Mulambada,
Enfim, acabou a palhaçada da
indefinição de quem iria assumir o comando de nossos “craques”, enquanto não
vem o próximo vexame e consequente novo “Professor”. Até que desta vez durou
pouco. Vamos de Jayme e eu não acho ruim.
Esse negócio de técnico Merdalhão
só funciona no Mais
Querido quando há bons jogadores. Quando os jogadores são ruins o
comando deve estar nas mãos de quem conhece a alma e a história da Instituição Flamengo.
Mas não adianta apenas conhecer. O mundo está repleto de pobres coitados que
sucumbiram e passaram a vida sofrendo desilusões diante de nossos times. Eles
conhecem nossa grandeza, mas por serem perdedores não podem estar no comando
do Mengão.
Comandar o Maior de Todos com craques é
molezinha fazê-lo só com pés-rapados é para os fortes, os fortes são poucos e
somos nós.
Então, vamos de Jayme e quem viu
Jayme de Almeida jogar pode esperar mudanças, mudanças para melhor.
Não! Não vamos ser campeões do
Brasileiro e sê-lo da Copa do Brasil não vai ser nada fácil, com esses cansados
que hoje vestem o Manto, entretanto sofreremos menos, podem ter
certeza.
Com os novos ares e ilustres
presenças na preleção que antecedeu a peleja de ontem, vimos diferenças.
Jogamos um primeiro tempo muito
bom, eu diria excelente diante das últimas partidas, Amaral um monstro na
proteção de nosso terreiro, anulou Seedorf e fez poucas faltas. Samir está se
mostrando um bom zagueiro. Entrou no perrengue e está segurando a “porratoda”
lá atrás. Carlos Eduardo também jogou direitinho. Será que vai começar a jogar
bola?
Os demais atuavam bem acima do
esperado o que, apesar de ainda estar longe do ideal, foi muito bom.
Cheguei a temer por uma nova contusão
no Leo Morto, pois até ele jogava bem e quando ele joga bem, se contunde devido
ao esforço que não está mais acostumado.
A marcação eficiente não deixou o
pessoal da carrocinha se criar e após perdermos alguns gols, aos 12 minutos
fizemos 1 x 0 em uma bela de uma cagada.
Depois de perdermos tantos gols
feitos em jogos anteriores, estávamos precisando disso.
Dominávamos as ações e outros gols
foram perdidos, alguns em excelentes intervenções do goleirinho deles.
Me espantei com a quantidade de
chutes que foram na direção do gol adversário. Uma raridade em outras peladas.
No segundo tempo os molengas
cansaram, com o cansaço vieram os erros e com nossos erros os caras do lado de
lá começaram a gostar do jogo. Chegaram a certo domínio e perderam algumas
oportunidades.
Em dois ou três contra-ataques
também tivemos nossas chances, mas eles que marcaram.
O empate persistiu até o fim
ilustrando a injustiça. Jogamos melhor mais tempo e perdemos mais
oportunidades, quem viu o jogo não pode discordar dessas palavras.
Agora temos de esquecer esse
duelo e nos concentrarmos no Brasileirão. Precisamos correr atrás do prejuízo e
recuperar os pontos perdidos enquanto éramos dirigidos por um treinador criado
na Segundona e por isso incompatível com nossas tradições.
"Vamo que vamo Mengão, mesmo aos trancos e barrancos, pra cima dos alemão!"
Saudações,

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