06 maio, 2013

AS VEZES PENSAR FAZ BEM




Mulambada,

Com o fim deste que ainda chamam de Campeonato Carioca, é necessário que façamos algumas reflexões, observações e consequentes deduções.

Estamos carecas de saber que a fórmula e possíveis variações utilizadas na realização do certame não são mais atrativas nem para bêbado em fim de festa. Nossos cartolas federativos conseguiram acabar, em não mais do que 10 anos, com o melhor torneio estadual do país. A incompetência é tanta que nem os mais fanáticos torcedores se deram ao trabalho de comparecer para assistir as peladas que foram oferecidas.

Erros crassos de árbitros mal preparados, física e tecnicamente contribuíram significativamente para o fracasso da competição.

A falta de estádios descentes, a perda dos dois maiores e a insegurança de suas adjacências foram primordiais no esvaziamento de cada evento.

O nível técnico foi tão baixo que mesmo merecendo o time vencedor não teve adversários a altura para fazer dessa conquista algo mais do que razoável.

Não, não estou fazendo pouco da conquista. Há tempos que digo que o pessoal da carrocinha tem a melhor administração do estado e uma das melhores do país. Mas por mais esforçados que sejam, eles não têm uma coisa muito importante, aquilo que faz de um time grande e vencedor de competições mais sérias do tipo brincadeira de gente grande.

Eles não têm torcida e os poucos que têm não comparecem nem nos estádios, nem em programas de aporte financeiro ou afins. Resultado, aparecem no cenário como meros coadjuvantes com resquícios de conquistas municipais de reles valor.

Daqueles que poderiam fazer frente os lá de LaranGayras estão ocupados em algo mais útil e interessante, injustamente diga-se de passagem. Não se pode esquecer da forma vergonhosa como abandonaram as divisões inferiores. Isso em um sistema sério deveria ser o suficiente para impedi-los de descer para o play sem antes pagarem essa absurda dívida com a sociedade. Não nos esqueçamos também de que só sobrevivem devido ao seu plano de saúde que cobre todas as despesas hospitalares sem as quais não seria possível adentrar aos gramados.

Os lá da Colina, filhos da península, há muito deixaram de ser capazes de fazer frente e com isso figurar no mínimo de forma respeitosa em qualquer competição. Fruto de administrações mais do que desastrosas não conseguem lastro financeiro, técnico ou outro qualquer que os faça ao menos se levantar a cada manhã e se olhar no espelho com uma ponta que seja de orgulho.

Resta então a nós, o Mais Querido e por isso o único capaz de sobreviver a anos de mas administrações cujo maiores legados são dívidas e mais dívidas provenientes de verdadeiros saques aos cofres da Instituição.

Mas mesmo com todo esse poder, não há quem sobreviva eternamente a essa corja impunemente, já era esperado e em fim chegou o dia em que o portentoso Urubu iria fraquejar diante de tanto extrativismo.

Entretanto, não só da força sobrevivem os grandes, a sorte torna-se poderosa aliada àqueles que pela História de Glórias fazem por merecer sua presença. E ela veio em forma e cor e os Azuis estão tentando e conseguindo com passos firmes iniciar uma reviravolta há muito almejada.

Sacrifícios estão sendo feitos, muitos incompreendidos e devido a isto nosso desempenho pífio nesta competição de pré-temporada, o esquecido Campeonato Carioca.

Fizemos um primeiro turno brilhante diante do que se apresentou como desafio, mas uma única derrota nos privou do final feliz.

Veio o segundo turno e sucumbimos aos menores, mas não aos médios e no computo final nos igualamos aos inferiores.

Ao final, tivemos duas suadas vitórias que aliadas às duas outras da Copa do Brasil nos fez vislumbrar melhor sorte no futuro sob os pés de uma garotada virtuosa, mas que ainda têm que mostrar eficazmente à que vieram.

Esquecemo-nos de que os parâmetros que nortearam esse vislumbre nada mais foram do que vitórias sobre adversários de pouca expressão que em priscas eras nada seriam além de os peles da turma.

Portanto meus caros Mulambos, devagar com o andor, pois a brincadeira acabou e está chegando a hora em que descer pro play não vai ser pra qualquer um.

Saudações.


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