12 junho, 2013

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO


Mulambada,

Estava e ainda estou em viagem pelo sul do Brasil curtindo férias após 3 anos só de labuta.

Por isso a demora em postar.

Enquanto eu estava na estrada, Jorginho dançou!

Já era esperado. Ninguém, por melhor que seja, passa incólume a esses resultados. Parece que o tempo que esteve fora o fez esquecer que isso aqui é Flamengo PORRA!

Por conta da viagem, não vi o jogo, mas vi os melhores momentos e neles deu para notar a corajosa e correta escalação que adentrou o gramado. Jogadores em suas verdadeiras posições é o básico no futebol ainda mais quando os valores individuais deixam a desejar. Se por deficiência técnica, ou de caráter ou ainda por imaturidade; esse é o nosso caso.

Jogamos o trivial e vencemos, Hernane Vidal de Souza voltou a marcar e Gabriel fez 2 sendo 1 olímpico. Esses 3 gols, em dias normais de temperatura e pressão trariam calma a nossa casa.

Ledo engano, o inimigo jogou com menos um o que facilitou e muito nossa tarefa de correr atrás do prejuízo das 3 primeiras rodadas. Mas não importa, nesse ano de resignações qualquer 3 pontos valem a mariola da sobremesa depois do jantar.

Com esse resultado, frustramos a arco-íris invejosa e mal vestida e não vamos passar esse outro período de férias na zona de rebaixamento.

Essa será a terceira pré-temporada do ano, espero que pelo menos esta sirva para alguma coisa.

Pena que nosso interino não deixará de sê-lo. Não sei se essa vontade de termos um medalhão é a solução para o Flamengo.

Fico na dúvida se tivéssemos o Andrade ou o Próprio Jayme à frente da garotada não seria mais eficiente afinal, eles já se conhecem faz tempo.

Mas isso também não importa, pois quem decide mesmo são os azuis e se eles querem sair da zona de conforto que eles mesmos conquistaram e desejam ver à frente de nossos “craques” um Professor que nada ganhou a não ser o título de uma reles segunda divisão e vão pagar caro por isso, é esse cara que vou apoiar.

Não é novidade que precisamos de valores mais cascudos, que tenham poder técnico e raça para decidir uma partida, fazer com que nossa garotada em fim evolua e então, conquistar títulos; mas isso meus caros só ano que vem. No máximo teremos uma esmola nesse meio de ano.

A coisa pode ser melhor se você parar de cornetar e se tornar sócio Torcedor.

Saudações.


06 junho, 2013

FALAR O QUE?



Mulambada,

Há tantas coisas, tantos mistérios insolúveis, dúvidas não esclarecidas, ações despropositadas, informações sem sentido e outras inconsistências na vida, que muitas vezes dá vontade de repetir:

“PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!”

Pois é esse o sentimento desta ensolarada, mas amarga manhã de outono.

Faz tempo que, com exceção a Pet e Adriano (estou falando de 2009, exatamente e apenas sobre o Hexa, nem um jogo à mais ou à menos) que as diretorias do Flamengo só adquirem ou produzem jogadores do tipo “Ana Júlia”.

E você vai perguntar:

“Geraldo, o que é um jogador “Ana Júlia”?”

É o jogador de um jogo só. O cara chega ou surge das divisões de base como uma promessa, joga um jogo muito bem e depois some da face do mundo futebolístico. Adquire uma sobrevida à custa da imprensa comprada por seu empresário e vai acabar a carreira em um time de 2ª ou 3ª divisão ou como garçom em um bar qualquer.

São como as bandas de uma música só. É o mais conhecido é caso dos Los Hermanos que sobreviveram alguns meses à custa da pobre Ana Júlia que provavelmente pela falta de criatividade dos caras deu um toco em um deles e virou música de corno manso.

Faz anos que vivemos iludidos por essas “Anas Júlias” da Gávea. Juntam um bando aqui, outro bando acolá e estamos vivendo de conquistas de times sem história, brios ou honras. Times que se satisfazem com pouco.

Nos últimos anos, nem isso.

Satisfazemos-nos com o esforço despendido para não cair para o submundo das divisões inferiores como já aconteceu e se repete com muitos outros menos dotados.

O padrão de qualidade da Nação foi caindo a cada reles conquista. Fomos aceitando as migalhas, sobrevivendo delas e hoje temos o que temos em campo.

Os últimos 387 jogos, com raras exceções provenientes dos lampejos das diversas “Anas Júlias” que vestiram e desonraram o Manto, calçaram os chinelinhos na Gávea e mais tarde no Ninho do Urubú, foram de sofrimento, pesar e muitas vezes ódio.

Mas não adianta ficar aqui cornetando, temos uma boa diretoria. Profissionais que não são cegos e já devem estar se mexendo para agir na janela do meio do ano. Só não sei se estão fazendo o dever de casa certo ou se vão aparecer com novas “Anas Júlias” para reduzir mais ainda o prazo de validade de nossos corações.

À nós, não só resta aguardar, podemos ajudar a melhorar o nível as contratações e assim jubilar as diversas “Anas Júlias” que habitam nossas vidas esportivas.


TORNE-SE SÓCIO TORCEDOR, PORRA!!!

Saudações,

01 junho, 2013

INVOLUÇÃO

Mulambada,


Conquistamos mais um título nacional!

O de Campeão Brasileiro de Basquete de 2013. Nosso segundo troféu da NBB. Somos Bicampeões!

Foi um jogo difícil como bem mostra o placar baixíssimo e apertado, 77 x 70. Uma diferença que pode ser revertida em menos de 60 segundos.


Foi uma manhã fantástica de Caio Torres, o MVP e cestinha da partida com 23 pontos, auxiliado por seus hoje coadjuvantes.

Dentre eles, Marquinhos, eleito o MVP da competição que hoje fez 16 pontos.

A Nação esteve presente em peso, foram quase 17 mil emanando energia positiva à nossos campeões.

Todos estão de parabéns, diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida . Os dois últimos honrando o Manto como sempre.

Foi uma manhã inesquecível, digna das melhores páginas de nossa Grandiosa História.

Manhã nada! Temporada!

Fomos sem dúvida o melhor time da competição com 30 vitórias das 34 possíveis. Entretanto, isso não diminui os demais, ao contrário, todos, com raras exceções são excelentes times, organizados e com jogadores de alto nível.

Nossa superioridade nesse esporte é latente e precisamos continuar investindo tempo e dinheiro corretamente a fim de mantermos o nível técnico e consequentemente as conquistas.

Mas com todo respeito a rapaziada da bola ao cesto, o Flamengo não vive disso, temos em nossa História uma vasta coleção de troféus, faixas e medalhas de diversos esportes e todos eles constam de nossa enorme galeria de conquistas todos em lugares de destaque, mas é de futebol que vivemos. É o futebol que nos faz transpirar. É ele que define o humor com que vamos acordar nas manhãs dos domingos, das segundas, das quartas ou quintas feiras. Nada além do futebol tem esse poder.

Você pode brigar na escola, em casa ou no trabalho, mas vai sempre haver uma alternativa para melhorar a situação. Um papo esclarecedor com o amigo ou patroa, um pedido de demissão ou retratação, etc.

Todavia, no futebol não. No futebol se você é Flamengo, e seu time perdeu você sabe que será sacaneado pelo porteiro, colega da escola, faculdade, cursinho ou do trabalho; todos os ridículos membros da invejosa Arco-Íris mal vestida. Se ganhou vai querer sacanear todo mundo vai vestir o Manto e desfilar de peito estufado, com aquele nosso tradicional e sarcástico sorriso de canto de boca.

Hehehe!!! Isso não tem preço.

Acontece que faz um bom tempo em que nossas manhãs de domingos, segundas, quartas ou quintas feiras, não têm sido nada agradáveis. Temos tido alguns lampejos de alegrias, mas na realidade, no computo final a situação não está nada boa.

Temos um time de jovens e por isso passível de altos e baixos. Tudo bem, já sabemos disso de cor e salteado. Qualquer guri do lado certo da História já sabe disso. Todos estamos munidos de paciência para aguardar a evolução dos tempos e futuras contratações que devem se concretizar na abertura da janela do meio do ano.

Mas não tá mole não!

Jogar diante da Nação em maior número, de forma tão bisonha como fizemos nesses dois últimos jogos é brincadeira.

Sei que nunca venceremos todas e no atual estágio técnico em que nos encontramos as derrotas serão normais. Perder faz parte do jogo e só perde quem está lá.

Mas perder ou empatar da forma como estamos fazendo é que não pode. A zaga que estava arrumadinha voltou a falhar, já estávamos conseguindo fazer a passagem da defesa para o ataque decentemente, sem nossas bicudas tradicionais nos últimos 3 anos e a bola já estava chegando menos quadrada no ataque. Só estava faltando um pouco mais de técnica neste último setor para termos um time bonzinho que se não desse muitas alegrias, ao menos suariam o Manto condignamente.

Não entendo como após muitos dias de treinamento e com a chegada de novos possíveis talentos, retrocedemos tanto.

Não é possível que vamos continuar dependendo dos gols do esforçado Renato Canelada. Não vou discutir o Rubro-Negrismo do rapaz. Eu gosto dele acho que até tem suas qualidades técnicas, mas ele se sobressai porque em terra de cego quem tem um olho é rei e lá na Gávea, nos últimos anos, o que não tem faltado é cego. Renato é um bom jogador, para compor o elenco, mas não para ser o homem de ligação, o principal criador das jogadas de algum time de futebol, muito menos do Clube de Regatas Flamengo.

E ultimamente, mesmo com a perda do pênalti no jogo passado ele tem sido nosso “atacante” mais efetivo. Ele tem sido, proporcionalmente, mais produtivo do que o Hernane Brocador e se isso está acontecendo é porque alguma coisa está errada.

Hoje, na bela Joinville, passamos quase todo jogo cruzando bolas na área do adversário. Jogada mais do que manjada que de eficiente nada tem. Está certo que alguns gols já saíram desses cruzamentos, mas é muito pouco gol para o número de bolas cruzadas. É a jogada menos eficiente do futebol brasileiro e essa tem sido quase que nossa única jogada de ataque.

E temos nosso craque nesse tipo de jogada. Leo Morto, chega com a redonda na quina da grande área do inimigo e alça o balão sobre a mesma. O zagueiro rebate e em poucos segundos estamos com os caras batendo à nossa porta pra bater nossa carteira.

O que será que passa pela caixola desse rapaz? São anos fazendo a mesma coisa com pouco resultado prático. Do outro lado, mudam os laterais, mas a jogada é a mesma. Não queria dizer essa sandice, mas chego a sentir uma ponta de saudades do Juan.

Mas não se preocupem isso passa logo. Pelo menos tem passado.

Os zagueiros voltaram a bater cabeça deixando a roubada toda para o Felipe. Tudo bem que ele está lá para isso, mas não é infalível e tem levado gols a cada jogo,

Após cada apresentação deste nível eu fico me perguntando o que essa rapaziada fica fazendo no Ninho do Urubu todos os dias.

Não consigo entender.

O 1 x 0, proveniente de uma pretensa intervenção de nossa zaga, no primeiro tempo foi pouco.

No segundo tempo, voltamos menos ruins e até perdemos uns golzinhos em jogadas de troca de passes, mas o que deveria ser uma constante não foi. Logo depois voltamos ao normal. Reiniciamos nosso cartel de jogadas: bicudas na direção pra onde a narigueta apontava e cruzamentos alçados sobre a área do inimigo.

Então, em um contra-ataque provocado por um lateral mal batido, tomamos o segundo gol. O segundo de um cara que nunca havia jogado na primeira divisão.

Pode isso Arnaldo?

O Flamengo é mestre em quebrar esses tabus. Quando o locutor começa a fala:

“O Zézinho nunca ...”

Fudeu! Já sei que vem merda. E hoje foram duas!

Canelada fez o seu primeiro em impedimento que o árbitro anotou invalidando o tento.

E foi num cruzamento, numa batida de falta, sofrida por Ernane, que Marcelo Moreno fez seu primeiro no Mengão e saiu orgulhoso, batendo no peito.

Dois minutos depois, aos 35 minutos, Renato Canelada, confirmando a tese de sua eficiência, fez seu segundo gol, desta vez sem impedimento, e ao comemorar, experiente que é, tirou a camisa para levar um cartão amarelo desnecessário; juntando-se ao Leo Morto que já havia levado o dele por reclamação.

Os dois jogadores ditos mais experientes do elenco dando exemplo.

E assim acabou a pelada.

Na saída de campo Renato falou algumas besteiras e foi pro chuveiro.

Quarta feira, vamos enfrentar o poderoso Naútico.

Saudações.


30 maio, 2013

LUTO


Mulambada,

Não vi o jogo e pelo jeito, não perdi nada.

Sabemos que tudo é possível quando estamos em processo de reconstrução, vitórias inesperadas e derrotas impossíveis.

Temos um time em formação. São meninos vindos da base, misturados com outros jovens vindos de fora e jogadores experientes, mas de pouca técnica. Um técnico com pouca experiência, mas com o sangue Rubro-Negro correndo nas veias.

Não é uma mistura para dar resultados de imediato. Essa fórmula é mais do que conhecida e por estarmos justamente no meio disso tudo temos de ter paciência com os acontecimentos. Altos e baixos fazem parte do processo de crescimento e criação de um time vencedor.

Ora, vai se ferrar!

Sei disso tudo e não discordo de uma única palavra escrita aí em cima, mas perder para a desconhecida Ponte Preta é muito para minha paciência.

Levar um gol, demorar para empatar, mas ao menos empatar é o mínimo que se pode esperar desse time. Afinal, não somos mais um bando de perdidos atrás de uma bússola para achar o caminho de casa; acho.

Falta-nos técnica para colocar a bola dentro do gol, é fato, mas já estávamos conseguindo evitar os gols dos inimigos. Renato Santos e Gonzáles, mesmo sem o auxílio de Leo Morto e Ramon, até estavam dando conta do recado.

Vão dizer que não estavam esperançosos com a pequena, mas sólida evolução?

Eu estava e ainda estou. Sim é verdade, acredito em nosso potencial, não para sermos campeões, mas sim para uma participação honrosa nesta temporada.

Mas perder para um time cuja maior façanha em sua história foi em 1977 perder um título regional para aquele que na época estava fazendo 20 anos de tentativas é muito sério.

Está certo que Jorginho tem sua parcela de culpa no vexame de ontem, mas não justifica tamanha vergonha.

Não! Não estou desmerecendo a Macaca, ela tem gravada na história do futebol brasileiro sua marca. Pequena mais tem. Entretanto, não pode ser considerada adversário à trazer grandes problemas ao Mais Querido, ainda mais este jogando em casa.

Mas foi o que aconteceu, perdemos três pontos que somados aos 5 da rodada anterior nos colocaram lá em baixo na tabela. Estamos em 16º lugar podendo ser ultrapassados por dois que estão abaixo de nós e não jogaram ontem.

A boa notícia é que estamos apenas na 2ª rodada, mas temos que tomar vergonha na cara se não isso poderá se tornar uma péssima notícia.

Outra má notícia é a batalha em que está envolvido nosso Mão Santa. Oscar, que honrou o Manto jogando basquete, trava uma luta séria contra um tumor no cérebro. Vamos torcer para que ele vença mais essa como o mesmo brilho com que fazia suas inúmeras cestas de três pontos.

Força Campeão!

E por falar em basquete, nosso alento é a fantástica participação de nosso time na NBB. Sábado será a final e ela se dará em casa. Os 17.000 ingressos vendidos deixam a lotação esgotada o que fará da arena um verdadeiro caldeirão.

Saudações.


27 maio, 2013

ATÉ BREVE!



Fala aí Mulambada!

Semaninha porreta essa, não acham?

Nos últimos meses estávamos todos envolvidos e ansiosos para conhecer o novo Manto na sua totalidade. Foi uma simples, mas tremenda jogada de marketing. As duas imagens liberadas pelo nossa parceira de glórias mil, durante a campanha deixaram a rapaziada na maior curiosidade. Não sei quanto a vocês, mas lá onde passo a maior parte do dia acordado até os que torcem pelos menores estavam na expectativa.

Confesso que ao ver a imagem que vazou no site sem vergonha fiquei apreensivo.

É sabido que o Manto Sagrado tem uma combinação de cores e História que impossibilitam ficar feio, mas como ninguém está livre de maus profissionais pode sim não ficar legal.

Todavia, ao chegar em casa na tarde desse último sábado, meu filho me recebeu já devidamente trajado e, sem exagero, meus olhos brilharam.

O Manto 1 ficou muito maneiro!

O vermelho ganhou vida, as faixas pretas descontinuadas nas laterais (meu receio) ficaram ótimas, a manga com as três listras deram classe ao produto e o CRF bordado em branco sob a estrela bordada em ouro formam um conjunto sinistraço.

Subi correndo, para vesti-lo após o banho.

À noite fui comer uma pizza em traje de gala. Não houve um par de olhos que deixou de ao menos dar uma olhadela de esguelha. Dava para sentir uma pontinha de inveja em alguns, prevendo o quão potente seremos.

Os Azuis junto com nossos parceiros estão fazendo um ótimo trabalho com os sentimentos da Nação. Pelo menos para mim está sendo contagiante. Usar o Manto, seguir e falar do Mais Querido está voltando a ser gratificante. O orgulho é latente e facilmente identificado no olhar dos correligionários mais tímidos ou nos comentários dos mais animados.

Vamo que vamo!

E nessa onda de boas notícias, a turma do basquete está dando aula de como honrar o Preto e Vermelho. Não são só vitórias, mas as derrotas são vendidas sob muito sangue, suor e lágrimas e por causa disso estão onde estão, no topo da cadeia alimentar do bola ao cesto.

E para finalizar a semana, em fim o Manto estreou. Sabemos que não foi uma atuação de gala afinal, nosso time, como todo o Mengão, ainda está em fase de reestruturação. As feridas deixadas são profundas, precisamos de tempo e coragem para colocar tudo em dia.

Mesmo assim, foi um bom jogo, botamos o adversário no bolso, tirando deles toda a possibilidade de trazer algum problema e ainda perdemos alguns gols que não precisávamos perder.

Nossa zaga está se arrumando e mesmo com Ramon e Leo Morto estávamos seguros. O meio de campo também arrumadinho fez das suas não só na proteção da zaga como com boas jogadas que os atacantes fizeram de tudo para desperdiçar.

A estreia de Marcelo Moreno me agradou. Parece que ele sabe jogar bola. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

O que eu gostei de tudo isso foi a forma como entramos em campo. Decididos e com uma marcação consistente. Taticamente já é possível ver um padrão de jogo. Não há mais aquele bunda lê lê nem aqueles chutões sem direção que havia antes.

Não podemos esquecer que o adversário não é nem de longe sombra do tricampeão da Liberta que foi dar vexame lá na Catalunha, sendo assim, devagar com o andor.

Mais uma vez, mesmo sendo mando de campo deles, jogamos em casa e a Nação foi muito bem representada pelos candangos e demais que se fizeram presente. Estão de parabéns.

E por ser mando deles, era um jogo de 6 pontos. Deixamos 5 lá, numa tremenda injustiça, mas é do jogo. Vamos subindo devagar e sempre, 2014 está logo ali e tudo indica que vem com tudo.

Parece que havia uma despedida. Não entendi direito, mas tinha um carinha lá que a mídia fez de tudo para aparecer mais que o jogo, parece até que ele esteve em campo. Eu não vi, mas ouvi alguém dizer que ele gostaria de estar mais uma vez perto do Manto. Não entendi direito por que, afinal não faz muito tempo que ele esteve na presença da vestimenta esportiva mais bonita do mundo e tomou uma escovada de 5.

Deve ser saudades.


No fim, ele acabou ganhando um novinho em folha.

Mas rapaz, não se preocupe se você for capaz poderá estar frente a frente com o Manto Sagrado, mais uma vez, em dezembro de 2014.

Sendo assim, até breve.

Saudações.



21 maio, 2013

A CASA DA NAÇÃO?




Mulambada,

Ontem por necessidade da obra em que estou lotado, precisávamos definir método construtivo e materiais a serem utilizados nos vestiários que irão atender aos mais de 5.000 trabalhadores durante a vigência da concessão do estaleiro.

E daí Geraldo?

E daí que força do destino eu estava presente quando foi decidido que o melhor lugar para a pesquisa seria nada mais nada menos que o Estádio Mário Filho, o popular Maracanã ou popularíssima CASA DO FLAMENGO.

“Vai?”

“Claro que vou!”

Durante o trajeto as lembranças povoavam meus pensamentos. As inúmeras vitórias, poucos empates e raras derrotas não me deixavam prestar atenção no caminho. Acabei informando errado e em vez de subir o viaduto em frente a estação São Cristóvão do Metrô, passamos por baixo.

À esquerda o majestoso, ainda com suas feridas abertas devido as obras por terminar.

Mas ele estava lá, imponente cujas formas, mesmo que mexidas ainda carregam o DNA do maior de todos.

Um retorno também à esquerda, em frente a estação Maracanã do metrô e retornamos em direção à tradicional Praça da Bandeira, que nos dias de chuva é mais conhecida como Aquário Municipal.

Dobramos à direita e seguimos em direção à Rua General Canabarro, onde estacionávamos o carro nos dias de jogos. E foi em uma transversal que estacionamos ontem.

Fizemos a pé o caminho de sempre enquanto eu relembrava a multidão de Rubro-Negros trajando o Manto em romaria em direção ao Templo. Pais, filhos, pais e filhos, malandros, negros, brancos, azuis, amarelos, roxos, ricos, pobres e tudo o mais que compõe a mescla da Nação.

Consegui ver os inúmeros ônibus das torcidas organizadas entupidos de torcedores e bandeiras bicolores ao sabor dos ventos em Preto e Vermelho.

Entramos pelo antigo estacionamento de motos e seguimos por ali até atingirmos a rampa monumental por onde subia de peito aberto entoando os cânticos que embalavam a nós e aos jogadores nas noites de quartas ou quintas e tardes de sábados ou domingos.


E por ela subimos. Meus quatro colegas, dois que vieram comigo e os dois que nos guiavam. Eles iam à frente, conversando e trocando informações e eu, atrás, um pouco distante conversando com minhas memórias.

Via meus compatriotas vestindo o Preto e Vermelho de diversas formas, subindo e cantando. Alguns corriam, outros pulavam, outros tiravam fotos e todos sorriam ansiosos na expectativa do jogo.

Subimos todos juntos em harmonia até a metade quando lá de cima vislumbrei a Estátua do Belini. O jogador viceino mais importante e talvez único citado em nossa imensa História.


Citado apenas por estar lá, segurando a Taça Julis Rimet que meia dúzia de safados e sem noção surrupiaram dos frágeis cofres da CBF e derreteram para vender por ninharia.

É nessa praça onde a Nação se reunia antes de transpor os portões para serem teletransportados para a nave da felicidade.

Portões que daqui há poucos dias farão 33 anos, daquele 01 de junho de 1980, em que mesmo com o ingresso na mão tive de pular para poder assistir os 3 x 2 que fizemos na galinha mineira para conquistarmos nosso primeiro dos até agora  SEIS INCONTESTES campeonatos Brasileiros.

Continuamos subindo...

Até atingirmos o andar mais alto. A passarela de acesso aos degraus mais altos ainda em obras foi pouco visitada por mim. Entrávamos pela passarela de baixo.


Visitamos os banheiros, tiramos nossas dúvidas e o lado profissional veio à tona para detectar a qualidade e acabamento dos serviços feitos. Talvez pelo pouco tempo ou mesmo coisas que só acontecem no Brasil, o resultado técnico do que vi é muito ruim. Temos de considerar também a qualidade de nossa mão de obra que não é das melhores e os detalhes construtivos deixam muito a desejar na funcionalidade.


Frequento o Maraca desde meus 8 anos quando ainda acompanhava meu pai por essas bandas. Não foi difícil perceber entre outras coisas, que colocar os bebedouros no corredor de acesso aos banheiros foi uma tremenda burrice, assim com também o foi colocar os painéis fotovoltaicos (captam a energia solar) no teto da rampa de acesso inferior. São de vidro ou similar e servirão de alvo aos civilizados torcedores brasileiros.

O descaso com o dinheiro público é notado quando se vê o revestimento de pastilhas dos camarotes VIP sendo coberto pelo revestimento de madeira.

Outros detalhes de colocação de revestimentos mal acabados e a fragilidade de alguns materiais utilizados me fizeram ver que a manutenção vai ser frequente e dispendiosa.

As instalações me pareceram bem feitas, porém, é necessário um pé atrás para essa afirmação.

Espero sinceramente estar errado e com todo respeito aos profissionais que atuaram e ainda permanecem e considerando todo valoroso esforço desses arquitetos, técnicos, engenheiros e operários, eu não coloco minha mão no fogo.

Não me espantarei se em poucos anos verificarmos que teremos na cidade dois estádios interditados.

Não, não tirei fotos desses detalhes, achei que ninguém mereceria ver isso.

Vimos o que fomos lá para ver e começamos nossa visita.

Sim, o trabalho se transformou em visita sim! Garanto que você faria o mesmo. Ninguém iria perder essa oportunidade ainda mais os dois que estavam comigo que por serem de outro estado, nunca haviam estado lá.

Seguimos pela passarela superior, entramos nos bares que agora terão cozinha e em fim, após atravessar um vão, onde na última reforma foram instalados os camarotes, vislumbramos o gramado.


Eu estava exatamente na direção onde nos últimos anos assisti aos embates históricos do Mais Querido. Na quina da bandeirinha de corner, nas cadeiras amarelas entre a Urubuzada e a Flamanguaça.

Lindo! Verdinho, como um tapete, ainda sem as marcas de cal que dão moldura a “arte” da bola. As traves e os mastros das bandeiras de escanteio mostram a redução do campo; um pecado. Em volta da grama natural a sintética, outro absurdo.

As cadeiras coloridas em amarelo, azul, verde e branco, espalhadas pelos degraus formam um belo mosaico só superado pelo que a Nação montará brevemente.


A unificação dos níveis e inexistência de um anel inferior trouxe a ilusão de que o maior de todos perdeu volume e com ele o respeito mundialmente adquirido nos seus mais de 60 anos de vida.

A distância entre a torcida e o campo diminuiu e a Nação, com certeza, vai saber se aproveitar disso.

Descemos em direção aos camarotes VIP depois de passar pelo seu luxuoso acesso. Ali o acabamento é esmerado e o conforto latente.


O espaço destinado ao acesso e bar não fará falta, mas aquele utilizado nos camarotes e adjacências, aliado ao luxo levam a crer que o futebol deixará de ser do povo.

O reservado a Presidência da República é um escândalo em termos de espaço. Mais de 150 metros quadrados de área foram destinados aos que menos trabalham e mais gastam no pais.


Isso para a área coberta onde provavelmente serão servidos caviar, salmon e demais apetizes. Tudo regado ao melhor champanhe e/ou vinho francês.

E o povo comendo pão com mortadela.

Sem contar com a área da “varanda” onde ficam as cadeiras para assistir aos jogos.


Mais portas e circulações até chegarmos as cabines de televisão e de controle dos sistemas do estádio; ambos onde o luxo e conforto são o DNA. E como não poderia deixar de ser, a visão é ampla geral e irrestrita. Galvão Bueno e sua “enturrage” vão se esbaldar.

Descemos e chegamos ao auditório onde os técnicos e jogadores darão entrevistas após os jogos. De dimensões respeitáveis, muito bonito e confortável.


Mais duas portas e os vestiários. Modernos espaçosos e confortáveis. Com uma grande sala com grama sintética para aquecimento dos chinelinhos, muitos chuveiros e duas grandes banheiras de hidromassagem cada uma com capacidade para 4 deitados e dois sentados. Não sei como os jogadores farão para se acomodar ali.


De lá, após passarmos por um grande corredor, cinza e mal acabado, chegamos ao campo e ali as lembranças voltaram com força.


As recordações foram surgindo sem cronologia como um caleidoscópio de imagens e com elas inúmeras emoções.

Vislumbrei a Nação em êxtase com a entrada do time em campo e segundos depois formando o mosaico de 2009 uma semana antes da conquista do HEXA, com as palavras:

“A MAIOR TORCIDA DO MUNDO FAZ A DIFERENÇA”

Minutos depois a via enlouquecida com um dos muitos gols de Zico,

Em 1978, o cruzamento que culminou o gol de Rondinelli e a conquista do Campeonato Carioca;

A falta batida em 2001 por Pet em mais outra conquista Carioca;

As arrancadas e os riscos e rabiscos de Uri Gueller entortando as pernas dos laterais nas décadas de 70 e 80;

A alegria de Junior com os braços abertos como seu sorriso após aquele belo gol no Brasileiro de 1992;

O gol de Obina na conquista de nossa segunda Copa do Brasil em cima de nossos eternos vices em 2006.

A genialidade de Leandro desfilando dribles e cruzamentos para diversos gols importantes nas décadas de 70 e 80.

O Autógrafo de Zanata, então meu ídolo em meu primeiro Manto número 5, lá pelos idos de 1969;

As diversas defesas de Marco Aurélio, Renato, Cantarelli, Ubaldo Fillol, Raul, Zé Carlos, Gilmar e Júlio Cesar;

A simples elegância de Geraldo o Assobiador;

A técnica de Mozer, a simplicidade de Figueiredo, a elegância de Aldair e demais companheiros de zagas;

O histórico gol de Nunes que nos presenteou com nosso primeiro título nacional em 1690;

A Raça de Liminha, Reyes, Paulo Henrique, Rodrigues Neto, Buião, Caldeira, Rondinelli, Merica e Luizinho Tombo, entre muitos outros que mesmo sem muita técnica ou quase nenhuma, honraram o Manto Sagrado;

As jogadas, passes, jogadas pela ponta esquerda e o terceiro gol de Adílio no Brasileiro de 1983;

A cadência de Andrade e o sexto gol devolvendo em 1981 uma injustiça...

Quando acabei de tirar essa foto, da trave onde tremem os goleiros rivais por estarem de frente para a Nação...


“Geraldo! Vamos!”

A volta a realidade veio com uma ponta de saudade, outra de tristeza e a certeza que em breve esses momentos se repetirão em progressão geométrica dando números frios da matemática a essa imensa paixão.

Com isso, retomei velhos conceitos e, corroborando o último post no Urublog, de Arthur Muhlenberg, nas palavras de Pedro Trengrouse, de que mesmo com a volta do Maraca, o Flamengo precisa ter o seu estádio.

Saudações.


16 maio, 2013

UMA VEZ MAIS EM CASA




Mais uma de nossas inúmeras casas espalhadas pelo território nacional, Juiz de Fora é uma cidade bastante interessante. É um de meus destinos quando resolvo fazer um passeio de moto só ou com amigos.

Sem muitas atratividades a não ser o simpático e acolhedor povo mineiro, as mineiras, o tutu com carré e couve e o curioso fato de apesar de pertencer ao território de Minas Gerais a maioria de sua população não torce por times deste estado. Sendo assim, a maioria deste não poderia ser diferente do resto do Brasil, é Flamengo.

Fato que pode corroborar para considerarmos Juiz de Fora como uma gratíssima extensão do Rio de Janeiro.

Ontem fez dois dias que esses duplamente felizardos vêm sendo prestigiados com a presença de nossos futuros craques que, nesta noite de quarta feira tiveram uma atuação perto do ridículo no hoje um dos estádios de maior capacidade de público disponíveis no “estado”.

Está registrado nas valorosas páginas de nossa História, foi nesse estádio que realizou-se o último jogo oficial de Zico no Mais Querido, quando marcou um golaço de falta.

Depois, em sua despedida dos gramados, o Galo meteu 3 dos 5 gols que, sem dó nem piedade, fizemos  o pessoal lá de LaraGayras engolir.

Outro fato também que ajudou a engrandecer esta quarta feira foi a divulgação de mais um pedaço de nosso futuro Manto Sagrado número 1. A manga predominando o vermelho com as características três listras em preto do fabricante, junto com o escudo divulgado anteriormente nos faz vislumbrar que o produto final ficará nada menos que sinistro!

Cabem aqui duas ressalvas. A primeira é: Por que a divulgação não foi feita pelo site oficial? E a segunda: Por ter sido divulgada através do globo.com, pode ser mais uma enganação para fazer você ler uma notícia inverídica. Típico da mídia atual. Mas isso, só o tempo dirá e o mais importante é que essa longa espera termina no dia 23 deste maio, dia previsto para o lançamento oficial e a chegada do meu, encomendado semana passada.

Mais uma vez a Nação esteve presente em grande número, como sempre faz onde quer que esteja. Foram mais de 19.000 saudosos e animados torcedores.

Concordo que um jogo contra a modesta equipe do Campinense não é evento a se considerar, mesmo sendo eles os atuais campeões da Copa do Nordeste. É um time brioso e como a todos, devemos respeitar, mas sua modesta história mostra que ainda têm muito geirimum, macaxeira e rapadura pra comer e água de coco pra beber.

Contudo, como faz parte de nossa caminhada para a conquista de nossa terceira Copa do Brasil, vestimos a camisa da humildade sob o Manto e jogamos o jogo.

O primeiro tempo começou veloz e enganador. Logo aos 5 minutos fizemos o primeiro do jogo. Em um cruzamento de Leo Morto aliado a uma cagada como há muito não se via a nosso favor.

Cagada ou não, não importa o importante é a bola no saco e 1 a 0 pros bons, ou seja, nós.

Mas a felicidade não durou muito e após um minuto em uma bobeiraça de toda zaga e um meio frango (daqueles de 9 reaus que se come com farofa de ovo e arroz) de Felipe, deram números finais ao primeiro tempo.

Como todo time oriundo das divisões inferiores, eles jogavam o jogo da vida e o fizeram com personalidade. Mesmo sem espaços, nossa marcação era forte, foram um pouco mais organizados e eficientes.

No segundo tempo, iniciamos mais postados afinal eram eles que precisavam da vitória já que com a mudança do local do jogo caiu por terra o objetivo principal da viagem que era fazer turismo na Cidade Maravilhosa.

Com a entrada de Luiz Antônio no lugar de Amaral a bola agradeceu por ser mais bem tratada na saída da defesa ao ataque. Isso não foi suficiente para nos dar tranquilidade. O meio campo dominado não se traduzia em gols, pois no ataque éramos extremamente ineficientes. Errávamos muitos passes.

Não sei o que esses caras tanto fazem nos treinamentos que não aprendem a dar um passe certo. Todo jogo, passar do meio de campo para o ataque é o mesmo que uma farta distribuição de tijolos, melancias e abacaxis.

Esse era o cenário até a entrada de Paulinho que em sua estreia, em seu segundo toque na bola deixou Elias, que iniciara a belíssima jogada, cara à cara com o gol e sem perdão enfiou um balaço de primeira, que quase furou as redes; trazendo alívio para a Nação.

Sem nenhum destaque individual a não ser a garra de Elias, vencemos a pelada com um placar modesto principalmente por se tratar de um time da 3ª divisão. Lembro que no começo desse ano, no Carioca, já vencemos times de 2ª e 3ª divisões com placares mais convincentes.

Valeu a vaga para aproxima fase.

Que venha o Brasileiro e se continuar assim, que São Judas Tadeu nos proteja.

Saudações.