28 fevereiro, 2014

SEGUINDO EM FRENTE


Mulambada,

Por motivos particulares atrasei novamente. Acho que preciso rever essa minha vida, ela está me trazendo muitos motivos...

E estando atrasado, acho que o que menos vocês querem agora é ler meus comentários ao jogo recém “jogado” pelos nossos come-dorme. Ainda mais sabendo que meus comentários não devem ser nada relevantes já que disso que andam praticando por aí e que insistem em chamar de futebol, nada entendo. Pouco entendo do outro também, sendo assim...

Mas vale a pergunta que martela minha cabeça desde os primeiros movimentos da dita pelada:

“Por que, em casa e cheia o Maior de Todos se portou como um certo time médio do estado e permitiu que os alemãos quase não nos deixasse andar em campo?”

Desde os iniciais minutos os caras nos cercaram impedindo nossa progressão na armação de jogadas, nos obrigando a chutões sem direção. Não existia meio de campo e a ligação para o ataque era resultado desta que já está se tornando nossa tradicional jogada.

Nossos “craques” que de craques nada têm, se deixaram acuar e não foram raros os momentos em que corremos sérios riscos que só não se confirmaram pelo simples fato de o time deles ser uma merda. Mas os caras marcam bem e lá na casa deles, se não voltarmos a ser Flamengo o bicho pode pegar.

Que o Jayme de Almeida e sua trupe se encarreguem de colocar na cabeça de nossos come-dorme que se não chegarmos na zona com se fossemos os cafetões do puteiro, vai ficar complicado.

Gabriel, o nome do jogo, quando entrou, nos fez jogar melhor e marcamos o tranquilizador 2º gol, mas as coisas só se tornaram realmente tranquilas após a expulsão de um dos de lá. Esse menino, Gabriel, se não começar a se achar o pirata da terra de cegos, vai longe.

Com os 3 pontinhos na sacola, vamos em frente que atrás vem gente.

Esqueçamos então o objetivo alcançado e passemos ao outro assunto da pauta de hoje.

Hernane, que em fim fez o 1º do ano no Maraca, estava de malas quase prontas para a China. Em nome de um pé de meia ia para a terra dos mandarins comer arroz e miojo com carne de cachorro.

As viúvas de plantão, mesmo sem a confirmação da partida, já arrancavam as calcinhas e choravam copiosamente.

Besteira, coisa de tricolete sem dono que se arranha toda a cada homem que deixa seu cafofo toda manhã.

Há muito que o futebol deixou de ser futebol e se tornou business. E sendo assim, tem que dar lucro. Os títulos e o amor ao Manto se tornaram o 2º objetivo faz tempo.

Qual a melhor época de se vender uma mercadoria?

Ora meus caros, até eu que sou um energúmeno nessa área, também, sei que é quando ela está em alta. É notório que o Hernane está com seu valor de mercado em início de queda. Vertiginosa ou não, só o tempo dirá. Então, não há o que discutir.

Vende logo o cara e bola pra frente.

Mas para infelicidade de Alecgol, os china, que dizem terem aprendido muitas coisas com os brasileiros, tornaram-se mal pagadores e por isso o Brocador não vai.

Ele fez o seu trabalho, a cena em campo, beijou o escudo, ofereceu o coração para nós, posou com o novo Manto 2 e ficou de bem com a Mulambada toda.

Claro que há nesse ato um tanto de sinceridade, mas não sejamos tolos, se os china fossem sérios nosso “ídolo” já estaria lá em Changai ou sei lá onde (é tudo igual mesmo) comendo uma cachorra na carrocinha da esquina.

Não se iludam, basta surgir outra oportunidade de $uce$$o que ele ou qualquer outro dos come-dorme vai fazer as malas rapidinho.

Então meus caros, como bem dizia o nobre filósofo Chinglaxinchi:

“Vida que segue.”

Saudações.


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