02 maio, 2013

EM CASA NO NORDESTE



Mulambada,

Foram apenas dias que pareceram semanas, talvez meses.

A saudade era grande, mesmo não estando em nossos melhores dias futebolísticos. É muito difícil ficar tanto tempo sem ver o Manto Sagrado desfilar nos gramados do mundo.

Sabemos que é justamente devido a nossa falta de capacidade de jogar bola o mínimo suficiente para estarmos nas disputas em que somos frequentes é que houve esse hiato.

Entretanto, especulo que nossa queda técnica tenha a ver com uma solicitação feita pelos Azuis na troca dos técnicos. Algo do tipo:

Jorginho, queremos de você um trabalho visando o futuro, não se preocupe com esse Carioqueta chimfrim. Desses temos mais de 30 lá em nossa imensa sala de troféus.
O que queremos de você é que teste todos os jogadores que temos e prepare um relatório com o resultado de suas observações. Considere as seguintes premissas: técnica, vontade de vestir o Manto, comportamento, obediência tática, estado físico, capacidade em aceitar a reserva e lutar para dela sair, comprometimento, integração com os companheiros, respeito com a Instituição e superiores e visão no futuro.
Providencie, também, uma lista dos jogadores que gostaria de acrescentar ao nosso elenco. Ao finalizar, em aproximadamente 30 dias, nos reuniremos para as avaliações de praxe e definirmos nosso futuro.

Claro que é um belo chute, mas gostaria muito que isso fosse a nossa realidade. Teria tudo a ver com nossa atual situação de busca da identidade e respeito perdidos. Não ia me importar nem um pouquinho com a perda do Carioqueta.

Mas voltemos à realidade.

Essa semana recebemos algumas notícias. Se serão boas ou não só o tempo dirá. O que temos de certo é que precisamos nos tornar Sócios Torcedores e ter paciência, muita paciência.

Já se especula os primeiros nomes. Não vou citá-los nem mesmo falar sobre, pois os fatos ainda não se concretizaram. Pelo mesmo motivo também não tecerei comentários à notícia do novo Master. Entretanto, posso afirmar que isso tudo me agrada, pois mostra que o trabalho está sendo feito.

Aguardemos notícias concretas e quem quer que sejam, ao vestir o Manto temos de apoiar. Essa é a regra.

Ontem foi dia do trabalhador e o primeiro em que estamos sob as mãos da Adidas, mas não posso deixar de citar aquela que nos vestiu nos últimos anos. Nossa companheira de Hexa.

Olympikus obrigado!

O novo Manto será apresentado apenas no dia 23, sendo assim, até lá, ainda jogaremos com o da OLK. O que é um grande prazer.

Após todos esses dias, ontem voltamos aos gramados e fizemos mais um jogo do que poderá vir a ser mais um título da Copa do Brasil à enfeitar as prateleiras da Gávea; o terceiro.

Também fizemos outra volta.

Tal qual o filho pródigo, depois de muitos anos, regressamos à uma de nossas várias casas, o Nordeste, onde conquistamos a Copa dos Campeões em 2001.


Fomos à Paraíba, onde enfrentamos o brioso time da Campinense, o atual campeão da Copa do Nordeste. Um torneio mais significativo e rentável do que qualquer estadual sem vergonha que se joga por aí.

O estádio estava cheio a Nação compareceu em peso como sempre e fez seu papel de forma brilhante.

Foi um jogo bom, guardando-se as proporções, muito bom.

Levamos um susto no início (isso já está se tornando crônico) em uma enorme cagada do adversário, 1 x 0 para eles.

Demorei a me acostumar em nos ver jogando com o Manto branco.

Animaram-se com o tento e perderam o respeito pelo Mais Querido.

Foram poucos minutos para que mostrássemos nossa superioridade. Passamos a um domínio pleno com poucas intervenções de nosso goleiro, mas levamos alguns raros sustos.

Renato, Rafinha e Elias eram os destaques.

Os locais recuperaram o temor natural depois que Renato Canelada acertou uma falta na quina da trave com o travessão de Pantera, o goleiro deles.

Ainda assustado, aos 27 minutos, o felino bateu roupa em outra falta muito bem batida pelo Canelada. 1 x 1. Me lembrou Nelinho, do Cruzeiro e da seleção nos anos 70/80.

O time jogava bem, solidário, marcando a meia pressão, tocando a bola com desenvoltura e objetividade; anulando a correria do propenso adversário. O primeiro tempo acabou empatado.

Luiz Antônio entrou muito bem no lugar de Amaral. Ele que  vinha tendo participação discreta, porém efetiva teve de sair por não estar 100% em condições de jogo.

Luiz Antônio completou o trio de melhores em campo com Canelada e Rafinha que saiu com o placar consolidado, extenuado de tanto que correu.

Continuamos perdendo gols até que em nova falta, Canelada mostrou que está treinando o fundamento. Meteu uma pancada no vértice oposto ao da primeira falta, só que dessa vez a redonda foi amansar nas redes do acuado Pantera.

O lance lembrou a falta batida por Pet na decisão da Copa dos Campeões sobre os Bambis em um 5 x 3 inesquecível.

Leo Morto vem melhorando. Desta vez foi 200% mais efetivo do que vinha sendo em 2012. Ontem fez duas jogadas de linha de fundo (não fazia isso em 2012) que só não resultaram em gol por puro capricho. Isso prova que o problema dele ainda não é a idade e sim falta de profissionalismo nos treinos e jogos.

O pessoal com quem assisto aos jogos queria mais. Eu, achei melhor ficar no 2 x 1, pois dessa forma haveria o segundo jogo. O Flamengo precisa jogar para entrosar o time. Ficar só treinando não é suficiente.

Perdemos mais alguns gols, Elias fez duas jogadas excelentes mostrando que não estava satisfeito com o placar.

Os 10 escanteios a favor e nenhum contra ilustravam nosso domínio e aos 46 e poucos, em mais um, Gonzales, quase de peixinho cabeceia na trave deixando o placar em 2 x 1

Se o jogo de volta for no Maraca, como estão especulando, eu vou.

Saudações.


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