Mulambada,
Para os que conseguiram pagar o
preço, com certeza saíram insatisfeitos.
Não pela vitória que era
esperada, mas sim pelo que se viu em campo. As causas podem ser várias: O
cansaço da viagem e desgaste da partida lá no Equador, a falta de atratividade
desse campeonato de várzea que insistem em nos enfiar goela abaixo todo ano ou
a falta de adversário descente.
Com relação as duas primeiras
afirmo que ter atuado com os ainda 100% reservas seria mais interessante.
“Ah! Mas os caras pediram pra
jogar.”
E vocês tolinhos acreditaram?
Claro que isso não passou de onda
dos come-dorme para fazer você pensar que eles estavam a fim de correr atrás da
nódoa deixada lá nos 1800 metros de altitude.
As atuações de cada um dos que
vestiram o Manto
neste 16 de fevereiro de 2014 corroboram com essa afirmação.
Os peles mal correram em campo,
as pernas e pés se enrolavam com a bola como se fossem um bando de garotos
recém egressos nas categorias mirins da Gávea. As bicudas disparadas para onde estavam
virados seus narizes foram uma constante, perder a redonda nas saídas de bola, outra.
Piora ainda a situação o fato de
ser obrigado a disputar um campeonatozinho chinfrim desses. Isso já deixou de
ser interessante, faz muito tempo. Só serve para engordar os cofres dos de
sempre enquanto que os dos clubes permanecem a míngua.
Eu não entendo como os clubes se
sujeitam a essas canalhices. Desculpe, até entendo, mas me espanta a ignorância
dos cartolas, mesmo aqueles que se acham espertos. Organizados e lucrativos os
torneios propiciariam milhões aos clubes e sendo milhões, milhões poderiam ser
desviados pelos cartolas espertos. Ainda sobrariam uns capilés para manter os
clubes vivos.
Mas não, os espertos preferem
matar a galinha dos ovos de ouro.
Na obrigação de estar presente
aos jogos, só resta ao Flamengo, trem pagador da porratoda, fazer o de
sempre que é manter sua superioridade sobre os diminutos. Desde 1912 que a
ordem e moral são impostas pelo Maior de Todos.
Quando era considerado o Mais
Charmoso certame do país a coisa ainda tinha graça. Os oponentes eram
aguerridos e não foram poucas as vezes em que fomos superados por um deles. Mas
hoje a coisa mudou bastante. Muitos nem mais fazem parte e outros multiplicam
seus vexames em desonra ao nome de nosso estado.
As frequentes visitas ao Reino
dos Impuros fizeram de nossos adversários objeto de facécia em todo o
território nacional. Eles se apequenaram e hoje nada mais são que meros
coadjuvantes aos laureis do Mais Querido.
Esta falta de adversários nobres enche
nossos “craques” de indolência e proporciona aos incautos que persistem em
comparecer, horas de aborrecimento.
Neguim reclama bagarai, mas são os
frequentes erros da juizada despreparada que salvam essas peladas propiciando
discussões calorosas que varam a semana. Se não fosse isso, cairíamos na
mesmice.
E dentro da mesmice, mesmo com as
presepadas arbitrais, vencemos mais essa. Qual a novidade? Os de lá até que
tiveram seus momentos e deveriam ter saído mais felizes desta contenda, mas o
peso de dois rebaixamentos quase seguidos não passa despercebido e trás consigo
o fracasso.
De novidade é que voltou a chover.
Valeu São Pedro! E considerando a desimportância e consequente desinteresse que
ronda as peladas deste carioqueta safado, a tunda até que foi leve, mas para um
bom freguês isso, por hora, basta.
Saudações.

Gerald o mais querido jogou no México, não no Equador.
ResponderExcluirÉ quase tudo a mesma coisa.
ExcluirAbraço