Mulambada,
Foram apenas dias que pareceram
semanas, talvez meses.
A saudade era grande, mesmo não
estando em nossos melhores dias futebolísticos. É muito difícil ficar tanto
tempo sem ver o Manto
Sagrado desfilar nos gramados do mundo.
Sabemos que é justamente devido a
nossa falta de capacidade de jogar bola o mínimo suficiente para estarmos nas
disputas em que somos frequentes é que houve esse hiato.
Entretanto, especulo que nossa
queda técnica tenha a ver com uma solicitação feita pelos Azuis na troca dos
técnicos. Algo do tipo:
“Jorginho, queremos de você um trabalho
visando o futuro, não se preocupe com esse Carioqueta chimfrim. Desses temos
mais de 30 lá em nossa imensa sala de troféus.
O que queremos de você é que teste todos os jogadores que temos e
prepare um relatório com o resultado de suas observações. Considere as
seguintes premissas: técnica, vontade de vestir o Manto, comportamento, obediência
tática, estado físico, capacidade em aceitar a reserva e lutar para dela sair, comprometimento,
integração com os companheiros, respeito com a Instituição e superiores e visão
no futuro.
Providencie, também, uma lista dos jogadores que gostaria de acrescentar
ao nosso elenco. Ao finalizar, em aproximadamente 30 dias, nos reuniremos para as
avaliações de praxe e definirmos nosso futuro.”
Claro que é um belo chute, mas
gostaria muito que isso fosse a nossa realidade. Teria tudo a ver com nossa
atual situação de busca da identidade e respeito perdidos. Não ia me importar
nem um pouquinho com a perda do Carioqueta.
Mas voltemos à realidade.
Essa semana recebemos algumas
notícias. Se serão boas ou não só o tempo dirá. O que temos de certo é que
precisamos nos tornar Sócios Torcedores e ter paciência, muita paciência.
Já se especula os primeiros nomes.
Não vou citá-los nem mesmo falar sobre, pois os fatos ainda não se concretizaram.
Pelo mesmo motivo também não tecerei comentários à notícia do novo Master. Entretanto,
posso afirmar que isso tudo me agrada, pois mostra que o trabalho está sendo
feito.
Aguardemos notícias concretas e
quem quer que sejam, ao vestir o Manto temos de apoiar. Essa é a regra.
Ontem foi dia do trabalhador e o
primeiro em que estamos sob as mãos da Adidas, mas não posso deixar de citar
aquela que nos vestiu nos últimos anos. Nossa companheira de Hexa.
Olympikus obrigado!
O novo Manto será apresentado apenas no dia
23, sendo assim, até lá, ainda jogaremos com o da OLK. O que é um grande prazer.
Após todos esses dias, ontem
voltamos aos gramados e fizemos mais um jogo do que poderá vir a ser mais um
título da Copa do Brasil à enfeitar as prateleiras da Gávea; o terceiro.
Também fizemos outra volta.
Tal qual o filho pródigo, depois
de muitos anos, regressamos à uma de nossas várias casas, o Nordeste, onde
conquistamos a Copa dos Campeões em 2001.
Fomos à Paraíba, onde enfrentamos
o brioso time da Campinense, o atual campeão da Copa do Nordeste. Um torneio
mais significativo e rentável do que qualquer estadual sem vergonha que se joga
por aí.
O estádio estava cheio a Nação
compareceu em peso como sempre e fez seu papel de forma brilhante.
Foi um jogo bom, guardando-se as
proporções, muito bom.
Levamos um susto no início (isso
já está se tornando crônico) em uma enorme cagada do adversário, 1 x 0 para
eles.
Demorei a me acostumar em nos ver
jogando com o Manto
branco.
Animaram-se com o tento e
perderam o respeito pelo Mais Querido.
Foram poucos minutos para que
mostrássemos nossa superioridade. Passamos a um domínio pleno com poucas
intervenções de nosso goleiro, mas levamos alguns raros sustos.
Renato, Rafinha e Elias eram os
destaques.
Os locais recuperaram o temor
natural depois que Renato Canelada acertou uma falta na quina da trave com o
travessão de Pantera, o goleiro deles.
Ainda assustado, aos 27 minutos,
o felino bateu roupa em outra falta muito bem batida pelo Canelada. 1 x 1. Me
lembrou Nelinho, do Cruzeiro e da seleção nos anos 70/80.
O time jogava bem, solidário,
marcando a meia pressão, tocando a bola com desenvoltura e objetividade;
anulando a correria do propenso adversário. O primeiro tempo acabou empatado.
Luiz Antônio entrou muito bem no
lugar de Amaral. Ele que vinha tendo participação
discreta, porém efetiva teve de sair por não estar 100% em condições de jogo.
Luiz Antônio completou o trio de
melhores em campo com Canelada e Rafinha que saiu com o placar consolidado,
extenuado de tanto que correu.
Continuamos perdendo gols até que
em nova falta, Canelada mostrou que está treinando o fundamento. Meteu uma
pancada no vértice oposto ao da primeira falta, só que dessa vez a redonda foi
amansar nas redes do acuado Pantera.
O lance lembrou a falta batida
por Pet na decisão da Copa dos Campeões sobre os Bambis em um 5 x 3
inesquecível.
Leo Morto vem melhorando. Desta
vez foi 200% mais efetivo do que vinha sendo em 2012. Ontem fez duas jogadas de
linha de fundo (não fazia isso em 2012) que só não resultaram em gol por puro capricho.
Isso prova que o problema dele ainda não é a idade e sim falta de
profissionalismo nos treinos e jogos.
O pessoal com quem assisto aos
jogos queria mais. Eu, achei melhor ficar no 2 x 1, pois dessa forma haveria o
segundo jogo. O Flamengo
precisa jogar para entrosar o time. Ficar só treinando não é suficiente.
Perdemos mais alguns gols, Elias
fez duas jogadas excelentes mostrando que não estava satisfeito com o placar.
Os 10 escanteios a favor e nenhum
contra ilustravam nosso domínio e aos 46 e poucos, em mais um, Gonzales, quase
de peixinho cabeceia na trave deixando o placar em 2 x 1
Se o jogo de volta for no Maraca,
como estão especulando, eu vou.
Saudações.


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