16 maio, 2013

UMA VEZ MAIS EM CASA




Mais uma de nossas inúmeras casas espalhadas pelo território nacional, Juiz de Fora é uma cidade bastante interessante. É um de meus destinos quando resolvo fazer um passeio de moto só ou com amigos.

Sem muitas atratividades a não ser o simpático e acolhedor povo mineiro, as mineiras, o tutu com carré e couve e o curioso fato de apesar de pertencer ao território de Minas Gerais a maioria de sua população não torce por times deste estado. Sendo assim, a maioria deste não poderia ser diferente do resto do Brasil, é Flamengo.

Fato que pode corroborar para considerarmos Juiz de Fora como uma gratíssima extensão do Rio de Janeiro.

Ontem fez dois dias que esses duplamente felizardos vêm sendo prestigiados com a presença de nossos futuros craques que, nesta noite de quarta feira tiveram uma atuação perto do ridículo no hoje um dos estádios de maior capacidade de público disponíveis no “estado”.

Está registrado nas valorosas páginas de nossa História, foi nesse estádio que realizou-se o último jogo oficial de Zico no Mais Querido, quando marcou um golaço de falta.

Depois, em sua despedida dos gramados, o Galo meteu 3 dos 5 gols que, sem dó nem piedade, fizemos  o pessoal lá de LaraGayras engolir.

Outro fato também que ajudou a engrandecer esta quarta feira foi a divulgação de mais um pedaço de nosso futuro Manto Sagrado número 1. A manga predominando o vermelho com as características três listras em preto do fabricante, junto com o escudo divulgado anteriormente nos faz vislumbrar que o produto final ficará nada menos que sinistro!

Cabem aqui duas ressalvas. A primeira é: Por que a divulgação não foi feita pelo site oficial? E a segunda: Por ter sido divulgada através do globo.com, pode ser mais uma enganação para fazer você ler uma notícia inverídica. Típico da mídia atual. Mas isso, só o tempo dirá e o mais importante é que essa longa espera termina no dia 23 deste maio, dia previsto para o lançamento oficial e a chegada do meu, encomendado semana passada.

Mais uma vez a Nação esteve presente em grande número, como sempre faz onde quer que esteja. Foram mais de 19.000 saudosos e animados torcedores.

Concordo que um jogo contra a modesta equipe do Campinense não é evento a se considerar, mesmo sendo eles os atuais campeões da Copa do Nordeste. É um time brioso e como a todos, devemos respeitar, mas sua modesta história mostra que ainda têm muito geirimum, macaxeira e rapadura pra comer e água de coco pra beber.

Contudo, como faz parte de nossa caminhada para a conquista de nossa terceira Copa do Brasil, vestimos a camisa da humildade sob o Manto e jogamos o jogo.

O primeiro tempo começou veloz e enganador. Logo aos 5 minutos fizemos o primeiro do jogo. Em um cruzamento de Leo Morto aliado a uma cagada como há muito não se via a nosso favor.

Cagada ou não, não importa o importante é a bola no saco e 1 a 0 pros bons, ou seja, nós.

Mas a felicidade não durou muito e após um minuto em uma bobeiraça de toda zaga e um meio frango (daqueles de 9 reaus que se come com farofa de ovo e arroz) de Felipe, deram números finais ao primeiro tempo.

Como todo time oriundo das divisões inferiores, eles jogavam o jogo da vida e o fizeram com personalidade. Mesmo sem espaços, nossa marcação era forte, foram um pouco mais organizados e eficientes.

No segundo tempo, iniciamos mais postados afinal eram eles que precisavam da vitória já que com a mudança do local do jogo caiu por terra o objetivo principal da viagem que era fazer turismo na Cidade Maravilhosa.

Com a entrada de Luiz Antônio no lugar de Amaral a bola agradeceu por ser mais bem tratada na saída da defesa ao ataque. Isso não foi suficiente para nos dar tranquilidade. O meio campo dominado não se traduzia em gols, pois no ataque éramos extremamente ineficientes. Errávamos muitos passes.

Não sei o que esses caras tanto fazem nos treinamentos que não aprendem a dar um passe certo. Todo jogo, passar do meio de campo para o ataque é o mesmo que uma farta distribuição de tijolos, melancias e abacaxis.

Esse era o cenário até a entrada de Paulinho que em sua estreia, em seu segundo toque na bola deixou Elias, que iniciara a belíssima jogada, cara à cara com o gol e sem perdão enfiou um balaço de primeira, que quase furou as redes; trazendo alívio para a Nação.

Sem nenhum destaque individual a não ser a garra de Elias, vencemos a pelada com um placar modesto principalmente por se tratar de um time da 3ª divisão. Lembro que no começo desse ano, no Carioca, já vencemos times de 2ª e 3ª divisões com placares mais convincentes.

Valeu a vaga para aproxima fase.

Que venha o Brasileiro e se continuar assim, que São Judas Tadeu nos proteja.

Saudações.


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