Mulambada,
Com o fim deste que ainda chamam
de Campeonato Carioca, é necessário que façamos algumas reflexões, observações
e consequentes deduções.
Estamos carecas de saber que a
fórmula e possíveis variações utilizadas na realização do certame não são mais
atrativas nem para bêbado em fim de festa. Nossos cartolas federativos
conseguiram acabar, em não mais do que 10 anos, com o melhor torneio estadual
do país. A incompetência é tanta que nem os mais fanáticos torcedores se deram
ao trabalho de comparecer para assistir as peladas que foram oferecidas.
Erros crassos de árbitros mal
preparados, física e tecnicamente contribuíram significativamente para o
fracasso da competição.
A falta de estádios descentes, a
perda dos dois maiores e a insegurança de suas adjacências foram primordiais no
esvaziamento de cada evento.
O nível técnico foi tão baixo que
mesmo merecendo o time vencedor não teve adversários a altura para fazer dessa
conquista algo mais do que razoável.
Não, não estou fazendo pouco da
conquista. Há tempos que digo que o pessoal da carrocinha tem a melhor
administração do estado e uma das melhores do país. Mas por mais esforçados que
sejam, eles não têm uma coisa muito importante, aquilo que faz de um time
grande e vencedor de competições mais sérias do tipo brincadeira de gente
grande.
Eles não têm torcida e os poucos
que têm não comparecem nem nos estádios, nem em programas de aporte financeiro ou
afins. Resultado, aparecem no cenário como meros coadjuvantes com resquícios de
conquistas municipais de reles valor.
Daqueles que poderiam fazer
frente os lá de LaranGayras estão ocupados em algo mais útil e interessante,
injustamente diga-se de passagem. Não se pode esquecer da forma vergonhosa como
abandonaram as divisões inferiores. Isso em um sistema sério deveria ser o
suficiente para impedi-los de descer para o play sem antes pagarem essa absurda
dívida com a sociedade. Não nos esqueçamos também de que só sobrevivem devido
ao seu plano de saúde que cobre todas as despesas hospitalares sem as quais não
seria possível adentrar aos gramados.
Os lá da Colina, filhos da
península, há muito deixaram de ser capazes de fazer frente e com isso figurar
no mínimo de forma respeitosa em qualquer competição. Fruto de administrações
mais do que desastrosas não conseguem lastro financeiro, técnico ou outro
qualquer que os faça ao menos se levantar a cada manhã e se olhar no espelho
com uma ponta que seja de orgulho.
Resta então a nós, o Mais Querido
e por isso o único capaz de sobreviver a anos de mas administrações cujo maiores
legados são dívidas e mais dívidas provenientes de verdadeiros saques aos
cofres da Instituição.
Mas mesmo com todo esse poder,
não há quem sobreviva eternamente a essa corja impunemente, já era esperado e
em fim chegou o dia em que o portentoso Urubu iria fraquejar diante de tanto extrativismo.
Entretanto, não só da força
sobrevivem os grandes, a sorte torna-se poderosa aliada àqueles que pela História
de Glórias fazem por merecer sua presença. E ela veio em forma e cor e os Azuis
estão tentando e conseguindo com passos firmes iniciar uma reviravolta há muito
almejada.
Sacrifícios estão sendo feitos,
muitos incompreendidos e devido a isto nosso desempenho pífio nesta competição
de pré-temporada, o esquecido Campeonato Carioca.
Fizemos um primeiro turno
brilhante diante do que se apresentou como desafio, mas uma única derrota nos
privou do final feliz.
Veio o segundo turno e sucumbimos
aos menores, mas não aos médios e no computo final nos igualamos aos
inferiores.
Ao final, tivemos duas suadas
vitórias que aliadas às duas outras da Copa do Brasil nos fez vislumbrar melhor
sorte no futuro sob os pés de uma garotada virtuosa, mas que ainda têm que
mostrar eficazmente à que vieram.
Esquecemo-nos de que os
parâmetros que nortearam esse vislumbre nada mais foram do que vitórias sobre
adversários de pouca expressão que em priscas eras nada seriam além de os peles
da turma.
Portanto meus caros Mulambos,
devagar com o andor, pois a brincadeira acabou e está chegando a hora em que descer
pro play não vai ser pra qualquer um.
Saudações.

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