05 março, 2015

MERECIDO?


Mulambada,

Faz mais de um século que homens como Vavá, Rubens, Perácio, Dida, Reyes, Doval, Rondinelli, Zico, Junior, Andrade, Adílio, Petkovic, e poucos outros nos enchem de orgulho com sua técnica e/ou raça.

Seu amor que escorre em forma de suor e lágrimas é o combustível que transforma uma simples camisa preta e vermelha no Manto Sagrado, que muitas vezes carregou nas costas pernas de pau sem futuro fazendo os mover céus, terras e mares em prol de nossas incontáveis conquistas.

Vestir o Manto Sagrado não é uma ação corriqueira para qualquer sem vergonha que trança as pernas ao tentar conduzir uma bola de futebol. Não só bola de futebol como também bolas e/ou ferramentas de outros esportes com os quais o Maior de Todos enche sua imensa galeria de troféus.

É claro que vemos quase que onipresentemente Mulambos muito bem vestidos pelos quatro cantos do universo e isso mostra o quão imenso é nosso invejado, mas nunca igualado Flamengo.

O que falar desses iluminados?

Nada!

Mas daqueles que, independente de motivo, amador ou profissional, resolvem fazer vida deste ato, poucos o fizeram com humildade e honradez.

Poucos o fizeram de fato.

E Léo Moura foi um deles. Nunca foi unanimidade no que diz respeito a técnica, mas não se pode negar que entre os altos e baixos de suas performances o saldo é positivo. É claro que o momento de escassez técnica ajudou bastante e Léo Moura foi dos poucos a tornar-se síntese do velho ditado que diz:

“Em terra de cego quem tem olho é Rei!”

Fator importante nas diversas conquistas desses últimos 10 anos, não podemos esquecer que Léo também esteve presente nos piores momentos de nossa História. E não há dúvidas de que sua presença foi crucial para que esses momentos não fossem piores.

Foram diversos Carioquetas, duas Copas do Brasil, um Brasileiro e várias outras tacinhas de menor expressão. Assim como duas eliminações vexaminosas da Liberta e duas quase quedas para a Divisão dos Impuros.

Mas não foi só (?) isso que o fez merecer a deferência de um jogo de despedida. Outros melhores e mais bem sucedidos em títulos não o tiveram.

Sua identificação com a Nação foi grande, mas outros também se identificaram e até mais.

Portanto, mesmo considerando todos os prós de sua belíssima carreira defendendo o Mais Querido, não consigo ver o motivo desta deferência. Talvez os dez anos ininterruptos o que hoje em dia é raríssimo, seja a razão; não sei...

Pouco importa então, pois em época de escassez de futebol e ídolos não há outro melhor que Léo Moura para vestir esse papel.

Portanto, isso o faz merecedor de todas as homenagens.

Obrigado e vida longa ao Capitão!


Saudações!


05 fevereiro, 2015

E COMEÇOU?




Mulambada ,

Enfim começou!

Sim, começou e como acontece há muitos anos, não empolgou.

Depois de dois anos de contenções e consequente participações medíocres nos certames 2015 começou mais tranquilo e promissor. A diretoria cocou o bolso e anda soltando uns capilés a mais e com isso andou comprando coisa melhor que antes. Deixamos de fazer compras no Saara e Já a estamos frequentando algumas lojas de departamentos.

Se bem que o nível das contratações anteriores era tão baixo que qualquer seiláquenzinho com um mínimo de futebol Já séria uma boa evolução nas compras.

Anotem, isso não é uma crítica a diretoria. Mantenho meu apoio incondicional aos azuis pelo simples fato de estarem sendo fieis com suas ideias de limpar a lambança deixada pelos precedentes incompetentes. Mesmo tendo vacilado em alguns pontos, seu desempenho tem sido infinitamente superior não só a de seus vários antecessores como também ao de vários de seus colegas de outras agremiações. O resultado disso Já é visto na credibilidade alcançada pelo Nome Flamengo e no crescimento de valor que o Manto Sagrado obteve nos últimos dois anos, tornando-se a mais valiosa camisa em terras tupiniquins.

A crítica sobra para a qualidade de nosso futebol que, depois da tunda de 7, anda mais xoxo do que salada de chuchu com jiló. Sendo assim, não podemos  nos queixar desse Inicio de temporada, foram dois empates e três vitórias. Estamos invictos!

Mas não é para se vangloriar, pois entre os resultados vencemos um eterno freguês com time de segunda e outro que não merece muitos comentários. Tá certo que nesse ínterim Já rolou uma tacinha para encher mais ainda nossa imensa e abarrotada galeria de troféus e isso faz muito bem ao ego.

Fazer o que?

E já foram duas rodadas do "MAGAVILHOSO" carioqueta. Não vou nem citar as ações de nossa Federação e demais membros da enturrage, muito menos a absurda invasão ao vestiário do adversário la na belíssima Macaé. Independente de quem invadiu isso é coisa de bandido e lugar de bandido é na cadeia e não em estádio de futebol.

Ao Contrário de muitos que não têm coragem de tirar o bode da sala, eu não tenho nada contra as torcidas organizadas. São elas que costuram os lindos bandeirões, que animam as partidas, inventam os gritos e cânticos de incentivo, constroem os mosaicos e dão espetáculo com suas coreografias e bandeiras. Sem elas as tardes de futebol seriam uma porcaria como são os jogos da seleção brasileira. Neles a falta de criatividade é enorme tanto que há anos é a mesma musiquinha ridícula:

"Eu sou brasileiro ..."

Puta Que pariu! Que merda!

Da até vergonha alheia.

Sou contra os irresponsáveis que deixam bandidos se infiltrarem e permanecerem nas torcidas organizadas. Existe a polícia, a justiça e todo um aparato para identificação dos maus elementos, mas ninguém vai pra cadeia, aí não há como resolver a questão.

Simples assim!

Mas voltemos ao futebol, ou o que resta dele, que é o que interessa.

Foram cinco jogos que mostraram que temos um time superior aos dos anos anteriores. Não é nada de mais, mas já é bom o suficiente para mantermos nossa hegemonia regional. Claro que no futebol não há vencedores de antecedência, mas que vai ser difícil não levar mais esse caneco pra Gávea vai.

Vão ter de tirar muito sangue das cabeças de nossos "craques".

A receita é de bolo e já estamos carecas de saber que, nos treinos tem que esquecer o chinelinho, em campo é só manter o sapato rasteiro e em qualquer lugar não pode tripudiar dos pretensos adversários.

Pode deixar que sacanear os frequentes das divisões inferiores e a Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida é o papel da Nação . Clássico papel que sabemos desempenhar muito bem. Se houvesse hum Oscar para isso, todo ano seria a mesma coisa:

"The Winer is . . . a Mulambada Bem vestida! "

Aguardemos então as próximas rodadas ...

Saudações!


14 dezembro, 2014

PAIXÃO X INTELIGÊNCIA


Mulambada,

Faz tempo que não dou as caras, mas vocês vão concordar que esse ano de 2014 não havia muito o que fazer por aqui. Aliás, faz alguns anos que tem sido assim. Com exceção das Conquistas do Basquete, do hexa em 2009 e da Copa do Brasil de 2013 nada que aconteceu foi digno de grandes comentários. Nem mesmo os vários cansativos carioquetas que nos mantém hegemônicos no estado mais bonito do Brasil. Muito pouco valeu a pena perder tempo mal traçando linhas por aqui.

É claro que estou falando de nós, Flamengos dos quatro costados afinal, nossa natureza é sermos felizes. Nascemos para isso e nossa vasta história ratifica esse dogma. Ser feliz e ser Flamengo são o melhor exemplo de simbiose e redundância que se possa dar. Seja pelos inúmeros títulos ou apenas pela própria existência cuja modéstia impõe a natural arrogância que trazemos no coração.

Sim os tempos têm sido ruins para nós, mas para os peles componentes da maior torcida do mundo, a Arco-Íris invejosa, fétida e mal vestida, o ano foi de emoções. E que emoções.

A começar pela nossa medíocre performance que os fazia repetir como se mantra fosse:

“Esse ano cai!”

Foram rodadas e mais rodadas, em que eles se alimentavam da nossa incompetência técnica e profissional e que estivemos ali rondando a zona dos impuros, para deleite dos indignos. Em cada esquina, bar ou ermo da cidade o assunto era o mesmo; a tão desejada queda do Maior de Todos.

Eles riam, muitos gargalhavam e bostejavam pérolas como:

“Se o Flamengo cair vou ficar feliz, mesmo se meu time cair também!”

“Prefiro ver o Flamengo rebaixado do que meu time campeão!”

Etc.

Nenhuma novidade afinal para esses buchas, cujos times não almejam muito a cada temporada, torcer contra é mais gostoso. Ou a única opção para um pouco de felicidade.

E o ano foi passando, a natural conquista do carioqueta já nada havia acrescentado, restava o cada vez mais distante hepta e/ou o Bi da Copa do Brasil.

No primeiro rastejávamos pelos gramados e vivíamos a rondar a zona dos impuros.

Durante o ano entraram e saíram jogadores e técnicos e o comportamento do time permanecia o mesmo. Sabia-se que não poderíamos esperar muito de nossos come-dormes. Eram latentes suas limitações técnicas que em alguns se agravava pela idade avançada. Mas o que eu não entendia é que como jogadores ditos profissionais, com os vencimentos em dia e rodeados de boa estrutura tinham desempenho tão pífio? Um grupo cuja atitude desprezível os fazia ser sacaneados pelos quatro cantos do país sem reação. Um mínimo de amor próprio traria resultados menos ruins.

A política de saneamento das dívidas e recuperação da saúde financeira do Mais Querido, que tem sido o norte da atual administração é o motivo da escassez financeira que nos impões esse bando a vestir o Manto Sagrado. Mas mesmo com os altos e baixos sou fiel defensor dessa ideia e consigo deixar a paixão de lado em prol da certeza de que em breve seremos uma potência esportiva mundial.

Sei que não sou o único a pensar desta forma e quem viver verá.

Mas para isso, é necessário que, ao contrário do país que trilha caminhos tortos permeados de enormes poças de lama e corrupção, continuemos a seguir nossas trilhas tendo a austeridade como principal pilar desta e das futuras administrações.

Não há outra opção a não ser a parcimônia para não sermos mais um dentre os milhões que vivem na sujeira sócio política e econômica neste país.

Mesmo assim, diante da mediocridade que se encontra nosso outrora melhor do mundo futebol brasileiro isso não era para nos deixar tão baixo.

Veio o profexô que com aquela história de sair da zona da confusão enxertou poucas doses de vergonha na cara dos come-dorme e sem muita dificuldade subimos a níveis menos poluídos.

Passamos a vencer os bichos-papões e continuamos a perder pontos preciosos para os pequeninos. Coisas de Flamengo.

Na Copa do Brasil, mantínhamos as esperanças da Nação até que o Exúdocorpomole novamente encarnou nos come-dorme e levamos uma tunda de um eterno freguês.

Vida que segue.

E 2014 se mostrou único para todos ratificando o fato de o Flamengo ser o fiel da balança esportiva do país. O trem pagador que carrega nos ombros muitas das demais agremiações ao lotar os estádios mesmo não estando bem. Aquele que mexe com os corações de quase 100% dos torcedores do país. Enquanto 40% bate de felicidade, 60% enfarta de tristeza e vasco-versa.

2014 provou que o Sr. Paulo Roberto Costa (Operação Lava Jato) não estava errado ao dizer que a corrupção está em todo o país, pois foi contundente ao mostrar que também nos esportes a sujeira esteve escondida sob os tapetes das glórias conquistadas em várias modalidades.

Grande novidade!

2014 foi sarcasticamente irônico ao fazer ressurgir dos mortos uns seilaquenzinhos que julgávamos muito bem enterrados e inofensivos; fazendo-nos crer que o futuro vai ser complicado.

E 2014 está chegando ao fim sem nenhuma novidade para todos, perdemos mais uma Copa do Mundo, dessa vez de maneira vexaminosa, temos mais um médio carioca na 2ª divisão e o Flamengo, gigante que é, para desespero dos infiéis, não caiu.

Feliz Natal e que venha 2015, repleto de boas novas para nós Flamengos.


Saudações.

20 setembro, 2014

E NÃO É QUE MUDOU?


Mulambada,

Saudades deste pequeno espaço.

Não, não foi porque o Flamengo descia a ladeira, longe disso, escrever é uma das coisas que me agradam bastante ainda mais sobre o Mais Querido, mas as tarefas de criação de uma nova empresa estão tomando todo meu tempo e fico sem poder dar as caras por aqui.

É verdade que o Maior de Todos andou rateando feio e como vem fazendo entra ano sai ano, para deleite da arco-íris fétida e mal vestida, inicia o maior e mais equilibrado certame mundial passeando pela zona dos impuros. Chega a ser irritante essa postura de time pequeno que nos assola com frequência. Deve ser o efeito osmose devido as más companhias que nos cercam regionalmente.

Entretanto, quebrando o paradigma de “diga-me com quem andas que te direi quem és” para desespero da mesma arco-íris fétida e mal vestida, os impuros, time grande não cai e ponto, final.

Com a chegada do polêmico Luxa, iniciamos uma sequência de vitórias com goleadas de 1 x 0. Sequencia providencialmente quebrada com duas derrotas seguidas contra o Grêmio e o Goiás.

Providencialmente por que os come-dorme la da Gávea já estavam se achando e a Nação que não economiza em otimismo já estava começando a pensar na Liberta de 2015. O Luxa deve ter dado um tremendo puxão de orelha nos perna de pau que, cientes de sua inconteste falta de técnica, caíram na real e reencontraram o caminho dos bons (?) resultados.

Nesse meio tempo tivemos agradáveis surpresas, o renascimento do pequenino Everton e do grande Walace que segura nossa defesa como gente grande e seus companheiros de miolo não tem deixado a Nação sentir muito a falta do Samir. Mas o Marcelo andou dando umas bobeados e o Luxa não teve opção a não ser ressuscitar o Chicão.

Os outros continuam na mesma, não fedem nem cheiram, mas estão correndo mais que antes e no futebol de hoje correr é 90% de garantia de sucesso(?).

Você não acredita?

Ora meu caro Mulambo, o que o Everton sabe fazer de melhor?

Sim, correr.

Quem tem sido peça fundamental no esquema do Luxa?

Sim, o Carceres, que resolvemos idolatrar, pois mesmo sendo um tremendo perna de pau, com sua energia e raça se tornou o ponto de equilíbrio e consequente segurança do nosso meio de campo. É o famoso 2 em 1, joga dois jogos e para um. Todo o jogo leva pra casa de presente um cartão amarelo.

Sou do tempo em que a peça fundamental do Mengão era o Zico, mas o futebol brasileiro está tão ruim que eu arriscaria a dizer que os acima citados até poderiam almejar vaga na Seleção que não iam fazer feio. O problema é estando lá pegar a doença que o Juan e o Leo Moura pegaram. Enfermidade que tira a técnica do doente que passa a ser lembrado pelo passado e os raros momentos de lucidez que atualmente permeiam suas vidas nos campos.

É o que eu sempre falei, o time é muito ruim, mas não é o único, tem por aí muitos e piores é só correr um pouquinho que podemos ir mais longe, principalmente na Copa do Brasil.

Amanhã temos as Flores pela frente, muito cuidado que elas estão todas assanhadas. Ultimamente andaram levando umas palmadas bem dadas. Como toda aborrescente costumam se revoltar nesses momentos e o Mengão como líder nato e inconteste do terreiro deve mantê-las em seu devido lugar da casa, o terceiro quarto.

Saudações.


29 julho, 2014

MELHOR DO QUE ESTAVA ...


Mulambada,

Confesso que gostei, mas também, diante do que estava acontecendo uma vitória, mesmo que magra (1 x 0) contra a turma lá do Engenhão mal  construído, não vale muita coisa ainda mais sabendo que as coisas por lá estão pretíssimas; ao ponto do Presidente ir a Brasília passar a sacolinha.

São 5 meses de direitos de imagens atrasados e dois meses sem ver a cor do cacau. Os caras já são meio fracos, sem grana pra comprar arroz e feijão, vira molezinha.

E mesmo sendo molezinha o Flamengo roeu um osso pra ganhar a pelada. Mesmo com a boa presença da parte da Nação que deu o seu recado como sempre.

Ô timinho ruim daporra esse nosso!

A presença da Nação deve-se muito por conta dos baixos preços dos ingressos. Ao contrário do que pensam, sou daqueles que acham que o preço do jogos deve ser suficiente para ajudar a manter sua qualidade, ou seja, quanto melhor e mais importante a peleja, mais caro deve ser o seu ingresso. Foi assim na recém findada Copa do Mundo, os ingressos eram caros na origem, ficaram mais caros nas mãos dos cambistas e mais caros ainda nas mãos da quadrilha contratada para vende-los. Conheço neguim que pagou mais de R$ 10.000,00 para ver um jogo, mas não conheço ninguém que não tenha saído satisfeito. Com exceção, lógico, aos incautos que pagaram pra ver os jogos do Brasil. Pobres coitados ludibriados pela mídia.

Hehehe!!!

Entretanto, o que estava acontecendo nos jogos do Maior de Todos era uma disparidade absurda, pois a qualidade do espetáculo estava muito aquém do que estavam cobrando.

Quanto a pelada de ontem, estava gostando da estreia do Marcelo, o zagueiro vindo lá do interior, mas não é que no final ele quase caga no pau! Deu uma de Erazo, mas ainda bem que foi só o susto.

O melhor de tudo foi saber que mesmo com João Paulo não senti falta do tal de André Santos. Isso comprovado, podem botar o cara pra correr.

Não vou tecer comentários sobre a contratação do Luxa, não acho ele ruim, apenas acho presunçoso, um pouco defasado e caro, mas não existe nada muito melhor disponível por aí.

Ele diz que é Flamengo, isso deve valer alguma coisa.

Considerando o cenário futebolístico nacional, foi uma apresentação decente, os caras correram como homis e conseguiram arrancar uma vitória, a segunda no certame. É isso que a Nação deseja, que joguem com vontade de ganhar mesmo sendo ruins de bola como são, está provado que é possível fazer melhor do que estavam fazendo.

Mas não estou tranquilo, mesmo sabendo que time grande não cai, precisamos mais do que foi apresentado para que nossos corações voltem a bater normalmente.

Que venham mais jogos e rezemos para não ser mais um fogo de palha.

Saudações.

21 julho, 2014

OS TRÊS PATETAS


Mulambada,

Chega uma hora que fica muito difícil comentar alguns assuntos. No que diz respeito ao que tange este humilde espaço falta-me vocabulário para deixar de ser repetitivo. Essa é a explicação para não vir aqui com a frequência de antes.

Ultimamente o Flamengo anda te deixando muito puto, não quero ser mais um a fazê-lo.

É fato que juntando os come-dorme lá no Ninho do Urubu, pouco sobra para montar um time descente, mas há nesse bando, que como poucos recebe bem e em dia e quase nada fazem para corresponder a isto, uns que me deixam bastante atarantado.

Se não estou errado esta última foi a terceira pré-temporada do ano, está certo que com o 3º técnico diferente, mas não entendo como esses zéruelas não conseguem fazer o mínimo que sua profissão exige.

Parece que eles não se conhecem, não conhecem as regras, não conhecem o campo e muito menos a bola. Andam perdidos pelos gramados do país como idiotas a pagar micos e orangotangos de fazer inveja aos Três Patetas.

Mas isso tudo, apesar de não ser o desejável, não é o pior. Provavelmente eles foram encorajados a insistir na atividade por não terem opção melhor. Talvez a falta de uma escola por perto que lhes provesse algum conhecimento e nos livrasse de vê-los vestindo o Manto.

Eles poderiam ser o que quisessem menos jogadores de futebol. Os anos vêm mostrando que essa foi a pior das escolhas do leque de opções profissionais deste país oferece. André Santos poderia ser um bom veterinário, Leo Moura um bem sucedido dono de padaria, Felipe teria uma mercearia e Chicão seria um bom advogado, etc.

E nós seríamos felizes representantes da Nação.

Mas este está longe de ser o problema. O maior problema é a falta de noção ou até de vergonha. Por muito menos eu deixaria de mostrar a minha na rua. Esses peles não tem semancol. Como é possível não verem a realidade dos fatos? Como é possível não verem que estão nos envergonhando, somos mais de 40 milhões sendo ridicularizados após cada infame apresentação dessa turma? Mas se eles estão cagando e andando para os 40 milhões e nem se mexem para tentar mudar o quadro, fazer o que? O que me espanta mesmo é não verem o que estão fazendo com seus filhos, mulheres e demais familiares.

Para eles não é difícil, é só entrar no carrão importado com vidro escuro, ir para o treino, do treino para a mansão e tudo bem. Mas fico imaginando as crianças sendo sacaneadas todas as segundas feiras pelos coleguinhas na escola. Elas devem chegar em casa questionando o motivo disso estar acontecendo e sendo inocentes são facilmente ludibriadas. Mas o dia seguinte chega e o ato de ir para a escola vai ficando cada vez mais difícil.

Essa situação já deixou de ser problema de Flamengo e sua Nação e passou a ser problema de hombridade de caráter.

Eles precisam ver que estão fazendo tudo errado desde a juventude e devem ter a humildade de assumir seu erro. Já têm grana suficiente e já passou da hora para investir em outra profissão e assim deixar nossa paciência e os combalidos cofres do Maior de Todos em paz.


Saudações.

14 julho, 2014

ENFIM VAI COMEÇAR...


Mulambada,

Estive ausente por muitas rodadas e essa ausência é plenamente justificada. Não aguentava mais ver um bando de come-dorme desfilando preguiça em campo, não aguentava mais tanta falta de jogadas, não aguentava mais ver chutões a ermo e sem utilidade, não aguentava mais não ver um meio de campo, não aguentava mais ver dois laterais ineficientes, não aguentava mais bolas alçadas sobre a área do adversário sem efetividade, não aguentava mais tantos passes errados, não aguentava mais um ataque que não fazia gols; resumindo, não aguentava mais não ver futebol.

E resolvi tirar férias disso tudo, pois nem a paixão pelo Maior de Todos foi suficiente para aguentar as últimas rodadas. Confesso que nesse interim pensei em abandonar a porratoda e iniciar um processo de repressão de meus sentimentos ao Flamengo. A intenção era deixa-lo em banho-maria por uns tempos para ver se tomava tenência e se aprumava de vez e assim voltar ao menos a ser um bom competidor e ter trajetória normal nos certames de maior importância.

Mas não deu!

Existe uma força maior que me empurra e me faz não só acompanhar como torcer fervorosamente pelo Mais Querido. Segui-lo mesmo que de soslaio e/ou nas piores situações não é sacrifício nenhum. Não é atoa que quase que diariamente visto Vermelho e Preto nem que na simples tarefa de levar Boris, meu fiel cão, para esvaziar.

Chova ou faça sol, antes ou depois de uma vitória ou derrota, lá estou na rua, na praia ou sei lá onde, muito bem vestido com o Manto Sagrado.

Fui ver a Copa das Copas.

Como poucos de vocês, gosto muito de futebol e vi nesta recém findada Copa do Mundo uma boa oportunidade para revê-lo em toda a sua magnitude, sob os pés mágicos de vários consagrados craques, como também gratas surpresas.

Vi surgir excelentes goleiros o que mostra o quão ofensivas foram as partidas.

Na fase de grupos onde os riscos são menores e a lógica costuma prevalecer eu vi uma Holanda magnífica dar um sacode memorável na então campeã assim como minha favorita, a Alemanha, aplicar uma sova na seleção do então recém eleito melhor do planeta. Vi uma Costa Rica sair do ostracismo para ser a primeira colocada do chamado Grupo da Morte. Vi chegarem as Oitavas uma simpática e eficaz Colômbia, duas africanas agora de respeito, uma Suíça corajosa e uma recém formada Bélgica; assim como ví alijadas desta fase seleções consagradas como Inglaterra, Itália e as já mencionadas Espanha e Portugal.

Vi o Brasil passar aos trancos e barrancos “evoluindo” com seu já manjado futebol no estilo europeu dos anos 70 e 80, tendo como principais atributos, para sofrimento daqueles que fizeram história, baixar a porrada e os chutões para frente.

Nas oitavas a qualidade do jogo caiu. Usando o lugar comum, o medo de perder fez sucumbir a vontade de vencer e muitos jogos foram decididos com raros gols nos minutos finais, na prorrogação ou pênaltis. Apesar disso, alguns, foram bem disputados como Alemanha e Argélia, França e Nigéria e Bélgica e Estados Unidos.

Os poucos gols, prorrogações e decisões por pênaltis também foram a tônica das Quartas e assim seriam nas Semi não fosse o sacode que levamos da Alemanha. Não vou tecer comentários sobre o vexaminoso massacre, muitos já o fizeram na época e pouco mais há a acrescentar.

O pouco que tenho a dizer é que o jogo me fez entender como seria uma partida entre o Flamengo da década de 80 contra o Flamengo atual.

Um time vestindo e honrando o Manto nº 1 com jogadores como Raul ou Zé Carlos; Leandro ou Jorginho, Marinho e Mozer ou Leandro e Edinho; Junior ou Leonardo; Andrade, Adílio e Zico ou Andrade, Ailton, Zinho; Nunes e Lico ou Bebeto e Renato Gaucho

O outro? Ora o outro seria esse bando que vemos desonrar o Manto faz tempo.

Mesmo sendo o primeiro jogo em que os Alemães vestiram o Manto Sagrado, não foi por isso ou desde então que passei a torcer por eles. Já vinha fazendo isso desde o início e provo com meu texto escrito em 28 de maio de 2014, veja em:


Trata-se de um longo e esclarecedor texto que mostra o motivo para esse ato, que os menos atentos chamam de traição à Pátria.

Hehehe! Só rindo desses pobres coitados.

Mas foi vendo o desfilar do Manto Sagrado alemão que bateu uma imensa saudade do original.

Veio a “honrosa” decisão de 3º e 4º lugares e novo vexame.

A Holanda que desde 1974 vem apresentando boas equipes, obtendo excelentes resultados e que para mim deveria ser uma das finalistas, aplicou-nos um sonoro 3 x 0.

Seus jogadores cansados devido as batalhas anteriores. Jogaram economizando forças e conseguiram seus gols nas 3 ou 4 vezes em que aumentaram o ritmo de seu jogo. Não precisava mais do que isso.

Aqui também não vou tecer comentários, pois muitos já o fizeram e pouco mais há a acrescentar.

Veio a final e para sorte dos “New Patriots” a Alemanha saiu vencedora e conquistou com sobras a Copa das Copas. Imaginem se a campeão fosse a Argentina?

Durante esses dias, as poucas notícias que chegavam informavam que havíamos feito contratações. Não sei quantos, seus nomes, suas origens e atributos, mas ouvi dizer que entre eles há um tal de Canteros meio campo de origem, acho que, paraguaya. Com exceção a Romerito e com muita boa vontade Reyjes não lembro na história do futebol deste belo país outro meio de campo oriundo do país da pirataria cuja técnica tenha validado esta contratação. Mas como bem disse o filósofo: “Não há como explicar o inexplicável.”; quem sabe não estou redondamente enganado e como fez com o mediano time da Alemanha o Manto Sagrado não transforme esse rapaz em craque de bola?

Considerando que para nós as 9 primeiras rodadas não valeram de porranenhuma, enfim vai começar o Campeonato Brasileiro, então resta-nos aguardar a próxima quarta feira para ver se com esse mês de pré-pré-temporada alguma coisa mudou.

Saudações!


11 maio, 2014

15 MINUTOS DE ATITUDE


Mulambada,

É como disse antes, nosso elenco já é ruim quando está com o departamento médico vazio, com ele cheio fica muito complicado.

Nosso homem gol é de dar pena. Corre pouco e quando o faz é de uma improdutividade cavalar. Está mais que provado que ele é um jogador de quinze minutos. Quinze minutos são suficientes para ele, mais do que isso é insano mantê-lo em campo. Detalhe, têm que ser os 15 minutos finais, quando todos já estão cansados.

Outros dignos de pena são nossos laterais, ditos titulares. O da esquerda se arrasta e o da direita, se não está nas pontas dos cascos é inútil. Só que para ele estar nas pontas dos cascos hoje em dia...

Ambos nos cansam com a mesma jogadinha sem vergonha. Chegam ali na região lateral da intermediária do inimigo e alçam chuveirinhos despretensiosos e sem nenhum efeito prático. Linha de fundo para eles é jogada rara em seus já escassos cardápios técnicos.

O elenco é ruim e cheio de jogadores de quinze minutos. Com isso nas mãos nenhum técnico, por melhor que seja, consegue algo mais do que estamos vendo.

Hoje entrou mais um que veio do Paraná. Pode ser que vingue, mas diante do histórico, acho difícil.

Não se trata nem de atitude. Essa palavra que os Gatos Mestres adoram utilizar, mas não definem qual tipo é.

Você poderia dizer que a atitude de nosso time é uma atitude ruim, que eles não se esforçam, etc., mas não é bem assim. Os come dorme do Flamengo até correm, marcam, se entregam e suam o Manto em uma atitude positiva, entretanto isso só não resolve nosso problema. É preciso jogar o mínimo de futebol, é preciso que nossos craques de 15 minutos joguem ao menos 60 e que não o façam apenas em uma partida por ano e sim em várias.

Precisamos de técnica consistente e não esporádica.

O jogador de 15 minutos de hoje foi o Lucas Mugni que jogou bem os 15 minutos do jogo anterior. Neste jogo virou titular e nada fez. Isso já aconteceu com o Adryan, Nixon, Muralha, Negueba, Matheus, ops! Matheus não, esse jogou nada sempre.

Ok! São garotos, oscilar é normal, mas pqp vai oscilar assim nas divisões de base.

Qual será o jogador de 15 minutos do próximo jogo?

O jogo de hoje só valeu pela belíssima homenagem aos nossos jogadores negros de todos os tempos. Bateu muitas saudades.

No mais, tivemos mais posse de bola, mas não sabíamos o que fazer com ela. Os Flores não fizeram nada o tempo todo, foram lá na nossa cozinha apenas duas vezes, duaszinhas só e meteram dois.

O primeiro porque nosso goleiro em vez de jogar futebol ficou de empurra-empurra com o zé mané de lá e o segundo, ora! O segundo foi sacanagem de todo o time. Como pode deixar um gordinho caído levar vantagem em uma jogada daquelas?

Salvou-se apenas o miolo da zaga, principalmente o jovem Samir que se continuar assim será mais um a compor a vasta galeria de Zagueiros nascidos e criados na Gávea. Cárceres é ruim, mas tem produzido algo satisfatório. O resto, pode jogar fora.

Meus caros Mulambos, juntar escassez de qualidade com muitos jogadores de 15 minutos é o cenário perfeito para mais um ano de provações.

Como bem cantava nosso ilustre, querido e já saudoso Jair Rodrigues:

“Preparem seus corações...”

Saudações.


06 maio, 2014

EMFIM VENCEU... CONVENCEU?


Mulambada,

Ainda bem que não sou obrigado a estar aqui sempre. Gostaria, mas esses come-dorme que representam o Flamengo não me deixam fazê-lo.

Assistir aos jogos está sendo martírio que nem São João Batista sofreu. Não pelas flechas e sim pela enganação de anos.

Há tempos que o Flamengo joga o mínimo para se sustentar sobre a corda bamba que delimita as divisões do futebol brasileiro.

Dos mais de cinquenta jogos anuais o Flamengo joga bem, no máximo 10 o resto é de uma mediocridade nada condizente com a História do Maior de Todos.

“Ah! Mas temos sido campeões com frequência razoável.”

Dirão os tolos.

Verdade, são os carioquetas que nada significam ou nacionais em que a sorte nos leva em seus braços até o título, como em 2009 ou que apenas 6 jogos bem jogados fazem o trabalho, como na última Copa do Brasil. O resto do ano é puro sofrimento.

E está aí 2014 para endossar esse raciocínio. Ganhamos mais um carioqueta porque os demais nada queriam com a mariola e agora adentramos ao certame nacional de forma vergonhosa.

Precisa falar de Libertdores?

Tudo bem que o elenco que já não é lá essas coisas está desfalcado, certo que a diretoria tem se esforçado em trazer alguém com ao menos um olho para andar nessa terra de cegos que é nosso meio de campo, mas não é possível que não haja ninguém que jogue o mínimo de futebol para nos dar algum alento.

Contra os Curintias semana passada foi tão vergonhoso que nem me arrisquei a passar por aqui. O festival de bicudas para tudo que é lado foi a tônica e a expulsão de nosso capitão, o cara que tem que dar o exemplo, em uma jogada bisonha; foram o combustível para eu esquecer que este espaço existe.

E veio o jogo seguinte contra os porcos do lado feio da Dutra e tudo indicava que ia passar mais uma semana sem mostrar a cara, mas não é que o segundo tempo foi até razoável!

O argentino deu uma de Alecssandro e no pouco que jogou deu um sopro de vida a um time semi-morto.

Resta saber se vai fazer como os demais 171 que tentaram jogar futebol e que só jogam quando os demais jogadores em campo já estão cansados.

O maior exemplo disso é o próprio Alecssandro que fazia gol de tudo que é jeito quando entrava nos 15 minutos finais das partidas.

Foram algumas partidas e o enredo o mesmo, o Hernane se matava durante 75 minutos para fazer um, não fazia e o cara entrava e pimba! Gol.

Bastou virar titular e acabou a festa.

Fez 2 no domingo, parabéns!

Confesso que, como todos, gostei do 2º tempo, mas não estou convencido que isto significa uma melhora definitiva.

Vamos ver nos próximos jogos.

Saudações.


24 abril, 2014

SEM COMENTÁRIOS


Mulambada,

Não foi o feriado e sim que está sendo muito difícil escrever algo nesse espaço. Entra jogo sai jogo e a situação não muda.

Vou ser curto, mas não dá para ser grosso. Grosso é o que tem sido o futebol jogado pelos come-dorme que vestem o Manto.

O empate para os Guaranis lá do centrão do país foi uma derrota. Derrota acachapante. Perdemos 2 preciosos pontos que poderão fazer falta no que parece ser mais um ano de luta contra o rebaixamento. Tá certo que time grande não cai, mas não precisa colocar nossos já combalidos corações à prova todo ano.

Assim não há orçamento familiar que resista mesmo com Bolsa Escola e demais benesses que nos oferecem por aí. Afinal a consulta de um cardiologista está para a hora da morte e não me venham falar de SUS, pois se o ex e a atual presidente não o utilizam é porque não deve ser nada confiável, se não eles, a quem deposito minha total confiança, iam utilizá-lo.

Bazinga!

Mas isso é outra conversa. Voltemos ao que é discutível.

Eu não consigo mais ver jogos de futebol. Há muito que assistir a uma partida deste jogo se tornou programa raríssimo aqui no Brasil. O que vemos por aí são verdadeiras e horrorosas peladas, são partidas de outro jogo ao qual ainda não sei o nome, não consigo entender as regras nem objetivos e provavelmente por isso não me seja atrativo.

Talvez por economia, esse jogo tem muitas semelhanças com o antigo futebol. O campo é igual apenas um pouco menor, a bola me parece ser a mesma e o preço dos ingressos é bem maior.

Parece que é mais interessante assisti-lo na televisão, pois aqueles que o fazem ao vivo são poucos e estes vão a arenas e não aos estádios.

O objetivo me parece ser o mesmo, mas a forma de se conquista-lo é bem diferente. É tal de bicuda na bola pra tudo que é lado, os jogadores se agredindo física e verbalmente e o árbitro, coitado de uma incapacidade absurda está quase sempre rodeado pelos jogadores dos dois times em longas e improdutivas discussões. A bola fica sendo disputada na faixa central do campo ficando as demais partes como se fossem terras abandonadas e improdutivas.

Espanta-me ainda não terem aparecido alguns sem-terra para ocupa-las.

Parece que o Flamengo andou juntando um bando e atualmente participa dessa coisa e eu tenho assistido a isso só porque é o Flamengo, mas confesso que não entendo muita coisa.

Nada ali me atrai. Se não fosse meu sangue Rubro-Negro já teria desistido.

Há até alguns que poderiam se sair bem jogando futebol, mas a maioria nem no banco de meu time (de futebol) ficariam.

A saudade de ver a bola ser bem tratada só é saciada quando ligo a televisão para ver jogos de outros países. Mas isso também não me agrada muito, pois o que eu gostaria mesmo é de ver os times daqui praticando novamente o bom e velho futebol. Aquele onde botinudos eram relegados ao segundo plano, aquele invejado, temido e copiado pelo mundo.

O esforço despendido para assistir a uma partida é cada vez mais hercúleo alimentando a tristeza que me acompanha ao final de cada partida.

Os títulos não me satisfazem mais, pois existe sempre um senão. Uma bola que entrou cujo gol fora invalidado, impedimentos não marcados, jogadores escalados indevidamente, etc. Uma sucessão de lambanças que inevitavelmente diminuem o valor de cada conquista. Mesmo nós Flamengos não tendo nada a ver com a incompetência alheia. Que fique claro.

Afinal ainda não estamos em tempos de entrar em campo armados objetivando o roubo. Ainda acredito que a incapacidade de gerir de nossos árbitros e afins não os permite nem elucubrar tais tramoias.

Ainda sobra poder sacanear os adversários, principalmente os regionais que conseguem ser piores que nós. Mas isso também já está ficando sem graça.

Para os mais jovens, com menos de 30 anos, fica mais fácil aceitar essas deficiências, pois nasceram em ambiente onde o futebol já era desprovido de técnica e a integridade do cenário socioeconômico, principalmente nacional, é isso que lemos todos os dias nas revistas e jornais.

Mas para mim, é muito complicado.

Não me chamem de saudosista. Sei que no correr dos anos a evolução é inevitável, o foco na preparação física, a aplicação de técnicas visando a melhora do porte físico são necessárias. Isso foi feito com Zico no início de sua carreira, mas é preciso que se dê preferência a técnica; ao jogo.

Foi como fizeram com ele.

Se quiserem ver um jogo mais viril, mais ríspido a fim de externar seus instintos animais, tudo bem é questão de gosto. São várias boas opções no mercado.

Futebol Americano;

Rugby;

Hockey no Gelo.


Mas por favor, deixem o futebol voltar a ser futebol.

Saudações.