13 abril, 2014

MAIS UM


Mulambada,

Já virou sacanagem?

Porranenhuma!

Tá certo que está ficando monótono e um dia essa moleza vai acabar, mas que é sempre gostoso sacudir a chaVasca ah isso é. Ganhar de nossa baranguinha de fé ainda tem seu valor e sempre terá.

Mais uma vez eles passaram a semana com aquela sensação de que esse seria o ano da redenção e mais uma vez caíram do cavalo.

Jogaram melhor. Fato. O Flamengo pouco fez em campo a não ser correr atrás do prejuízo que ficava maior a cada segundo de jogo passado.

Os poucos torcedores vascaidos que tiveram a coragem de comparecer estavam bastante animados e o desenrolar do jogo dava mais gás ao sentimento de que hoje seria o dia.

Até demoraram, mas fizeram seu merecido gol em um pênalti bem marcado pela arbitragem.

Mas esses peles não aprendem. Passa ano entra ano e a coisa se repete, mesmo assim eles não aprendem. Acho que nunca vão aprender.

Esquecem-se que tal como o sol nasce de manhã e a lua à tardinha e vasco-versa, uma vitória sobre o Maior de Todos tornou-se artigo raro no mercado. A situação piora quando vale mais do que os míseros três pontinhos de praxe. Hoje valia a mariola do Carioqueta safado e mais uma vez levamos o caneco para casa.

Chegaram a tentar um olé e em dado momento um de seus jogadores, emocionado com o feito obtido até então, começou a provocar a Mulambada com gestos e palavrões. Seus colegas se jogavam em campo tentando fazer o tempo correr mais rápido e sua galera era puro êxtase.

Tem gente que é assim, após anos levando no lombo, quando sentem uma remota possibilidade de se erguer esquecem-se de quanto a natureza e as leis da física lhes são ingratas.

Com isso aquilo que poderia ser encarado como mais um dia corriqueiro em suas reles vidas transforma-se em mais um enorme pesadelo, mais uma conquista frustrada obrigando-os a reviver tempestades de tempos sombrios chacoalhando suas cabeças vazias.

O Rubro-Negro torna-se cada vez mais intransponível para estes pequenos. A cada ano que passa, a cada embate entre essas forças tão díspares aumenta a já inexpugnável cidadela de horrores que os separa.

É preciso que eles aprendam que para relar um Flamengo após um quase impossível triunfo, é necessário ao menos oito horas de sono após as quais saberá o real acontecido. Se não o fizer, correrá o risco de acordar e ver que tudo não passou de um belo sonho trazendo-os de volta a realidade de terror que são suas vidas.

Fica o título ao Roberto Dinamite pelo seu aniversário.

Quanto a nós, membros da Nação, que estejamos certos de que o valor no cenário rural dessa conquista nada significa no âmbito nacional e que nossa nobre e sensata diretoria, após curar a ressaca das comemorações reflita e verifique a real situação de nosso elenco.

Ele é fraco e os poucos que poderiam fazê-lo resistir encontram-se em fim de carreira. É preciso mudanças para podermos sobreviver no Brasileiro. Ainda mais que os seis pontos garantidos de quase todo ano não o serão neste, pois a chaVasca caiu mais uma vez.

Saudações.

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