02 março, 2013

NATAL, A MISSA DO GALO



Mulambada,

Muitos, mesmo que contemporâneos não entendiam e ainda não entendem o motivo de certas coisas. Alguns conseguem perceber que há uma diferença, mas não a essência do sentimento, a grandiosidade de feitos e o que isso tudo representa para nós, milhões de favorecidos e felizardos que têm nessa história muito a agradecer e respeitar.

Esse texto não tem a pretensão de explicar o inexplicável, mas sim prestar uma singela homenagem àquele que merece mais que isso.

Até porque os fatos aqui resumidos são a mais clara e simples representação da verdade que, só não vê quem não quer.

Escrever essas palavras é o mínimo e fico feliz em poder fazê-lo. Entretanto se, além disso, eu conseguir fazer com que mais alguns poucos que sejam, entendam a grandiosidade disso tudo, ficarei mais feliz ainda.

Diz a lenda, que um tal de Papai Noel mora há séculos, no Polo Norte. Um velhinho que, junto com seus assistentes, os duendes, passam o ano fabricando brinquedos e enchendo o saco da Mamãe Noel, enquanto aguarda as proximidades de dezembro quando recebe os milhões de cartinhas de crianças pidonas.

Elas escrevem ter se comportado muito bem durante o ano, blá blá blá e que por isso merecem receber seus tão desejados presentes de Natal.

O Bom Velhinho, que não é bobo nem nada sabe muito bem que apenas poucas delas são reais merecedoras e só a elas atende, mas os pais das demais, para não deixa-las tristes correm às lojas atrás dos desejos dos filhos; mimando-os.

Com isso, milhões de crianças de várias nações permanecem mal educadas a espera do dezembro seguinte.

Todavia, há entre essas uma Nação privilegiada. Pode-se afirmar sem medo de errar que é a Nação mais feliz do planeta. A única cuja brilhante trajetória conquistou a prerrogativa de ter dois Natais por ano.

A origem dessa bela História data de 15 de novembro de 1885 e teve o início de seu ápice em 1953, mais precisamente 03 de março.

Nesse dia, lá pelas bandas de Quintino, um subúrbio do Rio de Janeiro, repetindo 25 de dezembro de 0001, nasce um menino que iria trazer alegria para milhões em torno do planeta.

Ainda criança, passava as tardes nos campinhos do bairro ensinando aos seus discípulos e admiradores a melhor maneira de se tratar uma bola de futebol. Na época, já vestia o Manto.


A fragilidade de seu corpo não o impedia de, com ela, desenhar linhas imaginárias retas ou curvas deixando seus admiradores boquiabertos, marcadores tontos ou algumas vezes estatelados no chão.

Mas ainda eram poucos os que o conheciam.

Encontraram-no e o levaram para as divisões de base daquele que viria a ser o Maior Clube de Futebol do Mundo.

Foi lá que continuou a formar seu caráter e em um trabalho inédito no âmbito futebolístico a estrutura física do corpo que iria ajuda-lo a seguir o seu destino.

Foram árduos anos de trabalho físico, técnico e muita perseverança.

E eles foram passando e quando na casa dos 20, começou a atuar entre os profissionais. Foram atuações discretas que nada lembravam as quando jogava entre os novos.

Eram os anos 70, mais precisamente 1971 e em seu primeiro jogo entre os grandes, foi dele o passe para o segundo gol (Fio Maravilha) na vitória sobre os filhos da Península Ibérica.

O Cara já começou chacoalhando aqueles que hoje são nossos maiores fregueses e vices.

Atuou em apenas duas partidas de sua primeira conquista, o Campeonato Carioca de 1972 e nem aparece na foto.


Zagallo confiava muito no seu talento, mas só foi se firmar entre os profissionais em 1974.

Exemplo a ser seguido e citado até hoje, ele era o último a sair de campo nos dias de treinos. Ficava cobrando faltas tendo como referência uma camisa pendurada no ângulo superior de cada lado da trave. Não é atoa que bater faltas virou sua temida especialidade.

Gradativamente, junto com outros companheiros, foi adquirindo confiança e sua cada vez maior identificação com o Manto Sagrado fez seu futebol aparecer conquistando fãs também entre os adversários.

Logo vieram as demais conquistas, e entre elas antigos tabus iam sendo quebrados. Uma freguesia aqui, outra acolá e o Flamengo consolidava incontestavelmente sua condição de Mais Querido, no país.


Companheiros que haviam sido adquiridos em outras paragens foram sendo substituídos por mais qualificados que como ele, cresceram no âmago Rubro-Negro.

Formaram mais que um time de futebol, mais que uma seleção, mais que uma família da qual ele era o líder inconteste. Juntos eram quase imbatíveis e quando se deparavam com uma rara derrota sabia-se ser apenas o acaso ou um capricho dos Deuses para tentar dar ânimo aos certamees.

Mas não eram só alegrias, em 26 de agosto de 1976, perdeu um de seus melhores amigos e nós, um tremendo craque de bola. Geraldo Cleofas Dias Alves ou Geraldo Assoviador. Com 22 anos, uma das maiores promessas da época. Sofreu um choque anafilático quando convalescia de uma cirurgia para extrair as amígdalas.


Com certeza o ocorrido contribuiu para a perda do que poderia ser o nosso primeiro título nacional.


Mais quatro anos foram necessários para conquistarem o Brasil. Era 1980 e em dois jogos memoráveis o Urubu fez canja, o galo mineiro virou galinha, mostrando quem era o real dono do terreiro.


Logo depois foi a vez das Américas, em três batalhas épicas cuja violência, de intensidade nunca vista, desferida pelos oponentes tecnicamente incompetentes, fora vencida pela união de técnica e Raça possível apenas àqueles que possuem sangue Rubro-Negro correndo nas veias.


Não demorou muito para que, em 1981, conquistassem o mundo.

Possuíam superioridade técnica incontestável devido a qual foi necessário apenas meio jogo para a conquista ser consumada em um 3 x 0 que deixou os súditos da Rainha boquiabertos.


Suas qualidades eram incomparáveis, incontestes e faziam dele superior. A Nação o fez ídolo entre muitos outros na História, o maior de todos eles.


Em 1982 e 1983, junto com seus amigos, mais duas conquistas nacionais.


Porém, para desgosto da Nação foi vendido em 1983 e com o dinheiro obtido, aproximadamente 2 milhões de dólares, dizem, adquiriram o terreno onde hoje está sendo erguido o Ninho do Urubu. Menos mal pelo objetivo, mas que foi triste não se pode negar.

http://www.youtube.com/watch?v=6lDyuWHhTnQ

Foi como se Pilatos lavasse as mãos pela segunda vez.

Foi para a terra das massas sacudir as massas de “tifiossis” ávidos por tempero de qualidade.

Fez com que um inexpressivo time de segunda divisão, como muitos que temos por aqui, se tornasse o segundo melhor daquelas paragens.

Vice artilheiro, jogando menos 6 partidas que  o artilheiro da temporada, deixou saudades nos italianos:

"Para nós firulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor de Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo."

Voltou no segundo semestre de 1985.


E em seu primeiro jogo, fez um gol. Flamengo 3 x 0 no bahia.

Logo depois, um animal, totalmente desprovido de recursos técnicos o atingiu de forma bruta e violenta causando torções nos dois joelhos e no tornozelo esquerdo, contusão na cabeça do perônio esquerdo e profundas escoriações na perna direita.

Teve de se submeter a três cirurgias no joelho esquerdo e a longo período de recuperações devido as consequentes problemas musculares.

"Decidi tentar, pois não admitia a ideia de ser obrigado a abandonar os campos. Queria um dia parar com o futebol e não o futebol parar comigo."

Para voltar a jogar, teve de suportar até oito horas diárias de musculação, lutando para conseguir novos centímetros para a perna esquerda atrofiada pelas contusões.

Em 1986, na estreia de Sócrates contra o pessoal lá de LaranGayras, atuou de forma exuberante e fez 3 gols na vitória de 4 x 1.

Sagrou-se pela última vez, Campeão Carioca e no ano seguinte, 1987, conquistou seu último título nacional; o Penta Campeonato Brasileiro do Mais Querido. Aquele que os invejosos tentam desmerecer pela simples e pura incompetência de obtê-lo; no campo e dentro das regras.


Também no segundo semestre, mas de 1989, ele se despediu dos campos brasileiros.

Com uma atuação magistral, novamente o pessoal de LaranGayras foi a vítima de uma sonora goleada, 5 x 0.

"Era tudo o que eu queria. Terminar com um gol e justo do jeito que eu mais gosto: de falta."

Convidado, aceitou e passou quatro anos (1991 à 1994) no Japão ensinando os baixinhos a jogar futebol.

Ajudou a construir toda a estrutura que hoje existe na terra do Sol Nascente e por lá também é ídolo nacional.

Não é difícil encontrar uma relação das conquistas obtidas com seus mais de 700 gols e dessas cito as que considero mais importantes:

- Campeonatos Cariocas                              -            007
- Campeonatos Brasileiros                            -           004
- Taça Libertadores da América                   -           001
- Campeonato Mundial de Clubes                -           001

Mais importantes por terem sido as que nos fizeram a Nação mais feliz do mundo.

Outras histórias foram parte de sua História. E de todas estas Histórias, a que ele ajudou a construir pelo Mais Querido é sem dúvidas a mais bonita.

Para felicidade geral da Nação, voltou à Gávea como dirigente em 2010, mas foi vergonhosamente caluniado por um qualquer que, apoiado pela fraca e covarde direção da época em um dos atos mais sujos já visto, fez com que ele abdicasse ao cargo.

O fato de não ter conquistado uma Copa do Mundo pelo Brasil é tido como um demérito por muitos, mas os inteligentes citam Calazans:

“Azar da Copa!”

E eu acrescento que essa é mais uma exclusividade e honra que só os Flamengos têm; um título Mundial Conquistado por Zico.

Não é para qualquer um.



Entretanto, mesmo com imagens, histórias, relatos e inúmeras conquistas há os que tentam denegrir a imagem indelével deste cidadão antes de tudo Rubro-Negro de corpo, coração e o mais importante de alma.

São aqueles que, diferente dos que torcem por outros times, mas tem a humildade de reconhecer os feitos do Galo, cultivam a inveja, a raiva e a pobreza em seus corações.

A estes coitados, dignos de pena eu dedico esse vídeo com poucos dos muitos lances daquele que nada mais fez do que trazer alegria para nosso povo tão sofrido.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/03/60-tons-de-zico-decisoes-golacos-passes-dramas-lances-inesqueciveis.html

É necessário acrescentar que não é só futebol e respectivas conquistas que fazem dele um semideus. Algo maior, que pouquíssimos frequentadores deste meio são dignos de ter. Seu Caráter, Sinceridade, Correção e o Amor por este Clube foram os alicerces que ajudaram a torna-lo o maior da maior Nação.

Não meus caros, não é exagero. Nós desta Nação estamos espalhados pelos quatro cantos do planeta quase que exclusivamente por seus feitos ou consequências deles.

Feitos que o fizeram Zico do Flamengo, mantendo a ordem natural aos valores e não o Flamengo de Zico, como outros médios que se espalham por aí.

Não importa se há instituições mais ricas ou com mais conquistas. O que importa é que não há e nunca haverá outro como o Flamengo. Não há um que tenha em sua História tantos ídolos criados em suas divisões de base e entre eles um que represente tanto quanto este que homenageamos hoje neste dia 03 de março de 2013, data de seus 60 anos de glórias.

Ele junto com outros que nasceram e viveram nas fileiras das Glórias Flamengas, misturando Raça e técnica de forma inigualável, inúmeras vezes embalados pelos cânticos da onipresente Nação em uma simbiose invejada e nunca igualada, fazem daqueles que não entendem o real significado de ser Flamengo, meros coadjuvantes e como tais a vida lhes é efêmera e passa sem ressaltos ou sobressaltos.


Ontem ele foi merecidamente homenageado com uma estátua. Como se isso fosse necessário para perpetuar seus feitos.


A mim só resta dizer:

“Obrigado, Arthur Antunes Coimbra e que nunca deixes de ser Zico."

Saudações.


24 fevereiro, 2013

TUDO MORNO


Fala aí Mulanbada!

Em uma semana em que um deficiente físico, dizem, perdeu o gosto por mulher bonita e os maloqueiros lá da ponta feia da Dutra mantiveram suas frustradas tentativa de se tornar conhecidos internacionalmente, o jogo de ontem que já não valia nada, perdeu todo apelo que já não tinha. Resultado, 6 mil Mulanbos compareceram ao Raulino.

No botequim onde assisto quando não vou aos estádios, éramos apenas 5.

Com esse cenário, o jogo até que foi “marromenu”

Hernane 100% continua 100%, mas não fez gol e jogou mal. Estaria ele voltando ao normal?

Mas se o ataque não faz gol, os cabeças de área aparecem para salvar o bicho e a surpresa do dia foram os dois gols do Canelada.

Eu não desgosto dele, ao contrário, gosto de seu discurso, respeito e acredito em seu coração Rubro Negro, sua Raça e vontade de vencer, mas acontece que de boa vontade só, não basta. Tá certo que ele tem um futebol razoável e para vencer carioquetas safados está muito bom, mas quando a pré-temporada terminar, nós vamos precisar de mais do que isso.

Fez dois, um de cabeça, que não é o seu forte e uma ou duas boas jogadas. A que chamou atenção foi um lançamento curto do meio de campo para J. Paulo na esquerda, este passou à Rafinha que de calcanhar seguiu a jogada que no final não deu em nada.

Com tudo (?) isso metemos mais 3 pontinhos na sacola. Justo.

Compatível com a importância do jogo, jogamos o necessário. Ninguém se sobressaiu. A não ser o Canelada, não pelos feitos, mas sim porque ninguém queria muita coisa a não ser voltar para casa logo, para preparar o churrasco de domingo.

As estreias como de hábito desfilaram em campo. O passe (falta) de Cadu para o 1º gol foi sua melhor jogada. Os demais, ora, correram bem.

A zaga me preocupa. As caras novas não nos fazem esquecer 2012, mesmo com a volta do Pirulito, que jogou como pirulito, ou seja, fez presença nas de útil, NADA!

Resultado, Felipe, para mim, o melhor em campo.

De positivo é que vemos um esquema de jogo sendo construído e parece que os chutões de 2012 se não faram abolidos totalmente, um dia serão e isso muito me agrada.

A garotada continua correndo e a fim de jogo, mas também não foram tão efetivos como em jogos anteriores.

Continuo na expectativa da estreia do Leo Morto. Não foram raros os momentos de sua carreira em que foi importante e com o surgimento das promessas entendo que o futebol dele pode melhorar.

É aquela tal da osmose. O bom futebol passa de um meio hipotônico (Rafinha e Rodolfo, por exemplo) para um meio hipertônico (Leo Morto, Canelada, etc.). Está acontecendo com o Hernane e ontem foi com o Canelada, porque não pode acontecer com o Leo?

Mas para isso meu caro, tem que estrear.

Saudações.


17 fevereiro, 2013

O DONO DO TERREIRO


Mulanbada,

O que importa nesse Campeonato chinfrim são as vitórias. Os times médios não são bons o suficiente para testar o nosso, sendo assim, só nos resta contar os pontos ganhos.

Entretanto, não foi fácil.

Entramos em campo com a expectativa da estreia do Cadu. 

Ele passou a semana dizendo:

“Seria bom o Estádio estar cheio.”

Repetia como mantra e acrescentava dizendo que estava animado por ser um clássico.

 Perdoemos, está apenas há poucas semanas no Rio. Breve vai entender que para o Flamengo, clássicos só no Brasileiro.

Confesso que suas palavras me contagiaram mais do que o devido e quase comprei ingresso. E assisti ao jogo esperando dele mais do que eu vi. Perdoa-se novamente, está fora de ritmo e se esse calor "daporra" já mexe com o carioca imagino o que não está fazendo com ele que recém chegou da Rússia?

Ele e o Leo Morto juntos fizeram nosso time entrar com menos um e mesmo com dez vencemos a peleja.

Previsível.

Não gostei do primeiro tempo. Mesmo o gol de Hernane 100% logo no início, não foi suficiente para manter o Urubu calmo e senhor do terreiro. Fizemos o gol e iniciamos uma viagem sem graça, retrocedendo meses à 2012. Demos vários chutões e deixamos o show para o Felipe. Tudo bem que o goleiro está lá para trabalhar, mas prefiro vê-lo de bobeira na área.

Tá certo que chegamos a perder um ou dois gols, mas o pessoal da carrocinha estava a fim de jogo e o Seedorf, fez o de sempre, carregou os outros 10 nas costas.

Nossa zaga estava batendo cabeça o que me fez perguntar no Twitter:

“‏@UMAVOZDANACAO Wellington voltou? Zaga joga como em 2012.”

Mas não era só a defesa, o time todo lembrava 2012. Bolas bobas eram perdidas, entregues aos perebas do outro time e chutões pra onde o nariz estivesse virado.

E veio o segundo tempo no qual começamos jogando melhor, mas só fomos começar a jogar como Flamengo com a entrada de Rodolfo, mas só quando ele e Rafinha começaram a se entender.

A dupla RR deu novas cores ao jogo. Rafinha recuou e começou a armar as jogadas, mostrando outro lado de seu ainda pequeno repertório de jogadas. E Rodolfo mais incisivo que não vestia a 7, mas, para desespero do pessoal da Kombi e guardando-se as proporções, fazia lembrar poucas das muitas peripécias de Garrincha.

O goleiro deles não trabalhou muito, é verdade que também chutamos mal quase todas as bolas e ela cismava em não entrar. Mas estivemos bem mais presentes no ataque do que o adversário que por alguns minutos ficou vendo nossa garotada brincar com a bola.

Ela devia estar muito feliz junto àqueles pés tão jovens e criativos.

E nossos soldados estavam bem, seguros, sem firulas. Todas as jogadas com objetivo no coletivo. Quando faltava a técnica em bolas bisonhamente perdidas a Raça, embalada pelos cânticos da Nação, se fazia presente como há muito não via.

Era um segundo Flamengo em campo.

Mais sério, equilibrado e objetivo. Não fizemos mais um por capricho ou falta de. Sem problemas, estamos fazendo uma campanha bem acima do esperado e o mais significativo nessa história toda é que estamos reavendo nosso sorriso.

Ainda não somos imbatíveis, mas que está ficando divertido está. Não pelas vitórias e sim pela forma como os Flamengos vêm honrando o Manto Sagrado.

O importante não é saber quem é o dono, mas sim quem manda no terreiro. Com esse, são onze jogos invicto no estádio deles (?).

Saudações.


14 fevereiro, 2013

QUE VENÇA O MELHOR

 

Mulambos,

Estamos as vésperas de um jogo que poderá ser a prova da qualidade de nosso time, para este Carioqueta falido. 

Não tanto pelos atributos do oponente e sim pela falta de algo melhor.

Sendo assim, neste domingo vamos medir forças com o atual América. Com todo respeito ao Alve-Rubro de Campos Salles, que sempre honrou seus torcedores, mesmo com raras conquistas e já foi o grande time médio do certame carioca.

Hoje quem ocupa este lugar é o time locatário do Estádio Olímpico João Havelange, o impopular Vazião.

Hoje! Porque se não pagar as contas direitinho vai ser vítima de uma Ação Cível de Despejo. O que diminui esse risco é que ninguém quer aquele Elefante Branco cujos dias de vida estão sendo contados pelos dias que restam para a reinauguração do Maracanã. Nossa Casa.

Sabemos, e não podemos esquecer, que o grande objetivo deste 2013 não é o futebol e sim o saneamento das contas e organização administrativa para que possamos vislumbrar um futuro de presentes.

E por isso, não montamos um grande time.

Com as meninas de LaranGayras focadas em um objetivo quase impossível e os descendentes ibéricos mantendo a normalidade morna das últimas décadas, só nos resta o pessoal da carrocinha para tentar nos importunar em nosso natural caminho rumo a mais uma glória e consequente ratificação da Hegemonia Carioca.

Como se isso ainda valesse algo importante a não ser colocar os impuros em seu devido lugar.

É certo que nem tudo são flores e mesmo que inferiores todos se multiplicam ao enfrentar ao Mais Querido. Buscam e acham, não sei onde, forças para, em raros momentos, trazer certa dificuldade.

Entretanto, somos como carteiros, às vezes somos mordidos, mas a correspondência nunca deixa de ser entregue.

   

Eles hoje, na teoria, têm a 2ª melhor administração do estado e o time mais redondo, mais coeso.

E ainda contam com o bom futebol de um holandês, torcedor de quem?

Com resultados “importantes” contra Resendes, Macaés e Audaxes da vida e dois empatezinhos mixurucas com os de Moça Bonita e com os reservas das Flores; eles se mantém, aos trancos e barrancos, no 1º lugar de seu grupo. Atributos que, por falta de algo melhor, os permite ser o termômetro a testar nosso time ainda em formação.

O que pode ser relevante neste embate e levar mais que poucos da Nação ao Vazião, é que há a possibilidade da estreia de nosso novo “10”.

Ainda não está confirmada, mas só a possibilidade de isso acontecer indica que o trabalho que está sendo feito no Ninho do Urubu é sério, portanto, se não estrear agora, não deve passar do próximo jogo.

Isso acontecendo, meu caro Cadú, seja bem vindo e honre o Manto Sagrado e muito mais o “10”.

E quanto a pelada de domingo... Que vença o melhor, ou seja, o Flamengo.

Saudações.


09 fevereiro, 2013

EXPLORANDO EMOÇÕES


Estamos em pleno gozo das festas momescas. Aqui na Cidade Maravilhosa, como em outras cidades pelo Brasil à dentro, os blocos tomam as ruas em uma justa e contagiante alegria misturada a atos de vandalismo e imundice, natural de nosso povo educadinho.

E ainda tem quem diz:

“Este é o maior espetáculo da terra!”

Há os que não gostam, não é o meu caso apesar de não estar muito animado este ano, assim como aqueles que gostam de fazer algo mais tranquilo nos intervalos da folia. E para estes, estou republicando o texto abaixo que foi escrito em 18 de junho de 2011, em outro blog que mantenho.

Eram poucos dias após o Galo iniciar suas atividades como Diretor de Futebol, cargo do qual seria deposto, vergonhosamente por unzinho qualquer, em uma tremenda injustiça que manchou a maravilhosa História do Flamengo.

Com isso, estou matando dois coelhos com apenas uma porrada.

Os “ecologosxiitas” que não façam dessas palavras um cavalo de batalhas. Estou apenas dizendo que vou atingir dois objetivos com apenas uma ação. Eu nunca mataria um coelho quanto mais dois, muito menos de porrada. OK?

O primeiro eu já disse e o segundo é que estou cumprindo com o prometido em um texto anterior que seria republicar um Projeto idealizado por mim para o Mais Querido.

Trata-se apenas de um Conceitual que necessita de estudo aprofundado a fim de verificar sua real viabilidade tanto econômica quanto legal e afins.

Mas eu levo muita fé.

Vamos a ele:

Outro dia estive na Gávea, mais precisamente na sede do Mais Querido. Eram os aniversários de meu afilhado e seu irmão que iriam ser comemorados num churrasco.

Estava com meu filho que vestia uma camisa do Goiás que havia ganho há certo tempo. Coisas dessa juventude de hoje que com a falta de ídolos acaba vestindo camisas de diversos clubes de todas as partes do mundo.

Aproveitava para conhecer a loja do novo patrocinador, muito bonita por sinal. Ao passar pela porta fomos educadamente abordados pelo segurança informando que por ordem da nova Presidente meu filho não poderia frequentar as dependências do clube, incluindo a loja, se ao menos não vestisse a camisa pelo avesso.

Entendi, mas não gostei.

Entendo não permitirem usar camisas de times rivais do Rio ou até grandes times de outros centros importantes como São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, mas do Goiás, sem desmerecer o clube e o estado, não vejo necessidade. Bom, mas não é esse o assunto que quero abordar.

Estávamos escolhendo o que comprar quando resolvemos tirar umas fotos junto a Taça do Hexacampeonato brilhantemente conquistado em 2009.

Logo apareceu uma senhora acompanhada de seu filho e neto. Ela se aproximou devagar, olhos fixos na taça. Quando chegou perto, segurou no meu braço e com a voz embargada balbuciou:

“Meu filho, estou emocionadíssima. Vim de... (esqueci o nome da cidade, só sei que não é perto). É minha primeira vez aqui, você não imagina como desejei isso.”

Olhei para seus olhos úmidos e acarinhando seu ombro disse algumas palavras que não lembro ao certo. Ela retribuiu com um sorriso, nos despedimos e seguimos cada qual o seu caminho.

Entretido com as atividades do churrasco me esqueci, por momentos aquela imagem, mas ao chegar em casa, comecei a analisar o acontecido.

Isso me fez pensar em como o Mais querido poderia estar em uma situação melhor do que a que se encontra há alguns anos.

Resolvi então resgatar um texto que havia enviado a dois colunistas de O Globo que não deram muita bola.

Agora, com a Volta do Galinho como Diretor de Futebol do Mais querido talvez seja aproveitado de alguma forma. Segue:

Por muito tempo, com raras exceções, o futebol carioca viveu à sombra dos times de São Paulo. Quase nunca venceram uma competição nacional.

Mas nos anos oitenta surgiu uma força, todos conhecem, não vamos alongar o texto falando de Zico e Cia. Mas nossos "competentíssimos" dirigentes perderam essa oportunidade, grandiosa por sinal, quando poderiam fazer surgir a maior potência do futebol mundial.

Você deve estar pensando que sou louco, mas alguém REALMENTE parou para pensar o que significam trinta e cinco milhões de pessoas? Alguém realmente já parou para pensar que desses trinta e cinco milhões a maioria têm o sentimento igual ou parecido com aquela senhora da loja.

Esse número equivale a três vezes a população de Portugal! Tudo bem, vamos ser mais modestos, é mais de três vezes a do Paraná e o Genérico Atlético Paranaense tem o melhor estádio de futebol do Brasil. O Flamengo tem ... dívidas.

O Flamengo não é time de estádios como o tão falado São Paulo. O Flamengo é uma Nação e por isso poderia ter um ESTADO próprio.

Louco? Eu?

Imagine, junte os mais ricos torcedores (não são poucos) ou aqueles que vivem de investimentos, cria-se uma SA, compra-se terrenos contíguos e registra-se os valores, constrói-se um COMPLEXO com vários sub-complexos:

1º – Instalações para NOSSOS (não de empresários) garotos, com alojamentos individuais, escola, setor de saúde e lazer além de campos e quadras esportivas para treinamento – O verdadeiro Ninho do Urubu;

2º - Centro cultural e lazer com centro gastronômico, lanchonetes, cinemas, shopping, teatro, hotel, centro de convenções, etc. e, lógico, o Museu do Flamengo;

3º - Centro de Treinamento para o futebol profissional, com as mais modernas instalações do planeta, referência mundial;

4º - Centro esportivo para as diversas modalidades olímpicas, incluindo pista de atletismo, se necessário;

5º - Ginásio com capacidade para vinte mil pessoas onde nós mandaríamos nossos jogos de Basquete, Voley, Futsal, Handbol, etc; com quadras adjacentes para treinamento dessas equipes. Neste local seriam realizados shows diversos;

6º - E por último, coroando a “Urubulândia” nosso estádio (O Monumental Arthur Antunes Coimbra que seria carinhosamente chamado de ZICÃO) com capacidade para aproximadamente sessenta mil pessoas. Quadrado como a Arena da Baixada e com diversos andares como a Bombonera. As arquibancadas, situadas a menos de cinco metros de distância do campo permitindo sufocar os times adversários. Seriam totalmente cobertas. Com assentos exclusivos para os ex-craques do passado (craques de verdade) e celebridades Rubro-negras, que (os que pudessem) pagariam para entrar. Assim, deixaríamos de jogar no campo neutro do Maracanã.

O complexo seria erguido sob um partido arquitetônico simples, funcional e por isso fácil de construir com baixo custo. O trânsito se daria em alamedas arborizadas, por meio de corredores de ônibus elétricos e os carros e ônibus dos visitantes ficariam em estacionamentos específicos ao redor do complexo. No Centro, teríamos um grande lago onde ficaria nossa raia de remo.

O acesso seria pago e toda renda (acesso, ingressos, tickets de museu, cinema e teatro, etc,) seria revertida para quitação daqueles que investiram na compra dos terrenos e demais despesas e pasmem, para o Flamengo.

A estrutura seria auto-suficiente sendo desnecessário patrocínio os quais guerreariam para ter sua marca gravada no Manto Sagrado que por opção poderia se exibir sem nenhuma interferência gráfica de patrocinadores (que coisa linda).

Nesse complexo formaríamos diversos Didas, Zicos, Andrades, Adilios, Geraldos, Juniors, Leandros, etc. ao ponto de podermos disputar os campeonatos nacionais com um time e os internacionais com outro.

Não precisaríamos de Ronaldos, Kakas, Ronaldinhos, Adrianos, etc. que estariam fazendo de tudo (ao contrário de hoje) para defender as cores do Mais Querido.

Jogadores como Ruan, Obina, Leo Moura etc. seriam no máximo reservas e nenhum jogador iria dar piti em treinamento ou campo de jogo, pois saberia que a fila seria grande.

Será que não existe meia dúzia de Flamengos honestos capazes de tornar esse sonho realidade?

Que Cristo ajude nosso Rei.

Saudações!


07 fevereiro, 2013

EVOLUÇÃO

 
Menbros da Nação,
 
Não se trata apenas de uma partida de futebol, não se trata apenas de uma vitória e não se trata da fragilidade do adversário.
 
“Ué! Não foi esse o time que quase bateu o atual campeão brasileiro na semana passada?”
 
Sim meus caros, foi esse mesmo! Mas isso também não importa em nada.
 
Em uma noite em que nos presenteiam com a presença de três estupendos craques de tempos não muito longínquos, tivemos gratas surpresas.
 
Junior, Pet, Zico e Cadu tabelando na telinha como se estivessem em campo em um devaneio indiferente a diferença de gerações.
 
Enquanto isso, no não tão verde gramado do Moacyrsão o Mais Querido travava mais uma batalha na sua árdua tarefa de recuperar brios esquecidos em algum canto por gerações de diretorias pobres de honra.
 
Foram mais 4 gols, dois de Hernane mantendo seus 100% que começam a nos fazer esquecer de outros menos favorecidos devido a névoa infecta que pairava nos ares Rubro-Negros há poucos e esquecíveis anos.
 
Gols que fizeram um da Nação pertinentemente “twittar”:
 
“O Flamengo só faz 4 gols em time pequeno.”
 
Mas não foram os gols que me chamaram atenção, mesmo o de Rafinha, gol maroto de garoto pé no chão que se dá ao direito de ser moleque sacana de vez em quando.
 
“Obrigado mais uma vez, Zico. Você realmente só nos dá alegria! Ao contrário de alguns capitães que deveriam nem soldados ser de tão rasos que são.”
 
Perco as contas de quanto já agradeci a este senhor, prestes a fazer sessenta anos.
 
A grata surpresa se traduz na forma com que o time se apresenta a cada jogo. É uma mistura de ainda pequenas porções de raça, técnica, postura, atitude positiva e união.
 
Ingredientes cujas porções aumentam a cada apresentação com promessa de serem doses cada vez maiores com as estreias e contratações que estão por vir.
 
Não meus caros não se trata de empolgação. É certo que faz anos que não vemos o que estamos vendo surgir e esta pequenina centelha poderia nos cegar em um deslumbramento devido à tantos anos órfãos de alegrias.
 
Mas o Flamengo não é mais um bando, isso podemos ter certeza. O time está se acertando em uma mistura de sorte, trabalho, seriedade e discrição.
 
Fórmula simples que poucos conhecem, mas de efeito devastador.
 
Podemos não ser campeões, aliás, esse não é o objetivo do semestre não se esqueçam, mas já é possível notar a Arco-Íris imunda e mal vestida inquieta caminhando à passos largos de encontro ao desespero.
 
Sem meRdalhões criadores de caso que mancham a História do Maior de Todos, vemos claramente uma evolução quando nas saídas de bola ao passarmos da defesa para o meio campo e daí ao ataque o fazemos com passes ainda imperfeitos devido ao início de temporada, mas de estupenda qualidade quando comparamos com jogos de poucos meses atrás. Se não estou errado, anotei nossa primeira e única bicuda aos 24 do segundo tempo.
 
No ataque não nos restringimos apenas a bolas paradas ou cruzamentos quase inférteis sobre a área. Nossos gols vêm sendo feitos apenas e unicamente por atacantes, seu dever de ofício. Não estamos restritos a gols de defensores que para fazê-los deixavam de defender, seu dever de ofício.
 
Hoje os zagueiros e cabeças de área são presenças surpresa em jogadas específicas e não constantes como salvadores da pátria porque o atacante que deveria estar lá queimou o pé no jardim de casa ou se enrola todo com a redonda entre as patas.
 
A bola, carinhosamente agradece, eu também, e quando ela está feliz corrobora para que as coisas continuem caminhando para o seu devido lugar.
 
Lugar de onde nunca deveríamos ter saído.
 
Saudações .
 
 

04 fevereiro, 2013

DESCASCAMOS A LARANJA


Pode não ter sido a Mecânica da Holanda, mas que deu trabalho deu.

Não imagino nenhum dos Flamengos que tenha acordado na ensolarada manhã de domingo com uma única ruga que seja, de preocupação com o jogo. Ainda mais depois do sacode que demos no nosso freguês Vip na 5ª anterior.

Na parte da manhã, levei Boris, meu cão e fiel amigo ao parque para encontrar com os amigos. Depois do banho, deixei-o secando e fui fazer hora em um rolé até Itaipava a fim de respirar ares mais puros e curtir a serra de moto.

A preocupação era apenas voltar na hora de ver mais uma estreia. Walace o Culto e Fiel.

Não entenderam?

Ora, não foi ele que disse que gosta de ler e nunca pegou ninguém a não ser a esposa?

Bom, não sei se é verdade e não tô nem aí para saber se é. Isso é problema dele. Para nós, que passamos os últimos anos em meio a travessuras de meninos “maus” até que essa imagem de bom moço chega à Gávea em boa hora.

Mas presta atenção aí o Walace, essa história de bom moço é só fora das quatro linhas. Dentro de campo tem que honrar o Manto. Sem ter pena dos mais fracos. Não vai fazer como os outros que trocavam as bolas e faziam tudo errado.

E não é que nossos caras complicaram o fácil.

Não fizemos muito no primeiro tempo e nada fizemos no segundo.

Entre uma pixotada aqui e outra alí, sobrou a vontade com que a garotada está jogando, nenhuma saudade do Ramon e mais uma ausência do Leo Moura.

Se bem que esse ano ele já fez mais jogadas de linha de fundo do que em todo 2012.

Vejam bem, não tenho nada contra ele fora dos gramados, acho até que ele tem seu lugar em algum canto empoeirado do Hall da Fama dos imortais que honraram o Manto, mas já deu né ô magrelo!

Sabemos que estamos em processo de evolução e como muito bem disse nosso “Professor” haverá oscilações. E entre altos e baixos, ontem estivemos abaixo da crítica.

A evolução se caracteriza quando vemos que nos 90 e acréscimos minutos se tivemos 3 chutões pro alto foi muito.

A boa notícia é que estamos, aos poucos, trocando nossa principal jogada de 2012 por toque de bola na saída da defesa para o ataque. Os passes ainda não são precisos como relógios suíços, mas já tá melhor que aqueles comprados na Rua Uruguaiana por 10 réus. E cá pra nós, pra enfrentar os times pequenos e médios que fazem número nesse Carioqueta de meia tigela tá é muito bom.

E quase no finzinho, quando muitos dos pouco mais de 8.000 incautos já estavam amargando o empatezinho sem vergonha, achamos o gol que Hernane fez só para manter seus 100%.

O vazião estava vazião como sempre e assim vai permanecer. Ainda mais com o ingresso ao preço absurdo que estão cobrando.

Valem os 3 pontos e com o esperado vexame do vices, somos líderes.

Saudações.