03 abril, 2014

PARADIGMA


Mulambada,

Não sei quanto a vocês, mas se não fosse Flamengo eu teria desligado a televisão.

Foi o pior jogo que já vi em muito tempo.

Não importa se entramos desfalcados, se estávamos na casa do adversário, se isso ou aquilo que os “entendidos” tanto bostejaram após nossa derrota para os bolivianos mascadores de coca lá no pico dos Andes.

Falaram que o Flamengo estava em situação delicada, que o adversário era isso e aquilo, que a torcida ia fazer aquilo outro, que o caldeirão ia ferver, blá, blá blá!

Porranenhuma!

Joguinho mixuruca que mesmo nosso time não valendo duas mariolas e meia, tinha que fazer muita besteira para perder.

O ambiente era tranquilão, não houve nenhum perrengue com os torcedores dos caras, que passaram o jogo todo cantando a mesma música como um mantra. Parecia que nem estavam prestando atenção no jogo.

Não houve, durante os 90 minutos e acréscimos daquilo que vocês chamam de futebol, nenhum ato de hostilidade contra nossos come-dorme. O árbitro, também nada fez que merecesse algum comentário a não ser o de que apitou bem. A puliça também não fez pressão nem pedras ou pilhas foram jogadas no campo.

Ou seja, nada houve para que nos preocupássemos.

Além disso, o time deles é uma merda!

Nada houve que justificasse tanto cagaço de todos.

Em se tratando da famigerada Taça Libertadores da América, era a maior molezinha.

E a molezinha começou a se concretizar logo aos 9 com o pênalti muito bem batido pelo Alecgol.

Foi uma excelente jogada que só conseguimos fazer algo parecido no 2º gol.

Tudo certo?

Nada! O problema está exatamente entre esses dois momentos. Um longo período em que fomos covardes. O ambiente nada hostil nos permitia jogar o nosso futebol, que mesmo não sendo excelente é muitas vezes superior ao dos caras. E lá estávamos nós acovardados na defesa buscando contra ataques infrutíferos, devido apenas a nossas deficiências técnica e de personalidade.

No primeiro tempo ainda nos comportamos bem, eles pouco fizeram e nossos contra ataques não foram de todo ruins.

No segundo tempo é que foi ridículo. Era chutão para tudo que é lado e bolas bisonhamente perdidas, tamanho o cagaço que nossos come-dorme sentiam.

Foi uma vergonha. Não é mais possível que ainda achemos que a Libertadores é aquela carnificina de áureos tempos. Não é possível que achemos que o futebol de equatorianos, bolivianos e paraguaios seja superior ao nosso. Certo que alguns jogos contra argentinos, uruguaios e chilenos sejam mais difíceis e duros, mas o resto, é tudo cachorro morto que se vale de altitude e outros artifícios hoje nada contundentes.

Esse paradigma que a Liberta é difícil deve ser quebrado, pois está incutindo nos brasileiros um medo muitas vezes injustificado nos levando a perder jogos de forma ridícula.

É preciso lembrar que nossa técnica ainda é superior e que aqui também tem homi que sabe fazer cara feia. Se não for feito um trabalho nesse sentido nós estaremos corroborando com toda essa lenda hoje sem fundamento.

Mas eu não tenho nada com isso, só quero saber é que o Maior de Todos foi lá e mesmo aos trancos e barrancos meteu dois nos caras e trouxe os tão sonhados 3 pontinhos que nos colocam na porta das oitavas.

Alguns dos membros da Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida que contavam como certa nossa derrota e consequente desclassificação devem estar se rasgando. Outros estão amargando derrota e assim a História se faz.

Quando menos se espera surge o Portentoso Flamengo, Senhor de Tudo e Todos.

“VAMO QUE VAMO MENGÃO, PRA CIMA DOS ALEMÃO!”

Saudações.


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