Mulambada,
Estou confuso com a exibição de ontem. É complicado
entender algumas pequenas coisas que impactam significadamente no desempenho de
uma equipe e consequente resultado da busca de um objetivo.
Sei que podem existir influências externas, ainda mais
se considerarmos nosso querido Brasil onde a política suplanta a técnica em
quase 100% das decisões dando origem a muitos de nossos problemas.
Porém, não posso entender que alguém, em plena
capacidade mental possa sucumbir a determinadas pressões quando sua cabeça é o
primeiro prêmio a ser conquistado.
Custa entender como pudemos entrar em campo ontem,
contra o “Todo Poderoso” Resende, com três Cabeças de Bagre no meio de campo.
Mesmo que esses possam ser chamados de técnicos.
Saudades dos tempos em que nossos Cabeças de Bagre
eram Carpegianni e/ou Andrade. Contudo não podemos viver de passado. Vamos em
frente.
Entretanto, como ir em frente se mesmo após quase 15
dias treinando exaustivamente, entramos em campo temendo o “Todo Poderoso”
Resende?
Está certo que até jogamos bem. Dominamos o 1º
tempo e saímos consolidados em um 2 x 0 que não mostrava a realidade do acontecido
nestes primeiros 45 minutos e acréscimos, quando fomos soberanos e perdemos
alguns gols.
Era o intervalo e meu filho foi dormir:
“Já vai cara? Não vai ver o 2º tempo?”
“Ah! Pai, já está definido, vou dormir que amanhã
trabalho cedo.”
Deu sorte, não precisou passar pelo que passamos.
Sabem aquela história do coelho e a tartaruga? Pois
é, foi a mesma coisa.
O Flamengo estava cheio de si pelo desempenho do 1º
tempo e relaxou. O oponente entrou em campo e iniciou o jogo e só depois de terem
feito dois gols é que o Flamengo resolveu voltar do vestiário. Resultado,
tal qual o coelho da fábula, se ferrou!
A defesa fraca, dois beques lentos e perdidos no
tempo e no espaço.
Nosso técnico escolheu mal na 1ª substituição e
depois dos 2 gols sofridos, se apavorou e errou mais duas vezes.
Fomos para frente como loucos e até perdemos
chances, mas a tradicional explanada (já deixou de ser avenida faz tempo) Leo
Morto se consumou como o mapa da mina. E tomamos o terceiro e derradeiro gol em
um dos poucos, mas eficazes contra-ataques dos caras.
A pá de cal.
Não é novidade que há muito o Mais Querido nos
deixa na mão em raras, mas vexaminosas atuações contra times pequenos. Foi
assim em duas ocasiões contra a La U do Chile, contra o América do México, na
semifinal da última Taça Guanabara e ontem.
Somos os mestres em nos deixar roubar o doce como
se crianças fossemos e com isso, a Arco-Íris mal vestida se enche de energia
esquecendo-se de sua própria insignificância.
Mas foi apenas o primeiro jogo, as coisas vão
melhorar, podem ter certeza. Assim como é normal essa nossa dislexia é normal
buscarmos forças onde menos se imagina para então partirmos às vitórias que escreverão
novas Histórias de conquistas.
Saudações.

O Flamengo precisa de um camisa 10 urgente! Viu as jogadas do Renato Augusto pelo Corinthians ontem? Pois é... Precisamos de um lateral direito, de um atacante de primeira linha (Hernanes é apenas um bom reserva) e, precisamos faz muito tempo, de uma boa dupla de zagueiros.
ResponderExcluirAnônimo,
ExcluirObrigado pelo comentário e presença.
Calma, estamos nos reestruturando, nosso time é jovem como na década de 70, quando surgiu Zico, nosso 10 está lá, vai ganhar confiança e começar a jogar bola. Considere o carioqueta como prétemporada, se ganharmos algo, será surpresa.
Leia os textos anteriores e veja onde temos de focar.
Abraço.