importa.”

“Sim, mas não jogamos bem. Não soubemos aproveitar quando o goleiro deles foi expulso e quando perdemos o nosso, nós sumimos em campo. Tá certo que aos 20 e poucos já tínhamos 3 gols de saldo o que não havia acontecido ainda esse ano. Mas você não pode negar que foi uma pelada sem vergonha. Os gols foram horríveis. Tirando o pênalti bem batido pelo Brocador os demais foram aquele bate e rebate dentro da área. No primeiro cheguei a pensar que o juizinho ia marcar impedimento. No segundo tempo tomamos só um gol, por pura sorte. Paulo Vitor sofreu um bocado e ainda perdemos o Samir que vem sendo nossa segurança lá atrás. Não gostei mesmo.”

“Tu só pode tá maluco! Você mesmo falou que como nunca este ano, no início já tínhamos 3 gols de vantagem. Pô cara, tu não pode estar falando sério. Metemos 4 azeitonas nos caras e nos distanciamos da zona dos impuros. Nosso time é ruim, muito ruim você queria espetáculo?”

“Claro! Estou cansado desse rame-rame escapando da degola todo ano! Quero time PORRA!”

“Eu também! Mas não vai ser com esses buchas que isso vai acontecer. O bom de ser Flamengo é que nossa arrogância é consequência de números e não de achismo de torcedor fanático ou da mídia vendida. E quando vemos que o time é ruim somos os primeiros a reconhecer essa ruindade e os primeiros a assumir a necessidade de ir ao estádio pra fazer os peles correrem. Esse ano, como os anteriores, não vai ser diferente. Os caras são ruins mesmo então sobrou pra Nação botar esses chinelinhos pra fazer o mínimo para o muito que recebem e em dia. Ontem fomos lá e fizemos o nosso, demos mais um show e os caras fizeram o deles. Mal feito é verdade, mas fizeram. Isso acontecendo sempre, temos de ficar felizes por nossas conquistas mesmo que obtidas no perrengue como ontem.”

“Pô cara, você tá certo. Os caras avisaram que não ia ser fácil. E na real? Não está sendo mermo. Por isso as vezes falo essas besteiras. É tudo verdade, mas não tem como ser diferente mermo. Os caras são ruins, como querer que joguem bola direito? Desculpa aê!”

“Relaxa mermão! Vamo curti essa vitória com uma cervejinha bem gelada e as princesas que estão esperando lá no bar. Vamos aproveitar hoje que amanhã é dia de ralar e quarta tem Mengão de novo.”

“E vamo aproveitar pra zuá os cavalos paraguayos que estão aparecendo.”

Se abraçaram e foram para o bar, mas não deixaram de fazer o sinal da cruz quando no caminho, passaram em frente a Igreja de São Judas Tadeu.

Saudações.


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