Mais uma de nossas inúmeras casas espalhadas pelo
território nacional, Juiz de Fora é uma cidade bastante interessante. É um de
meus destinos quando resolvo fazer um passeio de moto só ou com amigos.
Sem muitas atratividades a não ser o simpático e
acolhedor povo mineiro, as mineiras, o tutu com carré e couve e o curioso fato
de apesar de pertencer ao território de Minas Gerais a maioria de sua população
não torce por times deste estado. Sendo assim, a maioria deste não poderia ser
diferente do resto do Brasil, é Flamengo.
Fato que pode corroborar para considerarmos Juiz de
Fora como uma gratíssima extensão do Rio de Janeiro.
Ontem fez dois dias que esses duplamente felizardos
vêm sendo prestigiados com a presença de nossos futuros craques que, nesta noite
de quarta feira tiveram uma atuação perto do ridículo no hoje um dos estádios de
maior capacidade de público disponíveis no “estado”.
Está registrado nas valorosas páginas de nossa
História, foi nesse estádio que realizou-se o último jogo oficial de Zico no Mais Querido,
quando marcou um golaço de falta.
Depois, em sua despedida dos gramados, o Galo meteu
3 dos 5 gols que, sem dó nem piedade, fizemos
o pessoal lá de LaraGayras engolir.
Outro fato também que ajudou a engrandecer esta quarta
feira foi a divulgação de mais um pedaço de nosso futuro Manto Sagrado número 1. A manga
predominando o vermelho com as características três listras em preto do fabricante,
junto com o escudo divulgado anteriormente nos faz vislumbrar que o produto
final ficará nada menos que sinistro!
Cabem aqui duas ressalvas. A primeira é: Por que a
divulgação não foi feita pelo site oficial? E a segunda: Por ter sido divulgada
através do globo.com, pode ser mais uma enganação para fazer você ler uma
notícia inverídica. Típico da mídia atual. Mas isso, só o tempo dirá e o mais
importante é que essa longa espera termina no dia 23 deste maio, dia previsto
para o lançamento oficial e a chegada do meu, encomendado semana passada.
Mais uma vez a Nação esteve presente em grande número, como
sempre faz onde quer que esteja. Foram mais de 19.000 saudosos e animados
torcedores.
Concordo que um jogo contra a modesta equipe do
Campinense não é evento a se considerar, mesmo sendo eles os atuais campeões da
Copa do Nordeste. É um time brioso e como a todos, devemos respeitar, mas sua
modesta história mostra que ainda têm muito geirimum, macaxeira e rapadura pra
comer e água de coco pra beber.
Contudo, como faz parte de nossa caminhada para a
conquista de nossa terceira Copa do Brasil, vestimos a camisa da humildade sob
o Manto
e jogamos o jogo.
O primeiro tempo começou veloz e enganador. Logo aos
5 minutos fizemos o primeiro do jogo. Em um cruzamento de Leo Morto aliado a
uma cagada como há muito não se via a nosso favor.
Cagada ou não, não importa o importante é a
bola no saco e 1 a 0 pros bons, ou seja, nós.
Mas a felicidade não durou muito e após um minuto
em uma bobeiraça de toda zaga e um meio frango (daqueles de 9 reaus que se come
com farofa de ovo e arroz) de Felipe, deram números finais ao primeiro tempo.
Como todo time oriundo das divisões inferiores, eles
jogavam o jogo da vida e o fizeram com personalidade. Mesmo sem espaços, nossa
marcação era forte, foram um pouco mais organizados e eficientes.
No segundo tempo, iniciamos mais postados afinal
eram eles que precisavam da vitória já que com a mudança do local do jogo caiu
por terra o objetivo principal da viagem que era fazer turismo na Cidade
Maravilhosa.
Com a entrada de Luiz Antônio no lugar de Amaral a
bola agradeceu por ser mais bem tratada na saída da defesa ao ataque. Isso não foi
suficiente para nos dar tranquilidade. O meio campo dominado não se traduzia em
gols, pois no ataque éramos extremamente ineficientes. Errávamos muitos passes.
Não sei o que esses caras tanto fazem nos
treinamentos que não aprendem a dar um passe certo. Todo jogo, passar do meio
de campo para o ataque é o mesmo que uma farta distribuição de tijolos,
melancias e abacaxis.
Esse era o cenário até a entrada de Paulinho que em
sua estreia, em seu segundo toque na bola deixou Elias, que iniciara a
belíssima jogada, cara à cara com o gol e sem perdão enfiou um balaço de primeira,
que quase furou as redes; trazendo alívio para a Nação.
Sem nenhum destaque individual a não ser a garra de
Elias, vencemos a pelada com um placar modesto principalmente por se tratar de
um time da 3ª divisão. Lembro que no começo desse ano, no Carioca, já vencemos
times de 2ª e 3ª divisões com placares mais convincentes.
Valeu a vaga para aproxima fase.
Que venha o Brasileiro e se continuar assim, que
São Judas Tadeu nos proteja.
Saudações.

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