17 fevereiro, 2014

ATÉ QUE CHOVEU


Mulambada,

Para os que conseguiram pagar o preço, com certeza saíram insatisfeitos.

Não pela vitória que era esperada, mas sim pelo que se viu em campo. As causas podem ser várias: O cansaço da viagem e desgaste da partida lá no Equador, a falta de atratividade desse campeonato de várzea que insistem em nos enfiar goela abaixo todo ano ou a falta de adversário descente.

Com relação as duas primeiras afirmo que ter atuado com os ainda 100% reservas seria mais interessante.

“Ah! Mas os caras pediram pra jogar.”

E vocês tolinhos acreditaram?

Claro que isso não passou de onda dos come-dorme para fazer você pensar que eles estavam a fim de correr atrás da nódoa deixada lá nos 1800 metros de altitude.

As atuações de cada um dos que vestiram o Manto neste 16 de fevereiro de 2014 corroboram com essa afirmação.

Os peles mal correram em campo, as pernas e pés se enrolavam com a bola como se fossem um bando de garotos recém egressos nas categorias mirins da Gávea. As bicudas disparadas para onde estavam virados seus narizes foram uma constante, perder a redonda nas saídas de bola, outra.

Piora ainda a situação o fato de ser obrigado a disputar um campeonatozinho chinfrim desses. Isso já deixou de ser interessante, faz muito tempo. Só serve para engordar os cofres dos de sempre enquanto que os dos clubes permanecem a míngua.

Eu não entendo como os clubes se sujeitam a essas canalhices. Desculpe, até entendo, mas me espanta a ignorância dos cartolas, mesmo aqueles que se acham espertos. Organizados e lucrativos os torneios propiciariam milhões aos clubes e sendo milhões, milhões poderiam ser desviados pelos cartolas espertos. Ainda sobrariam uns capilés para manter os clubes vivos.

Mas não, os espertos preferem matar a galinha dos ovos de ouro.

Na obrigação de estar presente aos jogos, só resta ao Flamengo, trem pagador da porratoda, fazer o de sempre que é manter sua superioridade sobre os diminutos. Desde 1912 que a ordem e moral são impostas pelo Maior de Todos.

Quando era considerado o Mais Charmoso certame do país a coisa ainda tinha graça. Os oponentes eram aguerridos e não foram poucas as vezes em que fomos superados por um deles. Mas hoje a coisa mudou bastante. Muitos nem mais fazem parte e outros multiplicam seus vexames em desonra ao nome de nosso estado.

As frequentes visitas ao Reino dos Impuros fizeram de nossos adversários objeto de facécia em todo o território nacional. Eles se apequenaram e hoje nada mais são que meros coadjuvantes aos laureis do Mais Querido.

Esta falta de adversários nobres enche nossos “craques” de indolência e proporciona aos incautos que persistem em comparecer, horas de aborrecimento.

Neguim reclama bagarai, mas são os frequentes erros da juizada despreparada que salvam essas peladas propiciando discussões calorosas que varam a semana. Se não fosse isso, cairíamos na mesmice.

E dentro da mesmice, mesmo com as presepadas arbitrais, vencemos mais essa. Qual a novidade? Os de lá até que tiveram seus momentos e deveriam ter saído mais felizes desta contenda, mas o peso de dois rebaixamentos quase seguidos não passa despercebido e trás consigo o fracasso.

De novidade é que voltou a chover. Valeu São Pedro! E considerando a desimportância e consequente desinteresse que ronda as peladas deste carioqueta safado, a tunda até que foi leve, mas para um bom freguês isso, por hora, basta.

Saudações.


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