Mulambada,
Estamos em intertemporada. A
rapaziada está em Pinheiral, recarregando as baterias e semana que vem inicia
um processo de reaprendizado onde voltarão a ter contato com seu principal
instrumento de trabalho a quem não vêm tratando com o mínimo de decência
necessária.
A bola.
Não sei quanto a vocês, mas hoje,
livre da paixão que cega o torcedor, vejo que a grande verdade é que os nossos andaram
desaprendendo aquilo que mais importa em suas atividades, ou seja, jogar
futebol.
Sim meus caros Mulambos,
o que se joga hoje é tudo menos futebol. As condições podem não ser as
melhores, mas elas ainda existem. Temos bons campos, estádios razoáveis, bolas
de boa qualidade, público, mídia e anunciantes interessados, mas não temos o
mais importante, o que dá a graça e alegria ao esporte mais popular do mundo; excelentes
jogadores de futebol.
Temos alguns que se
sobressaem, é verdade e eles dão vida ao famoso ditado de que em terra de cego
quem tem um olho é rei. E muitos de vocês já se acostumaram com a carência e
aceitam de bom grado a esmola representada pelos ciclopes.
Muitos desses eu entendo, pois
não tiveram a oportunidade de ver verdadeiros craques jogando. São jovens que não
tiveram a oportunidade de vê-los atuando sem serem caçados como coelhos como
fazem hoje. Ou são velhos que esqueceram das coisas boas da vida.
Há os que não jogam, mas contribuem
com a desgraça e na contramão da tendência europeia mantém em mais da metade de
nossos times um bando de pernas de pau que nada têm à mostrar muito menos à
contribuir com a evolução do que deveria ser o jogo.
Isso acontece desde 1982 quando
em duas fatalidades perdemos um jogo para a Itália e com isso a oportunidade de
sermos mais uma vez Campeões Mundiais de Seleções. Quatro anos depois a pá de
cal foi jogada sobre o caixão do que chamavam de futebol brasileiro e hoje o
mundo perdeu todo o respeito que tinha por nós.
Temos no time mono-título das galinhas
mineiras o único exemplo próximo do que poderíamos chamar de futebol e só. Os
outros que estão sobressaindo por aí nada mais são do que grupos de ciclopes
bem arrumadinhos em campo. Tudo com o aval da mídia. Lógico, eles têm que fazer
você acreditar que é bom, se não você não compra.
E você compra.
As vezes, surge uma promessa aqui
e outra acolá, porém de efetivo mesmo apenas bons jogadores, mas nada de
craques.
Ora! Não me venham falar de
Neymar ok?
Se olharmos para o no nosso Flamengo,
a situação não é muito diferente. Depois da década de 80, tivemos lampejos e
até conquistamos um bom número de taças, mas na realidade, há muito que caminhamos
na mesma estrada da mediocridade.
Mas parece que a coisa pode
mudar. Não digo pelos atos dos Azuis, mas mais por eles estarem no lugar certo
na hora certa e fazendo a coisa certa.
Vejo em nossa garotada oriunda da
conquista da Copa São Paulo de Juniores, há dois anos, uma grande oportunidade
de voltarmos a ter não só um time de jogadores feitos em casa como também que a
maioria deles seja de craques.
Claro que é cedo para falar e
justamente por isso que não estou afirmando.
São várias as variáveis a serem
consideradas para que este sonho se realize e pelo andar da carruagem, estamos
no caminho certo. As coisas estão meio paradas, mas sabemos que entre os
esforços dos Azuis está a preocupação em manter essa molecada ligada ao Mais Querido
com a renovação de seus contratos, a busca de investidores e patrocinadores para
bancar não só o saneamento da Instituição, como também os investimentos como a
conclusão das obras do CT e a contratação de jogadores jovens.
É óbvio e ululante que gostaria
de ler no site oficial e depois nos diversos meios de comunicação a contratação
de um ou mais jogadores mundialmente conhecidos, mas ainda não é possível. Pode
até ser que venha um, mas aí será através de uma maravilhosa jogada de
marketing quase como um milagre.
Sendo assim, é bom não contar com
o ovo...
Os Azuis continuam cumprindo com
o prometido. Não fielmente, mas de maneira bastante satisfatória e ao contrário
do que tenho lido por aí, considerando-se o cenário composto por milhões em
dívidas, milhinhos em arrecadação (mesmo com a o caixa da Caixa) e consequente pouco
poder de barganha, o que temos não é tão ruim assim.
Trouxeram seis reforços (?) dos
quais não tecerei uma palavra que seja. Deles, Marcelo Moreno, que estava
encostado lá no sul e Roger Carvalho, são os mais conhecidos. Os demais; Diego
Silva, Paulinho, Bruninho e Val são o que podemos chamar de apostas de grande
risco.
Esses seis, podem até ser bons
jogadores em seus clubes médios ou pequenos, mas isso aqui é Flamengo
e jogar aqui não é pra qualquer pé-rapado. O Manto pesa e muito, tem que ser
muito macho para se dar bem sob sua proteção.
Não faz muito tempo que fizemos
várias contratações de nome e renome que não conseguiram produzir o que deles
se esperava. Alguns cracaços como Romário e Edmundo que até jogaram direitinho,
mas não conquistaram nada vestindo o Manto. Artilheiros de Brasileiros como Obina,
Souza, David e mais outros menos conhecidos, que fracassaram e até sumiram como
poeira do cenário futebolístico e mais recentemente os senhores Tiago Neves e
Ronaldinho Gaúcho que até jogaram duas ou três partidas direitinho, mas nada de
excepcional.
Aguardemos então suas estreias.
Enquanto isso, temos de fazer a nossa parte. Não é obrigado, mas é um dever cívico nos tornarmos Sócios Torcedores e comprar o novo Manto.
Enquanto isso, temos de fazer a nossa parte. Não é obrigado, mas é um dever cívico nos tornarmos Sócios Torcedores e comprar o novo Manto.
Me tornei sócio no mês passado e
reservei meu Manto
hoje pela internet. Nele, como no anterior, colocarei o número “8” em homenagem ao saudoso Geraldo Assobiador.
Saudações.


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